23 de fev de 2012

O que existia antes do Big Bang?

NASA/WMAP[Imagem: Mapa da radiação cósmica de fundo]
"Já não é mais completamente maluco perguntar o que aconteceu antes do Big Bang." A afirmação é de Marc Kamionkowski, coordenador de um grupo de astrofísicos de uma das principais universidades dos Estados Unidos, a Caltech.

O que existia antes do Big Bang?
Até agora acreditava-se que a violenta expansão que deu origem ao nosso universo foi forte o suficiente para eliminar qualquer traço do que existia antes. Mas uma nova interpretação de registros dos primeiros instantes após o Big Bang pode lançar alguma luz sobre o que existia antes e o que fez com que espaço e tempo inflassem, aumentando continuamente as distâncias físicas entre quaisquer pontos participantes desse movimento inflacionário. A nova teoria procura explicar as "anomalias" verificadas nos dados, que mostram variações no que deveria ser uma distribuição perfeitamente uniforme da radiação e da matéria no Universo.

Inflação cósmica
A teoria atual baseia-se em um fenômeno chamado inflação cósmica, que propõe que o espaço expandiu-se exponencialmente no instante seguinte ao Big Bang. O problema é que isso resultaria em um universo perfeitamente uniforme. E todas as observações indicam que há variações gigantescas entre as diversas regiões do Universo.

Radiação cósmica de fundo
Além disso, os cientistas detectaram uma anomalia nos dados da Radiação Cósmica de Fundo (CMB, na sigla em inglês), uma radiação na faixa das microondas que inundou o Universo 400.000 anos depois do Big Bang. A CMB é uma espécie de brilho do Big Bang, que decaiu para microondas à medida que o Universo se expandia ao longo dos 13,7 bilhões de anos que se seguiram desde o seu surgimento. Se nossos olhos conseguissem enxergar essa faixa das radiofreqüências, nós veríamos um céu inteiramente brilhante.

Anomalia com certificado
Dados da sonda espacial WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe), da NASA, mostram que a amplitude nas flutuações da CMB, que seria consistente com o modelo da inflação espacial, na verdade não é a mesma em todas as direções.  "É uma anomalia adequadamente certificada," explica Kamionkowski. "Mas como a inflação cósmica parece lidar bem com tudo o mais, parece prematuro descartar a teoria." Com isso, os pesquisadores inseriram a assimetria verificada nos dados no cerne da própria teoria da inflação cósmica.

Inflaton e curvaton
Até agora haviam sido propostos dois novos tipos de campos de energia como sendo os motores da inflação do Universo. O primeiro, chamado de inflaton, não passou nos testes da nova teoria. Mas a coisa funcionou com o segundo campo, chamado curvaton, que havia sido proposto anteriormente para explicar as flutuações observadas na CMB. Variações no campo curvaton afetam apenas como a temperatura varia de um lugar para outro no Universo, mas mantém seu valor médio, mantendo a consistência do modelo da inflação cósmica. O novo modelo prevê que há uma maior quantidade de pontos frios do que de pontos quentes no CMB. A nova teoria poderá ser testada já em 2009, utilizando a sonda espacial Planck, uma missão internacional coordenada pela Agência Espacial Européia, que deverá ser lançada em Abril do próximo ano.

Levantando o véu do Big Bang
A "perturbação" que os físicos introduziram no valor do curvaton ofereceu um ganho adicional: ela oferece o primeiro vislumbre sobre o que existia antes do Big Bang. Isso porque a perturbação pode ser a resultante de um efeito herdado da época antes do início da inflação cósmica.  "Em termos observacionais, tudo isto está escondido por um véu," afirma Kamionkowski. "Se nosso modelo se sustentar, nós teremos a primeira chance de olhar além desse véu."
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Planck revela segredos do nascimento do Universo

Esta faixa representa a radiação de fundo de microondas observada pela sonda PLANCK (a curva multicolorida) que está superposta em uma imagem na luz visível do céu, dominado pelo disco da Via Láctea (Imagem: ESA/LFI/HFI Consortia/Axel Mellinger). Esta é a primeira amostra que a PLANCK nos oferece sobre o brilho do Big Bang com detalhes inéditos. O mapa completo do céu será produzido em cerca de 6 meses.
A espaçonave PLANCK da ESA (European Space Agency) foi lançada no espaço em 14 de maio de 2009. Seu destino é observar o brilho do gás cósmico cerca de 380.000 anos após o Big Bang (13,73±0,12 bilhões de anos atrás), a radiação de microondas cósmica de fundo (CMB – Cosmic Microwave Background radiation). As propriedades desta radiação de fundo poderão conter informações sobre dimensões extras ou universos múltiplos, assim como fornecer pistas sobre o que causou uma curta e incrivelmente rápida expansão universal, a Inflação Cósmica. PLANCK começou a sua rotina de pesquisa da radiação de microondas em 13 de agosto de 2009, algumas semanas depois de ter atingido a distância de 1,5 milhões de quilômetros da Terra, no ponto orbital de Lagrange chamado L2. A operação começou quando a nave criogênica concluiu o processo de ultra resfriamento e conseguiu atingir a extrema temperatura de 0,1°K acima do zero absoluto (-273,15°C). Como resultado do mapeamento até agora processado, o time de cientistas da sonda PLANCK liberou uma primeira imagem cobrindo a fatia de 5% do céu.

