29 de mar de 2012

Segredos de Mercúrio

Mapas mostram crateras geladas no planeta mais próximo do Sol
Mercúrio é um mundo de extremos. Durante o dia, a temperatura no planeta mais próximo do Sol chega a 400º C nos arredores do equador – calor suficiente para derreter chumbo. À noite, a temperatura na superfície do planeta cai para menos de – 150º C. Alguns lugares de Mercúrio, porém, são um pouco mais estáveis. Dentro das crateras polares do diminuto planeta existem regiões que nunca viram a luz do dia, protegidas pelas sombras das bordas de suas crateras. A temperatura por lá permanece baixa durante todo o ano.  Agora, novos dados da sonda Messenger, da Nasa, apresentados na Conferência Científica Lunar e Planetária anual, corroboram a velha hipótese de que Mercúrio esconde bolsões de gelo em suas sombrias crateras, apesar da proximidade do Sol. 

Começando com uma série de observações de radar de Mercúrio há duas décadas e usando alguns dos maiores radares da Terra, os cientistas tiveram boas razões para suspeitar que as crateras polares abrigassem depósitos de gelo na superfície, ou logo abaixo dela. Imagens de radar dos polos mostraram elementos anormalmente brilhantes – trechos que refletiam ondas de rádio muito melhor do que o terreno ao redor, exatamente como faz o gelo. Muitos desses elementos brilhantes correspondiam aos locais de grandes crateras geradas por impactos, como mapeado pela sonda Mariner 10 na década de 1970. No entanto, a Mariner viu menos da metade de Mercúrio e há muito os pesquisadores precisam de um atlas compreensivo dos polos para comparar com as imagens de radar.

Tudo isso mudou com a chegada da Messenger a Mercúrio, em 2011. A Messenger (uma espécie de acrônimo forçado para Mercury Surface, Space Environment, Geochemistry and Ranging), que orbita o planeta há pouco mais de um ano, já mapeou a superfície de Mercúrio com detalhes sem precedentes. Como Nancy Chabot, do Laboratório de Física Aplicada da Johns Hopkins University demonstrou em uma conferência, os mapas feitos pela Messenger combinam bem com as imagens de radar dos polos. Há uma excelente correlação entre as imagens e os locais sombreados das crateras”, declarou Chabot. “Todas as regiões brilhantes que aparecem nos radares estão a poucos pixels das regiões sombreadas da superfície de Mercúrio”. Em outras palavras, os supostos depósitos de gelo aparecem nos poucos locais eternamente frios de Mercúrio, onde o gelo poderia permanecer estável por longos períodos de tempo. A evidência disponível, apontou a pesquisadora, permanece consistente com a hipótese da presença de gelo em Mercúrio.

Esse suposto gelo é essencialmente onipresente nas crateras nórdicas mais frias, buracos gerados por grandes impactos a 10º C do polo norte. “Nesta região, quase todas as crateras com mais de 10 km hospedam um depósito que aparece brilhante nas imagens de radar, o que eu acho incrível”, observou Chabot. Mas as crateras aparentemente geladas cobrem mais do hemisfério norte do que se poderia esperar. “As crateras que aparecem com brilhos no radar se estendem a latitudes tão baixas quanto 67º Norte”, explicou Chabot. “Essas latitudes mais baixas são um ambiente termicamente desafiador”. As imagens de radar também mostram crateras com mais de 10 km de diâmetro, onde o calor irradiado a partir da borda iluminada pelo Sol criaria temperaturas nada amigáveis para o gelo localizado no fundo da cratera. Em latitudes mais baixas ou em crateras menores, qualquer depósito de gelo provavelmente precisaria de uma fina cobertura isolante: talvez uma camada de material da superfície em grãos finos, também conhecido como regolito, para evitar que sublimasse.

Nesta composição, as imagens dos radiotelescópios terrestres aparecem em amarelo.

