2 de mai de 2012

Astrônomos encontram estrelas ejetadas da Via Láctea

Astros teriam sido arremessados a três milhões de quilômetros por hora
Astrônomos identificaram 675 estrelas que parecem ter sido ejetadas da Via Láctea. Quando esses astros receberam o impulso para sair da galáxia, eram pequenas e amarelas, como o Sol. Contudo, em uma jornada de milhões de anos para fora da Via Láctea, elas envelheceram até se tornarem gigantes vermelhas (Michael Smelzer, Vanderbilt University)
Astrônomos encontraram 675 estrelas no espaço intergaláctico que teriam sido ejetadas da Via Láctea na direção da galáxia de Andrômeda, a 2,6 milhões de anos-luz. Essas estrelas estavam no núcleo da Via Láctea e foram arremessadas em altíssima velocidade: mais de três milhões de quilômetros por hora. O estudo, que ajuda a entender a história e evolução da Via Láctea, foi publicado no periódico Astronomical Journal. Para uma estrela ser ejetada da galáxia, ela precisa ser arremessada com uma força colossal, capaz de colocá-la a mais de três milhões de quilômetros por hora. Nessa velocidade seria possível fazer uma viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro em meio segundo. De acordo com os astrônomos, o único corpo capaz de lançar estrelas para fora da Via Láctea é o buraco negro massivo que cientistas acreditam estar no centro da galáxia. Seu campo gravitacional é capaz de acelerar as estrelas a altíssimas velocidades – efeito similar ao de uma sonda que pega impulso na gravidade terrestre para ser enviada a um planeta distante. Os cientistas da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, escolheram 675 estrelas entre milhões catalogadas no Sloan Digital Survey, a imagem mais detalhada do universo já feita. "Sabíamos que elas estavam lá, fora da galáxia, mas nunca foram estudadas. Decidimos tentar", disse Kelly Holley-Bockelmann, coautora do estudo. Para dizer que as estrelas foram ejetadas da Via Láctea, os astrônomos estudaram algo chamado "metalicidade" da estrela. Trata-se da proporção de elementos químicos diferentes de hidrogênio e hélio que o astro brilhante possui. Se uma estrela tem metalicidade alta, quase sempre indica que ela veio do núcleo de uma galáxia. Estrelas velhas ou no subúrbio galáctico tendem a apresentar metalicidade baixa. As 675 estrelas do estudo são gigantes vermelhas com alta metalicidade. Como esse fator indica astros próximos do núcleo galáctico, os astrônomos acreditam que essas estrelas foram arremessadas para fora da Via Láctea. As gigantes vermelhas são estrelas que um dia foram pequenas e amarelas como o Sol e estão no fim da vida. Antes de serem arremessadas para fora da Via Láctea, contudo, os astros brilhantes eram parecidos com o Sol. As estrelas envelheceram à medida que deixaram a nossa galáxia. Mesmo a velocidades altíssimas, uma estrela levaria 10 milhões de anos para sair do centro da galáxia até o limite, a 50.000 anos-luz.

SAIBA MAIS

Buracos Negros

Corpos tão densos que a força da gravidade existente não deixa escapar nada - nem sequer a luz -, engolindo matéria visível e invisível aos olhos humanos (matéria escura). Alguns podem ter o tamanho de uma estrela, e por isso se supõe que procedem da explosão de uma estrela gigante. Outros, no entanto, têm o tamanho equivalente ao de bilhões de sóis e são denominados 'supermassivos'.

Galáxias

A definição do que é uma galáxia não é consenso entre os astrônomos. Mas a maioria concorda que o 'amontoado' de estrelas, planetas e nuvens de gás e poeira deve obedecer a alguns critérios: presença de estrelas próximas pela ação da gravidade, sistema estável, diversidade de estrelas, influência da matéria escura e dominância em relação aos ambientes que estão próximos.