O melhor da radiação de fundo, até agora!
Minúsculas variações na temperatura do Universo primordial dão suavidade a imagem. “Com um pequeno percentual dos dados coletados, você pode ver que a sonda está operando bem e entregando um bom material”, disse George Efstathiou da Universidade de Cambridge, que trabalha na equipe do PLANCK. Ao PLANCK caberá a missão de fornecer o mais detalhado mapa celeste da CMB até hoje, incrementando o mapa atual, produzido pela sonda da NASA, a Wilkinson Microwave Anisotropy Probe (WMAP), lançada em 2001 e que continua em pleno funcionamento. Os detectores do observatório espacial PLANCK têm sensibilidade mais de 10 vezes superior ao da sonda WMAP, além de obter 2,5 vezes a sua resolução angular. “Para cada faixa do céu que PLANCK varre, nós conseguimos obter dados com informações muito mais sensíveis que os da WMAP”, disse Efstathiou à revista New Scientist. Embora o projeto da PLANCK tenha estabelecido o prazo operacional de duração da missão em 15 meses, o time julga que a sonda vai permanecer ativa por mais de 30 meses, baseados em novas estimativas de quanto seu processo congelante irá permanecer em funcionamento. Isso é uma excelente notícia, pois este tempo extra permitirá a PLANCK apurar a precisão das medições da CMB uma vez que irá conseguir varrer o céu por 4 vezes (o dobro do que foi originalmente projetado).
Créditos: Etrenos Aprendizes - http://eternosaprendizes.com/2009/10/03/planck-revela-segredos-do-nascimento-do-universo/

"Nunca saberemos se o universo é infinito"

Considerado um dos maiores cosmólogos da atualidade, Joseph Silk fala a VEJA sobre a missão espacial que vai ajudar a explicar o Big Bang e como a cosmologia mistura teoria e prática para entender a origem de tudo
O cosmólogo Joseph Silk (Priscila Castilho)
Poucas pessoas sabem tanto sobre o início do universo quanto o astrofísico inglês Joseph 'Joe' Silk, ex-chefe do departamento de astronomia da Universidade de Oxford e atual líder de um grupo de astrônomos do Instituto de Astrofísica da França. Ele já publicou mais de 700 estudos relacionados ao nascimento do cosmo e das galáxias e já foi citado 27.000 vezes em trabalhos científicos de outros especialistas. Observar o universo a partir da nossa galáxia é como dirigir um carro com o para-brisa sujo e sem limpadores", diz Silk. “Temos que descobrir como enxergar através da sujeira para ver o caminho." Em outras palavras, a tarefa não é fácil. Mas o jogo está virando a favor de cientistas como Silk. Como 'máquinas do tempo', telescópios como o Hubble, que fica na órbita da Terra, ou os instalados pelo consórcio europeu ESO no Chile, conseguem enxergar cada vez mais longe. Em astronomia, isso quer dizer que estão chegando mais próximos do que aconteceu bilhões de anos atrás. Por isso, mesmo que seja impossível enxergar de fato o início do universo, como afirma Silk em entrevista ao site de VEJA, a ciência está próxima de entender o que aconteceu imediatamente após o Big Bang. Essa compreensão vai ajudar a definir como surgiram as galáxias — e a vida em pelo menos uma delas. Mesmo depois disso, contudo, alguns fatos ficarão além da prova. "O melhor palpite da cosmologia é de que o universo é infinito", diz Silk. "Porém, nunca seremos capazes de provar que ele é assim."  O físico esteve no Brasil, na semana passada, para a primeira aula avançada de astrofísica do NAT (Núcleo de Astrofísica Teórica) da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, e falou ao site de VEJA sobre o nascimento das galáxias, a origem do universo e sobre como os dados divulgados pelo telescópio espacial europeu Planck vão ajudar a compor esse quebra-cabeça.

Quem é Joe Silk?

