30 de abr de 2012

Dentro do reino de uma estrela moribunda

Crédito da imagem: ESA / Hubble, da NASA
O Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA tem estado sempre na ponta tecnológica e científica no que diz respeito à pesquisa com relação à vida de estrelas como Sol. No final de suas vidas, essas estrelas esgotam todo o seu combustível nuclear na fase que é chamada de nebulosa protoplanetária ou pré-planetária. Essa imagem do Hubble mostra a Nebulosa do Ovo em uma das melhores visões desse objeto até o momento, que retrata essa fase breve porém dramática da vida das estrelas. Durante a fase de nebulosa pré-planetária, o calor remanescente de uma estrela de certa idade que aparece no centro da nebulosa aquece e excita o gás fazendo-o brilhar por alguns milhares de anos.

O período de vida curto da nebulosa pré-planetária significa que existem relativamente poucas delas em um determinado momento de vida do universo. Além disso, elas são muito apagadas, o que faz com que seja necessário a utilização de poderosos telescópios para que possamos vê-las. Essa combinação de raridade com baixo brilho significa que elas foram descobertas há relativamente pouco tempo. A Nebulosa do Ovo, a primeira a ser descoberta, foi registrada pela primeira vez há menos de 40 anos atrás, e muitos aspectos dessa classe de objetos continua envolto em um grande mistério.

No centro da imagem, e escondida pela espessa nuvem de poeira, está a estrela central da nebulosa. Embora os cientistas não podem ver a estrela diretamente, eles podem ver sim quatro feixes de luz que se originam na estrela e brilham através da nebulosa. Os pesquisadores criaram a hipótese que os buracos em forma de anel no espesso casulo de poeira, cavados pelos jatos provenientes da estrela fazem com que os feixes de luz possam emergir através da nuvem outrora opaca.

O mecanismo preciso pelo qual os jatos estelares produzem esses buracos não é conhecido, mas uma explicação seria que esse é um sistema binário de estrelas, ao invés de ser formado por uma única estrela, no centro da nebulosa. A estrutura de camadas parecida com uma cebola da nuvem de gás mais difusa ao redor do casulo central é gerada pelas explosões periódicas de material que está sendo ejetado da estrela moribunda. As explosões ocorrem normalmente a cada algumas centenas de anos. Essa imagem é produzida a partir de exposições feitas no comprimento de luz visível e infravermelha usando para isso a Wide Field Camera 3 do Hubble.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery

Lua de Saturno tem características de planeta

Os novos dados revelam que Febe é quase esférica, e que já teve um passado de evolução, antes de estacionar no aspecto atual.[Imagem: NASA/JPL-Caltech/SSI/Cornell]

Planetesimal

Dados da sonda espacial Cassini, da NASA, revelam que a lua Febe (Phoebe) de Saturno tem mais um jeitão de planeta do que de lua. Com os novos dados, de múltiplos instrumentos da sonda espacial, além de um modelo de computador da química, geofísica e geologia da lua, os cientistas agora classificaram Febe como um planetesimal, os restos dos elementos básicos de construção de um planeta. "Ao contrário dos corpos primitivos, como os cometas, Febe parece ter evoluído ativamente por um tempo, antes de estacionar," disse Julie Castillo-Rogez, Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. As imagens da Cassini sugerem que Febe se originou no Cinturão de Kuiper, a região dos blocos rochosos gelados além da órbita de Netuno.

