22 de mar de 2012

As 5 coisas mais impressionantes e bizarras do Universo.

Ah! O universo, lindo em sua maximidade, perfeito em sua infimidade e absurdo como ele próprio. Tão grande que se o universo conhecido fosse do tamanho de uma moeda de 5 centavos, o verdadeiro (estipulado) universo teria o tamanho da Terra. Grande o suficiente e esquisito o suficiente para que certas coisas, que mais parecem ficção científica, acabem se revelando verdadeiras. E é por isso que hoje apresento-lhes, uma lista com as coisas mais bizarras e incríveis já encontradas lá fora. Então se encoste, relaxe, ligue a música e se prepare para viajar pelos cantos mais esquisitos do cosmo.

5. Um planeta feito de diamante.
Os Escritores de ficção científica parecem só conseguirem imaginar 6 tipos diferentes de planetas. Sabe, o de lava, o de gás, o de gelo, o de floresta/pantano, o urbano/industrial e o deserto. Mas na vida real, cientístas já estudaram mais de 700 planetas fora do sistema solar, e alguns deles são simplesmente exagerados (eu diria, querendo compensar algo, if you know what I mean), como o caso em questão PSR J1719-1438 b. O planeta pomposo não tem nada de parecido com os das ficções científicas, pois ele é inteiramente feito de diamante.


- Como isso é possível? - Na verdade, o exibido já foi um dia, uma estrela, e as vezes, os restos de uma estrela começam uma segunda vida como planeta. Nesse caso, o planeta Bling Bling fazia parte de um sistema binário (duas estrelas). O gêmeo maior deu uma de bomba e super-explodiu, o que sobrou se tornou uma pulsar e uma anã branca. A anã se estabilizou longe o suficiente do ex-irmão para perder toda a sua massa para ele, exceto seu núcleo de carbono.
A coisa toda aconteceu mais ou menos assim
E como todos sabem, carbono só está a um punhado de pressão e calor de se tornar um diamante. Na Terra, isso acontece naturalmente, abaixo do solo, em pequenos tamanhos e quantidades. Mas nesse ponto em particular do espaço, as condições estavam perfeitas para o núcleo da ex-estrela se endurecer, cristalizar e virar uma jóia do tamanho de um planeta.

4. Uma gigantesca nuvem de chuva.
Ta aí outra coisa que você nunca viu em filmes de sci-fi: água. O Millenium Falcon não tem limpador de para-brisas. A Enterprise não fica toda embaçada quando eles atravessam uma nuvem espacial, Kirk nunca disse “Que saco, náo consigo enxergar por causa de toda essa chuva espacial!”. A verdade é, que se dissesse você provavelmente riria e exclamaria: “Esses caras tem noção do que rola no espaço?”. Mas adivinha: Cientístas descobriram uma gigantesca piscina de água simplesmente flutuando pelos cosmos. E essa massiva nuvem de vapor de água é na verdade, o maior reservatório de água já encontrado no universo. E quando eu digo grande, não quero dizer como o oceano pacífico, quero dizer 100.000 vezes maior do que o sol. A nuvem é tão grande que tem 140 trilhões de vezes mais água do que a Terra.

- Como isso é possível? - Como o resto da lista, os cientístas ainda estão pesquisando sobre o que estão observando, afinal, a nuvem está a 100 bilhões de anos-luz de distância da Terra, o que significa que você não vai colocar sunga e havaianas na mala quando for fazer tour espacial. Mas o cientístas presumem que um gigantesco buraco negro está sugando tudo a sua volta, mas ao invés de engolir toda a matéria e cuspir energia como um buraco negro normal, este cospe vapor de água. Como, eles ainda não tem certeza.


3. Raios!
Cientistas já sabem a algum tempo que descargas elétricas (raios) náo sáo exclusivos da Terra. Eles já observaram raios em Marte e em Saturno. O que eles não sabiam até pouco tempo é que o fenômeno pode ocorrer NO MEIO DA PORRA DO ESPAÇO! Com uma força igual a um trilhão de raios terrestres (ou 1 exavolt). Essa insana corrente elétrica foi desocberta perto da galáxia 3C303. E o que o jato elétrico está fazendo por lá? Nada demais, simplesmente lançando matéria eletrificada a 150 milhões de anos-luz. Então, para exemplificar, não imagine-o como uma tempestade espacial, e sim um único raio 50% maior do que a Via Láctea.

- Como isso é possível?


