6 de mar de 2012

NGC 2170: Natureza Morta Celeste

Créditos e direitos autorais : Leonardo Julio & Carlos Milovic (Astronomia Pampeana)
Esta é uma pintura ou uma fotografia? Nesta bela natureza morta celeste composta com um pincel cósmico, a poeirenta nebulosa NGC 2170 brilha perto do centro da imagem. Refletindo a luz de estrelas quentes vizinhas, NGC 2170 é acompanhada de outra nebulosa de reflexão azulada, uma região de emissão avermelhada, muitas nebulosas de absorção escuras e um pano de fundo de coloridas estrelas. Da mesma forma que os objetos domésticos comuns, normalmente escolhidos como tema por pintores de naturezas mortas, as nuvens de gás, poeira e estrelas quentes retratadas acima também são comumente encontradas neste cenário: uma nuvem molecular de grande massa formadora de estrelas na constelação do Unicórnio (Monoceros). A gigante nuvem molecular, Mon R2, está impressionantemente próxima, estimada a apenas 2.400 anos-luz de distância, mais ou menos. A essa distância, esta tela mediria cerca de 60 anos-luz de um lado a outro.
Fonte: http://apod.astronomos.com.br/apod.php?lk=ap120306.html

Importante pista descoberta para Origens de supernovas do tipo Ia


Este mosaico de imagens mostra 99 das quase 4.000 anãs brancas que Badenes e seus colegas examinaram. Dos mil e quatro, eles encontraram quinze duplas anãs brancas. (Crédito: Badenes Carles ea equipe SDSS-III)
A origem de um importante tipo de explosão estelar – a supernova Ia – foi descoberta, por um equipe da Universidade de Pittsburgh. O estudo desse tipo de supernova ajuda os pesquisadores a quantificar dados sobre as galáxias e outras descobertas astronômicas. O investigador líder do estudo, Carlos Badenes, detalhou as formas com que imagens multicoloridas foram usadas para determinar que tipos de estrelas produzem o tipo Ia de supernovas.  “Nós sabíamos que duas estrelas precisam estar envolvidas nesse tipo de explosão, e que uma precisava ser uma anã branca”, afirma Dan Maoz, coautor do estudo. “Mas existiam duas possibilidades para a identidade da outra estrela, e é isso que nós procurávamos”. De acordo com Badenes, a segunda poderia se uma “estrela normal”, como o sol, ou outra anã branca, que é menor, porém mais densa e composta de matéria de elétrons degenerados. A equipe suspeitava que a segunda opção, com duas anãs brancas no mesmo sistema solar, orbitando uma à outra a mais de 750 mil quilômetros por hora, seria a hipótese mais plausível. Conforme elas ficassem mais rápidas e fossem chegado mais perto, um dia iriam se fundir. “Existiam razões óbvias para suspeitar que a supernova Ia viria de uma dupla de estrelas anãs”, afirma Maoz. “Mas nossa maior questão era se existiam anãs brancas o suficiente para produzir o número de supernovas que vemos”.  Como as anãs brancas são extremamente pequenas e fracas, não existe esperança de avistá-las em galáxias distantes. Por isso, Badenes e Maoz se viraram para o único local onde poderiam ver isso: a parte da Via Láctea a cerca de mil anos-luz do sol. Apesar do processo de arquivamento de dados ser desafiador, a equipe conseguiu compilar uma lista com mais de quatro mil anãs brancas em apenas um ano.  “Nós encontramos 15 duplas de estrelas anãs brancas na vizinhança local, e então usamos simulações de computador para calcular a média com que elas se fundiam”, afirma Badenes. “Nós então comparamos o número de duplas se fundindo aqui com o número de supernovas Ia avistadas em galáxias distantes que lembram a Via Láctea”. O resultado foi que, em média, uma fusão de anãs brancas acontece na Via Láctea a cada século. “O número é incrivelmente próximo da média de supernovas tipo Ia que observamos em galáxias parecidas com a nossa”, afirma Badenes. “Isso sugere que as estrelas anãs são uma explicação plausível para esse tipo de supernova”.