Considerado um dos principais cosmólogos da atualidade, Joseph 'Joe' Silk, 69 anos, é autor de vários livros de divulgação científica, dentre eles A Mão Esquerda da Criação (Martins Fontes, 2008, 272 pg.), no qual trata da origem do universo. Entre 1999 e 2011, o físico ocupou a Cátedra Saviliana de Astronomia, liderando o departamento na Universidade de Oxford, na Inglaterra. Em 2011, venceu o Balzan Prize, uma espécie de Nobel das ciências humanas e naturais, pelo trabalho no entendimento da evolução do universo. O prêmio foi estabelecido em 1961 e oferece 1 milhão de dólares aos vencedores — o escritor argentino Jorge Luis Borges também foi agraciado com o prêmio. Agora em Paris, Silk lidera um grupo de astrônomos no Institut d’Astrophysique, em Paris, ligado ao CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica da França). É também professor da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, e membro sênior do Instituto de Astrofísica e Cosmologia da Universidade de Oxford.

Planetas Extrasolares - Em Busca de Outras Terras


Nos últimos anos, a descoberta de outros mundos passaram de um sonho distante a uma realidade. Durante dezenas de anos os astrofísicos perscrutaram os céus à procura de sinais que nos indicassem a presença de planetas fora do Sistema Solar. No entanto, foi necessário esperar até meados da década de 90 do século XX para que as pesquisas dessem os primeiros resultados.

Formar planetas
É hoje geralmente aceite que os planetas se formam como um subproduto da formação de uma estrela. Quando uma nuvem de gás e poeira se contrai dando origem a um “sol”, forma-se em torno da jovem estrela um disco achatado. Por um processo ainda não completamente desvendado, os grãos de poeira existentes no disco vão-se aglomerando, dando origem a corpos de maiores dimensões. Nas regiões do disco mais afastadas da estrela em formação, a grande quantidade de gelos existentes permite que estes “planetesimais” cresçam em apenas algumas dezenas de milhões de anos. Quando um desses “núcleos” atinge uma massa suficiente (equivalente a cerca de 10 vezes a massa da Terra), começa a atrair e juntar gás à sua volta, formando um planeta gigante como Júpiter. Por seu lado, nas regiões mais interiores do disco, mais próximas da jovem estrela e onde a elevada temperatura não permite a condensação de gelos, os grãos de poeira aí existentes darão mais tarde origem a planetas “pequenos”, terrestres e rochosos, como a Terra.

Como procurar?
Embora se saiba que o processo de formação planetária deva ser comum (é muito frequente encontrar discos em torno de estrelas jovens), a detecção de outros planetas não é simples. Quando vistos à distância de alguns anos-luz, os planetas não são mais do que tímidos pontos de luz ofuscados pela luz da estrela que orbitam. É assim extremamente difícil obter uma imagem de um planeta extra-solar. Júpiter, por exemplo, é cerca de mil milhões de vezes menos brilhante que o Sol. No entanto, sabemos das leis da física que do mesmo modo que uma estrela atrai um planeta, o planeta também atrai a estrela. Ambos os corpos vão assim rodar um em torno do outro, ou antes, em torno de um ponto denominado por “centro-de-massa”, uma espécie de ponto médio entre os dois objectos (mas mais perto da estrela, ou mesmo dentro desta, já que esta tem bastante mais massa que o planeta). O movimento de uma estrela em torno do centro-de-massa do sistema estrela-planeta(s) traduz-se por uma variação periódica na velocidade da estrela: umas vezes esta afasta-se de nós, e outras aproxima-se. Assim, se formos capazes de medir a velocidade de uma estrela com grande precisão seremos capazes de detectar o movimento desta, provocado pela eventual presença de um planeta. A título de exemplo, Júpiter induz no Sol um movimento com uma amplitude da ordem de 13 m/s. A Terra induz um movimento com uma amplitude de apenas 8 cm/s.

Planetas e mais planetas
Foi exactamente esta técnica que nos permitiu detectar a maioria dos planetas extra-solares descobertos até hoje em torno de estrelas semelhantes ao Sol. Ainda assim foi necessário esperar até 1995, altura em que uma equipa de astrónomos Suíços liderada pelo Prof. Michel Mayor (Observatório de Genebra) anunciou o primeiro destes corpos, a orbitar a estrela 51 da constelação  do Pégaso (51Peg). Como tantas vezes acontece em Ciência, o difícil foi descobrir o primeiro. Em apenas 14 anos, o número de planetas extra-solares conhecidos aumentou para cerca de 350. Afinal, os planetas parecem existir, e mais do que isso, parecem ser comuns no Universo. A procura e estudo de outros mundos são dos temas mais quentes da astrofísica moderna, fazendo parte das agendas de todas as grandes agências mundiais como o Observatório Europeu do Sul (ESO) e as agências espaciais Europeia e Norte-Americana (ESA e NASA).