De fato, o altímetro da Messenger, que já disparou mais de 10 milhões de pulsos laser contra Mercúrio para produzir mapas detalhados da topografia do planeta, parece confirmar que algum tipo de material isolante cobre qualquer gelo que possa existir nas crateras. Ainda que os radares consigam penetrar uma fina camada de regolito e ricochetear no gelo que existe abaixo dela, os pulsos laser são sensíveis à refletividade da superfície. O gelo é bastante refletivo no comprimento de onda de 1,06 mícrons do Altímetro Laser de Mercúrio (MLA, na sigla em inglês), explicou Gregory Neumann do Goddard Space Flight Center, da Nasa. Assim, o gelo exposto retornaria os pulsos mais rapidamente que seus arredores. “Surpreendentemente, já estamos relatando há algum tempo que não, não é isso que vemos”, declarou Neumann. “Na verdade, o que vemos é o oposto”.

Nas crateras permanentemente sombreadas, onde observações de radar apontaram para a presença de gelo, o altímetro registrou trechos sombrios com uma refletividade laser diminuta. “Nunca vemos nessas regiões o grande aumento de energia de retorno que veríamos se elas fossem tão frias que o gelo ficasse exposto em sua superfície”, avaliou Neumann. Uma possibilidade é que os depósitos que aparecem brilhantes no radar, e que muitos acreditam ser gelo, possam estar cobertos por um material escuro, como o hidrocarboneto, que consegue tolerar temperaturas relativamente mais altas.

Essa hipótese foi sustentada por David Paige, da University of California, em Los Angeles. Ele e seus colegas calcularam as temperaturas de superfície e subsuperfície dos locais onde as imagens brilhantes de radar tendem a se formar e supuseram uma provável composição de bolsões de gelo cobertos por regolito escurecido por compostos orgânicos. As temperaturas mais altas nas crateras sombreadas, que muitas vezes podem ser quentes demais para o gelo exposto, se dão bem em condições nas quais moléculas orgânicas escuras seriam estáveis. No entanto, logo abaixo da superfície as temperaturas nas crateras que aparecem brilhantes nas imagens de radar tendem a ser mais frias, flutuando próximas de -170° C. Essa é exatamente a temperatura à qual se esperaria que o gelo permanecesse estável, observou Paige. O novo olhar da Messenger sobre características há muito vistas por radares terrestres, adicionou ele, demonstram “de maneira bastante conclusiva que elas são predominantemente compostas de gelo termicamente estável”.

Conheça o asteroide gigante que se parece com um planeta

Ele tem um enorme diâmetro de 530 quilômetros (cerca de um quarto da lua), uma superfície dominada por crateras e uma série de características rochosas que lembram a Terra. Por estes motivos, astrônomos ainda se perguntam se devem mesmo classificar o asteroide Vesta (segundo maior asterioide conhecido) neste grupo de corpos espaciais. Descoberto em 1807, o asteroide Vesta só passou a ser estudado mais aprofundadamente duzentos anos depois, quando a NASA lançou ao espaço a sonda Dawn. Em julho do ano passado, o veículo entrou na órbita do Vesta, e ficará por um ano fazendo a exploração do asteroide. Os astrônomos têm razões para acreditar que o Vesta pode estar em uma “fase de transição” para se tornar um protoplaneta (um planeta ainda em fase de formação, geologicamente falando). A composição superficial do asteroide, conforme apuraram os cientistas, está em fase de mudanças. Um dos critérios adotados para esta asserção é a topografia. Em planetas como a Terra, a topografia representa apenas 1% do raio. Isso significa que a cratera mais profunda mede duzentas vezes menos do que o diâmetro do planeta. Na maioria dos asteroides, que têm formato irregular, as crateras medem 40% do raio, ou mais. No Vesta, a topografia representa apenas 15%; ou seja, estaria mais para planeta do que para asteroide. Outros indícios geológicos apontam nesta direção. A partir de um estudo da sua superfície, os astrônomos acreditam que o Vesta possa ter experimentado colisões com outros componentes do espaço em um passado recente. Além disso, há evidências de que já possa ter havido atividade vulcânica no asteroide, algo que definitivamente o colocaria como um futuro planeta. A sonda Dawn deve ficar ao redor do Vesta até julho deste ano. De lá, partirá para o único “asteroide” de tamanho maior do que ele: o planeta anão Ceres, onde a nave deve chegar em abril de 2015.
Fonte: http://hypescience.com
[BBC]

