17 de abr de 2012

Galáxias Jovens Oferecem Vislumbre do Universo Primitivo

Descoberta indica grupo inesperado de sistemas estelares
O `X` marca a localização da galáxia MACS1149-JD1, que é tênue demais para ser vista nesta imagem do Hubble.
Astrônomos encontraram um novo padrão de excelência na busca pelas primeiras galáxias do Universo. Ao se aproveitarem de raras lentes gravitacionais – nas quais a gravidade de uma grande massa amplifica a luz de objetos no fundo distante – uma equipe de pesquisadores americanos e europeus encontrou uma galáxia tão remota que sua luz foi emitida 490 milhões de anos após o Big Bang, quando o Universo tinha apenas 3,6% de sua idade atual.

Crateras de asteroides podem esconder vida em Marte, indica pesquisa

Sob os locais de impacto seriam criados refúgios para organismos contra mudanças climáticas
Falhas em rochas subterrâneas permitiriam que água e nutrientes criassem vida nas profundezas.Universidade de Edimburgo/Divulgação
Crateras formadas pela queda de asteroides podem ser os locais mais propícios para se encontrar vida em planetas como Marte, de acordo com um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Edimburgo. Os cientistas acreditam que tais locais podem abrigar micróbios, sugerindo que crateras em outros planetas também podem "esconder vida". Eles afirmam que foram descobertos organismos vivos sob o local onde um asteroide caiu na Terra há cerca de 35 milhões de anos. Os pesquisadores escavaram por quase 2 km de profundidade sob a cratera de um grande asteroide que caiu em Chesapeake, Califórnia, EUA. Amostras subterrâneas mostram que os micróbios estavam espalhados, de forma desigual, sob a pedra, sugerindo que o meio-ambiente estaria ainda se adaptando ao evento, mesmo 35 milhões de anos após o impacto.

 Os pesquisadores dizem que o calor do impacto de uma colisão de asteroide mataria qualquer vida na superfície, mas falhas em rochas subterrâneas permitiriam que água e nutrientes chegassem até as profundezas, possibilitando a vida. Segundo a tese dos cientistas, as crateras proporcionariam um refúgio aos micróbios, protegendo-os dos efeitos de mudanças climáticas, como aquecimentos globais e eras glaciais.  "As áreas profundamente fraturadas ao redor do local onde ocorreram os impactos poderiam proporcionar um refúgio seguro no qual os micróbios prosperariam por longos períodos de tempo" disse Charles Cockell, da equipe de pesquisadores. "Nossas descobertas sugerem que a o subterrâneo das crateras de Marte podem ser um local promissor para se procurar por evidência de vida", completa.
Fonte: ESTADÃO

No 22º aniversário, Hubble mostra formação de novas estrelas

O registro mostra a intensa formação de estrelas na região conhecida como 30 Dourados.Foto: Nasa/ESA/Divulgação
A equipe que coordena o Telescópio Espacial Hubble divulgou uma imagem nesta terça-feira que mostra uma região com intensa formação de estrelas conhecida como 30 Dourados, localizada no centro da nebulosa Tarantula. A imagem, uma combinação entre observações do Hubble e dos equipamentos do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), marca as comemorações dos 22 anos do telescópio espacial, completados hoje. A formação estelar fica a 170 mil anos-luz da Terra, na galáxia Grande Nuvem de Magalhães. A imagem do Hubble mostra aglomerados de estrelas jovens, de cerca de 2 milhões até 25 milhões de anos. Por ser relativamente próxima à Terra, essa região é uma importante fonte de estudos para os astrônomos sobre a formação de novas estrelas. O Telescópio Espacial Hubble é um projeto desenvolvido em parceria pela Agência Espacial Americana (Nasa, na sigla em inglês) e pela Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês).
Fonte: TERRA