À procura de outra terra
Grande parte do avanço nesta área deve-se ao importante desenvolvimento tecnológico realizado nos últimos anos. Em 2004, utilizando um novo instrumento desenhado especialmente para o efeito (o espectrógrafo HARPS, do ESO), uma equipa de astrónomos com participação portuguesa conseguiu detectar um planeta com “apenas” 10 vezes mais massa do que a nossa Terra. Tratava-se da primeira vez que se detectava um planeta extra-solar (possivelmente) rochoso. Já este ano, foi descoberto o planeta mais pequeno da lista: um corpo com uma massa 1,9 vezes superior à massa da Terra. Embora a orbitar uma estrela consideravelmente mais fria e de menor massa que o Sol, este resultado veio aguçar ainda mais a vontade de procurar outras Terras.  Em 2009 foram dados alguns passos cruciais nesse sentido, e mais uma vez os astrónomos portugueses estão no pelotão da frente. Este ano viu o início do projecto de um novo instrumento, denominado ESPRESSO [http://espresso.astro.up.pt], que será colocado nos grandes telescópios do observatório de Paranal (ESO, Chile). O consórcio internacional que está a desenvolver este projecto, que inclui cientistas Suíços, Portugueses, Espanhóis e Italianos, prevê que o ESPRESSO entre em acção em 2014. A tecnologia desenvolvida para este instrumento permitirá a detecção de outras Terras a orbitar estrelas semelhantes ao nosso Sol. Depois, poderemos começar a sonhar com o passo seguinte: a descoberta de vida extra-terrestre. A humanidade tem aos poucos de começar a preparar-se para descobrir que não está só no Universo.
Fonte:Nuno Santos, Centro de Astrofísica da Universidade do Porto

Quem derrubou a Phobos-Grunt?

Você se lembra da sonda russa Phobos-Grunt que foi lançada em novembro de 2011 e falhou em seguir seu destino até Marte? Para relembrar, a nave foi lançada na “janela” de 2011 e tinha como objetivo viajar até Marte, orbitar Fobus, uma das luas marcianas, e pousar uma sonda em sua superfície que iria coletar amostras do solo. Essa sonda retornaria à Terra e as amostras seriam analisadas em laboratório. A nave foi colocada em uma órbita de transferência de baixa altitude, quando seus propulsores deveriam ter disparado (isso aconteceria sobre o Brasil) colocando-a em rota para Marte. O disparo não aconteceu e os técnicos da Rússia passaram vários dias tentando entender o que tinha acontecido para fazer o disparo ainda a tempo de não perder a tal “janela”. Mas por causa da órbita baixa, o que faz a nave se deslocar muito rápido, eles tinham algo em torno de 10 segundos de transmissões diárias para fazer isso. O fato de ainda conseguirem esses 10 segundos de contato indicava que a sonda estava em modo de segurança com os painéis solares abertos e apontados para o Sol. Falta de energia não era problema. Passados alguns dias a “janela” se fechou. Essa tal “janela” é na verdade um espaço de tempo de umas 3 semanas (se tanto) que ocorre a cada dois anos, mais ou menos. Nessas 3 semanas, a posição relativa entre Marte e a Terra favorece os lançamentos de sondas. Nessa configuração o gasto com combustível é o mínimo possível.

Bolha de gás quente na galáxia NGC 3079

Crédito: NASA, Space Telescope Science Institute.Telescópio: Hubble Space Telescope (HST).
Instrumento: Wide Field and Planetary Camera 2.
A galáxia NGC 3079, situada na constelação da Ursa Maior a cerca de 50 milhões de anos-luz de distância da Terra, possui uma enorme bolha de gás quente no centro do seu disco, tal como pode ser visto nesta imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble. Estudos teóricos indicam que esta bolha se terá formado quando ventos emanados por estrelas muito quentes se terão misturado com regiões de gás quente geradas por explosões de supernovas. Observações realizadas com rádio-telescópios indicam que estes processos ainda estão a ocorrer. Com o decorrer do tempo as estrelas quentes irão morrer e a fonte de energia da bolha irá extinguir-se.

Imagem em ultravioleta mostra erupção solar

Erupção aconteceu nos dias 9 e 10 de fevereiro. Imagem foi feita pelo Soho, projeto da Nasa e da agência espacial europeia.

