4 de mai de 2012

Dossiê: Como a Terra, o Sistema Solar, a Via Láctea e o Universo irão acabar? .

O nosso Universo é um local cercado de maravilhas com extrema beleza, mas nada dura para sempre, ou será que dura? Muitas teorias são propostas. O Jornal Ciência relata abaixo como chegará ao fim a Terra, o Sistema Solar, a Via Láctea e o Universo, baseado em modelos teóricos e estudos acumulados na astronomia.

Como será o fim da Terra?
Tecnicamente, a vida na Terra poderia já ter acabado ou nem existido se não fosse sua atmosfera que nos protege e nos recobre. Muitas teorias são discutidas e existem várias possibilidades. Cada vez que o Sol emite luz, um pouco de sua massa é perdida – uma vez que a luz é gerada pela fusão nuclear, na qual átomos se fundem, perdendo um pouco de sua massa na forma de energia. Alguns astrônomos defendem que o Sol, ao longo de bilhões de anos, dissiparia sua massa em uma escala que não poderia mais exercer atração sobre a Terra, e nosso planeta vagaria sem rumo pelo espaço. Outras teorias sugerem que, em no máximo 5 bilhões de anos, a Terra será engolida pelo Sol. Exatamente como isso ocorrerá ainda é uma questão de debate entre os teóricos. Astrônomos dizem que o Sol irá se expandir enormemente em sua fase de gigante vermelha, evento que ocorre quando a fusão nuclear interna “sopra” suas camadas exteriores cada vez mais longe, podendo atingir a órbita da Terra. Alternadamente, as camadas externas do Sol poderiam ser puxadas pela Terra, exatamente como ocorre com as marés, onde a Lua exerce sua atração. Essa atração mútua puxaria a Terra para trás, diminuindo sua órbita até ser engolida por nossa estrela. Alguns cientistas pensam que, se a vida inteligente sobreviver muito tempo, as civilizações podem ser capazes de mover a Terra, deslizando-a para fora do alcance do Sol. Mesmo se isso ocorrer, o Sol entrará em colapso em algum momento e começará a esfriar lentamente. Se os seres humanos conseguirem “empurrar” a Terra fora do alcance de nossa estrela, buscando evitar a morte, certamente irão morrer por falta de energia do Sol e poderão congelar, levando ao fim da raça humana.

Como o Sistema Solar irá acabar?
Nem todas as partes do Sistema Solar irão acabar da mesma maneira. Como mencionado anteriormente, o Sol irá expandir em uma gigante vermelha. A Terra poderá escapar se a civilização desenvolver tecnologia inacreditavelmente avançada para tal feito. Mercúrio e Vênus, no entanto, não conseguiriam fugir e seriam engolidos pelo Sol, tornando-se vapor, ao menos é o que afirmam as teorias. Outra teoria afirma que, à medida que o Sol se expandir, a órbita de Mercúrio irá ficar irregular, podendo ocorrer colisão com Vênus ou com nosso planeta. A nova órbita de Mercúrio iria exercer forças gravitacionais que, por sua vez, iriam puxar e modificar a órbita da Terra. Os planetas se puxariam o tempo todo, criando excentricidades nas órbitas planetárias. Alguns planetas poderiam “cambalear” pelo Sistema Solar e outros poderiam sair vagando pelo espaço. Em algumas simulações realizadas por computador, vários resultados são possíveis: Mercúrio pode ser engolido pelo Sol, bem como chocar-se com Vênus. Seja qual for o resultado, isso irá afetar todo o Sistema Solar, em uma espécie de efeito dominó. E o que acontecerá com os outros planetas? O Sol irá terminar seus dias como uma anã branca. Recentemente os astrônomos capturaram imagens de um asteróide sendo sugado por uma anã branca, indicando que existe a possibilidade de planetas orbitarem este tipo de estrela que estão em estágio de resfriamento. Geralmente os planetas mais próximos são engolidos ou evaporados, já os exteriores permanecem orbitando a estrela por tempo indeterminado.