Lua densa

Febe era esférica e quente no início de sua história, e possui material denso e rochoso concentrado perto de seu centro. Sua densidade média é aproximadamente a mesma de Plutão, outro objeto no Cinturão de Kuiper. Febe provavelmente foi capturada pela gravidade de Saturno quando, de alguma forma, se aproximou do planeta gigante. A lua pode ter sido originalmente porosa, mas parece ter entrado em colapso sobre si mesma ao se aquecer. Isto fez com Febe alcançasse uma densidade que é 40% maior do que a média das luas internas de Saturno.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Quando o Sol entra em fúria

Ejeção de massa coronal fotografada pela sonda SDO (Nasa)
EM 2013, O SOL VAI ENTRAR mais uma vez no período em que sua atividade aumenta e sua coroa externa libera mais energia. Essa fase de maior intensidade, conhecida pelos astrônomos como máximo solar, ocorre a cada 11 anos em média, e é marcada pela observação de mais manchas pretas na superfície do astro, causadas por intensa atividade magnética. Isso tudo não afeta muito a taxa de radiação que incide na Terra, e ninguém vai precisar aumentar a dose de filtro solar. O risco é que ocorra mais vezes um fenômeno chamado ejeção de massa coronal. São as violentas lufadas de vento solar (partículas eletricamente carregadas) que perturbam o campo magnético da Terra, afetando satélites e de redes elétricas. A previsão para o ano que vem é que este máximo solar não seja particularmente alto, mas os astrofísicos alertam que isso não é motivo para baixar a guarda. Conversei anteontem com um especialista no assunto, Mike Hapgood, geocientista do Laboratório Rutherford Appleton, da Inglaterra, que construiu instrumentos de monitoramento solar para as sondas espaciais Stereo, da Nasa. Ele me explicou que mesmo em um período de atividade baixa, o risco de as tempestades espaciais causarem danos na Terra está aumentando, pois hoje nós temos mais infraestrutura tecnológica vulnerável, como os sistemas de GPS. Um número baixo de manchas solares, também, não impede que uma delas cause uma ejeção de massa coronal particularmente ruim. Na entrevista, Hapgood explica porque que é provável que nós ainda não tenhamos visto o qual forte uma tempestade geomagnética pode se tornar.
Leia a entrevista completa em: http://teoriadetudo.blogfolha.uol.com.br/

Astrónomos Identificam Três Exoplanetas

Não são homenzinhos verdes, mas pode ser um passo nessa direção
Os Telescópios do Observatório Palomar. Crédito: Observatório Palomar, Caltech
Astrónomos usando dados da missão Kepler da NASA, identificaram três planetas tipo-Terra em órbita de outras estrelas, e todos podem ser habitáveis. A equipa de astrónomos usou o espectrógrafo TripleSpec (Near-Infrared Triple Spectrograph) acoplado ao telescópio do Observatório Palomar, no estado americano da Califórnia, para medir as temperaturas e metalicidades de pequenas estrelas anãs do tipo M, observadas pela primeira vez pela missão Kepler, o que levou a observações de planetas em órbita destas estrelas. O Kepler foi lançado em 2009 para procurar planetas fora do nosso Sistema Solar, os chamados planetas extra-solares ou exoplanetas.

Os achados foram publicados online na edição de 23 de Abril da revista Astrophysical Journal Letters (Vol. 750, n.º 2). A descoberta poderá levar a melhores estudos destes planetas e pavimentar o caminho na direcção da descoberta de planetas tal como a Terra. Os três planetas orbitam as "zonas habitáveis" das suas estrelas-mãe -- a distância orbital onde a água pode existir em estado líquido à superfície, e o local ideal para determinar se a vida pode aí existir. As estrelas -- KOI (Kepler Object of Interest) 463.01, KOI 812.03 e KOI 854.01 -- estão localizadas em áreas do céu entre as constelações de Cisne e Lira, e a distâncias que variam entre algumas centenas a alguns milhares de anos-luz. 

"Existe um argumento bastante sólido de que a vasta maioria dos planetas no Universo, e possivelmente os planetas tipo-Terra em zonas habitáveis, são planetas que orbitam anãs M," afirma Jamie Lloyd, professor de astronomia e engenharia mecânica e aeroespacial, co-autor do artigo. A missão Kepler estuda continuamente 150.000 estrelas em busca de sinais de trânsito - uma diminuição no brilho de uma estrela devido à passagem de um planeta. A equipa de Cornell reduziu a lista para 80 estrelas com estes sinais, focando-se em estrelas anãs de categoria M. Estas são estrelas mais pequenas e menos brilhantes que o nosso Sol, mas a maioria das estrelas no Universo são anãs M, afirmam os investigadores.

