24 de fev de 2012

A Fonte da Juventude

Crédito: NASA, ESA e Hubble Heritage Team (STScI / AURA)
Esse grupo interagindo nos confins do universo possui algumas galáxias, além de uma verdadeira fonte cósmica de estrelas, gás e poeira que se estende por 100000 anos-luz. Lembrando um par de olhos de boi, os dois núcleos das galáxias colidindo podem ser vistos num processo de fusão no canto superior esquerdo. A bizarra ponte de material azul que se estende para fora da componente localizada mais ao norte parece estar se conectando a uma galáxia ao sul, mas na realidade a galáxia está em um plano de fundo e não conectada como parece. A fonte azul é uma feição espetacular desse conjunto de galáxias e possui super aglomerados de estrelas que podem conter dezenas de milhares de estrelas individuais em cada um deles. Essa feição pode ser classificada como uma fonte da juventude cósmica.
Fonte: http://spacefellowship.com

Remanescente de Supernova Ajudando a Solucionar Mistérios

Uma imagem composta de Chandra (azul) e Spitzer (verde e vermelho-amarelo) telescópios espaciais mostra os restos empoeirados de uma estrela em colapso, um remanescente de supernova chamada G54.1 0,3. Crédito da imagem: NASA / CXC / JPL-Caltech / Harvard-Smithsonian CfA
Uma nova imagem composta com dados dos telescópios espaciais da NASA, Chandra e Spitzer, mostra os restos empoeirados de uma estrela colapsada. A poeira está voando e engolfando uma família de estrelas próximas. “Os cientistas acreditam que as estrelas nessa imagem são parte de um aglomerado estelar onde uma supernova explodiu”, diz Tea Temim do Centro de para Astrofísica Harvard-Smithsonian em Cambridge, Massachussets, que lidera o estudo.

“O material expelido na explosão está agora soprando essas estrelas com ventos de alta velocidade”.  A imagem aqui reproduzida mostra os dados do Observatório de Raios-X Chandra em azul e os dados do Telescópio Espacial Spitzer em verde (comprimentos de onda mais curtos) e vermelho e amarelo para os comprimentos de onda mais longos. A fonte branca próxima ao centro da imagem é uma densa estrela de nêutron com uma rotação muito rápida, ou um pulsar deixado ali após a explosão do núcleo colapsado da supernova.

O pulsar gera um vento de partículas de alta energia – visto nos dados do Chandra – que expande dentro de um ambiente circundante iluminando o material expelido pela explosão da supernova. A concha infravermelha que envolve o vento do pulsar é constituída de gás e poeira condensados dos detritos da supernova. À medida que a poeira fria expande na vizinhança, ela é aquecida e é iluminada pelas estrelas nos aglomerados que são então observados em infravermelho.

A poeira mais próxima das estrelas é mais quente e é observada com um brilho amarelo na imagem. Alguma parte da poeira também é aquecida pelo vento do pulsar em expansão à medida que ele alcança o material da concha. O ambiente único no qual a supernova explodiu permite aos astrônomos observarem a poeira condensada da supernova que é normalmente fria para emitir radiação infravermelha. Sem a presença do aglomerado estelar, não seria possível observar a poeira até que ele se tornasse energizada e aquecida por uma onda de choque produzida pela supernova.

Contudo, a ação desse aquecimento de choque poderia destruir muita das partículas menores. Na G54.1+0.3, os astrônomos estão observando a poeira original antes dessa destruição. A G54.1+0.3 fornece uma impressionante oportunidade para os astrônomos estudarem a formação da poeira de uma supernova jovem antes dela ser alterada e destruída pelas ondas de choque. A natureza e a quantidade de poeira produzida nas explosões de supernova é um antigo mistério e a G54.1+0.3 pode ajudar a desvendar uma importante peça desse quebra-cabeça.
Fonte: NASA

Nebulosas em Aurigae

Créditos e direitos autorais : Steve Cannistra (StarryWonders)
Rica em aglomerados estelares e nebulosas, a antiga constelação de Auriga, o cocheiro, passeia elevada no céu noturno de inverno do hemisfério norte . Composto a partir de dados obtidos em filtros de banda larga e estreita, abrangindo cerca de 8 Luas cheias (4 graus) no céu, essa profunda visão telescópica registrada em janeiro mostra algumas das generosidades celestiais da Auriga. O campo inclui a região de emissão IC 405 (canto superior esquerdo) a cerca de 1.500 anos-luz de distancia. Também conhecida como a Nebulosa da Estrela Flamejante, as complexas e vermelhas nuvens de gás hidrogênio incandescente são energizados por estrelas do tipo "O-quente" AE Aurigae. A nebulosa IC 410 (canto superior direito) está significativamente mais distante, a cerca de 12.000 anos-luz. Essa região de estrelas em formação é famosa por seu aglomerado de estrelas jovens interno, NGC 1893, e nuvens de poeira e gás em forma de girinos. Já IC 417 e NGC 1931 no canto inferior direito, a Aranha e a Mosca, também são aglomerados de estrelas jovens inseridos em suas nuvens natais e que estão muito além da nebulosa IC 405. O aglomerado de estrelas NGC 1907 está perto da borda inferior da imagem, a direita do centro. O abarrotado campo de visão mira ao longo do plano da nossa galáxia, Via Láctea, perto da direção oposta ao centro galáctico.
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