20 de mar de 2012

Tempestade solar entra na lista de ameaça à segurança no Reino Unido


No Reino Unido, as tempestades solares se juntaram ao terrorismo, à gripe e às enchentes na lista do que é considerado ameaça à segurança nacional. De acordo com a lista das ameaças para 2012, divulgada agora, "o clima espacial conturbado" oferece uma ameaça aos sistemas de comunicação, circuitos eletrônicos e sistemas de distribuição de energia elétrica. As tempestades solares --erupção de energia magnética e partículas carregadas-- são normais. Sua frequência varia durante o ciclo de mais ou menos 11 anos de atividade solar. O astro vêm "despertando" de um período de baixa atividade e entrando em um período em que as erupções acontecem com maior frequência. O pico dessa atividade de acontecer no ano que vem. As tempestades solares não são motivo de alerta por conta do risco de machucar alguém. As vítimas da fúria solar são os equipamentos eletrônicos. Elas conseguem provocar danos na rede elétrica, além de sistemas de GPS e de satélites. Em 1989, uma forte erupção solar derrubou o sistema de transmissão de energia elétrica no Québec, no Canadá, deixando 6 milhões de pessoas sem luz. Na semana passada, houve fortes tempestades solares, mas elas não provocaram nenhum dano grave.
Fonte: FOLHA.COM

Hubble capta imagem mais nítida de aglomerado de estrelas

Telescópio fotografa o aglomerado Messier 9, que fica perto do centro da nossa galáxia

O telescópio espacial Hubble conseguiu capturar a imagem mais detalhada e nítida até o momento do Messier 9, aglomerado de estrelas situado próximo ao centro de nossa galáxia, informou a Agência Espacial Europeia. Apenas perceptível a olho humano, o Hubble consegue ver mais de 250 mil estrelas dentro do aglomerado, que se encontra a uns 25 mil anos-luz da Terra, perto do centro da Via Láctea e tão perto que as forças gravitacionais do centro galáctico o deformam ligeiramente. Estima-se que os aglomerados contenham algumas das estrelas mais antigas da nossa galáxia, nascidas quando o Universo tinha uma pequena fração da sua idade atual. As estrelas do Messier 9, além de duplicar a idade do Sol, têm uma composição bem diferente, com menos elementos pesados que o astro rei. Os elementos cruciais para a vida na Terra, como o oxigênio e o carbono, assim como o ferro que compõe a crosta terrestre, são particularmente escassos no Messier 9. Isso se deve a que os elementos mais pesados do Universo se formaram gradualmente no centro das estrelas e na explosão de supernovas. Durante a formação dos astros do Messier 9 havia uma quantidade menor desses elementos. Além de mostrar as estrelas individualmente, a imagem do Hubble permite ver claramente as diferentes cores dos astros, relacionadas diretamente com a temperatura. Assim, ao contrário do que se poderia esperar, quanto mais vermelho, mais frio, e quanto mais azul, mais quente. O amplo espectro de temperaturas das estrelas fica evidenciado graças à enorme paleta de cores visível com a imagem captada pelo Hubbel. O entorno do Messier 9 é igualmente interessante e consiste em duas nebulosas extensas e escuras, conhecidas como Bernard 259, a sudeste do aglomerado, e Berard 64, a oeste, claramente visíveis na imagem do telescópio.
Fonte: ESTADÃO

Cassini Captura Novas Imagens de Lua Gelada

A sonda Cassini da NASA capturou esta imagem não processada da lua de Saturno, Reia, no passado dia 10 de Março de 2012.Crédito: NASA/JPL-Caltech/SSI
A lua gelada e craterada de Saturno, Reia, é o alvo de um novo conjunto de imagens obtidas pela sonda Cassini da NASA. A sonda em órbita de Saturno obteve estas novas imagens, não processadas, no passado dia 10 de Março, enquanto passava a 42.000 quilómetros da lua Reia. Durante o "flyby", a Cassini capturou três diferentes vistas da superfície craterada da lua, criando um mosaico do hemisfério principal de Reia e do lado oposto a Saturno. As observações da Cassini capturaram várias bacias de impacto, incluindo uma conhecida como Mamaldi que tem 480 km de diâmetro e outra, denominada Tirawa, com 360 km de diâmetro. Reia é a segunda maior lua de Saturno, com um diâmetro de 1528 km. É muito mais pequena que o maior dos satélites do "Senhor dos Anéis", Titã que, com 5150 km de diâmetro, é quase 50% maior que a Lua da Terra. Como as novas fotografias mostram, a superfície gelada de Reia é bastante craterada, as cicatrizes de inúmeros impactos ao longo dos éones. Em 2010, cientistas descobriram que Reia tem uma atmosfera dominada por oxigénio e dióxido de carbono. Esta atmosfera é incrivelmente ténue e fina, nada como o espesso manto de ar a que estamos habituados cá na Terra.
A sonda Cassini capturou esta imagem não processada da lua de Saturno, Reia, no passado dia 10 de Março de 2012. A câmara apontava para Reia a aproximadamente 42.096 km de distância.Crédito: NASA/JPL-Caltech/SSI
Os cientistas pensam que o oxigénio vem do gelo superficial de Reia, libertado a partir de moléculas de água que explodem devido a partículas carregadas oriundas da magnetosfera de Saturno. A fonte do dióxido de carbono, no entanto, é mais misteriosa. Reia foi descoberta em 1672 pelo matemático e astrónomo Giovanni Domenico Cassini. O seu nome deriva da Titã Reia, conhecida como a "mãe dos deuses" na mitologia Grega. A Cassini foi lançada em 1997 e chegou a Saturno em 2004. Tem estudado o planeta dos anéis e as suas inúmeras luas desde aí, e continuará a fazê-lo durante mais alguns anos. No ano passado, a NASA prolongou a missão da sonda pelo menos até 2017.
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