O Objeto Herbig Haro (HH) 47 – Um Jato Estelar em Vela

Crédito da imagem: J. Morse / STScI, ea NASA / ESA
O objeto Herbig Haro, HH 47 é um jato estelar bipolar, com 4.83 trilhões de quilômetros de comprimento e uma largura 10 vezes maior que a do Sistema Solar, e localiza-se na borda da Nebulosa Gum, a aproximadamente 1140 anos-luz de distância da Terra na constelação de Vela. Os objetos Herbig-Haro (HH), que receberam esse nome em homenagem aos astrônomos George Herbig e Guillermo Haro, são jatos estreitos de gás e matéria que são ejetados por jovens estrelas a velocidades de 100 a 1000 quilômetros por segundo e que colidem com nuvens de gás e poeira próximas.

Eles são uma ótima região para a formação de estrelas, e alguns deles são vistos ao redor de uma única estrela, alinhado ao longo de seu eixo de rotação. Os jatos estelares parecem se formar à medida que a nuvem de poeira e gás começa a fazer o movimento de redemoinho e novas estrelas escapam. Esses objetos são fenômenos transientes, durando não mais do que alguns milhares de anos. Eles podem se desenvolver visivelmente em uma escala de tempo curta, enquanto se movem rapidamente para longe de sua estrela pai, nas nuvens de gás do espaço interestelar.

A protoestrela central de pouca massa do HH 47, que contém água e gelo de dióxido de carbono, bem como moléculas orgânicas, está ejetando esse jato e criando um fluxo bipolar, além de se localizar dentro de um glóbulo Bok, ou seja, uma nebulosa escura que contém estrelas muito jovens. Essa imagem claramente revela o padrão extremamente complicado do jato que indica que a estrela (escondida dentro da nuvem de poeira perto da borda leste da imagem) possa estar agitada, agitação essa possivelmente gerada pela força gravitacional de uma estrela companheira.

 O jato tem cavado uma cavidade através da densa nuvem de gás e agora viaja a uma alta velocidade pelo espaço interestelar. Ondas de choque se formam quando o jato colide com o gás interestelar, fazendo com que o jato brilhe. Os filamentos brancos na parte inferior esquerda refletem a luz de uma estrela recém nascida e obscurecida. Essa imagem, foi feita com a Wide Field Planetary Camera 2, a bordo do Telescópio Espacial Hubble, e foi criada a partir de dados registrados em 1994, 1999 e 2008.
Fonte: http://annesastronomynews.com

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