1 de fev de 2012

Aurora vermelha sobre Austrália

Créditos e Direitos Autorais:Alex Cherney (Terrastro, TWAN)
O que seria responsável pelo brilho vermelho do céu observado na imagem acima? Uma aurora. As tempestades solares da última semana que foram destaque em toda a mídia originaram na sua maioria da região ativa de manchas solares conhecida como Região 1402. Essas tempestades mandaram como uma chuva partículas na direção da Terra que excitaram os átomos de oxigênio na alta atmosfera do nosso planeta. Quando os elétrons dos elementos são excitados eles voltam para o seu estado natural e emitem então esse brilho vermelho. Quando os átomos de oxigênio localizados na parte mais baixa da atmosfera da Terra são excitados eles emitem um brilho predominantemente verde. Mostrada acima, essa aurora vermelha foi visível um pouco acima do horizonte perto de Flinders na província de Victoria na Austrália. Além da aurora, outros objetos, digamos mais familiares, também dominaram o céu na mesma noite. Entre eles pode-se destacar o disco central da Via Láctea à esquerda da imagem e as galáxias vizinhas da Via Láctea, a Pequena e a Grande Nuvem de Magalhães, que aparecem na parte direita da imagem. Os vídeos abaixo destacam as auroras e a região ativa do Sol responsável por esse espetáculo da natureza. Uma questão ainda permanece sem resposta no caso das auroras: por que o céu também não apresenta um brilho verde?
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120201.html

A Cruz de Einstein

A imagem acima foi feita pelo telescópio espacial Hubble sugere que a galáxia conhecida como UZC J224030.2+032131 tem cinco diferentes núcleos! Porém, o núcleo da galáxia é somente o objeto mais apagado e difuso no centro da estrutura em forma de cruz formada por quatro outros pontos, que são na verdade imagens de um quasar distante localizado em segundo plano com relação à galáxia. A essa combinação de objetos que na verdade tem uma galáxia e uma miragem de um quasar, se dá o nome de Cruz de Einstein, e nada mais é do que a confirmação visual da Teoria Geral da Relatividade. Esse é um dos melhores exemplos do fenômeno conhecido como lente gravitacional, ou seja, a inclinação da luz pela gravidade como previsto por Einstein no início do século passado. Nesse caso, a poderosa gravidade da galáxia age como uma lente distorcendo e amplificando a luz do quasar situado atrás dela, produzindo quatro imagens do distante objeto. O quasar está a uma distância aproximada de 11 bilhões de anos-luz na direção da constelação de Pegasus, enquanto que a galáxia que funciona como a lente está aproximadamente 10 vezes mais perto. O alinhamento entre os dois objetos é impressionante, dentro de 0.05 arcos de segundo, e principalmente esse alinhamento é o responsável para que esse tipo de lente gravitacional seja observada. Essa imagem é provavelmente a mais nítida já feita da Cruz de Einstein e foi produzida pela Wide Field and Planetary Camera 2 do Hubble. O campo de visão da imagem é de 26 por 26 arcos de segundo.
Fonte: European Space Agency

Estrela Polar está diminuindo, afirmam astrônomos

Com base em dados de 160 anos de observação, cientistas perceberam que astro está perdendo, por ano, uma massa equivalente à da Terra
© NASA/Hubble (estrela Polaris)
 
A Estrela Polar, astro celeste que ajudou navegadores por séculos apontando o norte do planeta, pode estar diminuindo lentamente. É a conclusão de uma análise de mais de 160 anos de observações, reunidas por pesquisadores da Universidade de Bonn, Alemanha. Os dados sugerem que a estrela está perdendo, por ano, uma massa equivalente à do planeta Terra. O estudo foi publicado no periódico The Astrophysical Journal Letters.

Os pesquisadores mediram a massa da estrela Polar monitorando o brilho do astro. E a análise mostrou que o brilho da estrela não tem sido constante nos últimos 160 anos. A única explicação encontrada pela equipe do astrofísico Hilding Neilson para explicar o descompasso é que a estrela Polar estaria perdendo massa equivalente à da Terra todos os anos. Só assim as equações de cálculo para a massa da estrela fazem sentido.