Exploração em Marte

Cientistas propõem novos locais para pouso
 
Foram anos de intenso debate para peneirar as dezenas de locais com potencial de pouso em Marte para o Curiosity, veículo robótico da Nasa, até chegar a apenas um. Embora o veículo de US$ 2,5 bilhões não pouse na cratera Gale até agosto, cientistas já pensam onde pousar na próxima vez. Na quarta-feira, em seminário realizado em Herndon, Virgínia, 40 pesquisadores prepararam uma lista com dez locais de alta prioridade para futuras missões. Alguns considerariam prematuro planejar um veículo futuro, já que o Curiosity pode ser o último por muito tempo.

 Há apenas duas semanas a Nasa anunciou sua retirada das missões definidas em conjunto com a Agência Espacial Europeia (ESA) em 2016 e 2018. A ESA declarou que está trabalhando com a Rússia para preencher as lacunas deixadas pela retirada dos Estados Unidos, mas nada foi decidido ainda. No entanto, os organizadores da oficina apressam o recolhimento de dados sobre os novos locais. A urgência decorre da preocupação com a longevidade do satélite que fez a maior parte do trabalho até agora: o Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), lançado em 2005.

Um dos 14 detectores com dispositivo de carga acoplada (CCD) da câmera de alta resolução não funciona mais e atualmente um dos três resfriadores criogênicos usados no espectômetro de imagens está fora da missão. Não há nada similar planejado para substituí-lo. Richard Zurek, cientista do projeto para o MRO no Jet Propulsion Laboratory da Nasa, em Pasadena, Califórnia, afirma que os pesquisadores devem captar o que for possível da sonda enquanto ela ainda funciona. “Vimos apenas uma fração minúscula de Marte em alta resolução”, lamenta ele. “Talvez o melhor local ainda esteja por vir.”

O que definiria o melhor local?
Até a Nasa se retirar dos projetos da ESA, acreditava-se que a missão de 2018 seria um veículo teleguiado que recolheria rochas que missões posteriores poderiam enviar à Terra para análise. Em dezembro de 2011, estabeleceu-se uma diretriz para priorizar o aspecto científico da missão de envio de amostras, segundo Scott Mc Lennan, geoquímico da Stony Brook University, em Nova York, que copresidiu o comitê internacional. A prioridade seria recolher amostras de um ambiente outrora aquoso que pode preservar as provas de vida antiga. O segundo objetivo mais importante é encontrar rochas ígneas que podem ser datadas por meio de análise de radioisótopos para ter uma ideia melhor da idade das rochas de Marte.

Um relatório do grupo de McLennan ofereceu uma lista de sete locais possíveis, incluindo a cratera Gusev, onde o veículo Spirit da Nasa pousou em 2004, e Mawrth Vallis, um dos quatro locais que integram a lista do Curiosity. Jack Mustard, pesquisador de Marte da Brown University, em Providence, Rhode Island, argumenta que as tensões que desempenharam um papel importante no debate sobre o local de aterrissagem do Curiosity estão vindo à tona mais uma vez. “O debate não mudou”, comentou ele. “As posições foram estabelecidas.”

Alguns cientistas preferem locais que contenham restos de antigos lagos e deltas de rios, que poderiam ter concentrado e preservado sinais de vida. Mas esses tendem a se encontrar em terrenos relativamente jovens, que datam de uma época em que Marte se tornava mais seco e menos hospitaleiro. Outro grupo de pesquisadores tende a favorecer minerais alterados por água de sítios mais antigos, que podem mostrar exposições a sistemas hidrotérmicos subterrâneos, outro nicho possível para a vida. John Grant, pesquisador de Marte no Smithsonian Institution em Washington DC, e coordenador processo de seleção do local de pouso, sustenta que o MRO deveria coletar dados frescos para locais de alta prioridade nos próximos meses e que a próxima reunião está programada para daqui a um ano.
Fonte: http://www2.uol.com.br/sciam

