12 de mar de 2012

Um encontro ao entardecer

Nesse último mês, Vênus e Júpiter andaram se entendendo e iniciaram uma dança no céu após o por do Sol. Semana após semana, os dois planetas estão em um movimento de aproximação que está por atingir seu auge. No final da tarde desta sexta-feira (9), os dois planetas estarão a menos de 5 graus de distância um do outro. Isso dá mais ou menos a largura de 3 dedos no céu, mantendo o braço esticado. Então, entre 12 e 14 de março, a distância entre eles será de meros 3 graus um do outro, quando Júpiter passar por Vênus. Um encontro bonito de se admirar, mas não especialmente raro.
Vênus é o objeto mais brilhante do par, por três razões. Em primeiro lugar, por que está mais próximo do Sol, recebendo duas vezes mais luz do Sol do que nós recebemos aqui na Terra e 50 vezes mais que Júpiter recebe. Em segundo lugar, Vênus está sete vezes mais próximo da Terra do que Júpiter. Finalmente, as nuvens de Vênus são ligeiramente mais brancas do que as nuvens de Júpiter, fazendo com que Vênus consiga refletir mais a luz do Sol. Isso tudo combinado faz com que Vênus esteja quase sete vezes mais brilhante do que Júpiter nesses dias. Depois do dia 14, Júpiter vai continuar seu movimento em direção ao Sol e lá pela metade de abril já estará muito baixo no horizonte para ser visto. Vênus, ao contrário, vai se afastando do Sol, pouco a pouco a cada noite, até atingir a máxima altura no céu, ficando visível por 4 horas após o anoitecer!  Mas ainda tem mais, como um ato final dessa dança celeste, duas semanas após o encontro marcado, mais um personagem entra em cena. Ao anoitecer do dia 25 de março, uma delicada Lua Crescente se aproximará de Júpiter. No anoitecer do dia seguinte, será a vez de Vênus compor o cenário com a Lua. Todas essas aproximações são projeções no céu, nenhum desses corpos celestes vai passar de raspão pelo outro. Será um espetáculo e tanto e para observá-lo basta olhar para o poente, com o céu limpo e uma boa oportunidade para tirar fotos.
Créditos: Cássio Leandro Dal Ri Barbosa - Observatório

Cientista brasileiro ajuda a calcular diâmetro do Sol

A medição, a mais precisa já registrada, foi realizada por grupo de cientistas americanos e brasileiros e possui margem de erro de apenas 65 quilômetros
Imagem do Sol registrada pelo MDI em 2003 (SOHO / NASA)
 
Uma parceria entre cientistas americanos e brasileiros conseguiu calcular o diâmetro do Sol com a maior precisão já registrada. Segundo informações do site da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no Paraná, a margem de erro é de apenas 65 quilômetros. A medição foi realizada com dados de satélite, a partir da observação do trânsito de Mercúrio no espaço. Os resultados da pesquisa serão publicados na revista Astrophysical Journal. O cientista Marcelo Emílio, diretor do Observatório Astronômico da UEPG, junto a especialistas da Universidade de Stanford e da Universidade do Havaí, ambas nos Estados Unidos, integra o grupo que realizou o cálculo.

Eles determinaram o diâmetro solar utilizando o satélite Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) e o instrumento Michelson Doppler Imager (MDI), que está a bordo do primeiro. Os dois possuem como missão estudar o Sol. As medidas obtidas pela pesquisa — que usou dados do trânsito de Mercúrio de 2003 e de 2006 — revelam o momento em que a trajetória do planeta cruza a borda do Sol, o que forneceu os dados necessários para calcular o raio solar, que é de 696.342 quilômetros. O Sol possui então um diâmetro de 1.392.684 quilômetros, medida que pode ter resolvido inconsistências em outros cálculos realizados por telescópios na Terra. A alta precisão de 65 quilômetros se deve ao fato de as imagens terem sido tiradas do espaço, não havendo a atmosfera da Terra para causar borrões na borda solar e no disco de Mercúrio.

Segundo afirmou Marcelo Emílio ao site da UEPG, a precisão obtida por eles se equivale a calcular a altura da Torre Eiffel, na França, com três centímetros de precisão a uma distância de 70 quilômetros. De acordo com o cientista, a importância da medição está no fato de que pode auxiliar os astrônomos a entender melhor o interior do Sol, além de definir linhas de observação do brilho deste astro. Este último fator é capaz de prover dados sobre as alterações no Sol em décadas ou períodos maiores. Desde junho de 2011, a equipe está trabalhando para redefinir a pesquisa, mas agora de acordo com o trânsito do planeta Vênus, a fim de aumentar ainda mais a precisão das medidas.
Fonte: http://veja.abril.com.br/

NASA fotografa redemoinho em Marte

Dust Devil serpenteia sobre a região de Planitia Amazonis, no hemisfério norte de Marte. A cena foi registrada pela câmera HiRise, um dos seis instrumentos a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, MRO. Crédito: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona
A NASA fotografou, em 16 de fevereiro, um redemoinho rasgando em Marte. O twister marciano se ergueu em uma enorme coluna de poeira com mais de 800 metros de altura. O redemoinho de 30 metros, ligeiramente curvo, foi desencadeado por um vento a oeste do planeta. Faixas de furacões anteriores também são visíveis na imagem, aparecendo como manchas na superfície de Marte. A sombra do redemoinho também pode ser claramente vista na foto. Redemoinhos ocorrem tanto na Terra quanto em Marte. Os fenômenos são colunas de ar girando, que ficam visíveis pela sujeira que sugam do chão. Ao contrário dos tornados, redemoinhos geralmente se formam em dias claros, quando o solo absorve uma grande quantidade de calor do sol. Se as condições forem adequadas, o ar aquecido próximo à superfície pode começar a girar à medida que sobe através de pequenos bolsões de ar mais frios logo acima dele. Assim como na Terra, os ventos marcianos são alimentados por aquecimento solar. Embora Marte esteja próximo ao afélio, época do ano marciano em que o planeta fica mais distante do sol, ainda recebe energia solar suficiente para conduzir redemoinhos em sua superfície. A nave da NASA que fez as imagens, Mars Reconnaissance Orbiter, analisa Marte com seis instrumentos científicos desde a sua chegada ao planeta, em março de 2006. A nave continua a fornecer informações valiosas sobre o meio ambiente antigo do planeta, e como os processos tais como o vento, impactos de meteoritos e geadas sazonais ainda afetam a superfície de Marte até hoje.
Fonte: http://hypescience.com
[LiveScience]
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