Neilson explica que a perda de massa da estrela Polar é, provavelmente, um episódio temporário na vida da estrela. O evento não vai afetar seu ciclo natural de existência. Mesmo que o astro desapareça em um futuro distante, o Polo Norte terá outra estrela Polar num futuro igualmente distante, devido ao movimento do cosmos: a estrela Alrai, localizada a 45 anos-luz da Terra, deve concluir o alinhamento com o Polo Norte da Terra por volta do ano 3.000.

ESTRELA POLAR 

 Polar é a estrela mais brilhante da constelação Ursa Menor, visível apenas no Hemisfério Norte. O astro fica a cerca de 400 anos-luz da Terra e está alinhada diretamente com o eixo de rotação da Terra acima do Polo Norte. Por causa disso, todas as estrelas do Hemisfério Norte aparentam girar em volta dela. Essa característica a faz um excelente ponto de referência para desenhar medidas para navegação e astrometria. Polar foi usada durante séculos pelos navegadores do Hemisfério Norte como uma bússola natural, sempre apontando o norte.
Fonte: http://veja.abril.com.br

Satélite mapeia nuvem de gás onde está o Sistema Solar

Um observatório espacial que já deveria estar aposentado conseguiu colher informação suficiente para fazer o primeiro mapa da nuvem de gás interestelar onde o Sistema Solar se localiza. As novas imagens, obtidas pelo satélite Ibex, sugerem que a composição química do lugar onde vivemos na galáxia tem algo de especial.  "O que nós estamos conseguindo enxergar é realmente matéria alienígena, aquela a partir da qual o Sol e tudo o mais se formou aqui na Via Láctea", disse David McComas, cientista-chefe do projeto, ao apresentar os dados ontem na sede da Nasa, em Washington. O mapa que o cientista exibiu mostra o Sol localizado na borda da nuvem local de gás e apresenta com mais precisão seu movimento dentro da galáxia. À medida que o Sistema Solar trafega pela Via Láctea, partículas vão colidindo com a Terra e outros objetos próximos ao Sol, e essa é a única maneira de investigar o material que circunda nossa vizinhança planetária.  O Ibex é capaz de capturar essas partículas, porque tem um detector sensível a átomos eletricamente neutros. Acredita-se que a maior parte das partículas que residem no material interestelar tenham carga elétrica, mas elas acabam expulsas pelo vento solar --os prótons e elétrons livres emitidos pelo próprio Sol-- ou formando novos átomos neutros ao colidir com ele. Em uma série de estudos publicados ontem na revista "Astrophysics Journal", os cientistas mostram como diferentes elementos químicos se distribuem na nossa região da galáxia. Uma descoberta particularmente interessante foi a de que o Sistema Solar possui mais átomos de oxigênio do que a nuvem que o abriga. Os cientistas concluíram isso ao comparar a proporção de oxigênio em relação ao gás neônio nas amostras obtidas.  "Isso significa, possivelmente, que o Sol nasceu dentro de um ambiente diferente daquele em que está agora", disse à Folha Priscila Frisch, astrofísica da Universidade de Chicago que coordenou um dos trabalhos publicados agora. "Na verdade, estimamos que o Sistema Solar só entrou dentro dessa nuvem local de gás em que está agora uns 45 mil anos atrás, um tempo extremamente curto se você levar em conta que o Sol tem 4,5 bilhões de anos."

VELOCÍMETRO ALTERADO - Outra descoberta importante da Ibex apresentada pelos cientistas é que o Sistema Solar não está viajando pela galáxia a uma velocidade tão grande quanto se achava. Uma outra sonda que tentou fazer essa medida, a Ulysses, havia estimado que o Sol trafega pela galáxia a 95 mil km/h. A Ibex fez medidas mais precisas e concluiu que essa velocidade é na verdade de 84 mil km/h.  A correção não parece grande coisa, mas ela ajuda os cientistas a entenderem melhor como o vento solar interage com a matéria intergaláctica. Se a velocidade de deslocamento do Sol fosse de fato a estimada pela Ulysses, a pressão da matéria intergaláctica criaria mais "rasgos" nas lufadas de vento solar, fazendo com que 20% mais partículas carregadas --os nocivos raios cósmicos-- entrassem no Sistema Solar.  A quantidade relativamente baixa de raios cósmicos que atinge a Terra é, aliás, um dos motivos pelos quais a vida pode florescer aqui há 3,8 bilhões de anos. Segundo Seth Redfield, astrofísico independente que revisou os trabalhos mais recentes sobre a Ibex, diz que entender como o vento estelar interage com o material interestelar será fundamental para entender como é o ambiente planetário de outras estrelas.  "Nós já sabemos de pelo menos dois planetas fora do Sistema Solar que orbitam estrelas com astroesferas geradas por vento estelar", disse. "Se entendermos como funciona a heliosfera (a estrutura gerada pelo espalhamento de vento sola), podemos descobrir que talvez elas sejam um compontente importante para criar condições planetárias necessárias à vida. Pelo pouco que sabemos, astrosferas podem ter estruturas bastante diferentes da que temos aqui. É um verdadeiro zoológico."  Segundo os cientistas, é provável que a Ibex consiga continuar contribuindo para esses estudos. Apesar de o observatório espacial ter sido projetado para durar só de 2008 a 2010, engenheiros esperam que ele possa durar pelo menos mais uma década, agora que conseguiram colocá-lo em uma órbita estável.
Fonte: Folha

