8 de mai de 2012

Eco de uma erupção estelar

Reflexo da luz das erupções da Eta Carinae: temperaturas de 5 mil Kelvin
A natureza da série de grandes erupções que ocorreram entre 1838 e 1858 na Eta Carinae, um dos maiores sistemas da Via Láctea formado por duas estrelas gigantes, parece ter sido finalmente compreendida. Uma equipe de astrofísicos coordenada por Armin Rest do Space Telescope Science Institute de Baltimore, Estados Unidos, conseguiu captar o eco de parte da luz desses eventos que foi refletida na poeira vizinha às estrelas e demorou mais de um século e meio para se tornar vísivel aos modernos telescópios de hoje. A análise dos comprimentos de onda dessa luz revelou que as erupções da Eta Carinae atingiram a temperatura de 5 mil Kelvin em vez dos anteriormente previstos 7 mil Kelvin e ejetou cerca de 10% da massa do sistema a velocidades de até mil quilômetros por segundo. A temperatura menor indica que o sistema binário não sofreu uma explosão superenergética do tipo supernova, mas foi alvo de eventos um pouco menos potentes. Apesar dos novos dados, ainda não se sabe por que as erupções ocorreram durante aquele período. “Até agora só arranhamos a superfície do que os ecos podem revelar”, diz Rest.
Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br

Estrela Demônio foi observada há 3.200 anos por egípcios e seus cálculos desvendaram enigma moderno .

Evidências surpreendentes sugerem que os egípcios antigos compreendiam os mecanismos internos de um sistema estelar binário, girando em uma distância de 93 anos luz da Terra, há 3.200 anos. Não só isso, seus cálculos específicos têm ajudado a suportar uma linha científica de investigação que só surgiu poucos anos atrás. O sistema binário – duas estrelas que giram em torno de si - foi observado pela primeira vez na astronomia moderna por John Goodricke, em 1783. Também conhecida como Demon Star (Estrela Demônio), o cientista percebeu que a estrela parecia diminuir seu brilho por algumas horas a cada 2,87 dias, e foi o primeiro a teorizar que estas eram duas estrelas quem bloqueavam a luz uma da outra em relação a Terra. Nos tempos modernos Goodricke foi o primeiro a observá-la, mas não foi o primeiro a encontrá-la no céu noturno. Verifica-se que os egípcios aparentemente tinham figurado tudo isso 3.200 anos antes. As estrelas do binário Algol giram lentamente. Ambas com duas vezes a massa do Sol – giram em torno uma da outra havendo troca de massa. Os egípcios eram grandes observadores das estrelas, tomavam notas precisas sobre as mudanças no céu, e as usavam para formar previsões sobre a sorte e azar do dia. Quando os pesquisadores finlandeses estudaram o Calendário Cairo, um calendário danificado, mas legível que destaca dias bons e ruins do ano 1200 a.C, chegaram a algumas observações. Os egípcios não se contentaram apenas em observar, eles também fizeram cálculos para descobrir mecanismos internos das estrelas para seus mapas. Dois ciclos foram vistos no calendário Cairo. Um durou 29,6 dias – quase exatamente o ciclo lunar.  E o outro durou 2,85 dias – o que pesquisadores da Universidade de Helsinque, na Finlândia atribuem ao sistema Algol. E como os egípcios faziam cálculos muito específicos, as suas figuras parecem ter resolvido um enigma muito moderno. O sistema Algol foi agora confirmado como um sistema terciário – três estrelas no total. A terceira estrela fica muito mais longe das outras, com Algol A e B girando em torno de si mesmas a uma distância de aproximadamente a metade da distância da Terra ao Sol, e Algol C quase seis vezes mais longe. No entanto, a introdução da terceira estrela – e a teoria da questão da transferência entre eles – levou os cientistas a acreditarem que a sua rotação viria a abrandar ao longo do tempo. Com apenas 200 anos desde o primeiro cálculo moderno de um período de rotação de 2,867 dias terrestres, a teoria não poderia ser testada. Mas graças a uma mensagem de 3.200 anos dos egípcios – que exigiu precisão com sua contabilidade – sabemos que no seu dia, o período de rotação foi de 2,85 dias, desvendando um enigma da Astronomia.
Fonte: http://www.jornalciencia.com

Procurando Terras ao Procurar Júpiteres

Na busca por planetas tipo-Terra, é útil a procura de pistas e padrões que possam ajudar os cientistas a limitar os tipos de sistemas onde planetas potencialmente habitáveis provavelmente serão descobertos. Novas pesquisas restringem a busca por planetas tipo-Terra perto de planetas tipo-Júpiter. O trabalho desta equipa de cientistas indica que os movimentos pós-formação de Júpiteres quentes provavelmente perturbam a formação de planetas tipo-Terra. O seu trabalho foi publicado na edição de 7 de Maio da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

A equipa, liderada por Jason Steffen do Centro Fermilab para Astrofísica de Partículas, usou dados da missão Kepler da NASA para procurar planetas "Júpiteres quentes" - planetas mais ou menos do tamanho de Júpiter com períodos orbitais de aproximadamente três dias. Se um planeta tipo-Júpiter for descoberto graças a uma ligeira diminuição no brilho da estrela que orbita à medida que passa entre esta e a Terra, então é possível - dentro de certos parâmetros - determinar se o Júpiter quente tem quaisquer outros companheiros planetários.

Dos 63 sistemas candidatos com Júpiteres quentes identificados pelo Kepler, a equipa de pesquisa não descobriu quaisquer evidências de companheiros planetários vizinhos. Existem algumas explicações possíveis. Uma explica que não existem companheiros planetários para qualquer destes Júpiteres quentes. Outra é que os outros planetas são demasiado pequenos, em tamanho ou em massa, para serem detectados usando estes métodos. Por fim, é possível que existam mais planetas, mas que a configuração das suas órbitas os torne indetectáveis usando estes métodos.

