3 de fev de 2012

Astrônomo anuncia descoberta

Contagem de satélites naturais do planeta sobe para 66. Dupla tem menos de 1 quilômetro de extensão cada.
Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar e conta com 66 satélites naturais. (Foto: Nasa)
Duas novas luas ao redor de Júpiter foram detectadas por instrumentos na Terra, aumentando para 66 o número de satélites naturais do maior planeta do Sistema Solar. As informações são do site da revista "National Geographic". A descoberta foi anunciada nesta semana pelo astrônomo Scott Sheppard, do Instituto Carnegie para Ciência em Washington, nos Estados Unidos, a uma central de telegramas sobre astronomia mantida pela União Astronômica Internacional. Os dois novos astros receberam os nomes de S/2011 J1 e S/2011 J2. A dupla foi vista pela primeira vez em 27 de setembro de 2011, no Observatório de Las Campanas, no Chile, com o telescópio Magalhães. Ao contrário das primeiras luas do planeta, descobertas pelo astrônomo Galileu Galilei há mais de 400 anos e visíveis com pequenos telescópios, os dois novos satélites têm apenas 1 quilômetro de extensão cada e demoram 580 e 726 dias para dar uma volta pelo planeta gasoso. Os dois astros orbitam Júpiter no sentido contrário ao da rotação do planeta. Dos 66 satélites do planeta, 52 possuem esta característica. Como a maioria das luas "retrógradas", S/2011 J1 e J2 são considerado satélites irregulares por girarem muito longe do gigante gasoso e apresentarem trajetórias muito inclinadas e pouco redondas. O formato das órbitas dos dois satélites levam os cientistas a acreditar que ambos possam ser asteroides ou pedaços de cometas "capturados" pela gravidade de Júpiter. Os nomes das luas normalmente homenageiam amantes e filhas do deus romano Júpiter e seu equivalente grego Zeus. Mas para receber um nome mitológico, a lua precisa ter passado por, no mínimo, um ano de observações.
Fonte: G1

Velho terreno repleto de crateras na Região Equatorial do Asteroide Vesta

Crédito de imagem: PM DLR/IDA da NASA JPL-Caltech/UCLA/
A  imagem acima do asteroide Vesta feita com a câmera de enquadramento da sonda Dawn da NASA mostra um velho terreno repleto de crateras localizado na parte equatorial do asteroide. Muitas dessas crateras têm a aparência altamente degradada, com anéis arredondados. Existe uma grande cratera perto da parte central superior da imagem, que tem um anel degradado que somente é visível como uma depressão rasa. Existem três outras crateras menores, mais novas localizadas ao longo do anel dessa cratera. Diferente de muitas áreas da superfície do Vesta, poucas dessas crateras possuem material brilhante ou escuro exposto. Contudo, existem muitas ondulações cruzando muitas dessas crateras. Essas ondulações estão orientadas em duas direções diagonais diferentes através da imagem. A imagem acima mostra um local no Quadrante Numisia do Vesta e o centro da imagem está localizado nas coordenadas 0.4 graus de latitude norte e 255.1 graus de longitude leste. A sonda Dawn da NASA registrou essa imagem no dia 26 de Outubro de 2011. No momento da obtenção da imagem a distância entre a sonda e o asteroide era de 700 quilômetros e a imagem tem uma resolução de 70 metros por pixel. Essa imagem foi adquirida durante a fase HAMO (High Altitude Mapping Orbit) da missão da sonda Dawn em Vesta.
Fonte: http://dawn.jpl.nasa.gov