Como a maioria das coisas legais do espaço, essa corrente elétrica é gerada por um buraco negro, a prima donna do universo. Astronomos especulam que o buraco negro no centro de 3C303 tem um descomunal campo magnético o que gera rídiculas quantidades de energia. Na verdade, é a maior corrente de eletricidade detectada no universo. Talvez por isso tenhamos conseguido a encontrar, mesmo estando a 2 bilhões de anos-luz da Terra.

2. Uma estrela fria.
Talvez a primeira coisa que você tenha aprendido sobre o espaço é: O sol é quente. Mesmo antes de saber as características das estrelas ou o que era o Sol, você já sabia disso. Quando você entende a ciência do negócio, percebe que estava mais correto do que pensava. A temperatura da superfície do sol é de 5778K ou 5505 graus celcius e muito, mas muito mais quente que isso no núcleo. Então, pois é, uma das coisas que sabemos sobre estrelas é que nunca conseguiremos chegar perto de uma sem instântaneamente explodir em chamas. Mas os cientístas descobriram que isso nem sempre é verdade, cinco meses após descobrirem uma estrela que é apenas 6 graus celcius mais quente que um copo de café do McDonald’s (a superfície da estrela Star Latte é de 97 graus celcius), eles descobriram uma que é ainda mais fria. WISE 1828+2650 tem a incrível temperature de 26 graus celcius, o que significa que se um dia formos para lá, poderiamos ficar apenas de capacete e shorts. Talvez até jogar futebol.

- Como isso é possível?

WISE 1828+2650 é parte de um pequeno grupo de estrelas frias conhecidas como Anãs marrons. Essas pequeninas começam suas vidas como estrelas normais, mas não tem massa o suficiente para deslanchar. Na verdade, essas estrelas são tão pequenas que não tem massa o suficiente para faser fusão de hidrogênio, o que numa estrela normal libera toda a energia na forma de calor. E mesmo assim, esse caroços ainda são consideradas estrelas.

1. A gigantesca bolha do início do tempo.
Nos aprendemos, com nossos pais, na escola, ou em livros que, de certa forma, somos todos viajantes do espaço. A luz do sol demora 8 minutos para chegar até nós e olhar para um céu noturno significa olhar para diferentes pontos no passado. O que você provavelmente não sabia é que, a medida que os telescópios melhoram, as imagens que chegam até nós ficam cada vez mais bizonhas, como esse treco. A bolha não é feita de amoeba, e sim de gás… Nós achamos. E ela é estupidamente gigante: Mais ou menos 200 milhões de anos-luz de comprimento, do tipo, luz, a coisa mais rápida do universo, demoraria 200 milhões de anos para atravessar a bolha. Só para comparar, nossa galáxia tem 100 milhões de anos-luz de comprimento.

Aliás, a luz que essa coisa emite demorou 12 bilhões de anos para chegar as nossas retinas, o que significa que ela é essencialmente um grande composto de seja lá que merda sobrou do Big Bang. Para encontra-la, pesquisadores usaram um certo filtro para seus telescópios que foram capaz de detectar seu núcleo e depois, os três tentáculos molusculosos que se estendem pelo vácuo. Dentro de cada apêndice existem galáxias e bolhas de gás, algumas com 400.000 anos-luz de comprimento. As galáxias estão todas agregadas, quatro vezes mais perto do que qualquer outras galáxias no universo. Tudo isso é impressionante demais para o nome criativo que os cientístas decidiram colocar no treco.
Fonte: http://phobosedeimos.com

