28 de mar de 2012

Imagem da Sonda Soviética Luna 23 no Solo Lunar

Créditos da Imagem: LRO Featured Image (NASA/GSFC/Arizona State University)
O programa soviético de recolhimento e retorno para a Terra de amostras lunares foi uma tentativa corajosa de bater os americanos. Ele falhou em metade das tentativas, mas teve 3 missões de sucesso, a Luna 16, a Luna 20 e a Luna 24, talvez eles devessem ter denominado todas as suas missões com os mesmos números. A equipe da sonda LRO conseguiu com sucesso adquirir imagens em alta resolução que mostram em detalhes os locais onde o pouso foi conseguido com sucesso, fornecendo assim preciosas imagens do contexto geral da região que podem ser usadas para reavaliar a geologia do local onde as amostras foram recolhidas. Uma das imagens mais interessantes recuperadas é da Luna 23 que atingiu a Lua mas não coletou nenhuma amostra e nem decolou de volta para a Terra. E agora nós sabemos porque, ela não se separou de maneira adequada. Tudo que se sabia antes das imagens da LRO era que a Luna 23 tinha enfrentado um mal funcionamento de seus equipamentos durante o pouso, e o mecanismo de amostragem não havia funcionado corretamente, mas a sonda manteve contato via rádio por três dias ainda. Agora, nós podemos ver que ela aparentemente se inclinou durante o pouso. De acordo com a imagem da LRO mostrada acima, parte da sonda mostrada pela letra D é o módulo de descida, que se apresenta ainda com o módulo de subida, A, em seu topo. Dois anos depois a sonda Luna 24 pousou com sucesso na superfície da Lua a 2.3 km de distância desse ponto de pouso da Luna 23, conseguiu perfurar o solo lunar, recolher amostras e retornar para a Terra. Na verdade essa foi a última vez que tivemos a oportunidade de ter amostras da Lua na Terra.
Fonte: https://lpod.wikispaces.com/March+28%2C+2012

Sol: aquele que era um rei vai virar uma nebulosa

Nossos ancestrais descobriram que suas vidas dependiam do Sol e o tomaram como referência para suas crenças e desejos. Foi assim personificado por muitas mitologias: Egípcios e Maias - o Deus Sol; Helios para os gregos, Sol para os romanos. Hoje sabemos que o Sol é uma estrela ordinária e que como ela existem mais de 100 bilhões só em nossa galáxia. Seu diâmetro é de cerca de 1,4 milhão de quilômetros, sua massa aproximadamente o valor do número dois 2 seguido de 30 zeros em quilogramas (uma massa enooorme!) e sua temperatura varia de cerca de 5,8 mil graus centígrados na superfície a cerca de 15,6 milhões de graus centígrados no núcleo. A massa do Sol representa mais de noventa e oito por cento da massa total do Sistema Solar sendo que o planeta Júpiter contém a maior parte da massa restante. O Sol se compõe, presentemente, de 92,1% de Hidrogênio e 7,8% de Hélio, por número de átomos, sendo a taxa de 0.1% creditada aos demais "metais". Esses valores mudam lentamente à medida que o Sol vai convertendo Hidrogênio em Hélio em seu interior. O campo magnético do sol é muito intenso e muito variável (comparado com os padrões terrestres). Suas linhas definem a magnetosfera ou heliosfera, que se estende para além da órbita de Plutão.

Fim certo

O Sol deve ter 5 bilhões de anos de idade. Já deve ter gasto um pouco mais da metade do hidrogênio disponível em seu núcleo. Ainda possui combustível suficiente para irradiar dessa forma por no mínimo mais 5 bilhões de anos quando expandirá sua atmosfera resfriada e contrairá o núcleo ainda aquecido. No resultado sofrerá o processo da ejeção de seu material frio, podendo se transformar enfim numa nebulosa planetária como a nebulosa da Hélice na imagem acima. Este objeto, resultado da morte de uma estrela tipo Sol, consiste de uma estrela anã branca (cujo brilho é equivalente ao do Sol contido num volume equivalente ao da Terra) no centro envolvida pelo material frio ejetado.
Fonte: http://wwwo.uai.com.br

Novos estudos desafiam teoria atual de formação da Lua

Artes: suposto impacto do planeta Theia contra a Terra pode ter formado a Lua há 4.5 bilhões de anos.Apolo11.com.