Todos a bordo: Expresso Buraco de Minhoca vai partir




Imaginando que o espaço é um plano bidimensional curvado, buracos de minhoca como este seriam formados por duas massas que aplicam força suficiente no espaço-tempo para criar um túnel que conecta pontos distantes do univers

Matéria com energia negativa - Todos a bordo do Expresso Buraco de Minhoca, rumo à primeira viagem realmente espacial da espécie humana. Calma, não precisa correr, porque as passagens ainda não estão à venda. A novidade é que parece que não é tão difícil quanto se imaginava construir esses túneis que unem localidades diferentes do espaçotempo - ou abrir portas para outros universos. Estima-se que quem entrar em um buraco de minhoca poderá reaparecer instantaneamente perto de Plutão, ou na galáxia de Andrômeda, ou em qualquer outro lugar do Universo, ou mesmo em outro universo - sem a chatice da viagem. Por enquanto, os buracos de minhoca estão apenas nos livros de teoria: ninguém nunca detectou um e nem tampouco existe um projeto para construir um deles. E não é por acaso: a mesma teoria que garante que eles são possíveis afirma que eles são intrinsecamente instáveis, e costumam se fechar antes que você embarque em sua nave espacial. A única saída é alimentá-los com uma forma exótica de matéria com energia negativa, algo cuja existência é posta em dúvida por muitos físicos.

Buraco de minhoca factível - Mas, agora, tudo mudou - esclareça-se, tudo mudou na teoria. Um físico grego e dois alemães demonstraram que pode ser possível construir um buraco de minhoca sem usar nem um só saco desse cimento esquisito chamado matéria com energia negativa. "Você não vai precisar nem mesmo de matéria normal, com energia positiva," garante Burkhard Kleihaus, da Universidade de Oldemburgo, na Alemanha. "Buracos de minhoca podem ser mantidos aberto sem precisar de nada."  Se isto estiver correto, significa então que pode ser possível encontrar buracos de minhoca pelo espaço. Civilizações mais avançadas do que a nossa já podem até mesmo estar indo para lá e para cá nesse metrô galáctico construído com buracos de minhoca. E, eventualmente, até mesmo poderemos construir nossos próprios túneis espaçotemporais, como portais para outras paragens, o que inclui, muito provavelmente, outros universos, com suas próprias galáxias, estrelas e planetas.

Os cientistas não têm como testar qual das respostas que a Teoria das Cordas e a Teoria-M dão é a "correta". Na verdade, todas elas podem estar corretas e talvez vivamos em um Universo entre um número infinito de universos. [Imagem: quintic/Wikipedia]

Sempre Einstein - A ideia de um buraco de minhoca se sustenta na teoria de Einstein, que mostra que a gravidade nada mais é do que uma dobradura invisível do espaçotempo causada pela energia - a massa-energia de grandes corpos celestes, por exemplo. Foi o austríaco Ludwig Flamm que, em 1916, descobriu que dobraduras suficientemente dobradas poderiam funcionar como conduítes através do espaço e do tempo. Isso chamou a atenção do próprio Einstein, que estudou a possibilidade juntamente com Nathan Rosen. Mas eles concluíram que a única conexão que um buraco de minhoca oferecia seria para um universo paralelo, o que os dois consideraram algo impensável. Só em 1955, John Wheeler demonstrou que é possível conectar duas regiões do nosso próprio Universo - foi ele quem cunhou o termo buraco de minhoca, assim como ele mesmo já havia batizado os buracos negros. Mas, claro, coube a Carl Sagan tirar essa curiosidade dos livros de física e usá-la para atiçar o interesse na ciência do público em geral. Um buraco de minhoca foi usado em sua obra Contato. A tal da matéria com energia negativa seria necessária porque essa matéria teria uma espécie de anti-gravidade, o que seria necessário para que o buraco de minhoca abrisse sua boca e nos deixasse passar. Embora a teoria de Einstein tenha resistido a todos os testes feitos até agora, os cientistas acreditam que ela talvez seja uma aproximação de uma teoria mais geral, por duas razões: a primeira é que ela não se coaduna com a mecânica quântica, e esta tampouco cede a todos os experimentos possíveis. E, segundo, porque a teoria de Einstein colapsa no centro de um buraco negro, na chamada singularidade.