Cientistas criam mapa geológico de grande lua de Júpiter

Foram identificados 425 vulcões na quarta maior lua do Sistema Solar
Imagem de Io capturada pela sonda Galileo (NASA/JPL)
A Io, uma das grandes luas de Júpiter, foi descoberta há mais de 400 anos. Mas só agora foi produzido o primeiro mapa geológico completo do satélite, assinado por cientistas da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos. O trabalho, publicado pelo United States Geological Survey (USGS) – instituição americana de pesquisas científicas –, descreve as características e as idades relativas dos vulcões presentes na lua, que estão entre os mais ativos de todo o sistema solar.  Desde sua descoberta, o satélite tem sido alvo de repetidas observações telescópicas, cujo objetivo é entender as características geológicas peculiares da lua. Esses estudos mostraram que o grande número de vulcões em Io é causa de um aquecimento no interior do satélite, provocado pelo seguinte fenômeno: a lua é perturbada em sua órbita por dois outros grandes satélites vizinhos, o Europa e o Ganímedes, mas puxado de volta por Júpiter para a órbita regular, causando uma grande perturbação gravitacional. Agora, um mapa geológico colorido e altamente detalhado dá um grande passo no estudo geológico de Io. Sua superfície foi mapeada por meio de quatro mosaicos de imagens distintos, montados pela USGS. Esses moisacos combinam as melhores imagens feitas em 1979 pelas sondas espaciais Voyager 1 e Voyager 2, além de imagens captadas pela sonda Galileo, que orbitou Júpiter de 1995 a 2003.
O mapa levou seis anos para ser finalizado
O trabalho revela uma série de características vulcânicas, como as pateras – centros vulcânicos semelhantes a caldeiras, mas diferentes dos encontrados na Terra –, as correntes de lava, os depósitos de plumas (cinzas) vulcânicas, entre outros fenômenos. Com este mapeamento, que demorou seis anos para ser finalizado, os cientistas identificaram que a superfície do satélite contém 425 pateras, o que torna Io pelo menos 25 vezes mais ativo que a Terra. Segundo David Williams, principal autor do estudo, "uma das razões para a realização deste mapa foi criar uma ferramenta que permitisse a continuidade dos estudos científicos de Io e que auxiliasse em missões futuras no sistema de Júpiter." O cientista afirma que a equipe está criando agora um banco de dados online, a ser concluído ainda neste ano, que incluirá o mapa geológico, os mosaicos de imagem e todas as observações úteis a respeito do satélite.
Fonte: http://veja.abril.com.br

Ilhas na Escuridão

Crédito de imagem: NASA / JPL-Caltech / UCLA / MPS / DLR / IDA
Essa imagem da câmera de enquadramento da sonda Dawn mostra parte do hemisfério norte do asteroide Vesta que está na sua maior parte na escuridão. Desde que a sonda Dawn chegou no Vesta, o Sol não iluminou grande parte das latitudes ao norte do asteroide. Isso ocorre devido a inclinação do Vesta com relação ao Sol que não permitiu ainda que o Sol iluminasse essas regiões mais ao norte. Mas à medida que o Vesta progride em sua órbita do inverno para a primavera mais regiões do hemisfério norte serão iluminadas. Como pode ser visto na imagem acima, a iluminação começa pelo Sol de baixo ângulo revelando poucas partes mais elevadas presentes na superfície, enquanto que o resto da superfície mais baixa ainda está totalmente coberta pela escuridão. Para que qualquer interpretação geológica e planetária seja feita dessa região, precisamos esperar ela ficar mais iluminada, o que permitirá que possamos ver mais as feições ali presentes. A imagem acima mostra uma região do Vesta localizada no Quadrante Bellicia, e o centro da imagem localiza-se nas coordenadas 50.6 graus de latitude norte e 40.7 graus de longitude leste. A sonda Dawn da NASA obteve essa imagem no dia 19 de Novembro de 2011, com a sua câmera de enquadramento e usando o seu filtro limpo. A distância entre a sonda Dawn e a superfície do Vesta no momento da imagem era de 275 quilômetros e a resolução da imagem é de 25 metros por pixel. Essa imagem foi adquirida já durante a chamada fase LAMO, ou seja, Low Altitude Mapping Orbit, da missão da sonda Dawn em Vesta.
Fonte: http://dawn.jpl.nasa.gov/multimedia/imageoftheday/image.asp?date=20120227

Como seria viajar por um buraco de minhoca espacial?

Seria a viagem da sua vida: passar por um buraco de minhoca espacial para sair perto de Plutão ou em uma galáxia a milhões de anos-luz. Agora você pode ver como seria essa jornada através do tempo e do espaço, graças a animação do astrofísico Andrew Hamilton, da Universidade do Colorado. Primeiro, você chega perto do horizonte de um buraco negro. Quando estiver perto, você pode ver um flash infinitamente energético que vai conter a imagem de toda a história do universo. Em um buraco negro de verdade, você seria vaporizado pela força gravitacional (mas digamos que, somente nesse caso, você teria super poderes e não seria vaporizado). Conforme você sai do buraco negro, entra em um buraco de minhoca, onde o fluxo espacial muda, acelerando para trás. Ele termina na entrada de um buraco branco, que é uma versão do buraco negro com o tempo invertido. Ao invés de entrar, o espaço sai a uma velocidade maior do que a da luz. Logo você vai experimentar outro flash de radiação, dessa vez contendo uma imagem de todo o futuro do universo. Se movendo através do buraco branco, você vê um terceiro flash de luz, conforme atinge o horizonte fora dele. Dessa vez, um novo universo aparece, contendo a imagem de todo o seu passado. Conforme a câmera se move, você pode ver o brilho branco de onde saiu, e uma imagem do antigo universo. Incrível, não? Será que um dia seremos capazes disso?
Fonte: http://hypescience.com
[NewScientist]