A teoria vigente diz que nosso satélite se formou após o impacto de um grande objeto contra a Terra, mas uma descoberta recente mostra que existe muito mais material terrestre na Lua do que os estudos mostravam, colocando em xeque a teoria do choque cataclísmico. A corrente de pensamento atual sugere que a Lua foi criada depois que um objeto do tamanho de Marte, chamado Theia, colidiu contra o nosso planeta há 4,5 bilhões de anos e que mais de 40 por cento da Lua é constituída por restos desse corpo impactante. Os pesquisadores esperavam que este objeto fosse quimicamente diferente da Terra, mas os estudos anteriores mostravam que a Lua e a Terra eram muito mais parecidas do que deviam quando estudados a partir dos isótopos de alguns elementos e isso contrariava o modelo do impacto de Theia, atualmente aceito.

 Para comparar ainda mais a Lua e a Terra, pesquisadores da Universidade de Chicago analisaram isótopos de titânio encontrados nas rochas dos dois objetos e descobriram que a relação dos isótopos de titânio encontrados em 24 amostras lunares retornadas pelas missões Apollo eram diferentes daquelas encontradas na Terra.

Intrigado, o geoquímico Junjun Zhang, ligado ao Centro de Chicago para Cosmoquímica suspeitou que alguma coisa estava alterando a relação de isótopos encontrados nas amostras lunares e concluiu que essa alteração era compatível com o bombardeio de raios cósmicos vindos do espaço profundo. Para Zhang, após colidirem com a Lua os raios cósmicos geram nêutrons que são absorvidos pelos átomos de titânio, alterando a relação de isótopos do elemento.

Após fazer as devidas correções em seu modelo, Zhang confirmou que a relação de isótopos encontrados nas rochas lunares e terrestres era quase a mesma, sugerindo que a Terra e Lua são muito mais parecidas do que se acredita. "Parece improvável que Theia seja quase idêntica isotopicamente à Terra. Por isso, se Theia fosse de fato um maior contribuinte de material, nossa Lua deveria diferir substancialmente da Terra, mas não é isso que encontramos", disse Zhang, que teve seu trabalho publicado na edição 25 da revista Nature Geoscience.

Outros Estudos - No entanto, as semelhanças entre a lua e a Terra também podem ser explicadas pela intensa mistura do material ocorrida após o impacto e que deixou grande parte do material de Theia enterrado sob a lua. Além disso, alguns cientistas especulam que a Lua seja constituída quase que totalmente do material Terra que foi ejetado a partir do movimento de rotação criado depois de um impacto gigante.

Duas Luas - Outros estudos recentes sobre a Lua podem influenciar na interpretação dos resultados do trabalho de Zhang. "Alguns colegas sugerem, por exemplo, que a Terra teve duas luas que coexistiram por um breve período e que colidiram entre si. Se assim for, talvez a composição isotópica da Lua perdida fosse semelhante à da Terra, o que explicaria as semelhanças encontradas", explicou Zhang. Para entender melhor as semelhanças encontradas, Zhang e seus colegas esperam as próximas medições de isótopos de outros elementos, como cálcio, que sem dúvida contribuiria para entender melhor a história da nossa Lua.
Fonte: Apolo11.com - http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Novos_estudos_desafiam_teoria_atual_de_formacao_da_Lua&posic=dat_20120326-114431.inc

Eta Carinae: Uma Supernova Próxima

Créditos de Imagem: ESA/NASA
O Telescópio Espacial Hubble da NASA registrou uma imagem da Eta Carinae. Essa imagem é constituída de dados obtidos na luz visível e na luz ultravioleta pelo Canal de Alta Resolução da Câmera Avançada de Pesquisa do Hubble. O campo de visão dessa imagem é de aproximadamente 30 arcos de segundo de diâmetro. A maior das duas estrelas no sistema da Eta Carinae é uma estrela grande e instável que está perto do final da sua vida, e o evento que os astrônomos do século 19 observaram foi uma experiência de quase morte da estrela. Os cientistas chamam essas explosões de eventos impostores de supernovas, pois eles parecem com uma explosão de supernova, mas param pouco antes de destruir totalmente a estrela.