O observatório Integral recentemente alterou os parâmetros de busca da chamada física pós-Einstein. [Imagem: ESA/SPI Team/ECF]

Indo além de Einstein - Já em 1921, Theodor Kaluza e Oskar Klein tentaram ir além da teoria da relatividade. Inspirados em Einstein, que mostrou que a gravidade é a curvatura de um tecido que une as três dimensões do espaço mais o tempo, Kaluza e Klein propuseram que tanto a gravidade quanto a força eletromagnética podem ser explicadas pela curvatura de um espaçotempo de cinco dimensões. Hoje, os teóricos da teoria das cordas afirmam que todas as quatro forças fundamentais podem ser explicadas pelas dobraduras de um espaçotempo de 10 dimensões. Mas essas teorias são complexas demais até mesmo para os físicos teóricos. E aqui entram Kleihaus, Panagiota Kanti e Jutta Kunz, os três intrépidos proponentes de uma versão mais simples dos buracos de minhoca. O fundamento é que, se existem outras dimensões, nós não as percebemos porque elas são pequenas demais. O processo de compactar as seis dimensões que não percebemos - aquelas que completam o quadro de 10 dimensões da teoria das cordas - cria vários novos campos de força, um deles chamado campo dilaton. Da mesma forma que a gravidade na teoria da relatividade depende da curvatura do espaçotempo, nessas novas teorias a gravidade depende da curvatura mais a curvatura elevada a uma potência. Os três pesquisadores usaram esse termo extra para propor um buraco de minhoca que não precisa de antigravidade.
Recentemente cientistas propuseram uma forma para testar a ideia do Big Flash, um irmão mais novo do Big Bang, uma explosão de radiação que teria mudado a estrutura do espaçotempo nos primórdios do nosso Universo. [Imagem: Getty Images]

Procurando buracos de minhoca no espaço

O resultado assustaria Einstein, porque o buraco de minhoca resultante do novo estudo não pode nos levar para Plutão ou Andrômeda, mas apenas para outros universos. Desafiador, mas altamente especulativo. A menos que alguém possa encontrar indícios de que tal estrutura exista no nosso Universo, pairando por aí em algum lugar. Os três pesquisadores acreditam que é possível. É bom lembrar que estávamos falando de dimensões submicroscópicas, quando estamos interessados em algo por onde possa menos pelo menos uma nave espacial. Os cientistas afirmam que a inflação do Universo pode ter espichado esses buracos de minhoca a ponto de eles superarem as dimensões humanas, como um ponto de tinta colocado sobre uma bexiga vai aumentando conforme a bexiga se enche.  "A inflação [do Universo] pode ter inchado os minúsculos buracos negros que permeiam o tecido submicroscópico do espaço," propõe Kleihaus. Como encontrá-los? Olhando para o Universo, já que a presença de um buraco de minhoca macroscópico deverá representar uma mudança radical no campo de visão dos telescópios. "Afinal de contas, a boca do buraco de minhoca é uma janela para outro universo," propõe o cientista. Desde, é claro, que o buraco de minhoca esteja com a boca precisamente virada para a Terra.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