Mars Express revela segredos do maior vulcão do Sistema Solar

O maior vulcão do Sistema Solar, o Monte Olimpo marciano, com sua altitude codificada em cores, do branco (mais alto) até o azul (mais baixo).[Imagem: ESA/DLR/FU Berlin/G. Neukum]

Vulcões de Marte 
A análise de dados da sonda Mars Express, da ESA, adquiridos ao longo de cinco anos, resultou na revelação de alguns mistérios escondidos por baixo dos maiores vulcões de Marte e dessa parte da galáxia. O estudo inclui o Monte Olimpo, o vulcão mais alto do Sistema Solar, com 21 quilômetros de altitude. O vulcão mais alto da Terra é o Ojos del Salado, entre o Chile e a Argentina, com 6,8 km. O Monte Everest, que não é um vulcão, mas é a montanha mais alta da Terra, mede 8,8 km. Ao lado do Monte Olimpio segue-se uma fila com os três vulcões menores da região conhecida como Tharsis, a mesma onde os cientistas acreditam que crateras possam abrigar vida microbiana. As últimas atividades vulcânicas da região devem ter ocorrido entre 100 e 250 milhões de anos atrás, o que é bastante recente numa escala de tempo geológico.

Vulcão influencia órbita da sonda espacial

A grande massa dos vulcões marcianos causou pequenas oscilações na trajetória da Mars Express quando esta sobrevoou a região, a cerca de 300 km de altitude. Estas oscilações foram medidas através de radiolocalização e traduzidas em medidas de variação da densidade abaixo da superfície de Marte. Geralmente, a alta densidade dos vulcões corresponde a uma composição basáltica que está de acordo com os muitos meteoritos "marcianos" que caíram na Terra. Os dados mostram que a lava se adensou ao longo do tempo, e que a espessura das camadas rígidas exteriores do planeta varia ao longo da região. Ela começou como uma lava andesítica leve, que pode formar-se na presença de água, e foi mais tarde revestida com lava basáltica, mais pesada, a que se vê hoje na superfície de Marte. "Combinando estes dados com a variação de alturas dos vulcões, podemos dizer que o Monte Arsia é o mais antigo, seguido do Monte Pavonis e por fim o Monte Ascraeus," disse Mikael Beuthe, do Observatório Real da Bélgica e o primeiro autor do estudo.

A grande massa dos vulcões de Marte afetaram a órbita da sonda Mars Express em uma magnitude que pôde ser monitorada pelo seu altímetro. [Imagem: NASA]

Contrário da Terra

A variação da composição da lava pode ser resultado de alterações no aquecimento subterrâneo, sob a forma de uma única pluma mantélica - uma ascensão de rocha anormalmente quente das profundezas do manto viscoso. Essa ocorrência pode ter se deslocado lateralmente ao longo de milhões de anos, formando cada um dos três montes de Tharsis. Este processo é exatamente oposto ao da Terra, onde as placas da crosta se movem em cima de uma pluma estacionária para formar cadeias de vulcões. Os dados também descrevem a espessura da litosfera - a camada mais externa do planeta, incluindo a região superior do manto - e permitiram encontrar variações surpreendentes entre o Monte Olimpo e os montes de Tharsis, com os três vulcões menores revelando "raízes" com densidades muito mais elevadas do que o Monte Olimpo. Estas raízes podem ser bolsas de lava densa solidificada ou uma antiga rede de câmaras magmáticas subterrâneas.  "Estes resultados mostram que os dados sobre o interior de Marte são a chave para compreender a evolução do planeta vermelho", diz Olivier Witasse, cientista do projeto Mars Express. "Uma opção para futuras missões a Marte seria criar uma rede de pequenas sondas que medissem simultaneamente a atividade sísmica de forma a explorar o interior do planeta."
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

ESA anuncia contrato milionário para construir sonda solar

Cerca de 400 milhões de dólares serão gastos em satélite que vai estudar de perto propriedades solares que afetam a vida na Terra
Solar Orbiter deverá ser lançado em 2017 (ESA/AOES)
A Agência Espacial Europeia (ESA) fechou nesta sexta-feira um contrato de 400 milhões de dólares com a empresa britânica Astrium UK para construção de um satélite que vai realizar estudos mais detalhados do Sol. A sonda Solar Orbiter tem previsão de lançamento para janeiro de 2017 e ficará a apenas 45 milhões de quilômetros do Sol, a uma distância menor do que Mercúrio, o planeta mais próximo, que fica a 58 milhões de quilômetros de distância. Um dos principais objetivos do novo instrumento é estudar como funciona a heliosfera, uma espécie de bolha magnética formada por ventos solares que se estende muito além do Sistema Solar e pode interromper comunicações feitas através de satélites. O cientista encarregado do projeto, Daniel Mueller, afirmou que a sonda terá que resistir a um calor solar dez vezes maior do que é sentido na Terra. "O satélite terá que ser equipado com um escudo maciço para suportar cerca de 500 graus Celsius no lado voltado para o Sol e deverá ter temperatura controlada do outro para proteger seus sensíveis equipamentos eletrônicos", explica Mueller. O contrato com a Astrium UK, empresa subsidiária da gigante EADS, da área de defesa, é um dos maiores já feitos entre a ESA e uma empresa britânica. O Solar Orbiter é uma missão liderada pela ESA com participação da Nasa, que contribuirá com equipamentos e com o lançamento da sonda.

