12 de abr de 2012

Telescópio Espacial Hubble tira foto de galáxia OVNI

O Telescópio Espacial Hubble encontrou um OVNI no espaço; mas um cheio de estrelas, e não de homenzinhos verdes. O telescópio tirou uma foto incrível da “Galáxia OVNI”, que tem esse apelido por ter a forma de uma nave espacial clássica de um filme de ficção científica.  Os astrônomos combinaram duas visões (uma em luz visível e outra em infravermelho) da câmera avançada de Hubble para criar a nova imagem da galáxia. A distância entre os detectores de luz do Hubble criou uma tira borrada em toda a largura da imagem, e os cientistas preencheram esse espaço com imagens de telescópios terrestres. Localizada na constelação de Lynx, a 35 milhões de anos-luz da Terra, a galáxia espiral é oficialmente conhecida como NGC 2683.  Nosso conhecimento sobre ela é antigo. Originalmente descoberta em 5 de fevereiro de 1788 pelo famoso astrônomo William Herschel, só mais tarde, graças aos astrônomos do Planetário e Observatório Memorial do Astronauta em Cocoa, na Flórida, é que a NGC 2683 ganhou o apelido de OVNI cósmico.

 Os astrônomos suspeitam que a NGC 2683 seja uma galáxia espiral barrada, mas a vista “de lado” do Hubble e de outros telescópios da galáxia torna difícil para eles ver a estrutura do objeto cósmico diretamente. Ao mesmo tempo, esse ponto de vista estranho oferece aos cientistas uma perspectiva galáctica única.  “Em particular, dá aos astrônomos uma grande oportunidade de ver os rastros de poeira delicados dos braços espirais projetados contra a névoa de ouro do núcleo da galáxia”, disseram os funcionários da NASA. “Além disso, os aglomerados brilhantes de jovens estrelas azuis brilham espalhados por todo o disco, mapeando as regiões de formação estelar da galáxia”. O Telescópio Espacial Hubble faz imagens espetaculares do universo há mais de 20 anos. É uma missão conjunta da NASA e da Agência Espacial Europeia.
Fonte: http://hypescience.com
[LiveScience]

ALMA revela o funcionamento de um sistema planetário próximo

Esta imagem mostra uma nova fotografia do anel de poeira em torno da estrela brilhante Fomalhaut, obtida com o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA). A imagem sobreposta a azul mostra uma fotografia anterior obtida pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA. A nova imagem ALMA foi fundamental para a compreensão deste sistema planetário próximo e forneceu pistas importantes de como estes sistemas se formam e evoluem. O ALMA só observou uma parte do anel até agora.

Um novo observatório ainda em construção forneceu aos astrónomos importantes pistas na compreensão de um sistema planetário próximo, no sentido de sabermos como é que estes sistemas se formam e evoluem. Os astrónomos utilizaram o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) e descobriram que os planetas que orbitam a estrela Fomalhaut são muito mais pequenos do que o inicialmente suposto.

Este é o primeiro resultado científico publicado correspondente ao primeiro período de observações científicas do ALMA abertas aos astrónomos de todo o mundo. A descoberta tornou-se possível graças às imagens ALMA extremamente nítidas de um disco, ou anel, de poeira que orbita Fomalhaut, situada a cerca de 25 anos-luz da Terra, e ajuda a resolver uma controvérsia que se gerou entre os primeiros observadores deste sistema. As imagens ALMA mostram que tanto as bordas interiores como as exteriores do disco de poeira fino estão muito bem delineadas.

Este facto, combinado com simulações de computador, levou os cientistas a concluir que as partículas de poeira permanecem no interior do disco devido ao efeito gravitacional de dois planetas - um mais próximo da estrela do que o disco e outro mais distante. Os seus cálculos também indicam o tamanho provável dos planetas - maiores que Marte mas não maiores que algumas vezes o tamanho da Terra. Estes valores são muito mais pequenos do que os astrónomos tinham inicialmente pensado. Em 2008, o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA revelou o planeta interior, que na altura se pensou ser maior que Saturno, o segundo maior planeta do Sistema Solar. No entanto, observações posteriores com telescópios infravermelhos não conseguiram detectar o planeta.

Este mapa mostra a localização da estrela brilhante Fomalhaut na constelação do Peixe Austral. O mapa mostra a maior parte das estrelas visíveis a olho nu sob boas condições atmosféricas. A Fomalhaut é a estrela mais brilhante da constelação e uma das estrelas mais brilhantes que se conhecem onde orbitam planetas. Situa-se a cerca de 25 anos-luz da Terra e encontra-se rodeada por um enorme disco de poeira.
 