6 Sistemas Planetários Esquisitos Que Você Precisa Conhecer

O Sistema Solar pode ser considerado fenômeno raro no Universo, mas as esquisitices não param por aí.
O Universo é repleto de elementos e esquisitices que ainda precisam ser muito estudados para que o ser humano possa compreendê-los, mesmo que parcialmente. Porém, às vezes entender esses fenômenos faz com que eles se tornem ainda mais peculiares. Dois sóis, uma estrela orbitando outra e planetas anões vermelhos são apenas alguns exemplos do que o espaço pode abrigar. E se você acha que o Sistema Solar é algo comum, saiba que ele também entra em uma das excentricidades da imensidão que está à nossa volta. Conheça agora alguns desses fenômenos espetaculares que intrigam e maravilham profissionais ou amadores da Astronomia. Os fenômenos abaixo estão listados de forma totalmente aleatória, sem qualquer preferência de estilo ou esquisitice.

Quatro estrelas e poeira
O HD 98800 é um sistema estelar que abriga quatro estrelas anãs laranjas (também conhecidas como T Tauri). Os quatro astros formam dois sistemas binários, nos quais uma estrela orbita outra. O HD 98800 por si só já é bem peculiar, mas a nuvem de poeira que envolve um dos pares é o que mais intriga os astrônomos. O chamado disco protoplanetário foi descoberto com a ajuda do Telescópio Espacial Spitzer e está presente em apenas um dos sistemas binários. Existe a especulação de que um planeta extrassolar seja responsável pela formação dessa nuvem de poeira, mas os cientistas acreditam que apenas a força gravitacional das estrelas seja suficiente para garantir a existência dos “anéis” de HD 98800.
(Fonte da imagem: Tim Jones/McDonald Obs./UT-Austin)

Sistema de três planetas
A estrela Kepler-18 é semelhante ao nosso Sol, diferindo apenas no tamanho (cerca de 10% maior) e na massa (3% menor que a estrela do Sistema Solar). Recentemente, uma equipe de astrônomos da Universidade do Texas, com a ajuda de dados coletados pela sonda Kepler, descobriu que existem três planetas orbitando Kepler-18. O sistema contém uma “super-Terra” (chamada de Kepler-18b) e dois astros com o tamanho de Netuno (Kepler-18c e -18d). Os planetas do sistema orbitam muito mais próximos de Kepler-18 do que Mercúrio do Sol. O astro “b” completa uma volta em torno da estrela em apenas 3.5 dias, enquanto os dois Netunos, “c” e “d”, levam 7.6 e 14.9 dias terrestres, respectivamente. Acredita-se que existam outros planetas em volta dessa estrela, mas ainda não foi possível detectar sua existência.
(Fonte da imagem: Tim Jones/McDonald Obs./UT-Austin)

Planetas “caroneiros”
No Universo, não é incomum encontrar objetos pegando “carona” na órbita de planetas, luas e outros objetos. Batizados de Trojans, esses astros “caroneiros” podem ter os mais variados tamanhos e aspectos. A Terra, por exemplo, possui um asteroide Trojan, chamado 2010 TK7. Janus, uma das luas de Saturno, é considerada um Trojan, pois sua órbita é tão próxima à de Epimethus (outra lua do planeta dos anéis)que por muitos anos pensou-se se tratar do mesmo objeto. O que fez com que os cientistas percebessem o equívoco é que ninguém chegava a um acordo em relação ao período orbital do objeto, já que cada um observava a lua em épocas diferentes. Para você ter uma ideia de quão próximas são as órbitas das luas, Janus e Epimetheus chegam a trocar de lugar quando se aproximam.