Embora os astrônomos do século 19 não tivessem telescópios poderosos o suficiente para ver a explosão ocorrida em 1843 em detalhe, seus efeitos podem ser estudados atualmente. As imensas nuvens de matéria expelidas há um século e meio atrás, conhecida como Nebulosa do Homúnculo tem sido um alvo regular para o Hubble desde que ele foi lançado em 1990.

Essa imagem, porém, é a mais detalhada já feita, e mostra como o material da estrela não foi expelido de forma uniforme, mas sim formando um imenso haltere no espaço. A Eta Carinae é uma das estrelas mais próximas da Terra que provavelmente explodirá em supernova num futuro relativamente próximo, pensando em termos astronômicos de escala de tempo, o futuro próximo pode ser um milhão de anos. Quando isso acontecer espera-se que da Terra se possa ter uma imagem espetacular da explosão, uma imagem que pode ser ainda mais brilhante do que a SN 2006gy, considerada a supernova mais brilhante já observada, vinda de uma estrela do mesmo tipo de uma galáxia localizada a mais de 200 milhões de anos-luz de distância.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2183.html

Explosão de laser mostra como magnetismo surgiu no Universo

A explosão revelou a formação de campos magnéticos e correntes elétricas ao redor da onda de choque - o fenômeno ocorreu em uma janela de 1 microssegundo após o disparo. [Imagem: Oxford University]

Origem do magnetismo

Há campos magnéticos por todo o espaço galáctico e intergaláctico. O que é intrigante é imaginar como é que eles foram criados originalmente, e como se tornaram tão fortes. Agora, uma equipe internacional de cientistas usou um laser para criar campos magnéticos semelhantes àqueles que se imagina serem necessários para a formação das primeiras galáxias, na infância do Universo. Os resultados são um primeiro elemento importante na tentativa de solucionar o enigma de como o Universo gerou seu próprio magnetismo. "Nosso experimento recriou o que estava acontecendo no início do Universo e mostrou como os campos magnéticos galácticos apareceram," afirmou o Dr. Gianluca Gregori, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.  "Isso abre a perspectiva emocionante de sermos capazes de explorar a física do cosmos, que remonta a bilhões de anos, em um laboratório de laser aqui na Terra," completou.

Explosão a laser

A equipe, liderada por físicos da Universidade de Oxford, no Reino Unido, usaram um laser de alta potência para explodir uma haste de carbono, semelhante a uma ponta de lápis, imersa em gás hélio. A explosão foi projetada para imitar o caldeirão de plasma do qual foram formadas as primeiras galáxias - o plasma é um gás ionizado contendo elétrons livres e íons positivos. O disparo revelou a formação de campos magnéticos e correntes elétricas ao redor da onda de choque - o fenômeno ocorreu em uma janela de 1 microssegundo após a explosão. Os astrofísicos pegaram estes resultados e os ampliaram em 22 ordens de grandeza (x * 1022) para descobrir que a medição é compatível com as chamadas "sementes magnéticas", previstas pelas teorias de formação de galáxias.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Luz Cinérea e Vênus Sobre Sierra de Guadarrama

Créditos de Imagem:Daniel Fernández (DANIKXT)
O que aparece logo acima da silhueta da cadeia de montanha vista na imagem acima? A Lua. Especificamente, a Lua da Terra foi registrada um pouco acima do horizonte na sua fase crescente bem jovem. A Lua que é nos é familiar pode nessa foto parecer um pouco estranha, isso se deve ao fato da exposição dada na foto mostrar de forma significante o brilho da Terra, ou seja, a iluminação da parte noturna da Lua devido à luz do Sol refletida pela Terra. À direita e bem brilhante podemos ver também o planeta Vênus. Vênus e Júpiter passaram bem próximos um do outro durante o final do mês de Fevereiro e o mês de Março, numa bela conjunção planetária. Essa semana, mas especificamente no dia 26 de Março de 2012, eles receberam a companhia bem próxima também da jovem Lua crescente. A imagem acima, em particular foi feita em Madrid na Espanha. A silhueta do horizonte em segundo em plano inclui alguns dos Sete Picos da cadeia de montanhas Serra de Guadarrama. Poucos minutos depois dessa foto ter sido feita a Lua desapareceu no horizonte.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120328.html

