19 de abr de 2012

O Quasar que Construiu uma Galáxia

 O que veio primeiro, o quasar ou a galáxia? Astrônomos têm acreditado por muito tempo que galáxias jovens alimentam buracos negros no seu núcleo, até que esses buracos negros tornam-se quasares, que são fontes de energia incrivelmente massivas e poderosas. Porém, os cientistas têm agora encontrado um quasar que está aparentemente perdendo estrelas devido a ausência de uma galáxia hospedeira. A descoberta sugere que os quasares criaram no mínimo algumas galáxias. Esse é um resultado extremamente importante se for confirmado e pode nos levar a uma nova visão do início do universo, disse o astrônomo Cristopher Reynolds da Universidade de Maryland.
 
Quasares, abreviação em inglês para objetos quase estelares, têm por muitos anos quebrado a cabeça dos astrônomos. Compactado numa área menor que o nosso sistema solar, um quasar típico emite muito mais energia e calor – alguns deles na forma de jatos de matéria que viajam no espaço próximo a velocidade da luz – do que algumas galáxias. Diferente da explosão super brilhante gerada por uma supernova que é instantânea, os quasares brilham por longos períodos.
 
O objeto HE0450-2958 é um quasar típico em alguns aspectos. Descoberto em 2005 e localizado aproximadamente a 5 bilhões de anos-luz de distância, ele é massivo e energético como os outros quasares. Porém, um aspecto desse objeto tem chamado a atenção dos astrônomos: o HE0450-2958 estava coberto por uma nuvem de poeira que aparentemente é muito pequena para aramazenar uma galáxia companheira do quasar. Novas observações desse objeto, feitas agora no comprimento de onda do infravermelho, produziram um resultado inesperado. A galáxia companheira não estava lá.

Talvez, ainda mais marcante, os astrônomos observaram uma pequena galáxia companheira, a aproximadamente 22000 anos luz de distância do quasar, onde novas estrelas estão sendo formadas numa velocidade extraordinariamente rápida. Um dos jatos de matéria provenientes do quasar está direcionado para essa galáxia, e a equipe de astrônomos acredita que esse jato está dirigindo o processo de formação de estrelas , fornecendo matéria para a galáxia. Os astrônomos ainda encontraram que o HE0450-2958 e sua companheira estão se movendo vagarosamente um ao encontro do outro. Dentro de alguns milhões de anos, tanto o quasar como a galáxia irão se fundir num só objeto. Isso pode explicar porque alguns quasares são envoltos por uma galáxia: as galáxias não formam os quasares, mas sim os quasares que formam galáxias. A equipe relatou a descoberta na edição on-line do jornal Astronomy & Astrophysics.

A descoberta cria uma nova imagem do processo de formação de galáxias, diz o astrofísico e principal autor David Elbaz do CEA, Comissão Energética Atômica Francesa. Esse com certeza não é o processo dominante pelo qual as estrelas estão se formando atualmente no universo, onde as galáxias são maduras e os quasares praticamente inexistentes, diz ele. Mas, “isso pode ter tido um impacto substancial na formação das galáxias no início do universo”, em torno de 10 a 12 bilhões de anos atrás, quando a maioria das galáxias estavam nascendo e os quasares eram muito comuns.

Exploração de luas de Júpiter pode ser próxima missão espacial da Europa

Projeto Juice é o favorito para a seleção da Agência Espacial Europeia; decisão sai em 2 de maio
Satélite europeu seria o primeiro a estudar luas congeladas.ESA/BBC
A próxima grande empreitada da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) pode ser o estudo das luas congeladas de Júpiter. Embora o comitê responsável só vá se decidir sobre os próximos programas em maio, a missão Juice, como foi batizada, é a preferida para vencer a Cosmic Vision, competição que escolhe os projetos apoiados pelo órgão. A Juice consiste na construção de um satélite altamente equipado, capaz de viajar além do Sistema Solar e chegar até o Júpiter e conduzir um estudo em três de suas luas. A missão usaria a gravidade do gigante gasoso para uma série de sobrevoos nas luas de Callisto, Europa e Ganymede. A ênfase é descobrir se os satélites têm condições físicas para a existência de vida. A missão, que teria início previsto para 2022, porém, concorre com outras duas. A Athena propõe a construção do maior telescópio de raio x já elaborado, enquanto a NGO quer lançar três satélites de alta precisão em órbita para detectar ondas gravitacionais. O comitê de Ciência Espacial da ESA se reuniu neste mês para avaliar as propostas. As considerações foram passadas para o órgão executivo da agência, que repassou os projetos aos seus países membros, colocando a Juice como a missão que mais despertou interesse. A decisão será feita no dia 2 de maio e a expectativa é que o projeto de exploração das luas de Júpiter seja o escolhido.
Fonte: ESTADÃO

Estrelas podem capturar planetas errantes

Estudo realizado por Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e Universidade de Pequim
Os planetas solitários foram 'expulsos' dos sistemas planetários onde se formaram
Milhões de estrelas da nossa galáxia podem capturar planetas solitários (também conhecido como planetas órfãos) do espaço. Esses mundos nómadas foram 'expulsos' dos sistemas planetários onde se formaram, podendo encontrar uma nova 'casa' num outro sistema. Esta descoberta pode explicar a existência de planetas que orbitam muito longe das suas estrelas, e até mesmo a existência dos chamados sistema binários. O estudo, realizado por Hagai B. Perets, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, e Thijs Kouwenhoven, da Unversidade de Pequim, será publicado no «The Astrophysical Journal». Os investigadores simularam aglomerados de estrelas jovens que continham planetas a flutuar livremente.