De trás para frente
Não é incomum pensarmos que todos os objetos de um sistema planetário girem no mesmo sentido e direção em relação à sua estrela principal. Esse pensamento não está errado, já que a maioria dos objetos segue a mesma regra. Porém, sempre há um rebelde sem causa que faz tudo ao contrário. No Sistema Solar, Vênus é o único planeta que roda no sentido horário (se fosse olhado de cima no polo Norte do Sol). Um habitante em Vênus veria o nascer e o pôr do Sol uma vez a cada 116 dias terrestres. Urano também possui uma peculiaridade que faz com que o dia dure mais em algumas regiões do planeta. Por causa de sua inclinação exagerada, um dia pode levar até 42 anos para passar no polo norte do astro. Nas demais áreas, são necessárias apenas 17 horas para que o Sol se ponha (ou nasça) novamente. E você achou que o Sistema Solar era o padrão de normalidade.
(Fonte da imagem: Wikimedia Commons)

Nosso sistema
A formação de um sistema planetário como o nosso é bem raro. Ter vários planetas (um deles capaz de sustentar vida na forma que conhecemos) orbitando uma mesma estrela é um fenômeno bem incomum, que depende da ocorrência de centenas de fatores. Um grupo de cientistas dos Estados Unidos e Canadá construiu um simulador que permite mostrar de forma mais concreta as dificuldades enfrentadas para o surgimento de outro Sistema Solar como o nosso. Segundo o que foi publicado na Science Journal, as simulações feitas pelo grupo mostraram que, na maioria das situações, ou os planetas não eram criados, ou adquiriam órbitas extremamente elípticas, criando um sistema planetário bem diferente.
(Fonte da imagem: Wikimedia Commons)

Quase um Tatooine
A sonda Kepler também foi a responsável pela descoberta de um sistema planetário que até então só tinha sido visto na saga Star Wars: um planeta com dois sóis. Kepler-16 agitou os cientistas ao mostrar se tratar de um sistema planetário circumbinário, ou seja, um único planeta orbita duas estrelas diferentes. Diferente do que a série de ficção mostra, o planeta com o tamanho de Saturno é frio e gasoso, sendo impossível a existência de vida nele. As estrelas mãe do sistema são menores do que o nosso Sol e giram uma ao redor da outra a cada 41 dias. A órbita do planeta em torno de seus sóis é de 229 dias terrestres.
Crédito: NASA/JPL-Caltetch
Acima, foram apresentados alguns sistemas planetários bem diferentes do que imaginamos ser o Sistema Solar. Agora é com você, leitor. Não deixe de enviar seu comentário com outras curiosidades a respeito de planetas e estrelas.
Fonte: http://www.tecmundo.com.br/astronomia

Rastros de Foguete na Via Láctea

Créditos e direitos autorais : Jerry Lodriguss (Catching the Light)
Em 27 de Março, cinco foguetes de sondagem saltaram para os céus vespertinos no Wallops Flight Facility da NASA, na Virgínia. Partindo do Anomalous Transport Rocket EXperiment (ATREX), iniciando às 4:58h EDT (5:58h BRT), os foguetes foram lançados consecutivamente em intervalos de 80 segundos. Liberando um traçador químico, eles criaram nuvens brancas luminosas na ionosfera da Terra a altitudes de 60 a 65 milhas (aprox. 96 a 105 km), arrastado pela pobremente entendida corrente de jato de grande altitude. (Não é a mesma corrente de jato que as linhas aéreas voam a altitudes de 8 a 10 km.) Vistas ao longo da região do Meio-Atlântico dos Estados Unidos, as nuvens ficaram à deriva através de céus estrelados, capturadas nesta límpida fotografia em East Point, Nova Jersey. Olhando para o Sul na direção do local de lançamento, o tentador fundo celestial inclui estrelas de Sagitário, Escorpião, e as nuvens brancas, mais permanentes e luminosas, da Via Láctea.
Fonte: http://apod.astronomos.com.br/apod.php?lk=ap120329.html

Foto reúne bilhões de estrelas da Via Láctea

Imagem é composta de pequenos pedaços da galáxia capturados por telescópios britânicos
Espaços pretos são dados ainda não processados. Imagem: BBC/Reprodução
 
Astrônomos montaram uma imagem gigantesca da Via Láctea revelando detalhes das bilhões de estrelas que compõem a galáxia. A foto é composta de milhares de pequenos registros feitos por dois telescópios britânicos que operam em observatórios no Havaí e no Chile. Os arquivos do projeto, conhecido como Vista Data Flow System, serão analisados e podem dar início a novas descobertas no espaço próximo à Terra. "Há cerca de um bilhão de estrelas ali, e isso é mais que já foi registrado em qualquer outra imagem.