Como a Via Láctea irá terminar?
O nosso mundinho formado pela Terra, planetas vizinhos e o Sol é algo patético comparado com a imensidão de nossa galáxia. A Via Láctea nem sentiria se nós desaparecêssemos. Não é apenas a Terra que possui um futuro nefasto, com previsões de virar churrasquinho. A Via Láctea é cotada para chocar-se com outra galáxia, Andrômeda, daqui a bilhões de anos. Este evento não é tão violento, apesar de soar como algo assustador. As estrelas que formam as galáxias estão tão distantes que é possível um pedaço de uma galáxia passar dentro de outra sem que exista nenhuma colisão. A Via Láctea irá se mover lentamente, passando por dentro de Andrômeda. Nossa galáxia, possivelmente, perderá sua forma característica de espiral, por influência gravitacional de Andrômeda. Esta por sua, também sofrerá modificações, que poderão influenciar em sua forma. O resultado? Uma grande galáxia única, bem maior e mais difusa que as duas que a formaram, como uma espécie de grande aglomerado amorfo de estrelas. Existe um fio de esperança para nossa galáxia. Ela não será destruída completamente, apenas irá mudar de posição, formato e quantidade de objetos cósmicos. Bem, pelo menos por um tempo.

Como o Universo chegará ao fim?
Quando falamos em “fim” as coisas tornam-se relativas. A resposta para essa pergunta pode estar na energia escura. Nós não sabemos o que de fato é a energia escura, mas sabemos que é uma força estranha e repulsiva que faz com que o Universo afaste-se cada vez mais. Existiam muitas teorias relacionadas com a proximidade de tudo o que existe no Universo, formando um novo Big Bang para dar origem a tudo o que conhecemos novamente. O Universo como conhecemos está ficando cada vez maior, em uma escala problemática. Existem correntes dentro da Astronomia que dizem que as estrelas, ao menos boa parte delas, serão sugadas pelos buracos negros provenientes de suas próprias galáxias. Os buracos negros irão evaporar, emitindo energia, cada vez mais rápido, à medida que encolhe. Eventualmente, o Universo se dissolverá, como um lenço de papel molhado, ao longo de centenas de bilhões de anos. Existem outras teorias, como as que afirmam que a energia escura ficará cada vez mais “forte”, rasgando o Universo em peças longas, o que ocorreria em 20 bilhões de anos a partir de agora. Torna-se complicado entender e teorizar como tudo irá chegará ao fim, só nos resta tentar viver o máximo de tempo para testemunhar a imensa beleza de vários eventos cósmicos que estão por vir.
Fonte: http://jornalciencia.com/

Quatro anãs brancas apanhadas no ato de consumir planetas tipo terra

Material rochoso em órbita de uma anã branca (centro). As colisões transformam material maior em poeira, e parte cai na direcção da anã branca.Crédito: Mark A. Garlick/space-art.co.uk/Universidade de Warwick
Astrofísicos da Universidade de Warwick descobriram quatro anãs brancas rodeadas por poeira oriunda de corpos planetários despedaçados, que no passado tiveram composições parecidas à da Terra. Os cientistas publicaram os seus resultados num artigo da revista Monthly Notices da Sociedade Astronómica Real. As anãs brancas são o estágio final da vida de estrelas como o nosso Sol, os núcleos residuais de material deixado para trás após se ter esgotado o combustível necessário às suas reacções nucleares. Usando o Telescópio Espacial Hubble para levar a cabo o maior estudo até à data da composição química das atmosferas de anãs brancas, os investigadores descobriram que os elementos mais frequentes na poeira em torno destas quatro anãs brancas são o oxigénio, magnésio, ferro e silício - os quatros elementos que constituem aproximadamente 93% da Terra.
Leia a matéria completa em: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2012/05/4_anas_brancas.htm

Nova proposta ousada quer fazer um barco flutuar em uma lua de Saturno .