"Estas estrelas são muito ténues em comprimentos de onda visíveis, negligenciadas durante anos" porque são notoriamente difíceis de caracterizar, afirma a co-autora do estudo, Bárbara Rojas-Ayala, investigadora do Museu Americano de História Natural. Enquanto trabalhava em Cornell, Rojas-Ayala desenvolveu uma técnica chamada TripleSpec para medir as metalicidades e temperaturas das estrelas anãs M. A equipa de Cornell usou esta técnica para identificar os mesmos parâmetros para 80 estrelas anãs M. Usando dados do TripleSpec combinados com modelos teóricos de como estes tipos de estrelas provavelmente evoluem com o passar do tempo, obtiveram os tamanhos destas 80 estrelas.

O TripleSpec forneceu aos astrónomos medições muito mais precisas das características das estrelas do que as originalmente obtidas com a missão Kepler. E em torno destas estrelas, identificaram três candidatos a planeta tipo-Terra com base no seu tamanho relativo, massa e temperatura em comparação com a Terra, a probabilidade de terem uma superfície rochosa e a sua presença na zona habitável de cada estrela.  "70% das estrelas no Universo são deste género de anãs, diferentes do nosso Sol," afirma Philip Muirhead, investigador do Instituto de Tecnologia da Califórnia.

"Por isso se estes planetas são comuns em torno de estrelas pequenas, e as estrelas pequenas são comuns no Universo, então a maioria da vida no Universo pode de facto existir em torno destes tipos de estrelas, e não em sistemas tipo-Terra e estrelas tipo-Sol." 

Os astrónomos chamam estes planetas de "candidatos" até que estudos posteriores os confirmem como planetas; os investigadores de Cornell esperam que o seu trabalho inspire outros cientistas a apontar os seus telescópios na direcção destes novos candidatos a planeta. Por exemplo, acrescenta Muirhead, os astrónomos podem estudar as atmosferas destes planetas com telescópios espaciais como o Hubble ou o Telescópio Espacial James Webb, e pesquisar por bio-assinaturas, como linhas de absorção de oxigénio.  "Se víssemos assinaturas de oxigénio nas atmosferas destes planetas, isso seria um grande salto na direcção da identificação de vida extraterrestre no Universo," conclui Muirhead.

A corrida para construir o supertelescópio

Representação artística do TMT, que terá um espelho de 30 metros, três vezes maior que o dos grandes telescópios atuais
Astrônomos dos Estados Unidos temem ficar para trás na corrida para construir megatelescópios capazes de captar as primeiras estrelas formadas no Universo. Dois projetos norte-americanos, o Thirty Meter Telescope (TMT) e o Giant Magellan Telescope (GMT), disputam o apoio da National Science Foundation (NSF), mas a agência alertou que não conseguirá financiar ambos antes de 2020. Com isso, é provável que o concorrente European Extremely Large Telescope (E-ELT) fique pronto anos antes. “O planejamento supunha que teríamos mais dinheiro do que teremos”, disse à revista Nature Jim Ulvestad, diretor da divisão de astronomia da NSF. A agência está sendo pressionada a escolher um dos dois telescópios. O consórcio do telescópio TMT aposta que tem chance de vencer o rival. Com custo de US$ 1 bilhão, seu espelho principal de 30 metros de diâmetro teria três vezes o tamanho dos maiores existentes hoje. O astrônomo Richard Ellis, do conselho do TMT, diz que o apoio da NSF poderia ajudar a atrair parceiros, como a China. A turma do GMT é contra a disputa. O telescópio, com espelho principal com resolução de 24,5 metros, será US$ 300 milhões mais barato do que o TMT. Com o incentivo de instituições de prestígio, como a Universidade Harvard, o consórcio acha que poderia ir adiante apenas com uma pequena participação da NSF.
Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br/tag/astronomia