Me ocupei horas com ela, é incrível", disse Nick Cross, da Universidade de Edimburgo, que apresentou a imagem na Conferência Nacional de Astronomia da Grã-Bretanha. A imagem se concentra no plano denso da galáxia, o que significa que ela gera uma longa faixa. Cross e seus colegas produziram uma ferramenta online que permite aos usuários fazerem uso do zoom para checar certas áreas. Ainda assim, o pequeno fragmento focalizado apresentará milhares de estrelas. Os espaços pretos são partes referentes a dados ainda não processados. O projeto já tem dez anos de duração e combina dados adquiridos pelos Telescópio Infravermelho da Grã-Bretanha, situado no Havaí, e do Telescópio Vista, do Chile.

Esses dispositivos analisam o espaço por ondas infravermelhas, o que lhes permite ver além da nuvem de poeira cósmica da Via Láctea que poderia esconder astros, planetas e outros corpos celestes. Pesquisadores das universidades de Edimburgo e Cambridge processaram e arquivaram os dados que compõem a imagem e a tornaram disponível para estudo de astrônomos de todo o mundo. "A foto pode ser usada para muitas coisas. Vai nos ajudar a compreender a natureza da nossa galáxia, a ver onde tudo está. Alguns a usarão para encontrar uma estrela formando regiões, e há muitas dessas no plano galáctico", disse Cross.
Fonte: ESTADÃO

Sonda espacial acha condições favoráveis para a vida em lua de Saturno

Sonda Cassini, da Nasa, descobriu água gelada e componentes orgânicos no polo sul da lua Encélado
Imagem da sonda Cassini mostra a lua Encélado, de Saturno, a uma distância de 232.197 kms
A sonda espacial Cassini registrou jatos de água gelada em vários voos próximos à superfície de uma lua de Saturno, Encélado, que poderiam indicar um habitat propício para a existência de vida, informou a Nasa na quarta-feira (27).  "Mais de 90 gêiser de todos os tamanhos estão emitindo vapor de água, partículas de gelo, e componentes orgânicos na superfície do Polo Sul de Encélado", disse Carolyn Porco, chefe da equipe de Imagens Científicas da missão. Estes gêiser, que surgem através de fendas na superfície gelada da sexta lua de Saturno, poderiam revelar a existência de um vasto mar subterrâneo. "Cassini voou várias vezes através destas partículas e as analisou. Além de água e material orgânico, encontramos sal nas partículas de gelo. A salinidade é a mesma que a existente nos oceanos da Terra", explicou Carolyn. A cientista afirmou que parece "coisa de louco", mas parece como "se nevasse sobre a superfície deste pequeno mundo", em referência às condições favoráveis à vida microbiana neste satélite. "No fim, esse é o lugar mais promissor que conhecemos para a pesquisa em astrobiologia. Não precisamos sequer mexer na superfície. Basta voar entre estas colunas de partículas. Ou podemos pousar sobre a superfície e tirar mostras", disse. A sonda Cassini, lançada em 1997, é uma missão na qual participam a Nasa, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Italiana, cujo objetivo é estudar as mudanças climáticas em Saturno e em suas luas. No ano passado a Nasa decidiu prolongar a missão, que transmitiu informações do sistema de Saturno durante quase seis anos, até 2017.  "O tipo de ecossistemas que Encélado pode abrigar poderiam ser como os existentes nas profundezas de nosso planeta. Embora tudo aconteça inteiramente à revelia de luz solar", acrescentou. Cassini foi lançada ao espaço em outubro de 1997 junto com a sonda Huygens da ESA, e chegou às imediações de Saturno em 2004 para iniciar o estudo de Titã, a maior lua do planeta.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br
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