13 de fev de 2012

Existe um buraco no universo?

Em agosto de 2007, cientistas da Universidade de Minnesota, nos EUA, publicaram uma descoberta surpreendente no Astrophysical Journal. Eles declararam que o Universo tinha um buraco: um buraco muito maior do que qualquer coisa que os cientistas já tinham visto ou esperavam. Esse "buraco" alcança quase um bilhão de anos-luz e está entre seis e dez bilhões de anos-luz da Terra, na constelação de Erídano. Para referência, um ano-luz equivale a 9,461 trilhões de quilômetros.

Essa foto descreve a expansão da radiação cósmica de fundo em microondas (CMB), começando com o Universo logo após o Big Bang (esquerda), se estendendo através das inúmeras galáxias do Universo, aglomerados e vazios (centro), e terminando com um mapa CMB recente. No vazio gigante, o satélite WMAP (no alto, à esquerda) detecta uma mancha fria enquanto o rádio-telescópio VLA (abaixo, à esquerda) observa menos galáxias. Bill Saxton, NRA/AUI/NSF, NASA

O que faz dessa vasta área do Universo um buraco? A área mostra quase nenhum sinal de matéria cósmica, o que significa nenhuma estrela, planetas, sistemas solares ou nuvens de poeira cósmica. Pesquisadores não conseguiram encontrar nem mesmo matéria escura, que é invisível, mas mensurável por seu empuxo gravitacional. Também não há sinais de buracos negros que possam ter engolido a matéria que já esteve presente na região. O buraco foi detectado inicialmente por um programa da NASA que estuda a expansão da radiação emitida a partir do Big Bang, que os cientistas acreditam que gerou nosso Universo. Depois, ele foi examinado mais detalhadamente com as informações obtidas pelo telescópio Very Large Array (VLA), usado no Projeto de Levantamento do Céu pelo VLA do NRAO (Observatório Nacional de Radioastronomia dos EUA) para estudar grandes seções do céu visível. Um pesquisador descreveu a descoberta como algo "anormal", que vai contra as simulações de computador e estudos passados. Outros buracos como esse, também conhecidos como vazios, foram encontrados antes, mas essa descoberta é, de longe, a maior delas.

Outros vazios têm cerca de 1/1000 do tamanho desse, enquanto cientistas já observaram um vazio a dois milhões de anos-luz de distância: praticamente no final da rua em termos cósmicos. O astrônomo Brent Tully disse à Associated Press que vazios galácticos muito provavelmente se desenvolvem porque regiões do espaço com alto nível de massa puxam matéria de áreas com menos massa. Durante bilhões de anos, uma região pode perder a maior parte de sua massa para uma região vizinha com mais massa. No caso desse vazio gigante, estudos adicionais podem revelar alguma matéria na região, mas ainda seria bem menos daquela encontrada em partes "normais" do espaço. Dissemos no início que o vazio foi primeiramente descoberto através de um programa da NASA que examina a origem da radiação do Big Bang.

Energia escura e mapeamento do Universo
Em 30 de junho de 2001, a NASA lançou o Wilkinson Microwave Anisotropy Probe (WMAP), um satélite que vem sendo usado desde então para mapear radiação cósmica de fundo em microondas (CMB). A radiação CMB tem bilhões de anos e é um subproduto do Big Bang que cientistas detectam na forma de ondas de rádio. A radiação CMB dá informações sobre a história inicial do Universo, mostrando como ele se parecia quando era bem jovem e tinha apenas algumas poucas centenas de milhares de anos. E, ao examinar a dispersão da radiação CMB, cientistas podem descobrir como o Universo se desenvolveu desde o Big Bang e como ele continuará a se desenvolver, ou mesmo acabar. Até o vazio galáctico gigante ter sido estudado mais a fundo pelos pesquisadores da Universidade de Minnesota, ele era conhecido como "Mancha Fria WMAP" porque cientistas da NASA mediram temperaturas mais frias na região do que em áreas circundantes. A diferença de temperatura chegou a apenas alguns poucos milionésimos de grau, mas isso foi suficiente para indicar alguma coisa muito diferente sobre essa seção do espaço.

Essas duas imagens descrevem variações de temperatura no vazio galáctico e regiões circundantes. A imagem da esquerda foi capturada por um satélite da NASA enquanto a da direita veio de um rádio-telescópio usado no projeto Very Large Array Sky Survey do NRAO (Observatório Nacional de Radioastronomia dos EUA).Imagem cedida Rudnick et al., NRA/AUI/NSF, NASA

Para compreender por que os vazios galácticos são mais frios, é importante considerar o papel da energia escura. Como a matéria escura, a energia escura é comum por todo o Universo conhecido. Mas em uma área na qual não existe energia escura, os fótons (que se originaram no Big Bang) captam energia de objetos conforme se aproximam deles. À medida que eles se distanciam, a força gravitacional desses objetos capta essa energia de volta. O resultado é nenhuma mudança líquida em energia. Uma área na qual a energia escura está presente funciona de maneira diferente. Quando os fótons passam através do espaço que contém energia escura, esta fornece energia aos fótons.