Esta não detecção levou alguns astrónomos a duvidarem da presença do planeta na imagem Hubble. Não ajudou também o facto da imagem visível do Hubble ter detectado muitos grãos de poeira pequenos empurrados para o exterior pela radiação estelar, e portanto tornando pouco nítida a estrutura do disco de poeira. As observações do ALMA, a comprimentos de onda maiores que o visível, traçam os grãos de poeira maiores - com cerca de 1 milímetro de diâmetro - que não são deslocados pela radiação estelar. Estes grãos revelam de modo claro as bordas nítidas do disco e a sua estrutura anelar, indicadores do efeito gravitacional dos dois planetas.  "Combinando as observações ALMA da estrutura anelar com modelos computacionais, podemos impor limites apertados à massa e à órbita de qualquer planeta que se encontre próximo do anel," disse Aaron Boley (Sagan Fellow, Universidade da Flórida, EUA), que liderou este estudo. "As massas destes planetas devem ser pequenas; de contrário os planetas destruiriam o anel," acrescentou. O tamanho pequeno dos planetas explica por que é que não foram detectados anteriormente pelas observações infravermelhas, disse o cientista.

Esta vista de grande campo mostra o céu em torno da estrela brilhante Fomalhaut na constelação do Peixe Austral. A imagem foi criada a partir de fotografias do Digitized Sky Survey 2. A Fomalhaut situa-se a cerca de 25 anos-luz da Terra e encontra-se rodeada por um enorme disco de poeira. Créditos: NASA, ESA, and the Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin (ESA/Hubble)

O estudo ALMA mostra que a largura do anel é mais ou menos 16 vezes a distância entre o Sol e a Terra, e a sua espessura é apenas um sétimo da largura. " O anel é ainda mais estreito e fino do que o que se pensava anteriormente," disse Matthew Payne, também da Universidade da Flórida. O anel encontra-se a uma distância da estrela de cerca de 140 vezes a distância Terra-Sol. No nosso Sistema Solar, Plutão encontra-se cerca de 40 vezes mais afastado do Sol do que a Terra. "Devido ao pequeno tamanho dos planetas próximos do anel e à sua grande distância à estrela hospedeira, estes são dos planetas mais frios alguma vez encontrados a orbitar uma estrela normal," acrescentou Aaron Boley. Os cientistas observaram o sistema Fomalhaut em Setembro e Outubro de 2011, quando apenas um quarto das 66 antenas do ALMA estavam disponíveis. Quando a construção estiver completa no próximo ano, o sistema total será muito mais poderoso. No entanto, ainda na sua fase científica inicial, o ALMA teve já capacidade suficiente para revelar uma estrutura que eludiu anteriores observadores em ondas milimétricas.

As partículas do anel de poeira são mantidas no seu interior por interações gravitacionais com os planetas. O planeta interior, que se move mais rapidamente, transfere energia às partículas de poeira, fazendo-as mover-se para fora, no sentido do interior do disco. O planeta exterior, que se move mais lentamente, retira energia às partículas, fazendo com que elas se desloquem mais para o interior.Créditos:ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/B. Saxton

O ALMA pode estar ainda em construção, mas é já o telescópio mais poderoso do seu tipo. Este é apenas o início de uma nova e excitante era no estudo de discos e formação de planetas em torno de outras estrelas," conclui Bill Dent (ALMA, Chile), astrónomo do ESO e membro da equipa. O Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), uma infraestrutura astronómica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. O ALMA é financiado na Europa pelo Observatório Euroepu do Sul (ESO), na América do Norte pela Fundação Nacional para a Ciência dos Estados Unidos (NSF) em cooperação com o Conselho Nacional de Investigação do Canadá (NRC) e no Leste Asiático pelos Institutos Nacionais de Ciências da Natureza (NINS) do Japão em cooperação com a Academia Sínica (AS) da Ilha Formosa. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), que é gerido, pela Associação de Universidades (AUI), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/eso1216/

Misterioso “monólito” retangular é fotografado em Marte

Astrônomos amadores descobriram um objeto intrigante na superfície de Marte: uma misteriosa estrutura vertical perfeitamente retangular, muito parecida com os monólitos que foram colocados na Terra e na lua por alienígenas no clássico filme de ficção científica “2001: Uma Odisseia no Espaço”.  O estranho objeto foi detectado pela primeira vez há vários anos por uma câmera da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA. Mas apenas recentemente ele virou centro de atenções na internet. Mas será que o monólito é uma criação artificial, como o farol erguido por alienígenas no filme de Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke? Ou é apenas uma pedra simétrica que surgiu em terras marcianas? De acordo com Jonathon Hill, pesquisador que processa muitas das imagens tiradas durante as missões da NASA em Marte, o objeto em questão não é nada mais do que uma rocha mais ou menos retangular. A localização da pedra no fundo de um penhasco, perto de muitos outros pedregulhos, sugere que ela caiu do precipício para o seu lugar atual em algum momento do passado distante. Os ufólogos não estão necessariamente errados em chamar a pedra de monólito – a palavra é traduzida do latim como “uma pedra”. Mas este certamente não é um monólito criado por marcianos.
Fonte: http://hypescience.com
[LiveScience]