O Perigoso Nascer do Sol em Gliese 876d

Créditos da Imagem: Inga Nielsen (Obs Hamburgo, Portão to Nowhere).
No planeta Gliese 876d, o nascer do Sol pode ser algo perigoso. Embora ninguém realmente saiba quais condições são encontradas nesse planeta que tem sua órbita próxima da estrela anã vermelha variável, Gliese 876, a ilustração acima nos dá uma impressão disso. Com uma órbita mais próxima do que a órbita de Mercúrio em relação ao nosso Sol e uma massa algumas vezes maior que a da Terra, o Gliese 876d pode ter uma rotação tão lenta que faz com que o dia e a noite apresentem diferenças incríveis. O Gliese 876d é mostrado acima e imaginado como tendo um significante vulcanismo, possivelmente causado pela maré gravitacional que abaixa e internamente aquece o planeta, sendo possivelmente mais volátil durante o dia. A anã vermelha que aparece na ilustração nascendo no horizonte de Gliese 876d apresenta uma esperada atividade magnética que inclui entre outros efeitos violentas proeminências. Mais acima no céu pode-se ver uma lua hipotética que teve sua fina atmosfera varrida para longe pelo vento estelar da anã vermelha. O Gliese 876d instiga a imaginação pois é um dos poucos planetas extra-solares conhecidos que está perto ou realmente dentro da chamada zona habitável e sua estrela hospedeira.

O nascimento dos superburacos negros

Novo modelo ajuda a explicar como surgiram esses colossos que habitam o centro das galáxias
Praticamente toda galáxia abriga, em seu coração, um gigantesco buraco negro, com milhões a bilhões de vezes a massa do Sol. Nenhum objeto astrofísico conhecido pode originar uma aberração dessas, de forma que o segredo de sua origem se perde na aurora do Universo. Agora um novo modelo concebido por pesquisadores brasileiros pode ajudar a explicar o aparecimento e a evolução de criaturas tão importantes quanto misteriosas do zoológico cósmico. Não é difícil fabricar um buraco negro qualquer. Toda estrela com massa suficientemente elevada, ao esgotar seu combustível, implode sob seu próprio peso e se torna um. Trata-se de um objeto cuja gravidade é tão intensa que nada pode escapar de sua superfície, nem a luz.
Leia a matéria completa em: http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/04/10/o-nascimento-dos-superburacos-negros/

Embarque para a Lua

O próximo veículo robótico a pousar na superfície lunar pode não ser iniciativa da Nasa e de seus especialistas em astronáutica, mas de alunos universitários e empresas privadas que trabalham com recursos bem menores

Numa área enlameada coberta de pedregulhos às margens do rio Monongahela, em Pittsburgh, um robô em forma de pirâmide de quase 1,70 m de altura com câmeras que lembram olhos girava lentamente sobre quatro rodas de metal, acionado por um motor elétrico com um leve chiado. Num trailer próximo, alunos da Carnegie Mellon University amontoavam-se em torno de um laptop para observar o mundo pelos olhos do robô. Nas imagens preto e branco de baixa resolução na tela do laptop a paisagem sulcada se parecia um pouco com a Lua – o destino final do robô. O professor de robótica da Carnegie Mellon William “Red” Whittaker e seus alunos construíram o jipe Red (em homenagem ao seu criador) para participar do X PRIZE Lunar da Google, competição criada para promover o papel de empresas privadas no espaço e inspirar a inovação na tecnologia de voos espaciais. O prêmio de US$ 20 milhões será entregue à primeira equipe não governamental que conseguir pousar um robô na Lua, fazer com que ele se desloque por cerca de 800 metros e enviar imagens de vídeo de alta definição para a Terra. Tudo isso até o final de 2015.
Leia a matéria completa em: http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/embarque_imediato_para_a_lua.html
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