Estudo sugere que Terra se formou de um “mix” de meteoritos

O material a partir dos qual se formou a Terra poderá ser diferente daquilo que a comunidade científica até agora julgava. Um novo estudo sugere que o planeta nasceu de um grande número de colisões de meteoritos de diversos tamanhos e géneros.
Levado a cabo por investigadores franceses e publicado na revista Science, o estudo quebra com a tese anterior segundo a qual, há 4500 milhões de anos, a Terra nasceu a partir do material que sobrou da formação do sol e que se agrupou ao redor de uma estrela recém-nascida. Material que, muito lentamente, foi formando grãos, depois rochas e, finalmente, um embrião planetário que foi atraindo ainda mais material até à formação da Terra. Julgava-se também que a maioria dos materiais que se foi fundindo neste embrião terrestre era muito similar e pertencente a uma categoria de meteoritos chamada condritos estantite. No entanto, o estudo dos geoquímicos franceses Caroline Fitoussi e Bernard Bourdon, que analisaram os isótipos de silício de amostras de rochas terrestres e amostras de rochas lunares e compararam-nas com amostras de meteoritos, quebra com esta ideia. Utilizando modelos informáticos da formação da Terra, os cientistas chegaram à conclusão que, para produzir a mistura certa de isótopos de oxigénio, níquel e crómio encontrados nas amostras terrestres era preciso juntar pelo menos três diferentes classes de meteoritos, e não apenas uma. Ou seja, percebeu-se que não havia apenas um género de condritos, mas uma mistura, a qual levou à formação da Terra.
Fonte: DN

Intensa erupção solar envia partículas na direção da Terra

Clarão foi de classe X1.1, ou seja, uma mais poderosas erupções solares; expectativa é de que a onda de plasma e partículas alcance a Terra em dois ou três dias
Imagem divulgada nesta segunda-feira pela Nasa mostra no canto superior esquerdo uma região em intensa erupção.Foto: Nasa/Divulgação
Uma forte erupção na superfície do Sol, somada com a temporada de tempestades, enviou ondas de plasma e partículas que alcançarão a Terra, conforme informou nesta segunda-feira o Centro de Prognósticos Climatológicos Espaciais (SWPC). O SWPC, operado pelo Serviço Meteorológico Nacional dos Estados Unidos, indicou que o clarão foi de classe X1.1, o que significa que se trata de uma das mais poderosas das erupções solares. O fenômeno aconteceu à 1h13 desta segunda-feira. A expectativa é de que a onda de plasma e partículas solares alcance a Terra em dois ou três dias. As erupções solares interferem no campo magnético da Terra e as ondas, que obrigaram a mudar a rota de alguns aviões comerciais que sobrevoavam os pólos, continuarão se intensificando, segundo os especialistas. O Sol passa por ciclos regulares de atividade, que a cada 11 anos aproximadamente se intensificam e provocam tempestades que às vezes deformam e inclusive atravessam o campo magnético da Terra. Os especialistas indicaram que a atual temporada de tempestades é a mais intensa registrada desde setembro de 2005 e que estas provocam efeitos especiais únicos como as auroras boreais, além de interferir nas comunicações. Além disso, as redes de transmissão de eletricidade, as comunicações via rádio e os sistemas de satélites são afetados, mas a Nasa afirmou que os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) não correm perigo. Em janeiro, os cientistas detectaram duas erupções no período de quatro dias seguidos por ondas com bilhões de toneladas de plasma viajando a cerca de 8 milhões de km/h. A onda causada pelo segundo dos dois clarões alcançou a Terra cerca de 34 horas depois da erupção, em vez dos dois ou mais dias que habitualmente esse deslocamento demora.
Fonte: TERRA/ESTADÃO