Conseqüentemente, as áreas com muitos fótons e energia escura se mostram nas varreduras como mais energéticas e quentes. Os fótons perdem parte de sua energia se passarem através de um vazio galáctico sem energia escura. Essas áreas, por sua vez, emitem radiação mais fria. Um vazio gigante no qual pouca matéria ou energia escura está presente, como a Mancha Fria WMAP, causa quedas significativas na temperatura da radiação. Ambas, a matéria escura e a energia escura, permanecem muito misteriosas para os cientistas. Várias pesquisas científicas estão em andamento para examinar essas substâncias e seus papéis em vários processos cósmicos.

A energia escura pode ser até menos compreendida que a matéria escura, mas os cientistas sabem que essa energia escura tem um importante papel na aceleração do crescimento do Universo, especialmente na história cosmológica recente. Nós também sabemos que os fótons que passam através da energia escura permitem esse tipo de mudanças de energia que produz temperaturas variáveis que são, por sua vez, representadas no mapa CMB. O exame dessas flutuações de temperatura permite aos cientistas aprender como o Universo está crescendo e se desenvolvendo. E considerando-se que a energia escura é o tipo mais comum de energia no Universo, ela deve continuar a desempenhar um importante papel na pesquisa cosmológica nos próximos anos.
Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br  

Cientista russo diz que há provas de vida em Vênus

Leonid Ksanfomaliti, um eminente cientista russo, afirma que há provas de vida em Vênus em fotografias granuladas tiradas por uma sonda soviética, décadas atrás. Ksanfomaliti, que faz parte do Instituto de Pesquisa Espacial em Moscou, analisou as fotografias, tiradas na superfície do planeta pela sonda Venus-13 em 1982. Elas mostram o que seria um inseto gigante parecido com um escorpião. Mas as visões do membro da Academia Russa de Ciências não foram tão bem aceitas. Especialistas afirmam que o que é descrito como um disco e um escorpião mudam de localização de uma foto para a outra. O professor diz que as imagens revelam um corpo, um disco e uma “aba preta”, que “emergem, flutuam e desaparecem”. “E se nós nos esquecermos das teorias correntes sobre a não existência de vida em Vênus, os objetos morfológicos nos permitem dizer que existe”, comenta. Até hoje, não houve nenhuma comprovação de vida no planeta, que tem uma temperatura de 464 graus e uma gravidade 0,9 vezes maior do que a da Terra.  Mas Jonathon Hill, que processa muitas imagens tiradas durante as missões da NASA, afirma que as versões em alta resolução tiradas da nave Venera 13 mostram que o objeto parecido com um caranguejo é na verdade um componente mecânico, e não um ser vivo. O mesmo objeto aparece em uma foto tirada por uma sonda idêntica, a Venera 14, que pousou perto desse local.
Fonte: hypescience.com
Telegraph

Pilares da Criação ou da Destruição?

Em 1995, fomos abençoados com a imagem de um grupo de colunas com 4 anos-luz de altura, localizadas na Nebulosa da Águia, um jovem aglomerado estelar aberto a 7.000 anos-luz daqui: os chamados Pilares da Criação. O único problema é que eles não existem realmente. Como assim?!  Os cientistas descobriram que eles foram destruídos, explodidos por uma supernova que aconteceu há 6.000 anos. Com nossos telescópios, podemos ver a supernova avançando e destruindo tudo o que toca.  O único problema é que, como a Nebulosa está a 7.000 anos-luz de distância de nós e a explosão aconteceu há 6.000 anos… Isso mesmo! Em mil anos, haverá um grande show na Terra. A onda de choque chegará aos Pilares da Criação e, assim como eles foram criados, serão destruídos.  Só que o show na verdade aconteceu muito tempo atrás. Ou seja, os pilares como nós vemos hoje não existem mais, pois vemos imagens emitidas milhares de anos atrás. Uma vez que a luz tem de viajar uma grande distância, só vai chegar depois que o evento ocorreu. Quando olhamos para o céu, passam-se segundos, minutos, anos, séculos e milênios de distância. Apesar de termos conhecimento que uma supernova destruiu essa nebulosa como a conhecemos, só poderemos presenciar este evento daqui a mil anos. O universo é intrigante, não?
Fonte: http://hypescience.com
[Gizmodo]

Orion em Gás, Poeira e Estrela

Créditos de Imagem e Direitos Autorais: Rogelio Bernal Andreo (Deep Sky Colors)
A constelação de Orion abriga muito mais do que somente três belas estrelas alinhadas. Uma exposição profunda mostra tudo, desde nebulosas escuras até aglomerados de estrelas, tudo isso mergulhado em um extenso pedaço de filetes gasosos que fazem parte do chamado Complexo de Nuvens Moleculares de Orion. As três estrelas mais brilhantes na parte mais a esquerda da imagem são as famosas estrelas que fazem parte do chamado cinturão de Orion. Um pouco abaixo de Alnitak, a estrela mais baixa das três estrelas do cinturão, está a Nebulosa Flame, brilhando com o gás hidrogênio excitado e imersa em filamentos de poeira marrom escura.