É talvez, a missão naval mais ousada já realizada pela humanidade - navegação nos mares de metano gelado da lua de Saturno, Titã. Uma nova missão da Nasa, com cientistas britânicos no comando, tem como objetivo explorar estes oceanos – usando uma espécie de paraquedas de um navio nos mares de Titã, pouco menos de um bilhão de quilômetros da Terra. “É um barco, essencialmente”, diz o professor John Zarnecki da Universidade Aberta (Open University). A proposta deve ser discutida em uma conferência sobre o espaço em Londres esta semana. Anteriormente, os cientistas propuseram uma espécie de planador para explorar a lua gelada – ou outros veículos que possam penetrar as nuvens espessas do planeta. Cassini foi a sonda da NASA que descobriu os lagos de metano no planeta em 2008. Os ‘lagos’ de Titã contém mais hidrocarbonetos que os suprimentos encontrados em toda Terra. A lua é densamente coberta de nuvens, e os cientistas estão intrigados sobre o que se encontra abaixo delas. Titã é maior que nossa Lua e até mesmo maior que o planeta Mercúrio. A temperatura na superfície de Titã é de cerca de -178º celsius. O planeta também tem dunas de areis, assim como o nosso. Cassini da NASA foi a sonda que descobriu que as dunas na superfície da lua de Saturno, Titã, variam na forma como dunas na Terra – e têm até mesmo um aspecto semelhante aos desertos do nosso planeta.
As semelhanças param por aí, é claro – elas são feitas de hidrocarbonetos congelados em sua grande parte – produtos químicos encontrados no óleo bruto – ao invés de puramente areia. Existem 4 milhões de km² de dunas em Titã, uma área maior que muitos países aqui na Terra. Suas formações poderiam ser a chave para a compreensão dos padrões misteriosos da lua nublada. O resultado dará novas pistas sobre a história climática e geológica da lua. Campos de dunas são o segundo relevo mais dominante em Titã, após as planícies aparentemente uniformes que oferecem uma visão peculiar do ambiente da lua. Fazendo essa hipótese, chegamos a conclusão que os lagos de Titã e os mares não são distribuídos simetricamente pela latitude. Essas reservas de etano e metano líquidos são encontradas predominantemente no hemisfério norte, sugerindo mais uma vez que o solo é úmido ao norte e, assim, novamente, os grãos de areia são menos fáceis de serem transportados pelo vento. “Entender como as dunas se formam, bem como explicar sua forma, tamanho e distribuição na superfície de Titã, é de grande importância para a compreensão do clima e geologia de Titã”, diz Nicolas Altobellis, cientista da ESA projeto Cassini-Huygens.
Fonte: http://jornalciencia.com/

Morte de estrela rasgou planeta gigante formando dois com tamanhos próximos ao da Terra .

Um exoplaneta de grande massa pode ter sido rasgado em pedaços do tamanho da Terra com a morte de sua estrela-mãe. O estudo está oferecendo uma visão única sobre a evolução de outros mundos e suas estrelas, dizem cientistas. Os dois pedaços restantes do planeta, que os investigadores em tentativa, identificaram como sendo um planeta do tamanho de objetos ligeiramente menores que a Terra, possivelmente foram criados quando um grande ‘planeta-pai’ era puxado para dentro da estrela gigante vermelha KIC 05807616.  Extremas forças de maré, em seguida, rasgaram o ‘planeta-pai’ em pedaços, alguns dos quais parecem ter se estabilizado na órbita ao redor da estrela, revelando que a vida de um planeta nem sempre começa e termina de forma limpa, disseram os pesquisadores.  “Os planetas podem ainda evoluir, desintegrando-se em vários pequenos corpos ou serem completamente destruídos”, comentaram os autores da pesquisa, Ealeal Bear e Noam Soker, do Instituto de Tecnologia de Israel em entrevista ao portal Space.

A dança da morte
Uma vez que a estrela era comum como o sol, KIC 05807616 inchou em um gigante vermelho, pois atingiu o final de sua vida. O gás em torno dela se expandiu, engolindo todos os planetas alienígenas que estavam muito perto. Mas um planeta pode ter escapado da gigante “onda” de gás. Por estar na órbita da estrela, o perímetro maciço do planeta teria permitido que ela funcionasse da mesma forma que uma estrela companheira pode funcionar, tirando o excesso de gás e permitindo que a estrela contrai-se para um tamanho mais gerenciável.

Ao mesmo tempo, as forças da maré teriam rasgado o planeta gigante em dois pedaços, criando pelo menos duas partes, um pouco menores que o planeta Terra. Conhecido como KOI 55,01 e KOI 55,02, os dois planetas orbitam sua estrela entre 550.000 e 700,000 milhas (900,000 a 1,1 milhão de quilômetros), muito mais perto do que Mercúrio, e muito quente para segurar a água na superfície. Embora grande parte do planeta gigante tenha voado para o espaço – ou para a estrela – outras peças também podem ter sido capturadas em órbita.

Quando KOI 55,01 e KOI 55,02 foram identificados pela primeira vez, a presença de um terceiro foi também observado experimentalmente. Se as outras peças fossem encontradas, seria reforçada a ideia de que os dois planetas rochosos foram formados a partir de um único objeto. Como KIC 05807616, nosso sol vai um dia virar um ‘balão’, engolindo os corpos rochosos do sistema solar inteiro. Mas Mercúrio, Vênus, e a Terra são pequenos demais para terem um efeito sobre a atmosfera exterior do Sol, enquanto os planetas maiores de gás vão estar muito longe.

