4 de jan de 2012

A Galáxia de Explosão de Estrelas IC 10

Créditos da Imagem: Dietmar Hager, Torsten Grossmann 
Escondida atrás da poeira e das estrelas localizadas perto do plano da Via Láctea, a IC 10 é uma galáxia localizada a “apenas” 2.3 milhões de anos-luz de distância. Mesmo tendo boa parte de sua luz apagada pela intervenção da poeira, essa galáxia anã irregular ainda mostra de forma vigorosa regiões de formação de estrelas que emitem um brilho avermelhado revelador e que pode claramente ser visto nessa colorida paisagem celeste. De fato, como sendo também parte do nosso Grupo Local de Galáxias, a IC 10 é a galáxia de explosão de estrelas conhecida, mais próxima de nós. Comparada com outras galáxias do Grupo Local , a IC 10 tem uma grande população de estrelas recém formadas que são massivas e intrinsicamente muito brilhantes, incluindo um luminoso sistema binário de estrelas em raios-X que acredita-se contenha um buraco negro (leia o artigo abaixo). Localizada dentro dos limites da constelação do norte Cassiopeia, a IC 10 tem aproximadamente 5000 anos-luz de diâmetro.
Fontehttp://apod.nasa.gov/apod/ap120104.html

O Núcleo Rosa e Esfumaçado da Nebulosa Ômega


A nova imagem da Nebulosa Ômega, obtida pelo Very Large Telescope do ESO (VLT) é uma das imagens mais nítidas deste objeto, captada a partir do solo. A imagem mostra as regiões centrais rosadas e esfumaçadas desta famosa maternidade de estrelas e revela com um detalhe extraordinário a paisagem cósmica composta por nuvens de gás, poeira e estrelas recém-nascidas. O gás colorido e a poeira escura da Nebulosa Ômega servem de matéria prima na criação da próxima geração de estrelas. Nesta região particular da nebulosa, as estrelas mais jovens – brilhando de forma ofuscante em tons branco-azulados – iluminam todo o conjunto. As zonas de poeira da nebulosa, semelhantes a brumas, contrastam visivelmente com o gás brilhante. As cores vermelhas dominantes têm origem no hidrogênio, que brilha sob a influência da intensa radiação ultravioleta emitida pelas estrelas quentes jovens. A Nebulosa Ômega tem muitos nomes, dependentes de quem a observou, quando e do que julgou ter visto. Entre esses nomes inclui-se: Nebulosa do Cisne, Nebulosa Cabeça de Cavalo e ainda Nebulosa Lagosta. Este objeto foi também catalogado como Messier 17 (M17) e NGC 6618. A nebulosa situa-se entre 5000 e 6000 anos-luz de distância na direção da constelação de Sagitário. Um alvo bastante popular entre os astrônomos, este campo de poeira e gás brilhante é uma das mais jovens e mais ativas maternidades estelares na Via Láctea, onde nascem estrelas de grande massa. A imagem foi obtida com o instrumento FORS (Focal Reducer and Spectrograph) montado no telescópio Antu, um dos quatro grandes telescópios que compõem o VLT. Para além do enorme tamanho do telescópio, o fato da atmosfera se ter mantido excepcionalmente estável durante as observações, apesar da existência de algumas nuvens, contribuiu de forma decisiva para a ótima nitidez da imagem, resultando por isso numa das melhores imagens desta região da Nebulosa Ômega, obtida a partir do solo. Esta imagem é uma das primeiras imagens obtidas no âmbito do programa Jóias Cósmicas do ESO.
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