Cratera Cornelia

Créditos da Imagem: NASA/ JPL-Caltech/ UCLA/ MPS/ DLR/ IDA
Essa imagem da câmera de enquadramento da sonda Dawn acima mostra a cratera Cornelia, uma cratera com aproximadamente 15 km de diâmetro com um anel bem marcante e jovem. A cratera Cornelia tem uma estrutura interna espetacular que consiste de material brilhante e escuro. O material brilhante e escuro escorrega do anel da cratera e dos lados da cratera em direçãoo ao seu interior. O topo do anel da cratera Cornelia tem uma parte parcialmente colapsada que também escorregou em direção ao seu centro. Essa cratera possui alguns raios escuros, emanando de seu anel, que se estendem por mais de 10 quilômetros. A área imediatamente ao redor da cratera Cornelia é relativamente mais suave do que o terreno adjacente. Isso indica que existe uma camada de material ejetado de granulação fina, que foi ejetado durante sua formação ao seu redor. Essa imagem mostra a região localizada no Quadrante Numisia no asteroide Vesta e seu centro se localiza nas coordenadas de 11.5 graus de latitude sul e 224.6 de longitude leste. A sonda Dawn da NASA obteve essa imagem com sua câmera de enquadramento no dia 21 de Outubro de 2011, através de seu filtro limpo. A distância entre a sonda Dawn e a superfície do Vesta no momento da imagem era de 700 quilômetros e a resolução da imagem é de 70 metros por pixel. Essa imagem foi adquirida durante a fase HAMO (High Altitude Mapping Orbit) da missão da sonda Dawn em Vesta.
Fonte: http://dawn.jpl.nasa.gov

O Terreno Congelado de Utopia Planitia em Marte

A imagem acima mostra o terreno congelado em Utopia Planitia e foi feita pela face sudoeste do módulo de pouso Viking 2 em 18 de Maio de 1979, aproximadamente um ano marciano, ou melhor 687 dias, depois do mesmo módulo ter feito a primeira imagem do terreno congelado no mesmo local. Acredita-se que essa fina camada de gelo de água no solo de Marte tenha somente poucos milionésimos de centímetros de espessura. Mas como essa camada de gelo de água congelado se forma? Os cientistas acreditam que partículas de poeira espalhadas na atmosfera marciana aglomerem partículas de água, então, quando a atmosfera fica fria o suficiente para que o dióxido de carbono solidifique parte desse dióxido de carbono se junta às partículas de poeira e caem na superfície de Marte.
Fonte: Cienctec - http://cienctec.com.br/wordpress/index.php/terreno-congelado-utopia-planitia-marte/

A M95 Com Supernova

Créditos da Imagem e Direitos Autorais: Adam Block, Mt. Lemmon SkyCenter, University of Arizona
A galáxia espiral barrada M95, tem aproximadamente 75000 anos-luz de diâmetro, ou seja, um tamanho comparável à Via Láctea e uma das maiores galáxias do Grupo de Galáxias Leo I. De fato ela é parte de um famoso trio de galáxias, chamado de Trio do Leão, com as vizinhas M96 e M105, localizadas a aproximadamente 38 milhões de anos-luz de distância. Nesse retrato nítido e colorido dessa ilha do universo, um brilhante e compacto anel de estrelas em formação circunda o núcleo da galáxia. Ao redor da proeminente e amarelada barra estão braços espirais traçados por linhas de poeira, jovens aglomerados estelares azuis e regiões rosadas de formação de estrelas. Como bônus, se você seguir o braço espiral que se abre para baixo e para a direita você poderá em breve ver a última supernova da M95, a SN 2012aw, descoberta em 16 de Março de 2012 e agora identificada como a explosão de uma estrela massiva. Um bom alvo para pequenos telescópios, a supernova pode ser vista no vídeo abaixo comparando uma imagem recente com uma imagem profunda da M95 sem a presença da supernova feita em 2009.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120322.html
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