Descobriram que quando o número de planetas solitários iguala o número de estrelas, então, entre três e seis por cento das estrelas vão reter um planeta. Quanto mais massiva é uma estrela, mais provável é que venha a prender um planeta à deriva. Estudaram aglomerados de estrelas jovens porque a captura é mais provável quando as estrelas e os planetas solitários se encontram amontoados num espaço pequeno. Com o tempo, os aglomerados dispersam devido às interacções muito próximas das estrelas. Assim, qualquer encontro entre planeta e estrela tem de acontecer numa fase inicial da história do aglomerado. Os planetas solitários são uma consequência natural da formação estelar.

Sistemas estelares novos contêm muitas vezes múltiplos planetas. Se dois planetas interagem, um deles pode ser ejectado e tornar-se num viajante interestelar. Mais tarde, pode encontrar uma estrela a mover-se na mesma direcção e à mesma velocidade e “apanhar uma boleia”, como dizem os investigadores. Um planeta capturado tende a ficar a centenas ou milhares de vezes mais longe da estrela que o capta do que a Terra do Sol. É também provável que a sua órbita seja mais inclinada em relação aos planetas 'nativos' daquele sistema. E podem mesmo girar ao contrário à volta da estrela. Os astrónomos ainda não detectaram nenhum caso claro deste fenómeno. Isto porque as interacções gravitacionais dentro de um sistema planetário podem atirar um planeta para uma órbita afastada e inclinada, o que pode ser confundido com um planeta capturado.
Fonte: http://www.cienciahoje.pt

Aumenta mistério sobre origem dos raios cósmicos

O IceCube é um incrível laboratório de um quilômetro cúbico construído do meio do gelo da Antártica. [Imagem: IceCube]

Neutrinos não encontrados

Não bastasse os astrônomos não terem encontrado matéria escura ao redor do Sol, os físicos também não encontraram neutrinos nas colossais explosões conhecidas como erupções de raios gama (ou GRB: gamma-ray bursts).  E é justamente lá onde as teorias afirmavam ser mais provável que os neutrinos fossem encontrados. A constatação é da equipe do Observatório IceCube, um incrível laboratório de um quilômetro cúbico construído do meio do gelo da Antártica. O IceCube possui 5.160 módulo ópticos digitais capazes de rastrear múons com muita precisão. Múons são equivalentes mais pesados dos elétrons, que são criados quanto os neutrinos colidem com átomos no gelo.  "Segundo o modelo mais aceito, nós deveríamos observar 8,4 eventos correspondentes à produção de neutrinos de uma explosão de raios gama nos dados do IceCube usados para esta busca," explica Spencer Klein, membro da equipe.  "Nós não encontramos nenhum, o que indica que as erupções de raios gama não são a fonte dos raios cósmicos de ultra alta energia," conclui ele.

Astronomia de neutrinos

Em 2010, mesmo antes de estar pronto, o IceCube já havia descoberto um padrão inusitado nos raios cósmicos, que também desafia as teorias. "Embora seja desapontador não ter encontrado um sinal de neutrino originando-se das GRBs, este é o primeiro resultado da astronomia de neutrinos que é capaz de impor fortes limites aos modelos astrofísicos extragalácticos. E isso marca o início de uma nova era na área da astronomia de neutrinos," disse Peter Redl, outro membro da equipe. De fato, segundo esses modelos, agora resta uma única fonte possível dos neutrinos de alta energia: os núcleos ativos de galáxias e seus buracos negros supermaciços. Em 2007, o Observatório Pierre Auger conseguiu uma associação entre os neutrinos de alta energia e os núcleos ativos de galáxias. Mas o IceCube, ainda no início de suas operações, não possui dados nem para confirmar e nem para descartar essa possibilidade. O laboratório IceCube congrega 260 cientistas de 42 instituições de 11 países.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Os Filamentos da Nebulosa Cygnus Loop

Crédito de imagem: NASA / JPL-Caltech
Pequenos filamentos de gás e poeira aquecidos brilham nessa bela imagem ultravioleta da Nebulosa Cygnus Loop, feita pelo Galaxy Evolution Explorer da NASA. A nebulosa localiza-se a aproximadamente 1500 anos-luz de distância da Terra, e é a parte remanescente de uma supernova, ou seja, o que restou de uma massiva explosão estelar ocorrida a aproximadamente 5000 a 8000 anos atrás. A Nebulosa Cygnus Loop se estende por um diâmetro maior que três vezes o tamanho da Lua Cheia no céu noturno, e está localizada perto de uma das asas do cisne na constelação de Cygnus. Os filamentos de gás e poeira visíveis aqui na luz ultravioleta foram aquecidos pela onda de choque que se originou na explosão da supernova, e que ainda está se expandindo a partir do ponto original da explosão. A supernova original deve ter sido brilhante o suficiente para ter sido vista com tranquilidade a olho nu aqui da Terra.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia
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