Nasa busca novas ideias para missões a Marte

No chamado feito aos cientistas de todo o mundo, a agência pede para que especialistas em ciência planetária enviem ideias
Imagem natural de Marte vista pelas lentes do telescópio Hubble. É possível perceber uma das calotas polares na parte inferior da fotografia - uma mistura de água e dióxido de carbono congelados. (NASA/Hubble Telescope)

A agência espacial americana (Nasa) anunciou que está buscando novas ideias para missões não tripuladas para explorar Marte, depois que cortes orçamentários vetaram uma aliança com a Agência Espacial Europeia (ESA). "A Nasa está reformulando o Programa de Exploração de Marte para responder aos objetivos científicos de alta prioridade e ao desafio do presidente de enviar seres humanos a Marte na década de 2030", informou a agência nesta sexta-feira. Um grupo de planejamento começou a avaliar as possíveis opções para futuras missões, o que poderia implicar o envio ao planeta vermelho de uma nave orbital ou de um veículo robótico que pousará em 2018, dois anos depois do previsto no âmbito da agora inexistente associação com a Europa.

A Nasa lançou um chamado aberto aos cientistas de todo o mundo para "apresentar ideias e resumos online como parte do esforço da Nasa para buscar as melhores e mais brilhantes ideias de investigadores e engenheiros em ciência planetária". O Instituto Lunar e Planetário apresentará os projetos eleitos em junho em um workshop em Houston, Texas (centro-sul), informou a Nasa. "O workshop será um fórum aberto para a apresentação, discussão e exame de conceitos, opções, capacidades e inovações para avançar na exploração de Marte. Estas ideias apresentarão uma estratégia para a exploração dos recursos disponíveis, podendo começar em 2018 e abarcando até a próxima década e além."

Parceria — John Grunsfeld, administrador associado do Diretório de Missões Científicas da Nasa, disse que ainda se pode esperar uma cooperação europeia ativa nos futuros projetos de Marte. "Continuamos trabalhando com os europeus. Mais de três quartos das nossas missões atuais representam importantes associações internacionais", disse, citando a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) como exemplo. No entanto, o futuro da exploração de Marte para a Nasa não envolverá os planos da ExoMars, à exceção de alguns instrumentos dos Estados Unidos previstos para serem incluídos no orbitador de 2016.
 
A sonda Curiosity da Nasa, conhecida formalmente como Laboratório Científico de Marte, mas apelidada de "máquina de sonhos" por cientistas da Nasa, foi lançada em novembro da Flórida e espera-se que pouse no planeta vermelho no começo de agosto. A máquina mais avançada já construída até agora para explorar a superfície do vizinho mais próximo da Terra, com custo de US$ 2,5 bilhões, leva seu próprio laboratório de análise de rochas e tem como objetivo buscar indícios de que tenha existido vida em Marte.

Saiba mais

EXOMARS
Os Estados Unidos tinham previsto colaborar com a Agência Espacial Europeia em um projeto chamado ExoMars, que enviaria um orbitador a Marte em 2016 e dois veículos de exploração ao solo do planeta vermelho em 2018.Segundo o acordo feito em 2009, a Nasa contribuiria com 1,4 bilhão de dólares para o projeto e a ESA aportaria 1,2 bilhão de dólares. No entanto, estes planos foram anulados em fevereiro, quando um projeto de orçamento fiscal do presidente Barack Obama para 2013 impôs uma redução de 226 milhões de dólares, um corte de cerca de 39% no programa da agência espacial americana de exploração marciana — de 587 milhões de dólares para 361 milhões de dólares.
Fonte: http://veja.abril.com.br/ciencia/

