Clima do outro Planeta (Parte 2)

Continuação do clima dos Planetas do Sistema Solar

Como é de esperar, a atmosfera de Júpiter também é composta principalmente de hidrogênio. Ventos de mais de 500 quilômetros por hora provocam turbulências eternas sobre a superfície. Para formar uma idéia, um tufão devastador na Terra é o resultado de ventos de mais de 90 quilômetros por hora. A chamada Mancha Vermelha do planeta, que se avista ao telescópio, é um furacão de hidrogênio de 40 mil quilômetros de extensão que rodopia há pelo menos três centenas de anos.

Demora seis dias terrestres—ou dois dias e cinco horas jupiterianos—para que as massas gasosas que fazem parte da atmosfera do planeta contornem o furacão. Da mesma forma que Júpiter, Saturno é de meteorologia instável— basicamente uma bola de gás em torno de um núcleo metálico. Ao estudar as nuvens que fazem parte de sua atmosfera, composta de hélio e hidrogênio, os cientistas descobriram ventos de até 1 400 quilômetros horários. Esses ventos, por sua vez, provocam violentas tempestades magnéticas, com relâmpagos e tudo.


Em agosto de 1981, a nave Voyager 2 descobriu uma nuvem de gases em torno do planeta, muitas vezes mais quentes que as camadas externas do Sol. A maior parte das informações sobre Júpiter e Saturno foram coletadas pelas sondas Voyager 1 e 2 , que passaram a milhares de quilômetros dos dois planetas. Foram elas que mostraram, por exemplo, que os famosos anéis de Saturno são, na verdade, um labirinto de círculos concêntricos de fragmentos, provavelmente de gelo e rochas. A NASA pretendia que a sonda Galileu, cujo lançamento estava programado para este ano, transportasse aparelhos de medição para serem jogados de pára-quedas sobre Júpiter. A experiência foi adiada para 1995, quando se espera que a missão seja retomada, depois da interrupção do programa espacial americano devido ao desastre da Challenger.


Sobre o clima de Urano se sabe muito pouco. Nas altas camadas da atmosfera, composta por um coquetel de gases, como hidrogênio, metano, amoníaco, hélio e talvez ainda vapor de água, as temperaturas chegam a 200 graus abaixo de zero. Em janeiro de 1986, a Voyager 2 mandou para a Terra cerca de 6 mil fotografias desse terceiro maior planeta do sistema solar e sétimo em distância do Sol. A maioria delas mostra claramente seus satélites sem atmosfera, mas as imagens do próprio Urano não dizem muita coisa. Sua atmosfera, percorrida por ventos às vezes violentos, é coberta por nuvens verde-azuladas. Essa cor se explica provavelmente pelas alterações que o metano sofre em presença da radiação solar.

Aparentemente, o calor do Sol tem pouca influência sobre o clima de Urano. O planeta leva 84 anos terrestres para circular em volta do astro. Esse movimento é executado de lado, de tal forma que um dos pólos fica exposto diretamente à luz solar durante 42 anos, enquanto o outro permanece na sombra. Ou seja, o que é o equador na Terra em Urano é um pólo. Mas não existem diferenças significativas de temperatura entre as diversas regiões do planeta. No dia 25 de agosto de 1989, a sonda Voyager 2, lançada em 1977, estará enviando à Terra suas mais importantes observações sobre Netuno . O planeta está tão longe que é impossível ver qualquer coisa debaixo da camada de nuvens que o rodeia.


Tudo o que se diz de Netuno são apenas suposições. Entre 1975 e 1976, por exemplo, houve uma mudança na radiação emitida pelo planeta, captada na faixa do infravermelho do espectro de luz. Isso indica mudanças climáticas associadas à movimentacão de nuvens. Acredita-se que Netuno seja parecido com Urano, isto é, coberto por uma camada de hidrogênio e hélio. Além disso, como Urano, Netuno tem cor esverdeada, provavelmente também devido à absorção de luz vermelha pelo gás metano contido em sua atmosfera.

O mais remoto dos planetas conhecidos do sistema solar, Plutão é também o mais misterioso. Só recentemente se comprovou que possui uma atmosfera, que compartilha com o seu satélite Caronte. A temperatura máxima do planeta não vai além de cerca de 200 graus negativos. É quando os raios do Sol provocam a evaporação da neve de metano que recobre sua superfície, criando uma camada atmosférica muito fina. As moléculas de metano se aceleram a uma velocidade supersônica e atravessam a distância de 19 mil quilômetros que separa Plutão e Caronte (a distância entre a Terra e a Lua é vinte vezes maior). Isso cria a nuvem de metano que envolve os dois astros. Quando eles se afastam do Sol, em sua órbita alongada, a atmosfera volta a congelar-se, caindo como neve na superfície escura do planeta.

Em nenhum planeta existem condições climáticas confortáveis para os habitantes da Terra. O homem não suporta o calor e o frio extremos de Mercúrio, nem pode respirar o venenoso ar de Marte e Vênus, onde, além do mais, a atmosfera é muito ácida e densa. Todos os outros planetas são terrivelmente inóspitos, não só pela atmosfera mortal mas também pela incrível gravidade, no caso dos planetas gigantes, e pelo frio insuportável. Quanto mais afastado do Sol mais gelado e monótono é o clima de um planeta. Assim, mesmo quando a Voyager 2 passar perto de Netuno e Plutão, não se deve esperar que emita boletins meteorológicos espetaculares. Sob tais climas, é virtualmente impossível que haja vida em qualquer desses planetas—ao menos, vida como é conhecida aqui na Terra.
(Link da Parte 1) http://astronomy-universo.blogspot.com.br/2012/11/climas-do-outro-planeta-parte-1.html
Fonte: http://super.abril.com.br

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