A imagem combina observações de vários instrumentos para mostrar o início de uma erupção solar. No processo, uma grande nuvem de partículas é liberada no espaço durante um período de dez horas, nos dias 9 e 10 de fevereiro. A imagem em laranja é o Sol visto pela luz ultravioleta. À direita, um filamento é expelido. A imagem em verde é uma combinação com a observação feita pelo coronógrafo COR1, um aparelho projetado para estudar a coroa solar (Foto: ESA/Nasa/Soho)
Fonte:G1

Tempo Estelar

Estudo pode ajudar cientistas a determinar idade das estrelas
As estrelas não estão preocupadas com a idade, pois mesmo as muito antigas frequentemente podem passar por mais jovens. Esse é o problema para muitos astrônomos em busca de planetas habitáveis que orbitam estrelas distantes, porque a idade das estrelas está relacionada às formas de vida que elas podem manter.  “Estudando nosso planeta descobrimos que se uma estrela e seu planeta tiverem cerca de 1 bilhão de anos, só poderá abrigar uma forma de vida microbiológica mais primitiva”, sugeriu Søren Meibom, do Centro Harvard-­Smithsonian de Astrofísica na reunião de maio da Sociedade Astronômica Americana, em Boston. “Mas, e se tiver 4,6 bilhões de anos? Neste caso podemos ter um planeta fervilhando de vida complexa e inteligente.”  Mas, como explica Meibom, “estrelas não têm certidão de nascimento”. E muitas características visuais delas permanecem durante a maior parte de sua vida. Um aspecto, no entanto, realmente muda: a estrela gira mais lentamente à medida que envelhece. “E assim podemos usar a taxa de rotação como um relógio para avaliar sua idade.”  Os pesquisadores já estabeleceram a correlação entre rotação e idade para estrelas muito jovens. Meibom e seus colegas estão medindo as taxas de rotação de estrelas mais velhas. Se conseguirem descobrir essa relação para uma grande quantidade de estrelas, será mais fácil estimar a idade, sem precisar de certidão de nascimento.
Fonte: http://www2.uol.com.br/sciam

Neutrinos mais rápidos que a luz foram resultado de experiência falha

Falha na conexão de um computador com um aparelho de GPS teria sido responsável pelo surpreendente resultado do experimento europeu
Os resultados da experiência Ópera, que sacudiu o mundo científico no final de setembro ao revelar neutrinos com velocidade superior a da luz, foram provocados por uma má conexão, afirmou nesta quarta-feira o site da revista "Science".  "Uma má conexão entre um GPS e um computador é, sem dúvida, a origem do erro", garante a revista americana, que cita "fontes ligadas à experiência". No final de setembro, os especialistas da equipe Ópera anunciaram que neutrinos percorreram os 730 km entre a Cern (Organização Europeia de Pesquisa Nuclear), em Genebra, e o laboratório subterrâneo de Gran Sasso, na Itália, em velocidade superior a da luz. A maioria dos especialistas não acreditou que uma partícula elementar da matéria tivesse superado a velocidade da luz, considerada um "limite insuperável" na relatividade geral de Einstein. Segundo a Science, os 60 nanossegundos de vantagem registrados pelos neutrinos sobre a velocidade da luz foram resultado de uma má conexão entre o GPS utilizado para corrigir o momento da chegada e um computador. Novos estudos serão necessários para confirmar a origem do erro, destaca a "Science".
Fonte: Folha/Estadão

Sonda revela atividade geológica recente na Lua

Esta imagem mostra a maior fossa tectónica descoberta nas terras altas do lado oculto da Lua. Mede cerca de 500 metros de comprimento e imagens obtidas pela LRO indicam que têm quase 20 metros de profundidade.Crédito: NASA/Goddard/Universidade Estatal do Arizona/Instituto Smithsonian

Novas imagens da sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) da NASA mostram que a crosta da Lua está a ser esticada, formando vales minúsculos em áreas muito pequenas da superfície lunar. Os cientistas teorizam que esta actividade geológica ocorreu há menos de 50 milhões de anos atrás, o que é considerado recente em comparação com a idade da Lua, mais de 4,5 mil milhões de anos. Uma equipa de investigadores que analisavam imagens de alta-resolução obtidas pela câmara da LRO observou trincheiras pequenas e estreitas tipicamente com um comprimento muito maior do que a sua largura.

 Isto indica que a crosta lunar está a ser separada nestes locais. Estes vales lineares, conhecidos como "graben" ou fossas tectónicas, formam-se quando a crosta da Lua é esticada, quebra-se e desce ao longo da fronteira entre duas falhas. Um punhado destes sistemas graben foi descoberto na superfície lunar.  "Nós pensamos que a Lua está num estado geral de contracção global devido ao arrefecimento de um interior ainda quente," afirma Thomas Watters do Centro para Estudos Terrestres e Planetários do Museu Nacional do Ar e do Espaço em Washington, EUA, e autor principal de um artigo acerca desta pesquisa que será publicado na edição de Março da revista Nature Geoscience.

