17 de jan de 2012

Cientistas listam quatro novas descobertas sobre o universo

O exoplaneta Gliese 581g , no primeiro plano desta imagem artística, é considerado pelos cientistas o mais parecido com a Terra.Foto: Lynette Cook/ Nasa/Divulgação

A verdadeira cor da Via Láctea, exoplanetas, um observatório voador e a matéria escura estão entre as últimas descobertas da astronomia. No último congresso da Sociedade Astronômica Americana, realizado em Austin, nos Estados Unidos, de 8 a 12 de janeiro, especialistas de todo o mundo apresentaram os últimos desenvolvimentos no estudo do cosmos. Embora não se conheça vida fora da Terra, para os especialistas estamos iniciando uma nova era no que diz respeito ao nosso conhecimento sobre outros planetas.

 "O telescópio Kepler e as microlentes gravitacionais estão abrindo uma espécie de nova era para a descoberta dos planetas", diz James Palmer, especialista em ciência da BBC. Mais planetas são revelados e novas formas de observação e ferramentas acrescentam dados que ajudam a esclarecer, aos poucos, alguns mistérios do espaço. Confira alguns deles: A verdadeira cor da Via Láctea. A aparência branca da Via Láctea vista da Terra é, na verdade, resultado de um jogo de luz. "Para os astrônomos, um dos parâmetros mais importantes é a cor das galáxias. Isso nos indica a idade das estrelas", diz Jeffrey Newman, da Universidade de Pittsburgh. Uma comparação entre várias galáxias também teve um resultado pouco surpreendente: a cor é de fato branca.

 A novidade, no entanto, refere-se à tonalidade específica. Trata-se do branco da neve da primavera logo depois do amanhecer ou antes do entardecer, segundo os pesquisadores, o que poderá trazer informações sobre a idade da Via Láctea. Até então, um problema recorrente para detectar a tonalidade era a poeira espacial que interfere nos observatórios instalados na terra. Os pesquisadores reuniram, então, informações de milhões de galáxias similares à Via Láctea. A partir de um modelo especificamente elaborado para o estudo, foi feita uma média de cor, cujo resultado foi o branco da neve. Com o resultado, será possível avançar no estudo sobre a origem da Via Láctea, que já tem várias estrelas em fase de decadência, diz o professor.

Estrelas e planetas
Usando uma microlente gravitacional, a equipe de cientistas encontrou uma série de exoplanetas (que estão fora do sistema solar) girando em torno de outras estrelas. A descoberta indica a existência de milhões de outros planetas, apenas na Via Láctea. O método que permitiu a descoberta consiste em usar a gravidade de uma estrela grande para amplificar a luz de estrelas ainda mais distantes e com planetas ao seu redor. Os astrônomos usam uma série de telescópios relativamente pequenos, conectados em rede, e através destes observam o raro evento de uma estrela passando diante da outra, como se vê da Terra.

 A equipe de cientistas usou recentemente esse sistema para observar planetas e ainda que o número de descobertas tenha sido relativamente pequeno, pode-se chegar a uma estimativa de quantos podem existir na galáxia. Embora o telescópio Kepler seja a principal ferramenta para descobrir novos exoplanetas nos últimos anos, as microlentes são melhores para localizar planetas de todos os tamanhos e em diferentes distâncias. "Apenas nos últimos 15 anos fomos de nenhum planeta conhecidos além do sistema solar aos 700 que temos hoje", diz Martin Dominik, da Universidade de Saint Andrews, no Reino Unido.
O Observatório Estratosférico para Astronomia Infravermelha -telescópio, cuja particularidade é estar instalado na carcaça de um avião 747 - captou imagens do que parece ser uma estrela em formação

Observatório voador
O congresso também mostrou dados captados por um telescópio bastante incomum, cuja particularidade é estar instalado na carcaça de um avião 747. O grande feito do Sofia (Observatório Estratosférico para Astronomia Infravermelha) foi captar imagens do que parece ser uma estrela em formação.  "Esta parte da Nebulosa de Órion tem sido observada por décadas.