Arco-Iris na Nebulosa de Orion

Crédito da imagem: NASA / ESA / JPL-Caltech / IRAM
Apesar de estar a cerca de 1.500 anos-luz da Terra, a Nebulosa de Órion já foi descoberta há mais de 400 anos e muito já se estudou e observou sobre seu aspecto. Mesmo assim, telescópios da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) ainda revelam imagens fascinantes: a disposição de estrelas ainda em seu estágio de formação, no meio da nebulosa, dá origem a um luminoso “arco-íris”. A foto resultante, no entanto, é produto de dois equipamentos: o Telescópio Spitzer, da NASA, e o Telescópio Herschel, da ESA. Ambos foram equipados com lentes sensíveis a raios infravermelhos, o que permitiu capturar as cores em comprimentos de onda que uma câmera normal não consegue identificar. Dessa forma, os tons de azul que aparecem na foto foram registrados pelo Telescópio Spitzer, que captou comprimentos de onda entre 8 e 24 micra (o plural da unidade mícron), enquanto os tons de verde e vermelho são produto das lentes do Telescópio Herschel, programadas para filtrar comprimentos de onda um pouco maiores, entre 70 e 160 micra. As diferenças nas observações de cada telescópio não foram apenas devidas aos raios luminosos: o objetivo era monitorar toda a matéria proveniente de uma Nebulosa, que nada mais é do que um conjunto de plasma, hidrogênio e poeira cósmica. Enquanto o Telescópio Herschel observou as emissões de poeira cósmica fria, uma vez por semana durante um mês e meio, o Spitzer fez o mesmo com a poeira quente. Ao longo deste curto tempo de observação (seis semanas), o brilho das estrelas observadas variou em mais de 20%. Isso surpreendeu os cientistas, que esperavam tal variação em um período de anos. Ou seja, o brilho das estrelas oscilou muito rapidamente na Nebulosa. De acordo com os cientistas, há duas hipóteses para essa variação tão acelerada: ou os filamentos de gás circulam pela superfície da estrela em ritmo intenso, ou esta matéria se movimenta de forma a criar “sombras” na estrela, que ocultam seu brilho em alguns momentos. Em ambos os casos, contudo, a conclusão é a mesma: trata-se de uma intensa atividade que caracteriza estrelas jovens, recém nascidas, nas quais as nuvens de gás, poeira e outras substâncias ainda estão se adaptando e rearranjando. Tal atividade acaba originando movimentos constantes.
Fonte: HypeScience.com
[MSN]

Como a busca por outros planetas revolucionará a vida na Terra

Em algum lugar das nossas mentes está uma pergunta que gostaríamos muito de ter a resposta: o que á a vida e como ela surgiu? O astrofísico Dimitar Sasselov argumenta que estamos no limiar de conseguir responder essa pergunta, e seu entusiasmo é contagiante. Sasselov cita duas evoluções principais. A primeira não é surpresa para os leitores do Hype: a descoberta de planetas fora do nosso sistema solar. O total já está além dos 700, e aumenta a cada dia. Raramente, na história da ciência, um campo avançou tão rápido.

E crucial para responder a pergunta misteriosa é certo tipo de exoplaneta: a super Terra. Nós nunca suspeitamos de sua existência porque, em nosso sistema solar, com seus planetas rochosos e gigantes de gás, esses corpos são ausentes. Para Sasselov, essas super Terras são a chave. Elas são ainda mais atraentes para a vida do que nosso planeta. Elas têm uma superfície relativamente pequena para a média de volume, o que permite armazenar melhor o calor. Isso as torna mais aptas a possuírem as placas tectônicas necessárias para evitar vulcões perigosos, ao estilo Venusiano.

Se nascidas com gelo suficiente, as super Terras podem ter oceanos ainda maiores em suas superfícies, dez vezes mais profundos do que os nossos. Pense nisso como habitats. Mas para Sasselov, ainda mais importante é que a temperatura superficial desses planetas permitiria que grandes moléculas sobrevivessem por longos períodos de tempo, com a concentração necessária para a química da vida. Qual química? Aqui entra o segundo ponto crucial: vida sintética. Basicamente, a criação de um sistema químico capaz das funções vitais principais.

De acordo com o autor, esse campo vai permitir que se explore os limites da biologia, do específico para o geral. As super Terras vão nos ensinar sobre os ambientes químicos para a vida alienígena, o que vai ajudar aqueles que procuram a vida sintética. E o resultado de tudo isso? Conhecer-nos, obviamente. Somente conhecendo o que é possível, podemos entender como a vida aconteceu na Terra e adquiriu suas características. Sasselov parafraseia T. S. Eliot: “Nunca podemos para de explorar. E o fim de toda nossa exploração será chegar onde começamos e conhecer esse local pela primeira vez”.
Fonte:Hypescience
[NewScientist]

Galáxia Espiral Contorcida ESO 510-13

Créditos de Imagem: Hubble Heritage Team (STScI/AURA), C. Conselice (U. Wisconsin/STScI) et al., NASA
Como a galáxia espiral ESO 510-13 teve sua forma distorcida? Os discos de muitas espirais são finos e achatados, mas não são sólidos. Os discos espirais são conglomerados de bilhões de estrelas e de gás difuso orbitando de forma gravitacional o centro da galáxia. Acredita-se que um disco achatado seja criado pela colisão de grandes nuvens de gás nos estágios iniciais de formação das galáxias. Discos contorcidos não são tão incomuns, e acredita-se que até mesmo a nossa galáxia, a Via Láctea, tenha uma pequena contorção. As causas das contorções das galáxias espirais ainda estão sendo investigadas, mas acredita-se que algumas dessas contorções seja o resultado de interações ou mesmo de colisões entre galáxias. A ESO 510-13 mostrada acima teve sua imagem digitalmente tratada para ficar mais nítida, ela localiza-se a 150 milhões de anos-luz de distância da Terra e tem aproximadamente 100000 anos-luz de diâmetro.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120304.html