Abaixo do centro da imagem e um pouco à direita de Alnitak localiza-se a Nebulosa da Cabeça do Cavalo, uma nuvem escura de poeira densa que talvez seja a nebulosa mais fácil de ser reconhecida no céu. À direita está a M42, a Nebulosa de Orion, um caldeirão energético de gás tumultuado, visível a olho nu, e que está dando origem a um novo aglomerado aberto de estrelas. Imediatamente à esquerda da M42 existe uma proeminente reflexão azulada algumas vezes chamada de Running Man que é o lar de muitas estrelas azuis brilhantes. A imagem acima, é na verdade uma composição digital de imagens adquiridas por algumas noites de observação, cobrindo uma área com objetos que estão a aproximadamente 1500 ano-luz de distância e que se espalha por 75 anos-luz.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120212.html

Retrato de Um Asteroide Condenado

Créditos de Imagem: Illustrations: NASA/CXC/M.Weiss
Um novo estudo levantou uma possibilidade para explicar os misteriosos brilhos de raios-X detectados Observatório de Raios-X Chandra por alguns anos na região de Sagittarius A*, ou Sgr A*. O estudo sugere uma nuvem ao redor de Sgr A*, um buraco negro supermassivo localizado no centro da Via Láctea, que contém centenas de trilhões de asteroides e cometas que foram arrancados de suas estrelas originais. A emissão do brilho ocorre quando asteroides de seis milhas ou mais de raio são consumidos pelo buraco negro. Um asteroide que participou de um encontro imediato com outro objeto como uma estrela ou planeta pode ser ejetado em uma órbita diretamente direcionada para Sgr A*. se o asteroide passa a uma distância de 100 milhões de milhas do buraco negro, mais ou menos a distância entre a Terra e o Sol, ele é quebrado em pedaços devido às forças de maré do buraco negro. Esses fragmentos seriam então vaporizados pela fricção à medida que eles passassem pelo gás fino e quente fluindo no Sgr A*, esse processo seria algo similar ao que acontece com um meteoro que é aquecido e causa um clarão quando entra na atmosfera da Terra. Uma emissão de energia é produzida e eventualmente a parte remanescente do asteroide é engolida pelo buraco negro.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2172.html

Agência espacial descobre que rotação de Vênus desacelerou

Rotação de Vênus está mais lenta do que se imaginava.Foto: Nasa/Divulgação
A velocidade de rotação do planeta Vênus é inferior do que a comunidade científica tinha calculado até o momento, informou nesta sexta-feira a Agência Espacial Europeia (ESA), que comparou suas últimas medições com as realizadas no começo da década de 1990. Os cientistas estudaram os dados proporcionados pela sonda Vênus Express, que entrou em sua órbita em abril de 2006 para estudar em detalhe o planeta e sua atmosfera mediante seu Espectrômetro de Imagem Infravermelha e Visível, e comprovaram que havia detalhes de sua superfície que não apareciam onde eram esperados. Se for mantido o ritmo de rotação calculado pelo satélite Magellan da Nasa no começo dos anos 90, os traços analisados teriam que estar situados a cerca de 20 km mais ao norte, segundo informou a ESA em comunicado.  "Quando os dois mapas não coincidiram, a princípio pensei que havia um erro em meus cálculos, porque as medições do Magellan foram muito precisas, mas comprovamos qualquer possível falha que nos ocorreu", diz na nota o cientista planetário Nils Müller, do Centro Aeroespacial alemão DLR. Os cientistas estabeleceram com os dados proporcionados pela missão do Magellan que uma rotação completa de Vênus equivalia a 243 dias da Terra, mas as observações da superfície facilitadas pela Vênus Express só poderiam coincidir com a primeira se seus dias fossem 6,5 minutos superiores ao calculado.  Recentes modelos atmosféricos mostraram que o planeta poderia ter diminuído seus ciclos climáticos durante as últimas décadas, o que também poderia ter feito variar os períodos de rotação, mas nenhuma das razões com que a comunidade científica trabalha é definitiva. Outro dos cientistas ocupados neste projeto, Hakan Svedhem, DIZ que calcular a velocidade de rotação desse planeta ajudará a planejar futuras missões, porque "será preciso informação precisa para selecionar lugares potenciais de aterrissagem".  A ESA explica que na Terra o tamanho dos dias pode chegar a variar cerca de um milissegundo ao ano e se vê afetada pelos ventos e as marés nesse período. Com missões como a Venus Express, se espera poder determinar como esse tipo de forças afetam Vênus, o que, segundo a ESA, ajudaria a descobrir, entre outros fatores, a composição de seu núcleo.
Fonte: EFE/TERRA
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