Via Láctea tem bilhões de planetas teoricamente habitáveis, diz estudo

'Superterras' lembram a Terra em composição, tamanho e temperatura. Estimativa foi feita pelo Observatório Europeu do Sul.
Esta concepção artística retrata o entardecer visto da super-Terra Gliese 667 Cc. A estrela mais brilhante no céu é a anã vermelha Gliese 667 Cc, que é parte de um sistema triplo de estrelas. As outras duas estrelas mais distantes, Gliese 667 A e B, aparecem no céu à direita. Astrônomos estimaram que existem dezenas de bilhões de planetas rochosos orbitando anãs vermelhas de baixa luminosidade somente na Via Láctea.
 
Um novo resultado do instrumento HARPS, o descobridor de planetas do ESO, mostra que os planetas rochosos não muito maiores que a Terra são bastante comuns nas zonas habitáveis em torno das estrelas vermelhas de baixa luminosidade. Uma equipe internacional de astrônomos estimou que existem dezenas de bilhões de tais planetas só na nossa galáxia, a Via Láctea, e provavelmente cerca de uma centena na vizinhança imediata do Sol. Esta é a primeira medição direta da frequência de super-Terras em torno de anãs vermelhas, as quais constituem cerca de 80% de todas as estrelas da Via Láctea.  Esta primeira estimativa direta do número de planetas leves em torno das estrelas anãs vermelhas foi anunciada por uma equipe internacional, que utilizou observações obtidas com o espectrógrafo HARPS instalado no telescópio de 3,6 metros que se encontra no Observatório de La Silla do ESO. A equipe está à procura de exoplanetas que orbitam os tipos de estrelas mais comuns da Via Láctea - as anãs vermelhas (também conhecidas como anãs do tipo M).

 Estas estrelas apresentam fraca luminosidade e são pequenas quando comparadas com o Sol, no entanto são muito comuns e vivem durante muito tempo, correspondendo por isso a 80% de todas as estrelas da Via Láctea. "As nossas novas observações obtidas com o HARPS indicam que cerca de 40% de todas as estrelas anãs vermelhas possuem uma super-Terra que orbita na zona habitável, isto é, onde água líquida pode existir na superfície do planeta," diz Xavier Bonfils, líder da equipe. "Como as anãs vermelhas são muito comuns - existem cerca de 160 bilhões de estrelas deste tipo na Via Láctea - chegamos ao resultado surpreendente de que existirão dezenas de bilhões destes planetas só na nossa galáxia."  Um dos planetas descobertos no rastreio HARPS de anãs vermelhas é o Gliese 667 Cc. Este é o segundo planeta descoberto neste sistema estelar triplo e parece estar próximo do centro da zona habitável.

Embora este planeta seja mais de quatro vezes mais pesado do que a Terra, é o "irmão gêmeo" mais parecido com a Terra encontrado até agora e possui quase com certeza as condições necessárias à existência de água líquida à sua superfície. É a segunda super-Terra descoberta no interior da zona habitável de uma anã vermelha durante este rastreio HARPS, depois de Gliese 581d, anunciado em 2007 e confirmado em 2009.  "Agora que sabemos que existem muitas super-Terras em órbita de anãs vermelhas próximas de nós, precisamos identificar mais delas utilizando tanto o HARPS como futuros instrumentos. Espera-se que alguns destes planetas passem em frente das suas estrelas hospedeiras à medida que as orbitam - o que nos dará uma excelente oportunidade de estudar a atmosfera do planeta e procurar sinais de vida", conclui Xavier Delfosse, outro membro da equipe.
Fonte:TERRA
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