Sim, as estrelas piscam. Que mudem as teorias

O piscar das estrelas, uma impressão produzida pela atmosfera terrestre - e isto continua sendo uma impressão - mostrou ser um fato real no caso das estrelas-bebês, ainda em processo de gestação. [Imagem: ESA/PACS/NASA/JPL-Caltech/IRAM]

Região de formação de estrelas - Uma equipe de astrônomos detectou, através dos telescópios espaciais Herschel, da ESA e Spitzer da NASA, mudanças surpreendentemente rápidas no brilho de estrelas embrionárias dentro da bem-conhecida Nebulosa de Órion. As imagens obtidas pelo detector de infravermelho do Herschel, e por dois instrumentos do Spitzer, trabalhando em comprimentos de onda mais curtos, mostram uma imagem mais detalhada das estrelas em formação no coração deste que se tem como um dos objetos mais estudados pelos astrônomos. A 1.350 anos-luz da Terra, esta é uma das poucas nebulosas visíveis a olho nu. Ela contém a região de formação de grandes estrelas mais próxima da Terra, com uma luz ultravioleta intensa proveniente das estrelas jovens e quentes que transformam gases e poeira em uma zona brilhante.

Nascimento de uma estrela - O que agora se descobriu é que, dentro dessa poeira - oculta aos comprimentos de onda visíveis - há uma série de estrelas ainda mais jovens, na primeira fase da sua evolução. A nova combinação de imagens de infravermelho longo e médio penetrou através da poeira obscura e revelou essas estrelas embrionárias. Uma estrela se forma, acreditam os astrônomos, quando uma densa nuvem de gás e poeira se funde e colapsa sob a sua própria gravidade, criando uma proto-estrela quente central, rodeada por um disco em espiral e envolvida por um halo maior. Grande parte desse material vai-se juntando em um redemoinho ao longo de centenas de milhares de anos, antes de ser acionada a fusão nuclear no coração da estrela, e esta se tornar uma estrela de pleno direito. Alguns dos gases e da poeira remanescentes no disco podem passar a formar um sistema planetário - como se acredita ter acontecido com o nosso Sistema Solar.

Estrelas que piscam - Uma equipe de astrônomos liderados por Nicolas Billot, do Instituto de Radioastronomia Milimétrica, na Espanha, usou o telescópio Herschel para "fotografar" a Nebulosa de Órion uma vez por semana, durante seis semanas, no inverno e primavera do ano passado. A câmara fotodetectora e o espectrômetro PACS do Herchel detectaram poeiras de partículas frias rodeando as proto-estrelas mais jovens em comprimentos de onda de infravermelho longo. Estas observações foram combinadas com imagens de arquivo do Spitzer, obtidas em comprimentos de onda na zona dos infravermelhos curtos e médios, que mostram objetos mais velhos e quentes. Os astrônomos ficaram surpresos ao ver que o brilho das estrelas jovens varia em mais de 20% em poucas semanas - deve-se levar em conta que o processo de acreção deveria levar anos ou mesmo séculos.

Em busca de novas teorias - Em certo sentido, o que os astrônomos descobriram é que sim, as estrelas piscam, e muito - então, que mudem as teorias. Eles terão agora que encontrar uma explicação para este novo fenômeno, ainda não contemplado nos modelos de formação de estrelas atuais. Uma possibilidade é que os filamentos de gás irregulares estejam afunilando do disco externo para as regiões centrais perto da estrela, aquecendo temporariamente o disco interior e fazendo-o brilhar. Outro cenário possível é o material frio estar-se acumulando na borda interna e criando sombras no disco externo, fazendo com que este escureça temporariamente. Em qualquer dos casos, está claro agora que a gestação de estrelas bebês é tudo, menos um processo suave e uniforme.  Mais uma vez, as observações do Herschel nos surpreenderam e nos deram pistas interessantes sobre o que acontece durante as fases mais precoces da formação de estrelas e dos planetas," comentou Göran Pilbratt, do projeto Herschel da ESA.
Fonte: Inovação Tecnológica