Pesquisa classifica planetas pelas suas semelhanças com a Terra

Caso a Terra esteja condenada, qual seria o melhor lugar para a raça humana se refugiar?
Um estudo da Universidade de Washington criou um ranking que classifica planetas de acordo com as semelhanças diante da Terra e outro pelas condições de abrigar outras formas de vida. Segundo o resultado publicado na revista acadêmica "Astrobiology", o corpo celeste com maior semelhança ao nosso planeta é o exoplaneta Gliese 581g, localizado fora do Sistema Solar. Em seguida, aparece um outro planeta do mesmo sistema, chamado de Gliese 581d.
 
Ainda assim, algumas correntes desacreditam na existência deste grupo. Analisando o quesito habitabilidade, a lua Titã, de de Saturno, apareceu em primeiro lugar, seguida pela lua Europa, que orbita entre Júpiter e Marte. Segundo um dos autores do estudo, Dirk Schulze-Makuch, o Índice de Similaridade com a Terra (ESI, na sigla em inglês) e o Índice de Habitabilidade Planetária (PHI) foram avaliados a partir de fatores específicos.
 
O primeiro ordenou os planetas e as luas levando em conta fatores como tamanho, densidade e distância de sua estrela-mãe. Já o segundo verificou a presença ou ausência de elementos orgânicos, a química do planeta, a existência de superfícies rochosas ou congeladas, de uma atmosfera ou um campo magnético.
 
Outro ponto levado em conta pelo PHI foi a energia encontrada à disposição de organismos, tanto através da luz de uma estrela mãe como por um processo de aceleração de maré, quando um planeta ou lua é aquecido internamente por ter interagido gravitacionalmente com um satélite. O estudo pretende ainda contribuir para os novos esforços dos últimos anos em tentar encontrar provas de vida em outros planetas.
Fonte: http://www.sidneyrezende.com/

Após 37 anos, asteróide Eros passou pela Terra

O asteróide Eros se aproximou da Terra após 37 anos de sua ultima passagem pelo planeta, em 1975. Nesta terça-feira, às 11 horas (de Brasília), o corpo pôde ser observado até mesmo de telescópios comuns em algumas partes do mundo, segundo informaram cientistas. A aproximação só irá se repetir em 44 anos, no ano de 2056. O asteroide tem cerca de 34 quilômetros de largura. Por ter este tamanho, telescópios mais simples puderam ser utilizados para observar sua passagem pelo nosso planeta. Eros, que viajou entra as constelações de Leão, Sextante e Hidra, chegou a uma distância aproximada de 26,7 milhões de quilômetros da Terra. Para a astronímia, isso representa uma proximidade muito grande, mas ainda sem perigos de colisão. O asteroide 433 Eros está classificado como S, o que indica uma composição de silicatos de magnésio e ferro. Ele está entre os mais comuns do cinturão de asteroides, região do entre as órbitas de Marte e Júpiter que alberga diversos asteroides e planetas menores. Foi descoberto em 1898, no dia 13 de agosto, pelos astrônomos Carl Gustav Witt, em Berlim, e Auguste Charlois, em Nice.
Fonte: http://www.sidneyrezende.com