 "O graben diz-nos que as forças que encolhem a Lua foram superadas em vários locais por forças que a puxam. Isto significa que as forças de contracção na Lua não podem ser muito grandes, caso contrário os graben podiam nem sequer ter-se formado."  A fraca contracção sugere que a Lua, ao contrário dos planetas terrestres, não derreteu completamente nos estágios iniciais da sua evolução. Ao invés, as observações suportam uma visão alternativa de que apenas o exterior da Lua derreteu inicialmente, formando um oceano de rocha derretida.
Pensa-se que os graben se formem quando a crosta lunar é esticada e puxada. Isto faz com que os materiais superficiais se quebrem ao longo de duas falhas paralelas. O terreno entre as duas falhas gémeas cai formando um vale.Crédito: Universidade Estatal do Arizona/Instituto Smithsonian

Em Agosto de 2010, a equipa usou imagens da LRO com o objectivo de identificar sinais físicos de contracção na superfície lunar, sob a forma de penhascos com a forma de lóbulos. Estas escarpas são prova de que a Lua encolheu globalmente no passado geológico recente e pode muito bem estar a encolher ainda hoje. A equipa viu estas escarpas distribuídas amplamente pela Lua e conclui que estava a encolher à medida que o interior arrefecia lentamente. Com base no tamanho das escarpas, estima-se que a distância entre o centro da Lua e a sua superfície tenha diminuído aproximadamente 91 metros.

 Estas fossas tectónicas foram uma descoberta inesperada e as imagens providenciam evidências contraditórias de que as regiões da crosta lunar estão também sendo separadas.  "Este afastamento diz-nos que a Lua ainda está activa," afirma Richard Vondrak, cientista do projecto LRO no Centro Aeroespacial Goddard da NASA, no estado americano do Maryland. "A LRO proporciona-nos um olhar detalhado deste processo." À medida que a missão LRO progride, os cientistas terão uma melhor imagem de quão comuns são estas fossas jovens e que outros géneros de características tectónicas estão por explorar.

 Os sistemas de graben que a equipa descobriu podem ajudar os cientistas a refinar o estado do stress na crosta lunar.  "Foi uma grande surpresa quando avistámos graben nas terras altas do lado oculto da Lua," afirma o co-autor Mark Robinson da Escola de Exploração da Terra e do Espaço na Universidade Estatal do Arizona, investigador principal da sonda. "Apontámos imediatamente para a área com o intuito de obter imagens stereo de alta-resolução para que pudéssemos criar uma vista tridimensional das fossas. É excitante descobrir algo totalmente inesperado e apenas metade da superfície lunar foi já observada em alta-resolução. Há ainda muito da Lua por explorar."

Spitzer da NASA Encontra Buckyballs Sólidas no Espaço

Astrônomos usando os dados obtidos pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA, descobriram pela primeira vez descobertas às chamadas buckyballs em estado sólido no espaço. Antes dessa descoberta, as esferas microscópicas de carbono tinham sido encontradas somente na forma gasosa no espaço. Normalmente chamadas de buckministerfullerene, as buckyballs, foram denominadas em homenagem à semelhança que elas têm com os domos geodésicos feitos pelo arquiteto Buckminter Fuller.

Elas são compostas por 60 moléculas de carbono arranjadas em uma esfera oca, como uma bola de futebol. Suas estruturas pouco comuns fazem delas as candidatas ideais para aplicações elétricas e químicas na Terra, incluindo os materiais supercondutores, para a medicina, para purificação de água e outras aplicações. Na última descoberta, os cientistas usaram o Spitzer para detectar pequenos pedaços de matéria, ou partículas, consistindo de buckyballs empilhadas.

Eles encontraram as partículas ao redor de um par de estrelas chamadas de XX Ophiuchi a 6500 anos-luz de distância da Terra e detectaram ali uma quantidade suficiente para preencher um volume equivalente a 10000 Monte Everests.  “Essas buckyballs são empilhadas juntas para formar um sólido, como laranjas numa cesta”, disse Nye Evans da Universidade de Keele na Inglaterra, principal autor do artigo que aparece na Monthly Notices da Royal Astronomical Society.

“As partículas detectadas são minúsculas, menores do que a largura de um fio de cabelo, mas cada um contém pilhas de milhões e buckyballs”.  As buckyballs foram detectadas definitivamente no espaço pela primeira vez pelo Sitzer em 2010. O Spitzer depois identificou as moléculas em diferentes ambientes cósmicos. Elas foram encontradas em quantidades suficientes e iguais a 15 massas da Lua numa galáxia próxima da Terra chamada de Pequena Nuvem de Magalhães. Em todos os casos, as moléculas foram encontradas na forma gasosa.

A recente descoberta das partículas buckyballs significa que grandes quantidades dessas moléculas precisam estar presentes em ambientes estelares para formar partículas sólidas. A equipe de pesquisa foi capaz de identificar a forma sólida das buckyballs nos dados do Spitzer pois elas emitem luz de uma maneira única diferente da sua forma gasosa.  “Esses resultados animadores sugerem que as buckyballs são ainda mais dispersas no espaço do que os primeiros resultados do Spitzer mostraram”, disse Mike Werner, cientista de projeto para o Spitzer no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena na Califórnia.

