15 de mar de 2012

Cinco nebulosas que valem (estas sim!) uma espiadinha

Os leitores devem perdoar o trocadilho bobo, mas são as nebulosas as verdadeiras estrelas do céu. Formadas por gás e poeira que ficam no espaço interestelar, atuam frequentemente como berçários estelares. Não são tão grandes para serem consideradas galáxias, nem tão pequenas para serem consideradas meros sistemas estelares. E, mesmo ocupando uma posição intermediária no ranking de classificação dos objetos astronômicos, conquistam especialistas e leigos.

Abaixo, uma seleção de algumas das mais bonitas nebulosas já fotografadas
1 – Nebulosa de Órion – NGC 1976
Não é apenas a sua beleza que chama a atenção. É a beleza e a proximidade. Esta imensa nuvem interestelar está localizada ao sul do Cinto de Órion, casa das famosas ‘Três Marias’, na constelação do equador celeste, a apenas (considerando distâncias astronômicas) 1.500 anos-luz da Terra. Além disso, possui muitas estrelas energéticas capazes de criar ondas de choque luminosas, abrindo a visão do que seria bloqueado pela presença de gás e poeira. Pesquisadores gostam de observá-la porque ela dá bons insights sobre diferentes etapas envolvidas na formação e evolução de estrelas. A imagem, obtida com a ajuda do telescópio espacial Hubble e do Observatório Europeu do Sul La Silla, é uma das mais nítidas obtidas até hoje e revela mais de 300 estrelas. A nebulosa se estende por 13 anos-luz e exibe, orgulhosa, uma formação conhecida como Cabeça de Cavalo.

2 – Nebulosa da Águia 
a queridinha dos leigos, por se assemelhar a uma fada gigante com 10 anos-luz de extensão – expelindo radiação muito mais quente do que o fogo. Como se não bastasse, ainda exibe em uma de suas extremidades uma verdadeira obra-prima cósmica: a formação conhecida como ‘Pilares da Criação’, torres esculturais de gás e poeira que atuam como um berçário de estrelas. A imagem acima foi lançadas pelas agências espaciais no aniversário de 15 anos do telescópio espacial Hubble. A segunda foi obtida recentemente pelo cruzamento de dados obtidos pelo observatório Chandra e o Hubble, sendo que o vermelho, verde e azul representam respectivamente emissões baixa, média e alta de energia raio-x.
 
3 – Nebulosa de Hélix – NGC 7293  
forma teria o espaço ocupado pelo Sistema Solar com o colapso do Sol? Impossível prever. Mas a imaginação aumenta quando nos deparamos com a imagem de Hélix, uma nebulosa planetária – formada quando uma estrela entre 0,8 e até oito vezes a massa solar passa a esvanecer – que se assemelha a um grande olho no espaço. O ‘Olho de Deus’, como é popularmente chamada, fica na constelação de Aquarius, a apenas 700 anos-luz da Terra. É a nebulosa que está mais próxima de nós, estendendo-se por 2,5 anos-luz. Esta é uma das mais detalhadas imagens obtidas da nebulosa pela combinação de dados do Hubble e o telescópio de Tucson, no Arizona. Ela mostra uma fina rede de filamentos dentro do anel, formada por resquícios de gases que escaparam da estrela moribunda. O centro está fadado a se transformar em uma estrela anã-branca.
 
4 – Nebulosa Carina – NGC 3372
aniversário de 20 anos do telescópio Hubble, um presente: a imagem de uma espetacular torre de poeira e gás – conhecida como ‘Montanha Mística’ – subindo da nebulosa Carina. Apenas o pilar se estende por três anos-luz, com seu hidrogênio frio sendo gradualmente disperso pela radiação das estrelas ao redor. Dentro da torre, estrelas liberam jatos de gás das extremidades. A nebulosa Carina se espalha por mais de 300 anos-luz e está situada a cerca de 7.000 anos-luz da Terra, em constelação homônima. É o lar de inúmeras estrelas massivas e nebulosas menores dinâmicas. O destaque fica por conta de Eta Carinae, a estrela com mais energia na região e uma das mais brilhantes do céu até 1830, visível apenas do Hemisfério Sul.
 