SAIBA MAIS

Heliosfera

A heliosfera é a imensa bolha magnética que contém o sistema solar e ainda inclui os ventos solares e todo o campo magnético solar. Estende-se além da órbita de Plutão.
Fonte: http://veja.abril.com.br

Peneirando Poeira Cósmica próximo do Cinturão de Orion

Nuvens de poeira rodeiam a nebulosa Messier 78, no Cinturão de Órion. Imagem foi divulgada pelo Observatório Europeu do Sul (ESO).
Imagem da região que rodeia a nebulosa de reflexão Messier 78, situada a norte do Cinturão de Órion, mostra nuvens de poeira cósmica. (Foto: ESO/APEX (MPIfR/ESO/OSO)/T. Stanke et al./Igor Chekalin/Digitized Sky Survey 2)
Uma nova imagem da região que rodeia a nebulosa de reflexão Messier 78, situada mesmo a norte do Cinturão de Orion, mostra nuvens de poeira cósmica entrelaçadas na nebulosa tal qual um colar de pérolas. As observações, obtidas com o Atacama Pathfinder Experiment (APEX), utilizam o brilho de calor dos grãos de poeira interestelar para mostrar aos astrónomos onde é que novas estrelas se estão a formar. A poeira pode parecer algo aborrecido e sem interesse - a superfície suja que esconde a beleza de um objeto. Mas esta nova imagem da Messier 78 e seus arredores, que nos revela a radiação milimétrica-submilimétrica dos grãos de poeira no espaço, mostra que a poeira pode ser algo fascinante.

A poeira é importante para os astrónomos, já que é em nuvens densas de gás e poeira que se dá precisamente o nascimento de novas estrelas. No centro da imagem encontra-se a Messier 78, também conhecida como NGC 2068. Quando observada no visível, esta região revela-se como uma nebulosa de reflexão, o que significa que observamos um brilho azul pálido de radiação estelar refletida pelas nuvens de poeira. As observações do APEX estão sobrepostas à imagem no visível, apresentadas aqui a laranja. Sensível a comprimentos de onda maiores, estas observações revelam o fraco brilho de nós de poeira densos e frios, alguns dos quais estão a temperaturas inferiores a -250ºC.

Na radiação visível, esta poeira é escura e obscurante, razão pela qual telescópios tais como o APEX são importantíssimos no estudo das nuvens de poeira onde as estrelas se formam.Um filamento observado pelo APEX aparece na radiação visível como uma banda escura de poeira passando a todo o comprimento da Messier 78. Este facto informa-nos que a poeira densa se encontra em frente da nebulosa de reflexão, bloqueando assim a sua luz azulada.

Outra região proeminente de poeira brilhante observada pelo APEX sobrepõe-se à radiação visível emitida pela Messier 78 na região mais embaixo. A falta de banda de poeira escura correspondente na imagem visível diz-nos que esta região de poeira densa deve estar por trás da nebulosa de reflexão. Observações do gás nestas nuvens revelam que este flui a alta velocidade, deslocando-se para fora de alguns dos nós densos. Estas correntes de emissão de gás são ejetadas pelas estrelas jovens quando estas se estão ainda a formar a partir da nuvem que as rodeia.