Aglomerado de galáxias, em fusão, Abell 520

Aglomerado de galáxias, em fusão, Abell 520 - Crédito: NASA, ESA, CFHT, CXO, M.J. Jee (University of California, Davis), and A. Mahdavi (San Francisco State University)
A imagem composta mostra a distribuição da matéria escura, as galáxias e o gás quente no centro do aglomerado de galáxias em fusão Abell 520, resultante de uma violenta colisão de aglomerados massivos de galáxias, a 2,4 biliões de anos-luz de distância. As galáxias aparecem em cor natural captadas pelo Telescópio Espacial Hubble e Telescópio Canadá-França-Havaí, no Havaí. A imagem tem, também, sobrepostos e em cor falsa, mapas sobre a concentração de luz, gás quente e matéria escura no aglomerado. A luz das galáxias está em cor laranja e as regiões verde-escuro mostram o gás quente, detectado pelo Observatório de raios X Chandra, da NASA, e que evidencia que aconteceu uma colisão. As áreas em cor azul identificam a localização da matéria escura que constitui a maior parte da massa do aglomerado, mas também grande parte do Universo. A distribuição da matéria escura foi obtida pelo Hubble, através do efeito de lente gravitacional, ao detectar como a luz de objectos distantes é distorcida pelos grandes aglomerado da galáxias. A mistura de azul e verde, no centro da imagem, revela um núcleo de matéria escura perto da maior parte do gás quente, onde se encontram muito menos galáxias luminosas do que é esperado ver no mesmo local que a matéria escura. Esta descoberta confirma observações anteriores de um núcleo de matéria escura no aglomerado, embora contrarie as teorias prevalecentes sobre a matéria escura, que acreditam que a matéria escura deve ficar sempre ligada às galáxias, mesmo durante uma colisão.
Fonte: http://www.nasa.gov/mission_pages/hubble/science/dark-matter-core.html

Sonda Cassini detecta oxigênio em lua de Saturno

Esta imagem captada pela Cassini mostra detalhes das falhas e crateras de Dione, um mundo gelado que mostra sinais claros de atividade geológica. [Imagem: NASA/JPL/Space Science Institute]

Difícil de respirar

A sonda espacial Cassini encontrou traços de oxigênio ao redor da gelada lua Dione, de Saturno. O oxigênio encontrado não seria suficiente nem mesmo para o menor organismo da Terra, mas é uma importante confirmação de uma tênue atmosfera em Dione - chamada exosfera. Os cálculos indicam que o oxigênio molecular encontrado equivale a um átomo - na realidade, um íon - em cada 11 centímetros cúbicos de espaço. Extrapolando para a superfície de Dione, a "concentração" de oxigênio chegaria a 90.000 átomos de oxigênio em cada metro cúbico de espaço. Isso equivale à concentração de oxigênio encontrado a 480 km de altitude na Terra.

Prova de não-vida

"Nós agora sabemos que Dione, ao lado da lua Rhea e dos anéis de Saturno, é uma fonte de moléculas de oxigênio," disse Robert Tokar, principal autor da descoberta.  Isto mostra que o oxigênio molecular na verdade é comum no sistema de Saturno, e reforça que ele surge de um processo que não envolve a vida," propõe o cientista. A equipe acredita que o oxigênio de Dione deriva de fótons solares ou de partículas cósmicas de alta energia bombardeando o gelo de água que cobre a superfície da lua, liberando os íons de oxigênio.

Chamando a atenção

A sonda Cassini já coletou um grande volume de informações de Dione, mas a lua nunca havia despertado muito interesse entre os cientistas porque se acreditava que ela era pequena demais para ter uma exosfera.
"Esta nova pesquisa mostra que Dione é muito mais interessante do que havíamos pensado antes. Os cientistas já começaram a escavar os dados sobre Dione para olhar para a lua em maiores detalhes," delatou Amanda Hendrix, cientista da NASA para a missão Cassini.
Fonte: Inovação Tecnológica
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...