 É o mais próximo da formação de uma estrela na galáxia, o que nos dá a melhor medida de como as estrelas se formam", explica o professor James De Buizer, da Universities Space Research Association (USRA). Com 15 toneladas, o telescópio é montado em um suporte giratório para que possa permanecer com suas lentes fixas nas estrelas. Ele foi projetado especialmente para analisar o cosmos na porção infravermelha do espectro eletromagnético, uma vez que os telescópios instalados na Terra não conseguem enxergar essa parte porque o vapor de água na atmosfera absorve essa luz infravermelha.
Cientistas apresentaram as maiores imagens já vistas da chamada matéria escura, a misteriosa substância que compõe 85% do universo

Os mistérios da matéria escura
No congresso, uma equipe franco-canadense apresentou as maiores imagens já vistas da chamada matéria escura, a misteriosa substância que compõe 85% do universo. As imagens cobrem um espaço cem vezes maiores que aquele até então captado pelo telescópio Hubble e são compatíveis com as teorias em voga até então. Na nova imagem, os aglomerados de matéria escura podem ser visto circundando as galáxias, conectados por filamentos soltos de matéria escura. A professora Catherine Heymans, da Universidade de Edimburgo, explica que "as teorias da matéria escura indicavam que ela formaria uma intrincada e gigante rede cósmica".

É exatamente o que vemos nesses dados, uma rede cósmica abrigando as galáxias", diz. A matéria escura não emite nenhum tipo de radiação eletromagnética e por isso não pode ser observada, sozinha, por telescópios. Ela pode, no entanto, ser detectada por meio de um estudo de como a luz é refletida por elementos que ficam à sua volta. As quatro imagens foram feitas em diferentes estações do ano, cada uma capturando uma parcela do céu que, vista da terra, é tão grande como a palma de uma mão. Essas descobertas constituem um grande salto adiante no entendimento da matéria escura e da forma como ela afeta o jeito que vemos a matéria normal nas distintas galáxias pela noite.

Juntas, as imagens mostram mais de 10 milhões de galáxias, cuja luz traz indícios da estrutura mais ampla da matéria escura. A professora Catherine Heymans, da Universidade de Edimburgo, explica que "a luz de uma galáxia distante que chega até nós é curva, por causa da gravidade da massa da matéria que se encontra no meio" do caminho. "A Teoria da Relatividade de Einstein nos diz que a massa altera o espaço e o tempo, então quando a luz chega até nós, vinda do universo, caso cruze a matéria escura, essa luz torna-se curva e a imagem que vemos é distorcida", explica a professora.
Fonte: TERRA

Dados antigos do Hubble revelam planetas ocultos

Quando uma equipe de pesquisadores resolveu olhar alguns dados antigos do Telescópio Espacial Hubble e descobriu dois planetas alienígenas que passaram despercebidos por 13 anos, eles sem querer descobriram uma nova forma de encontrar mundos distantes. Agora, os astrônomos estão ampliando suas pesquisas aplicando o método de “escavar dados” em 350 estrelas observadas em 1998 pelo telescópio. “Nós estávamos apenas olhando para os dados arquivados da Câmera Infravermelha e Espectômetro para Multi-Objetos (NICMOS) do Hubble”, afirma o cientista Remi Soumme, um dos envolvidos na descoberta “sem intenção” dos planetas que orbitam a estrela HR 8799.

Mas o pesquisador hesita em prever mais informações novas que o NICMOS poderia render. “Eu realmente espero que encontremos algo, mas prefiro não dizer números”, comenta. “Encontrar planetas é muito difícil. Eu espero que pelo menos um novo sistema esteja lá, mas é improvável que encontremos muitos”.  No sistema HR 8799, existem quatro planetas conhecidos circulando a estrela, que está a cerca de 130 anos luz da Terra. Usando o antigo arquivo do Hubble, Soummer e seus colegas conseguiram identificar três dos planetas. O quarto não foi detectado pelo instrumento do telescópio porque está bloqueado pela luz da estrela.

Os três detectados são grandes e possuem uma órbita longa, levando 100, 200 e 400 anos para dar a volta na estrela. Isso significa que os astrônomos teriam uma longa espera para observar a órbita deles. Mas, uma das vantagens do método usado é que os dados já estão disponíveis com antecedência.

