9 de jan de 2012

A Galáxia NGC 6946 De Frente Para Nós

Composição da Imagem - Subaru Telescope (NAOJ) and Robert Gendler; Processing - Robert Gendler
Da nossa posição na Via Láctea, nós observamos a galáxia NGC 6946 de frente. A grande e bela galáxia espiral está localizada a apenas 10 milhões de anos-luz de distância, além do véu de poeira e estrelas de primeiro plano no alto e distante constelação de Cepheus. A partir do centro e caminhando em direção a sua extremidade, as cores da galáxia mudam desde um brilho amarelado gerado pelas estrelas antigas no seu centro passando por uma coloração azul causada pelos jovens aglomerados estelares e atingindo uma coloração avermelhada gerada pelas regiões de formação de estrelas ao longo dos braços espirais fragmentados. A NGC 6946 também é brilhante na luz infravermelha e rica em gás e poeira, exibindo uma alta taxa de nascimento e morte de estrelas. De fato, desde o início do século 20 no mínimo nove supernovas, a morte explosiva de estrelas massivas, foram descobertas na NGC 6946. Com aproximadamente 40000 anos-luz de diâmetro, a NGC 6946 também é conhecida como a Galáxia dos Fogos de Artifício. A impressionante imagem mostrada acima é o resultado da composição de imagens obtidas com o telescópio de 8.2 metros do Subaru no Mauna Kea.

Programa cria "imagens científicas" de exoplanetas

À esquerda, um planeta gelado com a dimensão de Marte. À direita, um joviano quente, um planeta do tamanho de Júpiter orbitando muito próximo à sua estrela. [Imagem: Abel Mendez/PHL/UPRA]
Realismo científico
A equipe do astrobiólogo Abel Mendez, da Universidade de Porto Rico, está desenvolvendo um software que pode recriar imagens em 3D de outros planetas, com realismo fotográfico. Usando dados científicos obtidos por telescópios e radiotelescópios, o programa constrói uma imagem dos chamados exoplanetas, ou planetas extrassolares, que orbitam uma estrela que não seja o Sol. Planetas girando em torno de uma estrela compõem um sistema planetário. Apenas o nosso sistema planetário específico é conhecido como Sistema Solar. Devido às técnicas de observação, os planetas extrassolares praticamente não podem ser vistos diretamente, embora haja pelo menos uma exceção até agora: 
Um exoplaneta habitável ao redor de uma estrela anã vermelha. [Imagem: Abel Mendez/PHL/UPRA]
Renderizador de planetasComo há uma crescente curiosidade do público sobre o assunto, sobretudo com a descoberta dos primeiros exoplanetas potencialmente habitáveis, Mendez achou que era hora de dar uma cara realista aos sinais detectados pelos astrônomos. O resultado é o programa SER Scientific Exoplanet Renderer, renderizador científico de exoplaneta, em tradução literal. O programa também faz "reconstruções históricas", como no caso da imagem da Terra há 240 milhões de anos, quando todos os continentes eram unidos no supercontinente Pangeia. Diferentemente das chamadas reconstruções artísticas, no SER tudo é feito matematicamente, utilizando dados como o tamanho, a composição química, a temperatura do planeta, e a distância do planeta à sua estrela. Devido a isso, os cientistas afirmam que seu uso deverá ser mesmo científico, devido aos intensos recursos computacionais exigidos em cada renderização.
Exoplaneta na zona habitável com a presença de lagos. [Imagem: Abel Mendez/PHL/UPRA]
Imprecisões das imagens da NASAAo comparar as imagens geradas pelo software que criou com aqueles utilizados pela NASA para a divulgação das pesquisas, Mendez afirma que, em muitos casos, as imagens divulgadas pela agência espacial pouco condizem com a realidade.
Como a Terra devia ser há 240 milhões de anos, com um só continente "globalizado". [Imagem: Abel Mendez/PHL/UPRA]
O cientista diz, por exemplo, que a reconstrução da NASA do exoplaneta Kepler 22-b, descoberto no início deste mês, é imprecisa. Segundo ele, foi usada uma cor correta, mas ele não acha que haja nuvens como as da imagem divulgada. Além de planetas rochosos e com oceanos, o software também pode gerar imagens de estrelas ou gases cósmicos, além de reconstruções realistas de nuvens e efeitos climáticos.
Uma versão beta do programa está sendo testada, mas o software final será lançado no ano que vem.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br 

Cratera lunar gigante é revelada em fotos muito próximas


Imagens incríveis de uma cratera gigante da lua foram capturadas recentemente por um satélite da NASA. Em novembro de 2011, a espaçonave LRO passou por cima da cratera Aristarchus, que se estende por 40 quilômetros e tem mais de 3,5 quilômetros de profundidade, mas as fotos só foram liberadas em 25 de dezembro. A enorme cratera, que é também muito refletora, é facilmente visível a olho nu. Mas os detalhes revelados nas fotos são especiais, decorrentes de um voo muito baixo da LRO. “A espaçonave estava apenas 26 quilômetros acima da superfície da lua, o que é duas vezes mais baixo do que o normal”, afirma Mark Robinson, principal responsável pela nave. “Para você ter um senso de escala, essa altitude é apenas duas vezes maior do que os jatos comerciais voam na Terra”. Os cientistas pensam que a cratera se formou recentemente, em termos geológicos, quando um cometa ou asteroide bateu na lua, cavando um buraco na superfície. A NASA lançou a LRO em 2009, em uma missão de mais de um bilhão de reais, para mapear a lua com detalhes nunca vistos antes. A espaçonave carrega sete instrumentos para estudar a superfície do satélite. 
Fonte: http://hypescience.com 
[Space]

Mistério: rara estrela giratória revela contradição no universo


Astrônomos descobriram uma curiosa estrela giratória que parece ser mais velha do que a explosão que deu origem a ela. Essa estrela em rotação é um pulsar e tem um núcleo superdenso de uma estrela de grande massa que se transformou em uma supernova. Esse pulsar, conhecido como SXP 1062, está girando muito lentamente, o que sugere uma idade avançada. Mas o pulsar não é tão antigo quanto parece, porque a estrela provavelmente explodiu menos de 40 mil anos atrás, de acordo com os pesquisadores. Pulsares são criados após explosões de supernovas, quando restos de uma estrela que entrou em colapso se tornam tão densos que prótons e elétrons se ligam formando uma estrela de nêutrons. 