O Interior da Cratera Thales na Lua

 Muitas crateras de idade Coperniciana e Eratosteciana na Lua possuem substanciais depósitos de material derretido por impacto tanto dentro como ao seu redor. Como muitas outras crateras na Lua, a cratera Thales localizada na coordenadas 61.732 graus de latitude norte e 50.284 graus de longitude leste, com aproximadamente 31 quilômetros de diâmetro é impressionante devido a diversidade de feições geológicas observadas nas imagens obtidas pelas câmeras NAC e WAC da sonda LROC. Na abertura principal desse post, um fluxo canalizado de material derretido por impacto segue em direção ao interior da cratera desde o alto da parede da mesma. O contato onde o interior da cratera e a parede se encontram é menos distinto, mas a mudança do material derretido por impacto canalizado para um material derretido por impacto fraturado mostra de forma representativa essa divisa. A morfologia desse material derretido por impacto na cratera Thales é excepcional.
É bem provável que os canais de material derretido por impacto se formaram nas paredes das crateras à medida que o material derretido por impacto ainda quente fluía das partes mais elevadas em direção ao interior da cratera, usando fraquezas e fissuras pré-existente nas rochas atingidas, feições geradas pelo violento evento de impacto. Quanto mais material derretido por impacto descia pela parede da cratera, maior ficavam os canais. Na média esses canais tem entre 25 e 40 metros de largura. Alguns canais parecem ser mais rasos do que outros, o que pode sugerir que a maior parte do material derretido por impacto fluiu através dos canais mais profundos, escavando mais material deles. Ou, talvez o material derretido por impacto esfriou e se solidificou nos canais mais rasos antes de alcançar o interior da cratera, isso explica as diferenças nas profundidades aparentes dos canais através dessa pequena região da parede da cratera. De forma comparativa, as fraturas no material derretido pelo impacto no interior da cratera representam o alívio de tensão ocorrido durante o resfriamento, à medida que o material derretido por impacto se solifdificava perto do contato entre o interior da cratera e a sua parede. Essas fraturas podem ter sido geradas pelo fato do material derretido por impacto ter alcançado a porção mais inferior da parede da cratera à medida que ele esfriou, gerando um terreno similar à mistura que se tem quando mistura maizena e água.
Fonte: Cienctec - http://cienctec.com.br/wordpress/index.php/interior-cratera-thales-lua/

Satélite alemão quase que caiu em Pequim

O telescópio espacial alemão Rosat, com mais de duas toneladas, que caiu em outubro passado no Golfo de Bengala - 20 anos depois de ter sido lançado em órbita - poderia ter caído em Pequim se tivesse apenas mais 7 minutos no ar, revelam agora os cálculos dos peritos. Foi um dia de orgulho para a ciência alemã quando no dia 1 de julho de 1990, o telescópio espacial foi lançado em órbita a partir do cabo Canaveral. Elaborado com a tecnologia mais moderna disponível naquela época, pesava 2,5 toneladas e tinha um comprimento de 8,9 metros, uma altura de 4,5 e uma largura de 2,2. O Rosat foi concebido para observar a radiação raio-X no universo, emitida por estrelas, galáxias e os mais diversos objectos, posicionado a mais de 500 quilómetros acima da superfície terrestre. O Rosat não decepcionou. O satélite, que só estava previsto trabalhar durante 18 meses, continuou a recolher dados durante quase nove anos. A informação obtida pelo telescópio entrou em 8000 artigos publicados ao longo dos anos. Registou milhares de fontes de radiação, incluindo galáxias distantes e buracos negros. Quando a sua missão terminou, em 1999, o satélite começou a perder altitude. Em junho de 2011 estava a uma altitude de 327 quilómetros E poderia, no final, ter sido uma das piores catástrofes da exploração espacial. Na noite de 22 para 23 de outubro do ano passado o telescópio espacial alemão caiu na Terra e faltou muito pouco para se despenhar na capital chinesa, Pequim, com uma população de 20 milhões de habitantes.
Fonte: http://www.dn.pt/inicio/ciencia/

