14 de fev de 2012

Sonda da NASA mapeia matéria além do Sistema Solar

A jornada do Sistema Solar através do espaço está nos levando para nuvens estelares de menor densidade. [Imagem: NASA/Adler/U. Chicago/Wesleyan]

Espaçonave estelar
Astrônomos mediram com precisão pela primeira vez partículas "alienígenas", que adentram nosso Sistema Solar vindas do espaço interestelar. As partículas foram detectadas pela sonda espacial IBEX Interstellar Boundary Explorer - explorador da fronteira interestelar. As novas medições dão pistas sobre como e onde o nosso Sistema Solar se formou, as forças que fisicamente lhe dão forma e seu caminho conforme ele viaja através da Via Láctea.

Diferente
E a primeira e mais imediata conclusão é que nosso Sistema Solar é diferente do espaço fora dele. Por exemplo, a presença de menos oxigênio no meio interestelar local, em relação ao Sol e à média galáctica, pode indicar que o Sol se formou em uma região com menos oxigênio do que existe em sua localização atual. Outra possibilidade é que o oxigênio possa ser preferencialmente ligado, ou estar "escondido", em outros materiais galácticos, tais como grãos de poeira e gelo. Uma série de estudos baseados nestas novas medições foram publicados hoje no Astrophysical Journal, representando a primeira olhada que os cientistas dão nos componentes do meio interestelar, a matéria existente entre os sistemas estelares, e como eles interagem com a nossa heliosfera.

Existe mais oxigênio em qualquer parte do Sistema Solar do que no espaço interestelar ao seu redor. [Imagem: NASA]

História da matéria
Os cientistas relatam ter encontrado 74 átomos de oxigênio para cada 20 átomos de neônio no vento interestelar. Em nosso próprio Sistema Solar existem 111 átomos de oxigênio para cada 20 átomos de neônio. Isso significa que existe mais oxigênio em qualquer parte do Sistema Solar do que no espaço interestelar ao seu redor. Os astrônomos acreditam que esses novos resultados podem ser extrapolados, fornecendo novas informações sobre a história da matéria no Universo. Enquanto o Big Bang criou hidrogênio e hélio logo no início, só as explosões de supernovas no final da vida de uma estrela podem criar e espalhar os elementos mais pesados - como o oxigênio e o neônio - através da galáxia. Assim, conhecer a quantidade de elementos no espaço pode ajudar os cientistas a mapear como a nossa galáxia evoluiu e mudou ao longo do tempo.

Fronteira espacial
Por ora, eles estão mais interessados em compreender a composição da região de fronteira que separa os rincões mais próximos da nossa galáxia, o chamado meio interestelar local, e a nossa heliosfera. A heliosfera atua como uma bolha protetora, protegendo o nosso Sistema Solar da maior parte da "perigosa" - para a vida humana, pelo menos - radiação cósmica galáctica, que poderia entrar no Sistema Solar vinda do espaço interestelar. Ela é formada pela interação entre o vento solar, que flui para fora a partir do Sol, e do meio interestelar, o que pressiona contra ela de fora para dentro. Partículas eletricamente carregadas, ou ionizadas, não conseguem penetrar a fronteira entre estes dois "corpos". No entanto, partículas neutras, que compõem cerca de metade da matéria fora da heliosfera, fluem livremente através da fronteira. A única espaçonave que havia detectado diretamente o influxo destas partículas foi a sonda Ulysses, que mediu o hélio interestelar neutro mais de uma década atrás. Embora a IBEX tenha sido projetada principalmente para mapear as interações entre o vento solar e o material interestelar ionizado, sua câmera de átomos neutros de baixa energia também mediu partículas neutras interestelares não detectadas pela Ulisses.

Mergulhados na nuvem
E a IBEX detectou o vento interestelar viajando a uma velocidade menor do que aquela medida pela sonda Ulisses, e vindo de uma direção diferente. As medições da IBEX, consideradas melhores pelos cientistas, mostram uma diferença de 20 por cento na pressão que o vento interestelar exerce sobre nossa heliosfera.