Devido à conservação de momento angular, as recém-formadas estrelas de tamanho extremamente pequeno giram muito rápido.  Elas são chamadas de pulsares porque essa rotação faz com que a luz apareça pulsando em intervalos regulares. Astrônomos se sentem com sorte por ter detectado a SXP 1062. “Não são muitos os pulsares que já foram observados dentro de suas remanescentes de supernova, e este é o primeiro exemplo claro disso na Pequena Nuvem de Magalhães (uma das galáxias satélites da Via Láctea)”, afirmou Vincent Hénault-Brunet, líder do estudo da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido. 

A equipe de Hénault-Brunet usou o telescópio espacial Chandra, da NASA, e o observatório XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia, para detectar os raios-X emitidos pela SXP 1062. A maioria dos pulsares gira muito rapidamente, com alguns deles fazendo centenas de rotações por segundo. Mas SXP 1062 está girando apenas uma vez a cada 18 minutos, aproximadamente.  O aspecto mais interessante deste pulsar é possivelmente seu período extremamente longo, de 1.062 segundos, que está intrigando cientistas. Ele é um dos pulsares mais lentos já registrados. Pulsares que giram lentamente são particularmente mais difíceis de detectar. Apenas alguns com períodos mais longos do que alguns milhares de segundo foram observados até agora. 

Como os pulsares ficam mais lentos à medida que envelhecem, a rotação lenta de SXP 1062 parece implicar em uma idade avançada, em contraste com o remanescente de supernova bastante recente que o rodeia. Alguma coisa fez SXP 1062 desacelerar mais rápido do que o normal? Será que ele nasceu girando mais lentamente do que outros pulsares conhecidos? Essas perguntas permanecem sem resposta, mas a solução pode estar nas informações já recolhidas, mas ainda não analisadas inteiramente. O plano dos cientistas agora é estudar as informações dos raios-X para descobrir a variabilidade do sistema com maiores detalhes e aprofundar a pesquisa do espectro óptico para investigar as propriedades da estrela companheira. 
Fonte: http://hypescience.com    
[MSN]

Terra se aproxima mais do sol em janeiro


Se o sol lhe parece um pouco mais intenso que o normal ultimamente, você não está vendo coisas. A Terra acabou de fazer sua maior aproximação da nossa estrela no ano. O marco orbital é conhecido como “periélio”, o momento em que a distância entre a Terra e o sol é a menor possível. O evento ocorre todos os anos no início de janeiro, e em 2012 realizou-se quarta-feira, 4 de janeiro. Em média, a Terra orbita o sol a uma distância de cerca de 150 milhões de quilômetros. Esta distância é conhecida como uma unidade astronômica (UA), e serve como critério para saber as distâncias de outros planetas em nosso sistema solar. Marte, por exemplo, está a cerca de 1,5 UA do sol, enquanto Júpiter está a cerca de 5,2 UA da nossa estrela.

Mas como outros planetas em nosso sistema solar, a órbita da Terra não é um círculo perfeito. Em vez disso, é ligeiramente elíptica (ou oval), o que significa que tem um ponto mais próximo do sol (periélio) e um ponto mais distante (afélio). Durante o periélio de 2012, a Terra ficou a cerca de 147 milhões de quilômetros do sol, ou cerca de 0,983 UA. A Terra vai chegar ao seu afélio em 5 de julho desse ano. Nessa época, nosso planeta ficará a cerca de 152 milhões de quilômetros, ou 1,017 AU, do sol. A diferença entre os dois extremos da órbita da Terra é um pouco mais de 5 milhões de quilômetros. Segundo a NASA, em janeiro, o sol pode parecer brilhar cerca de 7% mais intensamente do que em julho, durante o afélio. Para nós, o sol estar mais perto no verão e mais longe no inverno faz total sentido.

Já quem mora no hemisfério norte, isso pode parecer confuso, mas há uma explicação. A mudança das estações da Terra é, na verdade, determinada pela inclinação do planeta em seu eixo, e não pela sua distância do sol. Nosso planeta gira sobre um eixo que é inclinado cerca de 23,5 graus na vertical. A maior aproximação da Terra ao sol a cada ano tem efeitos no espaço. Vários telescópios espaciais mantém vigilância constante sobre o sol para estudar suas tempestades e atividades solares. 

Uma vez que algumas dessas sondas estão “estacionadas” perto da Terra ou de sua órbita, os cientistas têm de levar em conta as variações no tamanho aparente do sol quando o planeta atinge o seu periélio e afélio. Uma dessas naves espaciais da NASA, o Observatório Dinâmico Solar (SDO), tem várias câmeras para gravar vídeos de alta definição do sol. Os cientistas da missão SDO dizem que o periélio da Terra desempenhou um grande papel na escolha das câmeras digitais da nave. “Por que nos importamos? Porque a SDO tem um monte de imagens do sol no periélio em que ele parece um pouco maior do que no afélio, em julho”, explicam os cientistas. “Tínhamos que garantir que essas câmeras pudessem pegar a totalidade da estrela”.
Fonte: http://hypescience.com/
[LiveScience]
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