Mas outros planetas através da galáxia podem desempenhar um papel na evolução das suas estrelas. Os autores ressaltaram que há mais indicações de planetas existentes em torno de estrelas moribundas, o que é chamado de emparelhamento “um processo geral que esperamos que ocorra em outras circunstâncias,” disseram Bear e Soker. Eles pretendem continuar a acompanhar as novas descobertas de planetas em torno de estrelas evoluídas, analisando rotas e possíveis comportamentos para explicar a sua existência. As descobertas dos pesquisadores estão detalhadas na revista Astrophysical Journal Letters.

Dentro do fogo
Quando os planetas extrassolares em torno de KIC 05807616 foram inicialmente descobertos em dezembro do ano passado, a sua localização perto da estrela surpreendeu os astrônomos. “Antes desta descoberta, o consenso era de que os planetas simplesmente não podem influenciar a evolução da sua estrela-mãe, e não podem sobreviver sendo engolidos por uma estrela gigante vermelha”, declarou Stephane Charpinet, da Universidade de Toulouse, na França, ao Space. Charpinet foi a autora principal do artigo que primeiro identificou os planetas em potencial.

Usando a sonda Kepler da NASA, Charpinet e sua equipe observou variação periódica do brilho em torno da estrela moribunda. Após analisar os dados, eles concluíram que as alterações foram causadas por dois planetas em torno da estrela. Esperávamos que outros grupos se animassem com essa descoberta e proporiam suas próprias ideias ou refinariam nossas interpretações sobre o assunto”, disse Charpinet. “Estamos contentes que isso tenha acontecido muito rapidamente, como Ealeal Bear e Noam Soker haviam proposto, essa alternativa é realmente interessante para nós”.
Fonte: http://jornalciencia.com

Galáxia M106

Créditos: Dados da Imagem Compostos - Hubble Legado Arquivo; Adrian Zsilavec, Michelle Qualls, Adam Block / NOAO / AURA / NSF Processamento - André van der Hoeven
Perto do Grande Urso (Ursa Major) e circundada pelas estrelas dos cães de caça (Canes Venatici), foi descoberta em 1781 pelo astrônomo métrico francês Pierre Mechain essa maravilha celeste. Mais tarde ela foi adicionada ao catálogo de seu amigo e colega Charles Messier como sendo o objeto de número 106, recebendo o codinome de M106. Imagens feitas por telescópios modernos revelam que esse objeto é na verdade uma das chamadas ilhas do universo: uma galáxia espiral que tem aproximadamente 30000 anos-luz de diâmetro e localiza-se a aproximadamente 21 milhões de anos-luz além das estrelas da nossa Via Láctea. Juntamente com proeminentes linhas de poeira e um brilhante núcleo central, essa imagem composta e colorida destaca a juventude dos aglomerados azuis de estrelas e os berçários estelares avermelhados que traçam os braços espirais da galáxia. O retrato de alta resolução da galáxia é na verdade um mosaico gerado com imagens do telescópio espacial Hubble, dados esses obtidos por meio da câmera ACS, juntamente com imagens coloridas obtidas por telescópios em Terra. A M106, também chamada de NGC 4258 é um exemplo próximo de uma classe de galáxias ativas conhecidas como galáxias Seyfert, e que são visíveis no espectro desde as ondas de rádio até os raios-X. Galáxias ativas energéticas usam como combustível a matéria que cai dentro do seu buraco negro central.
Fonte: NASA

Os Epiciclos do Fermi: A Passagem do Pulsar Vela

Créditos: NASA, DOE, International Fermi LAT Collaboration
Explorando o cosmos nas energias extremas, o Telescópio Espacial de Raios-Gamma Fermi orbita o planeta Terra a cada 95 minutos. Por desenho, ele alterna sua órbita entre o norte e o sul com o objetivo de pesquisar o céu com o seu Telescópio de Grande Área (LAT). A sonda também gira de modo que os seus painéis de energia sejam apontados para o Sol e o seu eixo de órbita sofre uma precessão, completando uma rotação completa a cada 54 dias. Como resultado desses múltiplos ciclos as passagens das fontes de raios-gamma traçam padrões complexos do ponto de vista do Fermi, como pode ser mostrado acima no gráfico que representa a passagem do Pulsar Vela. Centrado no campo de visão do instrumento LAT, o gráfico cobre 180 graus e segue a posição do pulsar de Agosto de 2008 até Agosto de 2010. A concentração perto do centro mostra que o pulsar Vela esteve na região sensível do campo do LAT durante boa parte desse período. Nascido a partir da morte explosiva de uma estrela massiva dentro da Via Láctea, o pulsar Vela é uma estrela de nêutrons que gira com um período de 11 vezes por segundo, e pode ser visto como a fonte mais brilhante e persistente no céu mapeado em raios-gamma.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120504.html
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