Olhando Dentro da Nebulosa da Águia

Créditos:Far-infrared: ESA/Herschel/PACS/SPIRE/Hill, Motte, HOBYS Key Programme Consortium;X-ray: ESA/XMM-Newton/EPIC/XMM-Newton-SOC/Boulanger
Em 1995, a agora famosa foto feita pelo Hubble e mostrada abaixo apresentava os chamados Pilares da Criação, colunas de gás frio e poeira de formação de estrelas com anos-luz de comprimento e localizadas na M16, a Nebulosa da Águia. A imagem acima, feita em cores falsas revisita esse berçário estelar próximo com dados de imagens obtidos pelo Observatório Espacial Herschel e pelo Telescópio Espacial XMM Newton. Os detectores de infravermelho distante do Herschel registraram a emissão direta da poeira fria emitida pela região, incluindo os famosos pilares e outras estruturas localizadas perto do centro da imagem. Em direção ao outro extremo do espectro eletromagnético, a visão de raios-X do telescópio espacial XMM-Newton revela estrelas quentes e massivas mergulhadas em aglomerados estelares da nebulosa. Escondida da visão óptica do Hubble, as estrelas massivas possuem efeitos profundos em toda a nebulosa, esculpindo e transformando o gás original e as estruturas de poeira com seu vento energético e sua radiação. De fato, as estrelas massivas possuem uma vida curta e os astrônomos encontraram nessa imagem dados que apontam para uma evidente remanescente de uma explosão de supernova ocorrida a aproximadamente 6000 anos atrás. Se isso for mesmo verdade, as ondas de choque em expansão destruiriam as estruturas visíveis, incluindo os famosos pilares. Mas pelo fato da Nebulosa da Águia estar a aproximadamente 6500 anos-luz de distância da Terra, sua destruição só seria notada daqui a centenas de anos.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120203.html

Imagem Clássica de Uma Galaxia Espiral Barrada

O Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA fez uma imagem da galáxia espiral barrada NGC 1073, que pode ser encontrada na constelação de Cetus, ou O Monstro do Mar. A nossa própria galáxia, ou seja, a Via Láctea é uma espiral barrada similar, e o estudo de galáxias como a NGC 1073 ajudará os astrônomos a aprenderem mais sobre a nossa casa celeste. A maior parte das galáxias espirais no universo tem uma estrutura de barra em seu centro, e a imagem do Hubble da NGC 1073 oferece uma visão particularmente clara de uma dessas estruturas. Acredita-se que as barras preenchidas com estrelas das galáxias emergem à medida que ondas de densidade gravitacional afunilam o gás em direção ao centro da galáxia, suprindo de material para a criação de novas estrelas. O transporte de gás pode também alimentar os buracos negros supermassivos que habitam o centro de quase todas as galáxias.

Alguns astrônomos têm sugerido que a formação de uma estrutura central como uma barra poderia ser um sinal da passagem da galáxia espiral por um intenso processo de formação de estrelas em sua fase adulta, já que as barras tornam-se mais comuns em galáxias tomadas por estrelas vermelhas mais velhas do que de estrelas azuis mais jovens. Essa linha do tempo poderia considerar também as observações de que no início do universo, somente um quinto das galáxias espirais continham barras, enquanto que mais de dois terços ganharam a estrutura na era moderna do cosmos.

Enquanto que a imagem do Hubble da NGC 1073 é em alguns aspectos um retrato arquétipo de uma galáxia espiral barrada, existem algumas peculiaridades que precisam ser destacadas. Uma, ironicamente, é quase, mas não totalmente, invisível para os telescópios ópticos como o Hubble. Na parte superior esquerda da imagem, uma estrutura aproximada de um anel formado de recentes formações de estrelas esconde uma brilhante fonte de raios-X. Chamada de IXO 5, essa fonte de raios-X é provavelmente um sistema binário que apresenta um buraco negro e uma estrela ambos orbitando um ao outro e vice e versa.

Comparando as observações em raios-X feitas pelo telescópio espacial Chandra, com essa imagem do Hubble, os astrônomos estimaram com uma certa precisão a posição do IXO 5, abaixo de uma das duas estrelas apagadas visíveis nessa imagem. Contudo, as observações em raios-X com os atuais instrumentos disponíveis não são precisas o suficiente para concluir de forma definitiva qual das duas estrelas. A imagem do Hubble não somente nos diz sobre uma galáxia em nossa vizinhança cósmica, contudo. Nós também podemos discernir pistas de objetos muito mais distantes, dos quais a luz emitida nos conta histórias sobre as eras mais antigas da história cósmica.