Telescópio captura um “massacre” de cometas em estrela próxima

Observatório espacial Herschel fez estudo detalhado de cinturão em torno de Fomalhaut
Imagem do cinturão de poeira em torno da jovem estrela Fomalhaut: constantes colisões de cometas supririam a nuvem de material Divulgação/ESA
O mais detalhado estudo do cinturão de poeira em torno de Fomalhaut, uma jovem estrela a cerca de 25 anos-luz de distância da Terra, revelou um verdadeiro “massacre” de cometas na região. Observações em infravermelho feitas com o telescópio espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA) indicam que a nuvem, com temperaturas entre -230ºC e -170ºC, seria composta de pequenas partículas sólidas com apenas alguns milionésimos de metro de diâmetro.  O problema é que estudos feitos anteriormente a partir de observações em luz visível do telescópio espacial Hubble sugeriam que essas partículas seriam bem maiores.

Assim, os astrônomos agora acreditam que elas são agregados finos de matéria similares aos expelidos por cometas no nosso próprio Sistema Solar. Isso, no entanto, gerou outro paradoxo: se esse for o caso, a forte radiação emitida por Fomalhaut deveria expulsar rapidamente as pequenas partículas do cinturão, espalhando-as pelo espaço interestelar.

Para explicar o fato de a nuvem se manter carregada deste material fino, os astrônomos sugerem que ela é constantemente realimentada pela colisão de objetos maiores em órbita da estrela. Segundo os cientistas, o ritmo destas colisões é impressionante. Seria necessária a destruição diária e completa do equivalente a dois cometas de 10 quilômetros de diâmetro ou 2 mil objetos com um quilômetro de diâmetro para manter o suprimento de material finamente particulado do cinturão. Isso indica que ele deve conter algo entre 260 bilhões e 83 trilhões de cometas de vários tamanhos, números semelhantes que se acreditam estar na chamada Nuvem de Oort, o anel de cometas e restos da formação do Sistema Solar expulsos das cercanias de nosso Sol quando ele era uma estrela jovem como Fomalhaut.
Fonte: http://oglobo.globo.com/ciencia 

Astrônomos descobrem tempestade de areia espacial

Os grãos de poeira saem da estrela a uma velocidade de 10 km/s - 36.000 km/h -, o que equivale à velocidade de um foguete. [Imagem: University of Manchester]

Supervento estelar

Uma equipe internacional de astrônomos conseguiu fazer observações da atmosfera de estrelas na fase final de suas vidas. A extrema resolução alcançada nestas observações permitiu a observação de ventos de gás e poeira saindo de estrelas anãs vermelhas gigantes. Quando chegam ao final de suas vidas, estrelas semelhantes ao Sol passam a emitir o que os astrônomos chamam de "supervento", uma verdadeira tempestade, 100 milhões de vezes mais forte do que o vento solar que atinge a Terra constantemente. Esse supervento pode durar até 10.000 anos, removendo metade da massa da estrela. O Sol vai começar a emitir superventos dentro de 5 bilhões de anos.

Tempestade de areia espacial

Mas o mecanismo que cria esse supervento era um mistério. Os astrônomos agora descobriram que a estrela gera grãos de poeira bastante grandes em relação ao que se considera nesses casos - partículas de até 1 micrômetro, o que é enorme em se tratando de vento solar. Grãos de pó desse tamanho funcionam como espelhos, refletindo a luz da estrela, em vez de absorvê-la. O grupo liderado pelo Dr. Barnaby Norris, da Universidade de Sidnei, na Austrália, defende que a luz da estrela exerce uma força suficiente para empurrar esses grãos de poeira para o espaço, criando o supervento. Provavelmente outros elementos estão envolvidos nesse processo, uma vez que os grãos de poeira saem da estrela a uma velocidade de 10 km/s - 36.000 km/h -, o que equivale à velocidade de um foguete. Segundo a equipe, o fenômeno seria literalmente uma tempestade de areia no espaço.
Fonte: Inovação Tecnológica

O Planeta de Yuri Gagarin

Créditos de Imagem: ISS Expedition 30, NASA
No dia 12 de Abril de 1961, o cosmonauta soviético Yuri Alexseyevich Gagrin tornou-se o primeiro ser humano a ver a Terra do espaço. Comentando sua visão da órbita, ele comentou, “O céu é muito escuro, a Terra é azulada. Tudo pode ser visto bem claro”. Para celebrar, estamos publicando aqui essa bela imagem recente feita desde a Estação Espacial Internacional. A fascinante visão do planeta a noite foi feita de uma altura de 240 milhas e registrada no dia 28 de Março de 2012. As luzes da cidade de Moscou na Rússia, são vistas perto do centro da imagem, e um dos painéis solares da ISS pode ser visto à esquerda da imagem. Além disso, uma aurora e o brilho da luz do Sol ao longo da suave curva do horizonte da Terra também podem ser observados nessa bela imagem. Mergulhadas no brilho esverdeado da aurora e bem perto do horizonte logo acima das luzes da cidade de Moscou é possível ver as estrelas do aglomerado estelar das Plêiades.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120412.html
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