2 de mar de 2012

Cientistas indicam que rotação de Vênus está mais lenta

Dia venusiano perdeu seis minutos por causa do movimento da atmosfera
Astrônomos descobriram o desvio quando analisaram os mapas gerados pela sonda europeia Venus Express (ESA)
 
A rotação do planeta Vênus ficou mais vagarosa, revela um estudo realizado na França. O dia venusiano ganhou mais de seis minutos. O desvio parece ser pequeno porque a duração do dia em Vênus equivale a 243 dias terrestres. "Mas este desvio é importante em escala astronômica", explicou Pierre Drossart, diretor do Laboratório de Estudos Espaciais e de Instrumentação em Astrofísica, vinculado ao Centro Nacional de Pesquisas Científicas francês e ao Observatório de Paris, que analisou os últimos dados fornecidos pela sonda europeia Venus Express.

A sonda recentemente mapeou a superfície do solo venusiano e os cientistas tiveram uma surpresa. Eles descobriram um desvio entre seus mapas e aqueles feitos nos anos 1990 pelo satélite americano Magellan (Magalhães), com diferenças que podiam chegar a 20 quilômetros em alguns trechos. "Descartadas as diversas fontes de erro, a interpretação desta diferença é que a própria duração do dia mudou no curso dos últimos dezesseis anos", um desvio avaliado em 6,5 minutos terrestres por dia venusiano, explicou o Observatório de Paris em um comunicado.

A razão mais provável para esta variação tem a ver com a interação entre a superfície e a atmosfera de Vênus. Embora se assemelhe ao nosso planeta por sua massa e tamanho, o planeta vizinho tem uma atmosfera muito mais densa, cujo atrito pode modificar sua rotação em função dos ventos e das temperaturas. "É como quando o patinador põe os braços ao longo do corpo e começa a girar mais rápido", disse Drossart. "Quando a atmosfera se modifica por questões meteorológicas, por exemplo, pode haver uma pequena variação, por compensação, da rotação do planeta", explicou.

Em Vênus, onde a atmosfera gira muito mais rápido do que a superfície, o atritos e o deslocamento que ela provoca seriam, portanto, muito marcados. "Isto também é verdade para a Terra, mas aqui os desvios são da ordem de alguns décimos de segundo", destacou Drossart. Isto significaria que a médio ou longo prazo Vênus poderá parar de girar ou até passar a girar no sentido contrário?  "É difícil dizer com apenas dois pontos de medição, mas os modelos teóricos levam a crer que se trata de variações cíclicas. Se a atmosfera acelera, o planeta fica mais lento e vice-versa", explicou Drossart.
Fonte:Veja

Telescópio Spitzer descobre Jatos Escondidos

Créditos de Imagem: NASA/JPL-Caltech
O Telescópio Spitzer da NASA fez essa imagem de uma estrela bebê expelindo dois jatos idênticos (as linhas verdes emanando da estrela difusa). O jato na direita já havia sido visto antes em imagens feitas com a luz visível, mas o jato à esquerda, gêmeo idêntico do primeiro jato, só poderia ser visto em detalhe com os detectores infravermelhos do Spitzer. O jato da esquerda estava escondido atrás de uma nuvem escura, a qual o Spitzer pode ver através. Os jatos gêmeos, no sistema chamado de Herbig-Haro 34, são feitos de nós idênticos de gás e poeira, ejetados um após o outro de áreas ao redor da estrela. Estudando o espaçamento desses nós, e conhecendo a velocidade com a qual os jatos são expelidos de estudos anteriores, os astrônomos são capazes de determinar que o jato da direita esteja ejetando material, 4.5 anos depois do contra jato. Os novos dados também revelam que a área de onde os jatos se originam está contida dentro de uma esfera ao redor da estrela com um raio de 3 unidades astronômicas. Uma unidade astronômica é a distância entre o Sol e a Terra. Estudos anteriores estimaram que o tamanho máximo da zona que está gerando os jatos era 10 vezes maior. O material é composto de gás e poeira. Ondas de choque em forma de arco podem ser vistas no final dos jatos gêmeos. As ondas de choque consistem de material comprimido localizado na frente dos jatos. Os jatos do Herbig-Haro 34 estão localizados a aproximadamente 1400 anos-luz de distância na direção da constelação de Orion.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2187.html
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