Os resultados mudaram o quadro que os cientistas haviam traçado da nuvem local onde nos encontramos e da heliosfera, a bolha que protege o Sistema Solar das partículas cósmicas de alta energia. [Imagem: NASA/Goddard/Adler/U. Chicago/Wesleyan]

Medir a pressão da matéria e dos campos magnéticos externos na galáxia sobre a nossa heliosfera vai ajudar a determinar o tamanho e a forma do nosso Sistema Solar, conforme ele viaja através da galáxia," explicou Eric Christian, cientista-chefe da missão IBEX. Com base nos dados da sonda Ulysses, os pesquisadores haviam anteriormente teorizado que a heliosfera estava deixando a nuvem galáctica local e passando para uma nova região do espaço. No entanto, embora a fronteira esteja muito próxima, os resultados da IBEX mostram que a heliosfera permanece totalmente na nuvem local, pelo menos por enquanto. "Em algum momento nas próximas centenas ou milhares de anos, um piscar de olho em termos galácticos, a nossa heliosfera deve deixar a nuvem interestelar local e encontrar um ambiente galáctico muito diferente," disse McComas.

A Supernova Mais Antiga Já Registrada

Crédito de imagem: Raio X: & de NASA/CXC/SAO; ESA; Infared: NASA/JPL-Caltech/B. Williams (NCSU)
Essa imagem combina dados de quatro telescópios espaciais para criar uma visão multi comprimento de onda do que restou da RCW 86, o mais velho exemplo de uma supernova. Os astrônomos chineses testemunharam o evento em 185 A.C., documentando uma misteriosa estrela que permaneceu no céu por oito meses. As imagens de raios-X do Observatório de Raios-X Chandra da NASA e do Observatório XMM-Newton da Agência Espacial Europeia foram combinados para formar as cores azul e verde na imagem acima.

Os raios-X mostram o gás interestelar que tem sido aquecido a milhões de graus pela passagem de uma onda de choque proveniente da supernova. Os dados infravermelhos provenientes do Telescópio Espacial Spitzer da NASA e do WISE, Wide-Field Infrared Survey Explorer, são mostrados em amarelo e em vermelho e revelam a poeira irradiando numa temperatura de algumas centenas de graus abaixo de zero, uma temperatura que embora seja baixa é considerada quente se comparada com a temperatura normal da poeira na Via Láctea.

Estudando os dados obtidos em raios-X e os dados infravermelhos, os astrônomos foram capazes de determinar que o que causou a explosão foi um supernova do Tipo Ia, onde uma estrela outrora uma estável anã branca, ou uma estrela morta, foi empurrada além da sua estabilidade quando uma estrela companheira injetou material nela. Além disso, os cientistas usaram os dados para resolver outro mistério por trás da remanescente de supernova, como ela cresceu tanto ficando tão grande em tão pouco tempo.

Soprando material para longe através de seu vento antes de explodir a anã branca foi capaz de limpar uma grande área, ou cavidade no céu, uma região de densidade muito baixa ao redor do sistema. Depois com a explosão acontecendo dentro dessa cavidade gerada a supernova foi capz de se expandir muito mais rápido e ficar muito maior do que qualquer outro objeto do mesmo tipo. Essa é a primeira vez que esse tipo de cavidade tem sido vista ao redor de um sistema de anã branca antes da explosão.

Os cientistas dizem que os resultados podem ter importantes implicações para as teorias sobre os sistemas binários de anã branca e as supernovas do Tipo Ia. A RCW 86 está localizada a aproximadamente 8000 anos-luz de distância da Terra. Com aproximadamente 85 anos-luz de diâmetro ela ocupa uma região do céu na constelação do céu do sul de Circinus que é um pouco maior que a Lua Cheia. Essa imagem foi compilada em Outubro de 2011.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2173.html