A sua presença prova assim que estes nós se encontram a formar estrelas de forma ativa. No cimo da imagem podemos ver outra nebulosa de reflexão, a NGC 2071. Enquanto que as regiões mais embaixo da imagem contêm apenas estrelas jovens de pequena massa, a NGC 2071 contém um estrela jovem de maior massa, que se estima ter cinco vezes a massa do Sol, situada no pico mais brilhante visto pelas observações APEX. As observações APEX utilizadas nesta imagem foram obtidas por Thomas Stanke (ESO), Tom Megeath (University of Toledo, USA) e Amy Stutz (Instituto Max Planck Institute para a Astronomia, Heidelberg, Alemanha).

Observatório da Nasa registra explosão causada por buraco negro

Fenômeno aconteceu na galáxia M83, a 15 milhões de anos-luz da Terra. Descoberta foi feita pelo Observatório Chandra de Raios X.
© ESO (galáxia M83)
Uma explosão extraordinária produzida por um buraco negro em uma galáxia próxima forneceu evidência direta para uma população de velhos e voláteis buracos negros estelares. A descoberta, feita por astrônomos usando dados do observatório de raios X Chandra, fornece uma nova visão sobre a natureza de uma classe misteriosa de buracos negros que podem produzir energia tanto em raios X como milhões de sóis irradiando em todos os comprimentos de onda. Esse buraco negro fica na galáxia M83, a cerca de 15 milhões de anos-luz da Terra. Os pesquisadores usaram o Chandra para descobrir uma nova fonte de raios X ultraluminosas, ou ULX. Esses objetos emitem mais raios X do que a maioria dos sistemas binários, em que uma estrela companheira orbita os restos de uma estrela colapsada. Estas estrelas colapsadas formam tanto um núcleo denso chamado de estrela de nêutrons ou um buraco negro. A emissão de raios X adicional sugere que as ULXs contêm buracos negros que poderiam ser muito mais massivos do que os encontrados em outras partes da nossa galáxia. Os resultados indicam que o buraco negro possue uma companheira, que é uma estrela gigante vermelha, com mais de 500 milhões de anos e uma massa cerca de quatro vezes inferior à do Sol. De acordo com os modelos teóricos para a evolução das estrelas, o buraco negro deve ser quase tão antigo quanto sua companheira. Os astrônomos acreditam que a emissão durante a explosão de raios X deve ter sido causada por um disco em torno do buraco negro que brilhou muito à medida que ganhou material proveniente da estrela companheira. Os pesquisadores estimam um intervalo de massas para os raios X ultraluminosos do M83 de 40 a 100 vezes maior do que o Sol. Foram obtidas provas de que o buraco negro desse sistema pode ter se formado a partir de uma estrela rica em "metais", ou seja, composta de elementos mais pesados que o hélio. Um grande número de metais aumenta a taxa de perda de massa para estrelas massivas. Isso, por sua vez, diminui a massa dos buracos negros resultantes. Os modelos teóricos sugerem que, com um teor de metais alto, apenas buracos negros com massas inferiores a 15 vezes a do Sol devem se formar. Portanto, esses resultados podem desafiar esses modelos. Este modelo de buraco negro não é a única explicação possível. Pode ser, também, que o buraco negro seja tão antigo que se formou numa época em que os elementos pesados eram menos abundantes na M83. Outra explicação é que a massa do buraco negro é apenas cerca de 15 vezes superior à do Sol. Um artigo descrevendo os resultados aparecerão na edição de 10 de maio de 2012, do The Astrophysical Journal.
Fontes: G1 / NASA

Lua Helene de Saturno Em Cores

Crédito de imagem: NASA / JPL / SSI; Cor Composite: Daniel Machacek
Embora suas cores são sutis, a lua Helene de Saturno é um enigma em qualquer luz que a ilumine. A lua foi imageada com detalhes sem precedentes no último mês de Junho pela sonda robô Cassini enquanto ela orbita o planeta Saturno e passou a uma distância equivalente a um raio da Terra da pequena lua. Embroa crateras convencionais e colinas apareçam a imagem acima também mostra o terreno que aparece improvavelmente suave e listrado. Os astrônomos planetários estão inspecionando essas imagens detalhadas de Helene atrás de pistas sobre a origem e evolução desse pedaço de gelo de 30 km de diâmetro. Helene é também incomum pois ela circula Saturno um pouco acima da grande lua Dione, fazendo com que ela seja uma das únicas quatro luas de Saturno que ocupam o ponto gravitacional conhecido como ponto estável de Lagrange.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...