Observatório divulga imagem de berçário de grandes estrelas


A intensa radiação ultravioleta emitida pelas estrelas jovens cria uma nuvem de gás que brilha com cores vivas.Foto: ESO/Divulgação
Esta nova imagem mostra uma maternidade estelar chamada NGC 3324. Foi obtida com o instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros instalado no Observatório de La Silla no Chile. A intensa radiação ultravioleta emitida por várias das estrelas jovens quentes da NGC 3324 faz com que a nuvem de gás brilhe com cores vivas ao mesmo tempo que escava uma cavidade no gás e poeira ao seu redor. A NGC 3324 está situada na constelação austral de Carina (a quilha do navio Argo de Jasão), a cerca de 7.500 anos-luz de distância da Terra. Encontra-se nos arredores norte do ambiente caótico da nebulosa Carina, a qual se viu esculpida por muitos outros bolsãos de formação estelar. Um depósito rico em gás e poeira na região da NGC 3324 deu origem a formação estelar intensa nessa zona há vários milhões de anos e levou a criação de várias estrelas muito grandes e quentes, as quais se podem observar bem destacadas nesta nova imagem. Os ventos estelares e a intensa radiação emitida por estas estrelas jovens abriram um buraco no gás e poeira circundantes, o que se observa claramente como uma parede de material na região central direita da imagem. A radiação ultravioleta emitida pelas estrelas quentes jovens retira elétrons dos átomos de hidrogênio, que são seguidamente recapturados, originando um brilho característico de cor avermelhada à medida que os elétrons decaem em cascata através dos vários níveis de energia, mostrando-nos toda a extensão do gás difuso local.
A NGC 3324 está situada na constelação austral de Carina, a cerca de 7,5 mil anos-luz de distância da Terra Foto: ESO/Divulgação
Outras cores vêm de outros elementos, com o brilho característico do oxigênio duas vezes ionizado a tornar as partes centrais da imagem amarelo-esverdeadas. Tal como as nuvens no céu da Terra, os observadores de nebulosas imaginam formas entre estas nuvens cósmicas. Um dos apelidos para a região NGC 3324 é a de Nebulosa Gabriela Mistral, nome que vem da poetisa chilena que ganhou o prêmio Nobel da literatura em 1945. As bordas da parede de gás e poeira à direita parecem-se bastante com uma cara humana de perfil, com o “alto” no centro correspondendo a um nariz. O instrumento Wide Field Imager instalado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla revela-nos também muitas estruturas escuras na NGC 3324. Os grãos de poeira nestas regiões bloqueiam a radiação que vem do gás brilhante de fundo, criando estruturas filigrânicas sombrias que acrescentam mais uma camada evocativa a esta já rica imagem. O olho poderoso do Telescópio Espacial Hubble também já esteve voltado para a NGC 3324. O Hubble consegue observar maiores detalhes do que a visão mais alargada do Wide Field Imager, embora num campo de visão menor. Os dois instrumentos quando usados em conjunto fornecem-nos as perspectivas de zoom-in e zoom-out, ambas bastante interessantes.

Estrelas jovens em antigo aglomerado

Com a aparência de um tesouro de pedras preciosas na coleção de um imperador, esse objeto do céu profundo chamado de NGC 6752 é de fato para ser admirado com carinho. Esse objeto é um aglomerado globular de estrelas e tem mais de 10 bilhões de anos de vida, considerado assim uma das coleções de estrelas mais antigas de que se tem conhecimento. Ele está brilhando firme e forte por um período equivalente ao dobro de vida do Sistema Solar. O NGC 6752 contém um grande número das estrelas conhecidas como azuis errantes, algumas delas visíveis nessa imagem. Essas estrelas apresentam características de estrelas mais jovens do que suas vizinhas, apesar dos modelos sugerirem que a maior parte das estrelas existentes dentro de um aglomerado globular devam ter se formado aproximadamente no mesmo período. A origem dessas estrelas errantes azuis ainda é um grande mistério. Estudos do NGC 6752 podem ajudar a desvendar tal mistério. Aparentemente um número relativamente alto, mais de 38%, das estrelas dentro da região central são sistemas binários. As colisões entre estrelas nessa região turbulenta poderia produzir essas estrelas azuis errantes. Localizado a 13.000 anos-luz de distância, o NGC 6752, está muito além do nosso alcance, ainda que as imagens do Hubble como essa mostrem detalhes surpreendentes do objeto.
Fonte: http://www.spacetelescope.org/images/potw1205a/
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