“Elas podem ser importantes formas do carbono, um dos blocos fundamentais e essenciais para a vida através do cosmos”. As buckyballs têm sido encontradas na Terra em várias formas. Elas se formam como um gás de velas incandescentes e existe como sólido em certos tipos de rochas, como um mineral encontrado na Rússia e como o fulgurito, uma rocha vítrea do Colorado que se forma quando os raios atingem o solo. Num tubo de teste, os sólidos tomam uma forma escura.  “A janela de análise do Spitzer fonece uma visão do universo na parte infravermelha do espectro e têm revelado a bela estrutura em escala cósmica”, disse Bill Danchi, cientista do programa do Spitzer na sede da NASA em Washington.

“Em outra descoberta surpreendente da missão, nós tivemos sorte o suficiente para ver estruturas elegantes em escalas menores, que nos estão ensinando muito sobre a arquitetura interna da existência”. O JPL gerencia o Telescópio Espacial Spitzer para o Science Mission Directorate da NASA em Washington. As operações científicas são conduzidas no Spitzer Science Center no Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena. O Caltech gerencia o JPL para a NASA.

Uma Paisagem Celeste Zodiacal

Créditos e direitos autorais : Jack Fusco
Vênus e Júpiter são os planetas mais brilhantes nos céus durante esse mês. Pouco depois do Sol se pôr no dia 20 de Fevereiro de 2012 eles dominavam o céu acima do horizonte oeste nessa paisagem coberta por neve. No céu claro e transparente sobre o Parque Estadual de Cherry Springs na Pensilvania, EUA, os planetas puderam ser vistos também imersos na Luz Zodiacal. A Luz Zodiacal é o brilho difuso e triangular causado pela dispersão da luz do Sol na poeira localizada ao longo do plano da eclíptica. Mais brilhante perto do horizonte, o brilho da Luz Zodiacal sobe e primeiro invade o planeta Vênus e depois Júpiter. Quanto mais longe do horizonte, mais apagado é o brilho da Luz Zodiacal, mas nesse local e nessas condições ela ainda teve forças para invadir o amável aglomerado de estrelas das Plêiades localizado perto do topo da imagem. Com o passar dos dias a Lua crescente fará companhia para os dois planetas no horizonte oeste. Os dois brilhantes planetas estarão numa bela conjunção, separados por apenas 3 graus no céu no dia 13 de Março de 2012. A carta celeste abaixo mostra o horizonte oeste/sudoeste para a cidade de São Paulo no dia 13 de Março de 2012 às 20:00, e mostra como os dois planetas estarão próximos.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120223.html

Colisão entre galáxias gera redemoinho de estrelas

Novas simulações sugerem que enormes redemoinhos de estrelas ao redor de galáxias distantes se formam quando duas galáxias de mesmo tamanho se chocam. A galáxia, denominada NGC 5907, está localizada a 50 milhões de anos-luz de distância na constelação do Draco (Dragão). Seus laços e correntes contêm estrelas, gás e poeira distribuídos em um diâmetro de 150.000 anos-luz. Os pesquisadores, estudando esses redemoinhos, pensavam antes que eles eram formados quando uma galáxia relativamente pequena se chocava com uma galáxia maior e uma parte se separava do objeto maior formando tais redemoinhos. Mas num novo estudo, uma massiva simulação de computador mostrou que seria impossível para uma galáxia muito pequena produzir as correntes observadas. Para produzir tais aspectos, a situação mais provável seria a colisão de duas galáxias de tamanho parecido que ocorreu a aproximadamente 8 ou 9 bilhões de anos atrás. A simulação também mostrou que as galáxias precisavam ser muito ricas em gás para produzir os redemoinhos ao redor da NGC 5907. Acredita-se que grande parte das grandes galáxias espirais se formem por um processo semelhante. Ao longo da história do Universo, galáxias menores se chocaram com outras e se fundiram, produzindo galáxias ainda maiores. A própria Via Láctea está em curso para se colidir com a galáxia vizinha Andrômeda, um encontro catastrófico que deve acontecer em aproximadamente 4,5 bilhões de anos.
Fonte: http://www.aanda.org/