Sonda faz mapa de regiões com formação estelar na Via Láctea

Missão Planck, da Agência Espacial Europeia, captou os dados. Detecção de monóxido de carbono permite a montagem da imagem.
Mapa de regiões de formação estelar na Via Láctea. (Foto: ESA / Nasa / Reuters)
Um mapa divulgado com dados coletados pela sonda Planck, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), revela 10 mil regiões de formação estelar, muitas delas nunca vistas antes por astrônomos. A imagem foi divulgada nesta semana e mostra berçários de estrelas tão frios que atingem temperaturas de apenas 7 graus acima do zero absoluto -- aproximadamente 273 graus Celsius negativos. Os pontos azuis na imagem mostram concentrações de centros estelares. A detecção das regiões é feita de forma indireta. Como o hidrogênio que forma as nuvens de gás é difícil de ser detectado, os cientistas procuram por monóxido de carbono para coletar as informações que compõem o mapa.
Fonte: G1

A Estranha Profundidade da Cratera Bliss na Lua

Imagem por Peter Rosén, Éstocolmo, Sweden
Enquanto processava mais dados da recente gélida noite de observação na Suécia, Peter Rosén, notou algo estranho perto da cratera Plato, na Lua, você consegue identificar essa estranha feição? A grande cratera de 22 quilômetros chamada de Bliss e localizada um pouco a noroeste da Plato parece ser bem mais funda do que outras crateras próxima. Chuck Wood do site LPOD procurou em seus arquivos do início dos anos de 1970 alguma referência sobre isso e encontrou medidas do comprimento da sombra feitas em dados obtidos pela sonda Lunar Orbiter IV onde foi possível calcular a profundidade da cratera em 2.8 quilômetros. Para se ter uma comparação, Jim Mosher encontrou uma profundidade média para a cratera de 1.7 quilômetros com o ponto mais profundo em 2.25 quilômetros de profundidade. A Bliss é substancialmente mais profunda o que talvez não seja surpresa pois a cratera Plato foi obviamente parcialmente preenchida com lavas que cobriram seu pico central e os terraços ou degraus da sua parede. Outras crateras de 22 quilômetros de diâmetro, algumas crateras jovens, apresentam profundidade de destaque como a Müller com 2.00 km, a Dale com 2.25 km, a Haidinger com 2.33 km, a Torriceli com 2.50 km, e a Focas com 3.42 km. com base nesses números, a Bliss pode ser um pouco mais profunda que o normal, mas ela não é uma anomalia de 3 sigma. O anel da cratera Bliss parece mais grosseiro do que o que seria esperado para uma cratera recente, ele parece mais explosivo do que o anel de crateras próximas. De fato analisando dados obtidos pela sonda LRO, pode-se mostrar que ela não é uma cratera recente e que possui um anel irregular delimitando-a. Concluindo, a profundidade da cratera Bliss é algo estranho, mas não existe nada de bizarro nisso.
Fonte: http://lpod.wikispaces.com

A Nebulosa da Roseta

Créditos e direitos autorais : Brian Davis
A Nebulosa da Roseta não é a única nuvem cósmica de gás e poeira a evocar a imagem de flores, mas ela é a mais famosa. Localizada nos limites de uma grande nuvem molecular em Monoceros, a cerca de 5.000 anos-luz de distância, as pétalas desta rosa são na verdade um berçário estelar cujo gracioso formato simétrico é esculpido pelos ventos e pela radiação do seu aglomerado central de jovens estrelas quentes. As estrelas do energético aglomerado, catalogado como NGC 2244, têm apenas alguns milhões de anos de idade, enquanto a cavidade central da Nebulosa da Roseta, catalogada como NGC 2237, tem cerca de 50 anos-luz de diâmetro. A nebulosa pode ser vista diretamente com um pequeno telescópio apontado para a constelação do Unicórnio (Monoceros).

Manchas solares dobram de tamanho e podem originar explosões

Na imagem da Nasa, as duas manchas solares na região 1416 (dir.), que aumentaram de tamanho recentemente
Duas manchas solares que praticamente dobraram de tamanho nos últimos dias pode originar uma série de explosões solares em direção à Terra. O Observatório de Dinâmica Solar, da Nasa (agência espacial dos EUA), registrou a alteração recente na região conhecida como 1416. Não se sabe qual será o potencial do fenômeno, mas alguns cientistas dizem que as explosões solares poderiam ser de média intensidade e sentidas nas regiões polares, com pequenas interferências nos sistemas de comunicações. As explosões não colocam em perigo os seres humanos.
Fonte: FOLHA.COM
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