Através do campo de visão da imagem do Hubble, galáxias mais distantes estão brilhando através da NGC 1073, com alguns exemplos de galáxias avermelhadas aparecendo claramente na parte superior esquerda da imagem. Mais intrigante ainda é que três dos pontos brilhantes de luz nessa imagem não são nem estrelas de primeiro plano da própria Via Láctea nem estrelas mais distantes da NGC 1073. De fato, esses pontos não são estrelas. Eles são quasares, fontes de luz incrivelmente brilhantes geradas pela matéria aquecida e que cai em direção a buracos negros supermassivos em galáxias literalmente a bilhões de anos-luz de distância de nós. A chance do alinhamento com a NGC 1073 e o brilho incrível desses objetos, pode fazer parecer com que eles façam parte da galáxia, mas eles são de fato alguns dos objetos mais distantes do universo observável.
Créditos: http://www.spacetelescope.org/news/heic1202/

Telescópio Hubble capta galáxia mais brilhante conhecida

A reconstrução mostra as regiões brilhantes onde se formam as estrelas, muito mais iluminadas que qualquer região de estrelas jovens na Via Láctea.Foto: Nasa/ESA
O Telescópio espacial Hubble obteve imagens sem precedentes da galáxia mais brilhante descoberta até agora, graças a um fenômeno conhecido como lente gravitacional. Uma lente gravitacional ocorre quando a gravidade de um objeto gigantesco, como um buraco negro ou um conjunto de galáxias, causa uma distorção no espaço-tempo. A luz procedente de objetos mais distantes e brilhantes se reflete e aumenta quando passa por essa região distorcida pela gravidade. A Nasa (a agência espacial americana) informou que "esta observação proporciona uma oportunidade única para o estudo das propriedades físicas de uma galáxia que formava, de maneira vigorosa, estrelas quando o universo tinha apenas um terço de sua idade atual".  Jane Rigby e sua equipe de astrônomos no Centro Goddard - da Nasa -, em Greenbelt, Maryland, apontaram o telescópio Hubble em direção a um dos exemplos mais notáveis de lente gravitacional, um arco de luz de quase 90 graus no conjunto galático RCS2 032727-132623.

 A vista que o Hubble obteve da galáxia distante é muito mais detalhada que a imagem que seria obtida sem a presença da lente gravitacional. A presença deste "amplificador" mostra como as galáxias evoluíram em 10 bilhões de anos, segundo a Nasa. Enquanto as galáxias mais próximas à Terra estão plenamente maduras e se aproximam do fim de sua história como criadouro de estrelas, as galáxias mais distantes proporcionam testemunho dos tempos de formação do universo. Estão tão distantes que a luz daqueles eventos cósmicos só alcança a Terra agora.

As galáxias mais distantes não só brilham mais tênues no espaço, como também aparecem muito menores. Em 2006 uma equipe de astrônomos que usou o Telescópio Muito Grande (VLT, o instrumento óptico mais avançado do mundo) no Chile, mediu a distância do arco e calculou que esta galáxia aparece três vezes mais brilhante que as outras galáxias, vistas também através de lentes, descobertas antes. Em 2011, os astrônomos usaram o Hubble para captar imagens e analisar a galáxia com o telescópio orbital. Como é típico nas lentes gravitacionais a imagem distorcida da galáxia se repete várias vezes no conjunto de lente que aparece à frente. A tarefa dos astrônomos é reconstruir como se veria realmente a galáxia sem o efeito de distorção. A aguda visão do Hubble permitiu que os astrônomos eliminassem as distorções e reconstruíssem a imagem como seria vista normalmente. A reconstrução mostra as regiões brilhantes onde se formam as estrelas, muito mais iluminadas que qualquer região de estrelas jovens na Via Láctea.
Fonte: NASA
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