“Basicamente temos 10 anos de ciência que podemos pegar imediatamente”, comenta Soummer. Os exoplanetas da HR 8799 passaram despercebidos em 1998 porque os métodos para encontrar os corpos celestes ainda não estavam disponíveis. Agora, técnicas sofisticadas são empregadas por diversos observatórios espaciais e terrestres, e os arquivos do Hubble podem ter um papel importante.  “Digamos que nós descobrimos um novo planeta em uma dessas imagens, que são antigas, mas podem ser confirmadas por observatórios como o Keck”, argumenta Soummer. “Então, nós potencialmente temos informação sobre o movimento orbital”.
Fonte: http://hypescience.com
[MSN]

Descobertos dois novos planetas que orbitam duas estrelas

O Kepler descobriu dois novos planetas que orbitam um sistema com estrelas duplas, algo nunca observado antes. Os novos planetas, chamados de Kepler-34b e Kepler-35b, foram anunciados no dia 11 de janeiro. Ambos orbitam uma “estrela binária”. Elas são um par de estrelas atraídas gravitacionalmente que orbitam uma a outra. Apesar da existência desses tipos de corpos ter sido prevista, a ideia continuava no campo teórico. Os cientistas a nomearam Kepler-16b “Tatooine”, fazendo referência ao mundo com dois sóis na série “Star Wars”.  “Nós já acreditávamos que esse tipo de planeta era possível, mas foram muito difíceis de detectar por uma série de dificuldades técnicas”, afirma o líder do estudo, Eric B. Ford.

“Com a descoberta do Kepler-16b, 34b e 35b, a missão Kepler mostrou que a galáxia tem milhões de planetas orbitando duas estrelas”. Os planetas foram descobertos ao notar que a luz diminuía conforme a passagem deles, por ambas as estrelas. O Kepler também registrou que luz diminuía com a passagem da outra estrela. Os laços gravitacionais comuns entre as estrelas e os planetas tornam a transição regular, permitindo que os astrônomos confirmem a massa dos planetas. Ambos os planetas são gigantes gasosos de baixa densidade, comparáveis ao tamanho de Júpiter, mas muito menos massivos. Em comparação com nosso vizinho, o Kepler-34b é 24% menor, mas tem uma massa 78% inferior.

A órbita completa dura 288 dias terrestres. Já o Kepler-35b é 26% menor, e tem 88% menos massa, completando sua órbita muito mais rápido, em 131 dias. Os cientistas acreditam que eles são formados principalmente por hidrogênio, e são muito quentes para abrigar vida. “Planetas que orbitam duas estrelas têm climas muito mais complexos, já que a distância entre eles e cada estrela muda significativamente durante o período orbital”, afirma Ford. “Para o Kepler-35b, a quantidade de luz recebida varia 50% durante um ano terrestre. Para o Kepler-34b, cada ano terrestre traz um ‘verão’ com 2.3 vezes mais luz do que o inverno. Durante um ano, a quantidade de luz que aquece a Terra varia apenas 6%”.  A maioria das estrelas similares ao Sol não estão sozinhas, como o nosso, mas têm um “parceiro”, formando um sistema, ou estrela, binário.

 O Kepler já identificou cerca de 2.165 binários, entre as mais de 160 mil estrelas observadas. A NASA planeja parar de receber dados da nave Kepler em novembro de 2012.  “Os astrônomos estão praticamente implorando para que a NASA estenda a missão Kepler até 2016, para que possamos descobrir as massas e órbitas dos planetas similares à Terra, em zonas habitáveis. O Kepler está revolucionando muitos campos, não só o da ciência planetária”, comenta Ford. “Seria uma vergonha não maximizar o retorno científico desse grande observatório. Espero que o bom senso prevaleça e a missão continue”. Você pode contribuir com a caça a planetas usando dados reais do Kepler, no site planethunters.org,
Fonte: http://www.sciencedaily.com/releases/2012/01/120111133946.htm

M27, a nebulosa Bumbbell

Créditos e direitos autorais: Bill Snyder (Bill Snyder Photography)
O primeiro indício do que vai acontecer com nosso Sol foi descoberto sem querer, em 1764. Nesse ano, Charles Messier estava compilando uma lista de objetos difusos que não deveriam ser confundidos com cometas. O número 27 da lista, agora conhecido como M27, ou nebulosa Dumbbell, é uma nebulosa planetária, o tipo que o Sol vai produzir quando sua fusão nuclear cessar. A M27 é uma das maiores nebulosas planetárias já vistas, e pode ser encontrada na constelação da Raposa (Velpucola). A luz da nebulosa leva cerca de mil anos para nos atingir, com cores emitidas pelo hidrogênio e oxigênio . Mas o entendimento da M27 estava muito longe da ciência do século 17, e mesmo hoje, vários mistérios ainda prevalecem nesse tipo de fenômeno.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111227.html