No entanto, quando alargando a busca para incluir sistemas com o tamanho de Neptuno (conhecidos como "Neptunos quentes"), ou "Júpiteres amenos" (planetas com o tamanho de Júpiter com órbitas ligeiramente maiores que os Júpiteres quentes), a equipa descobriu alguns potenciais companheiros. Dos 222 Neptunos quentes, descobriram evidências de dois possíveis companheiros, e dos 31 Júpiteres amenos, descobriram três com possíveis companheiros. "As implicações destes achados demonstram que sistemas com planetas tipo-Terra formaram-se de modo diferente do que os sistemas com Júpiteres quentes," afirma Alan Boss, da equipa científica e do Instituto Carnegie para a Ciência. "Como acreditamos que os Júpiteres quentes se formam mais longe, e depois migram para mais perto das suas estrelas, a migração em direcção ao interior perturba a formação de planetas tipo-Terra. Se o nosso Sol tivesse um Júpiter quente, não estaríamos cá."
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia

Estrelas capturam planetas nômades

As estrelas trocam planetas, como times de baseball trocam seus jogadores”, brinca o físico Hagai Perets, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, um dos autores do estudo que sugere que bilhões de estrelas em nossa galáxia têm capturado planetas órfãos, que antes vagavam pelo espaço interestelar. Conhecidos também como planetas nômades ou órfãos, esses objetos espaciais são planetas ejetados de seus sistemas, que passam a vagar pela galáxia, até encontrarem uma casa nova em um novo sistema. Agora, os resultados encontrados por Perets podem explicar a existência de tais planetas e até mesmo de sistemas formados por apenas dois planetas. O feito, também atribuído a Thijs Kouwenhoven, da China, será publicado no renomado periódico “The Astrophysical Journal” (A Revista da Astrofísica, em tradução livre). Em simulações com jovens aglomerados de estrelas (clusters, na terminologia científica), onde também existem tais planetas interestelares, Perets e Kouwenhoven descobriram que se o número de planetas nômades se igualasse ao número de estrelas, então, de 3% a 6% das estrelas iriam se apoderar de um planeta no decorrer do tempo. E vale lembrar que quanto maior for a estrela, maior a possibilidade dela “prender” o planeta. Os autores do estudo explicam que quanto mais próximas elas estiverem em um pequeno espaço, maior a chance de captura dos planetas órfãos. “Isso se deve ao fato de que, mais tarde, os clusters se dispersam e, assim, fica bem mais difícil para as estrelas apanharem tais planetas”, esclarece Perets.

Expulsos de casa 

 Perets conta que os planetas nômades são consequências naturais das formações estelares. “Sistemas recém-nascidos contêm, muito frequentemente, múltiplos planetas. Mas, se dois interagem, um pode ser ejetado, transformando-se em um viajante interestelar”, explica o cientista de Harvard. Apesar das pesquisas, nenhum astrônomo até hoje conseguiu detectar um caso indubitável de planeta capturado. O fato é explicado pelas interações gravitacionais que acontecem dentro do sistema planetário, que podem jogar um planeta em uma órbita que imita as características de um planeta capturado. A melhor evidência reunida até hoje sobre tal fenômeno é de autoria do Observatório Europeu do Sul, que em 2006 anunciou a descoberta de dois planetas (pesando 14 e 7 vezes o peso de Júpiter) que orbitavam um ao outro. “Esse é o mais próximo dos sistemas planetários duplos que a ciência chegou até hoje”, diz Perets. “Para reunirmos mais provas, precisamos estudar muitos outros sistemas planetários”.
Fonte: http://hypescience.com
[ScienceDaily]

Imagem 3D das Crateras do Boneco de Neve no Asteroide Vesta

A imagem 3D acima é chamada de anáglifo é mostra três crateras recentes, que foram apelidadas de crateras Boneco de Neve. Cada cratera tem seu próprio nome. A maior delas é chamada de Marcia, a cratera do meio é chamada de Calpurnia e a menor é chamada de Minucia. Para criar esse anáglifo, duas imagens coloridas de forma diferente são sobrepostas com um afastamento para criar o efeito de profundidade. Quando observado através dos famosos óculos 3D com lentes pintadas em azul e vermelho esse anáglifo mostra a superfície do asteroide Vesta tridimensionalmente. O efeito de profundidade nesse anáglifo deriva das diferenças de topografia, foi calculado a partir do modelo de forma do Vesta. As crateras Marcia, Calpurnia e Minucia possuem anéis bem definidos e uma área suave coberta por material ejetado, região essa conhecida como cobertura de ejeção, que circunda as crateras. Essas feições podem ser analisadas com distinção na imagem acima. As imagens que foram usadas para gerar esse anáglifo foram feitas da região do asteroide Vesta localizada no Quadrante Marcia e o centro da imagem está localizado nas coordenadas de 12 graus de latitude norte e 194 graus de longitude leste. A sonda Dawn da NASA obteve essa imagem com a sua câmera de enquadramento no dia 24 de Julho de 2011. Essa imagem foi feita através do filtro limpo da câmera. A distância entre a sonda Dawn e a superfície do asteroide Vesta no momento da imagem era de 5200 quilômetros e a resolução da imagem é de aproximadamente 484 metros por pixel. Essa imagem foi adquirida durante a fase de aproximação da sonda Dawn em Vesta.
Fonte: http://cienctec.com.br/wordpress/
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