Nasa descobre buraco negro com ventos de 32 mi km/h

 (ilustração de um sistema binário com um buraco negro) Créditos da Imagem: NASA/CXC/M.Weiss
Novas observações feitas com o observatório de raios X Chandra da NASA mediram o vento mais rápido já observado sendo soprado do disco ao redor de um buraco negro de massa estelar. A imagem acima mostra um sistema contendo um buraco negro com massa estelar chamado de IGR J17091-3624 ou IGR J17091. A forte gravidade do buraco negro, na parte esquerda do desenho, está puxando o gás de sua estrela companheira à direita. Esse gás forma um disco de gás quente ao redor do buraco negro e o vento é expulso desse disco. Os buracos negros de massa estelar nascem quando estrelas extremamente massivas colapsam e normalmente possuem massa entre 5 e 10 vezes da massa solar. O vento está soprando à incrível velocidade de 32 milhões de quilômetros por hora, ou algo em torno de 3% da velocidade da luz. Isso é aproximadamente dez vezes mais rápido do que o vento mais rápido anteriormente medido e se ajusta com os ventos mais rápidos gerados por buracos negros supermassivos, objetos que milhões ou as vezes bilhões de vezes mais massivos. Outra descoberta é que o vento, que vem de um disco de gás ao redor do buraco negro pode carregar mais material do que o buraco negro está capturando. A alta velocidade do vento foi estimada a partir do espectro feito pelo Chandra em 2011. Um espectro mostra quão intenso os raios X são nas diferentes energias. Íons emitem e absorvem com aspectos distintos do espectro, o que permite o monitoramento de seus comportamentos. Um espectro do Chandra de íons de ferro feito dois meses antes não mostrou evidências desse vento de alta velocidade, significando que o vento provavelmente é ligado e desligado com o passar dos tempos.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2180.html

Telescópio Hubble descobre nova classe de planeta

A 40 anos-luz, GJ 1214b é maior do que a Terra e menor do que Urano. Mundo alienígena é formado por uma espessa atmosfera de vapor de água
Concepção artística do GJ 1214b: uma super-Terra orbitando uma estrela anã vermelha a 40 anos-luz. Novas observações do Hubble mostram que o planeta é formado por vapor de água e uma espessa e fumegante atmosfera. Ele representa um novo tipo de planeta, nunca antes observado. (NASA, ESA, e D. Aguilar)
O telescópio espacial Hubble, das agências espaciais americana e europeia, descobriu uma nova classe de planeta: um mundo de água coberto por uma atmosfera espessa e fumegante, menor do que Urano, mas maior do que a Terra. O trabalho foi aceito para publicação no periódico Astrophysical Journal. Esse tipo de planeta nunca havia sido observado. GJ 1214b foi descoberto em 2009, mas só agora os cientistas conseguiram confirmar detalhes sobre a atmosfera do planeta.

Em 2010, outro grupo de cientistas realizou medições e descobriu que ela poderia ser formada por vapor de água ou nuvens. Agora, a equipe utilizou a câmera infravermelha do Hubble para confirmar que a atmosfera de GJ 1214b era formada por uma espessa e densa camada de vapor de água. O planeta possui 2,7 vezes o diâmetro da Terra e tem massa sete vezes maior. GJ 1214b completa uma órbita em volta de uma estrela anã vermelha a cada 38 horas a uma distância de dois milhões de quilômetros, o equivalente a uma vez e meia o diâmetro do Sol.

Os cientistas estimam que a temperatura na superfície do mundo alienígena seja de 230 graus célsius. Como a massa e o tamanho do planeta são conhecidos, os cientistas conseguem calcular sua densidade: dois gramas por centímetro cúbico. A água, por exemplo, tem densidade de um grama por centímetro cúbico e o valor médio para a densidade da Terra é de 5,5. Isso quer dizer que o GJ 1214b tem muito mais água e menos rocha do que nosso planeta. Por isso, a estrutura interna do mundo alienígena seria "extraordinariamente diferente" em relação a Terra.

O planeta GJ 1214b está localizado na constelação de Serpentário, a 40 anos-luz da Terra. De acordo com os cientistas, liderados por Zachory Berta, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, ele não se parece com nenhum outro conhecido. "Grande parte de sua massa é formada por água", disse Berta. Os teóricos acreditam que o GJ 1214b começou sua formação distante de sua estrela-mãe, onde o gelo era abundante. Depois o planeta migrou para mais perto, passando pela zona habitável da estrela. Nesse momento, a temperatura da superfície seria semelhante a da Terra. Os cientistas não sabem dizer quanto tempo ele teria ficado assim. Por causa da proximidade do planeta, 'apenas' 40 anos luz, o GJ 1214b é um grande candidato para ser estudado pelo telescópio espacial James Webb, o sucessor do Hubble. A missão de mais de oito bilhões de dólares tem previsão de lançamento para 2018.

Saiba mais
Tipos de Planetas
Três tipos de planetas existem no Sistema Solar: rochosos (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte), gigantes gasosos (Júpiter e Saturno) e gigantes gelados (Urano e Netuno). Outros tipos de planteas orbitam estrelas distantes, incluindo os cobertos por lava e os gigantes quentes. De acordo com as informações do Hubble, o GJ 1214b é um planeta de água envolto por uma espessa atmosfera fumegante. Esse tipo de planeta não havia sido observado ainda.
Fonte: http://veja.abril.com.br
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