Encontradas as mais distantes (e antigas) galáxias do universo

O telescópio Hubble descobriu um agrupamento de galáxias em seus estados iniciais de desenvolvimento. São as galáxias mais distantes e antigas já observadas no universo. Uma pesquisa em luz quase infravermelha revelou cinco pequenas galáxias a 13,1 bilhões de anos luz de distância de nós. Elas estão entre as mais brilhantes dessa era e são muito jovens – cerca de 600 milhões de anos após o Big Bang. Os agrupamentos de galáxias são as maiores estruturas do universo, unindo centenas de milhares de corpos a partir da gravidade. Esse agrupamento, em desenvolvimento, aparece como tendo 13 bilhões de anos.

Provavelmente já cresceu até virar uma cidade galáctica, comparável ao grupo Virgo, com mais de duas mil. “Essas galáxias se formaram durantes os anos iniciais, quando estavam começando a se agrupar”, afirma a cientista Michele Trenti. “O resultado confirma nossas teorias sobre a formação dos agrupamentos galácticos. E o Hubble é forte o suficiente para encontrar esses primeiros exemplos”. A maioria das galáxias do universo reside em grupos ou agrupamentos, e os cientistas já haviam encontrado muitas cidades galácticas até 11 bilhões de anos luz de distância. Encontrar esses grupos nas primeiras fases de construção é um desafio porque são raros, turvos e muitos espalhados no céu. 

“Precisamos olhar em muitas áreas diferentes porque as chances de encontrar algo tão raro são muito pequenas”, afirma Trenti. “A pesquisa é como atirar e errar. Geralmente a região não tem nada, mas se acertamos o alvo, o lugar tem múltiplas galáxias”. As observações do Hubble demonstram a progressiva construção das galáxias. Elas também adicionam evidências para o modelo hierárquico de formação dos agrupamentos, onde objetos pequenos ganham massa, formando corpos maiores e um processo dramático de colisão e coleção. Já que a distância é muito grande, e a visão fica ofuscada, a equipe de cientistas procurou pelas galáxias mais brilhantes do sistema. Essas agem como outdoors, revelando as zonas de construção.

Através de simulações de computador, os astrônomos identificam os possíveis locais das galáxias. Já que a luz está relacionada com a massa, as mais luminosas acabam indicando onde estão as menores. Essas grandes galáxias de luz ficam em regiões de muita matéria escura. A equipe espera que muitas outras, menos iluminadas, habitem a mesma região. As cinco avistadas pelo Hubble têm entre um quinto e um décimo do tamanho da Via Láctea, apesar de serem compatíveis na luminosidade. Elas são grandes e brilhantes por estarem sendo alimentadas através de fusões com outras galáxias. As simulações dos cientistas apontam que elas ainda vão se fundir e formar a galáxia mais brilhante do agrupamento. A equipe estimou a distância das novas galáxias baseada nas cores, mas os astrônomos ainda pretendem fazer observações espectroscópicas, que medem a expansão do espaço.
Fonte: http://hypescience.com
 [NASA]

Cientistas realizam o maior mapeamento da matéria escura no universo

O lado escuro do universo agora está um pouco mais iluminado, graças ao maior mapa da matéria escura (a estranha substância que preenche a maior parte do espaço) já feita. Cientistas criaram a maior escala da matéria escura, revelando uma imagem da invisibilidade, que representa 98% de toda a matéria no universo. A matéria escura nunca foi diretamente detectada, mas sua presença é sentida através da força gravitacional que exerce na matéria normal.  “Nós sabemos muito pouco sobre o universo escuro”, afirma a cientista do estudo Catherine Heymans.  “Nós não sabemos qual é partícula da matéria escura. É muito comentado que o entendimento final do universo escuro irá envolver uma nova física”.  O novo mapa revela a distribuição da matéria escura em um espaço maior do que já havia sido feito antes. Ele cobre mais de um bilhão de anos luz. Apenas para se ter uma ideia, um ano luz corresponde a algo em torno de 10 trilhões de quilômetros.
 