5 – Nebulosa de Borboleta – NGC 6302
aparências enganam: apesar da forma delicada, semelhante a uma borboleta, esta nebulosa planetária localizada a 4.000 anos-luz da Terra, na constelação de Escorpião, não é nem um pouco serena. A temperatura das suas extremidades, as ‘asas’ formadas por gases e radiação ultravioleta, é 35 vezes maior que a da superfície do Sol, superando os 200.000 graus Celsius. No centro, o calor é ainda maior. O complexo se move a mais de 960 mil quilômetros por hora no espaço – velocidade capaz de levar um homem à Lua em apenas 24 minutos. O que faz dela um dos objetos astronômicos mais fascinantes de nossa galáxia é a sua composição química. De acordo com pesquisadores, seus ‘leques’ podem conter carbonatos (como o calcite), o que é tido como uma evidência de água líquida no passado.
Fonte: ESTADÃO

Erupção de um sol furioso

Créditos da Imagem e Direitos Autorais: Alan Friedman (Averted Imagination)
A região que você vê na foto se chama Região Ativa 1429 (RA 1429), e é uma das piores regiões de manchas solares dos últimos anos. E ela não só parece furiosa; a região de fato tem lançado algumas das mais poderosas chamas e ejeções de massa coronal do atual ciclo solar. As plumas estendidas dessas explosões até choveram partículas na magnetosfera da Terra, que resultaram em auroras coloridas. Na foto acima, RA 1429 foi capturada em grande detalhe na cromosfera do sol há três dias. Os cientistas isolaram a cor da luz emitida principalmente pelo hidrogênio. A imagem resultante é mostrada em uma cor falsa, sendo que as regiões escuras são as mais brilhantes e quentes. Envolvendo o chão da cromosfera do sol, tubos de gás quente gigantes magneticamente canalizados, alguns maiores do que a Terra, podem ser vistos. Eles são conhecidos como espículas. Conforme nos aproximamos do máximo solar, que será nos próximos anos, o campo magnético cada vez mais torcido do sol pode criar ainda regiões ativas ainda mais furiosas, que expelirão ainda mais plasmas solares energéticos no nosso sistema solar.
Fonte:NASA

Sistema Planetário Compacto

Crédito de imagem: NASA / JPL-Caltech
A imagem acima é na verdade um desenho artístico que tem por objetivo mostrar um sistema planetário tão compacto que ele se parece mais com Júpiter e com suas luas do que com uma estrela com planetas. Os astrônomos usaram dados da missão Kepler da NASA e de telescópios baseados em terra para recentemente confirmar a existência do sistema, chamado de KOI-961, que hospeda os três menores planetas conhecidos até hoje orbitando uma estrela que não seja o Sol. Um exoplaneta é o nome dado a um planeta que reside fora do Sistema Solar. A estrela, que está localizada a aproximadamente 130 anos-luz de distância na constelação de Cygnus é uma estrela do tipo anã vermelha que tem um sexto do tamanho do Sol, ou seja, é apenas 70% maior que Júpiter. A estrela é também mais fria que o Sol, emite mais luz vermelha que amarela. O menor dos três planetas, chamado de KOI-961.03, está na verdade localizado mais distante da estrela e é mostrado no desenho acima em primeiro plano. O planeta tem o tamanho aproximado de Marte com um raio equivalente a 0.57 vezes o raio da Terra. O próximo planeta mostrado na parte superior direita é o KOI-961.01 que tem 0.78 vezes o raio da Terra. O planeta mais próximo da estrela é o KOI-961.02 com um raio equivalente a 0.73 vezes o raio da Terra. Todos os três planetas giram ao redor da estrela num período menor que dois dias, com o planeta mais próximo executando a translação em menos de meio dia. A proximidade da estrela também significa que eles são planetas quentes com temperaturas variando entre 176 e 447 graus Celsius. A zona habitável da estrela, ou a região onde a água possa existir no estado líquido, está localizada além dos planetas. As observações feitas em Terra que contribuíram para essas descobertas foram feitas com o Observatório Palomar perto de San Diego na Califórnia e pelo Observatório W.M. Keck no topo do Mauna Kea, no Havaí.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2197.html

A Flare Solar No Céu de Raios-Gamma

Créditos: NASA, DOE, International Fermi LAT Collaboration
O que brilha no céu no comprimento de onda dos raios-gamma? A resposta é que normalmente os mais exóticos e energéticos ambientes astrofísicos, como galáxias ativas energizadas por buracos negros supermassivos, ou pulsares incrivelmente densos, ou seja, a parte giratória remanescente de uma explosão de estrelas emite energia nessa faixa e brilham com intensidade quando olhamos para o céu nos raios-gamma. Mas no dia 7 de Março de 2012, uma poderosa flare solar, parte de uma série de recentes explosões no Sol dominou o céu de raios-gamma em energias superiores a 1 bilhão de vezes a energia emitida pelos fótons da luz visível.
 
 Os dois painéis acima ilustram a intensidade dessa flare solar em imagens feitas de todo o céu e registradas pelo Telescópio Espacial de Raios-Gamma Fermi. No dia 6 de Março de 2012, como na maioria dos dias, o Sol estava quase que invisível nos detectores de imagem do Fermi. Mas durante a energética emissão da flare solar ele tornou-se aproximadamente 100 vezes mais brilhante do que até mesmo o Pulsar Vela em energias de raios-gamma. Agora apagado novamente nas imagens do Fermi, provavelmente o Sol voltará a brilhar nessa energia novamente à medida que o ciclo de atividades solares se aproximar de seu máximo.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120315.html
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