Antares e suas Nuvens

Créditos e direitos autorais : Ivan Eder
Antares é uma estrela imensa. Na classe das chamadas supergigantes vermelhas, Antares tem aproximadamente 850 vezes o diâmetro do nosso Sol, é 15 vezes mais massiva e 10000 vezes mais brilhante. Antares é a estrela mais brilhante na constelação de Scorpius e uma das mais brilhantes do céu noturno. Localizada a aproximadamente 550 anos-luz de distância da Terra, Antares pode ser vista à esquerda na imagem acima envolta na nebulosa amarelada de gás que ela mesma expeliu. A radiação emitida pela companheira estelar azul da Antares ajuda a iluminar o gás nebular. Muito além da Antares e que pode ser visto na parte central inferior da imagem acima, está o aglomerado globular de estrelas conhecido como M4, enquanto que a estrela brilhante na parte direita da imagem é a Al Niyat.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120417.html

Cientistas identificam anãs brancas mais antigas e mais próximas da Terra

Para descobrir a idade e a distância dessas estrelas mortas, cientistas calcularam temperatura e trajetória das anãs brancas
Imagem de anãs brancas destacadas em azul (Getty Images)

Em estudo que será publicado este mês pela revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, pesquisadores afirmam ter encontrado as anãs brancas mais antigas e mais próximas conhecidas até o momento. Os experimentos mostraram que elas têm de 11 a 12 bilhões de anos e estão a 100 anos-luz de distância da Terra. Para estimar a idade dessas estrelas, os pesquisadores mediram suas temperaturas. Mukremin Kilic, professor da Universidade de Oklahoma e principal autor do artigo, explica como isso foi feito: "Uma anã branca é como um fogão quente que, quando desligado, esfria vagarosamente com o tempo. Medindo o quanto o fogão esfriou, nós podemos calcular há quanto tempo ele foi desligado. As duas estrelas que nós identificamos estão esfriando há bilhões de anos”.  Identificadas como WD0346 e J1102, essas estrelas estão localizadas nas constelações Taurus e Ursa Maior, respectivamente. O grupo de pesquisadores usou imagens infravermelhas obtidas através do telescópio espacial Spitzer, da Nasa, para medir a temperatura das estrelas. "Baseado em observações óticas e infravermelhas dessas estrelas e em nossas análises, descobrimos que a temperatura fica entre 2.038º C e 2.093º C em sua superfície", afirma o co-autor Piotr Kowalski, do Centro Potsdam, Alemanha. Para efeito de comparação, a temperatura do Sol é de 5.778ºC em sua superfície.  "É como investigar uma cena de investigação de crime", acrescenta Kilic. "Nós medimos a temperatura do corpo morto, no nosso caso, uma estrela morta, e então determinamos o período do crime. Essas duas anãs brancas estão mortas e em processo de resfriamento ao longo de quase toda a história do universo."  Em um período de mais de três anos, eles calcularam também a distância de uma dessas anãs brancas, a J1102, monitorando sua trajetória através de um telescópio do Observatório MDM, localizado próximo a Tucson, no Arizona. As duas estrelas têm distância e idade semelhantes, mas a J1102 é ligeiramente mais veloz do que a WD0346.  "A maioria das estrelas fica quase perfeitamente fixada no céu, mas a J1102 está se locomovendo a uma velocidade de aproximadamente 965,6 mil quilômetros por hora e está a pouco mais de 100 anos-luz da Terra", observa o co-autor John Thorstensen, da Faculdade de Dartmouth. "Nós encontramos essa distância medindo uma pequena oscilação no seu caminho causada pelo movimento da Terra, algo como enxergar uma moeda de 10 centavos vista a uma distância de cerca de 130 quilômetros."

Saiba mais

ANÃS BRANCAS - Quando uma estrela como o Sol tem sua energia esgotada, ela se transforma em anã branca. Cientistas acreditam que daqui a aproximadamente 5 bilhões de anos o Sol também vai se apagar e se tornar uma anã branca.

ANO-LUZ - É uma medida de comprimento equivalente a 10 trilhões de quilômetros. Por definição, é a distância que a luz percorre no vácuo em um ano. A medida é utilizada para medir a distância entre estrelas e galáxias.
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