Luz distorcida - Para encontrar a matéria escura, os pesquisadores procuraram por sinais do campo gravitacional. Eles calcularam um efeito chamado de lente gravitacional, que ocorre quando a gravidade de um corpo maciço se curva entre o espaço-tempo, fazendo a luz viajar por um caminho curvo e aparecer distorcida na Terra. Os cientistas calcularam esse efeito na luz de 10 milhões de galáxias distantes, em quatro regiões diferentes do céu. A luz dessas galáxias precisa passar por grandes espaços de matéria escura, o que a distorce bastante.  “É fascinante poder ‘ver’ a matéria escura usando a distorção espaço-tempo”, afirma outro pesquisador do estudo, Ludovic Van Waerbeke. “Dá-nos o privilégio de acessar essa misteriosa massa do universo que não pode ser observada de outro modo. Saber como a matéria escura está distribuída é o primeiro passo para entender sua natureza e como ela se encaixa na física”.  “Ao analisar a luz do universo distante, nós podemos aprender sobre o que ela cruzou na sua jornada”, comenta Heymans. “Esperamos que, ao mapear mais matéria escura do que antes, estejamos um passo a mais de entender esse material e sua relação com as galáxias e nosso universo”.

Combinação próxima -  O novo mapa representa a primeira evidência direta da matéria escura em grande escala. “O que vemos é muito similar à simulação”, afirma Van Waerbeke. “A matéria escura se concentra em amontoados e o resto está em filamentos”. A teia da material escura, revelada pelo mapa, combina com as previsões feitas por simulações de computador, baseadas em teorias científicas. “Até agora não vimos nada estranho ou desvios do que esperávamos”, afirma Van Waerbeke. Para criar o mapa, os astrônomos usaram dados coletados por um telescópio canadense-francês-americano no Hawaii, durante um projeto de cinco anos.  “Esse mapeamento é muito importante para testar nossos paradigmas cosmológicos”, afirma o astrônomo Rachel Mandelbaum, que não esteve envolvido no projeto. “Esses resultados podem ser usados como um teste da matéria escura, da energia escura e até da teoria da gravidade”.

Escalas menores - Em outro estudo, o cientista Sukanya Chakrabarti desenvolveu um novo método para mapear a matéria escura em galáxias isoladas. Chakrabarti estudou as ondulações nas camadas externas de galáxias espirais, para entender o formato da matéria escura dentro e ao redor das galáxias.  “Esses resultados com galáxias espirais permitem estudar a matéria em um regime individual de galáxias, o que não era possível com o efeito de lentes”, afirma Mandelbaum. “Ambas as pesquisas representam duas formas importantes de estudar a matéria escura, mas de duas maneiras diferentes”.
Fonte: http://hypescience.com
[LiveScience]

Encontrada a cor exata da Via Láctea

Astrônomos conseguiram determinar a cor exata da nossa Via Láctea. Eles queriam descobrir como é nossa galáxia vista de fora – uma tarefa difícil, já que a Terra está dentro dela. Fazendo uma comparação com tipos de estrelas de outras galáxias, pesquisadores descobriram algo um tanto quanto surpreendente – nossa galáxia é branca. Mas não é qualquer tipo de branco: mais especificamente, é a cor da neve da primavera uma hora após o nascer do sol ou antes do anoitecer. Mas para que, afinal, os astrônomos se interessam pela cor das galáxias? Por que isso nos diz, basicamente, a idade das estrelas de uma galáxia e nos dá dados sobre a formação dela. No projeto, pesquisadores usaram o Sloan Digital Sky Survey (SDSS), que conta com informações sobre cerca de um milhão de galáxias. Eles compararam dados já conhecidos da massa total da Via Láctea e da taxa de formação de estrelas com as informações de outras galáxias.  A “temperatura de cor” da nossa galáxia é algo entre uma lâmpada incandescente e a luz do sol do meio-dia – ambas brancas, mas sutilmente diferentes. E o que essa cor nos diz sobre o desenvolvimento da Via Láctea? De acordo com os pesquisadores, com a base na cor encontrada a taxa de formação de estrelas tem diminuído ao longo do tempo.
Fonte: http://hypescience.com
 [BBC]
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