9 de mai de 2012

Usando a Lua como um espelho - O Hubble Observará o Trânsito deVênus na Luz Refletida do Nosso Satélite

Créditos:NASA, ESA, D. Ehrenreich (Institut de Planétologie et d'Astrophysique de Grenoble (IPAG) / CNRS / Université Joseph Fourier)
Essa paisagem de material derretido mostra a cratera de impacto Tycho e está entre os lugares de aparência mais violentos da Lua. Mas os astrônomos não apontaram o Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA para a Lua para estudar a cratera Tycho. A imagem foi feita para ajudar na preparação da observação do trânsito de Vênus no disco do Sol que acontecerá no dia 5 (ou 6 dependendo do lugar na Terra onde você estiver) de Junho de 2012. O Hubble não pode olhar para o Sol diretamente, então os astrônomos estão planejando apontar o telescópio para a Lua e usá-la como espelho para registrar a luz do Sol ali refletida. Durante o trânsito uma pequena fração da luz passará através da atmosfera de Vênus e impresso nessa luz os astrônomos esperam descobrir marcas dos constituintes atmosféricos do planeta. Essas observações irão imitar uma técnica que já está sendo usada para amostrar a atmosfera de planetas gigantes fora do Sistema Solar que passam, ou seja, que transitam em frente a suas estrelas. No caso ddas observações do trânsito de Vênus os astrônomos já sabem a composição química da sua atmosfera e que não mostra nenhum sinal de vida. Mas eles podem usar o evento para testar se a técnica desenvolvida até então tem a chance de detectar a assinatura de uma atmosfera muito apagada de um planeta parecido com a Terra ao redor de outra estrela. Essa imagem mostra uma área de aproximadamente 700 quilômetros de diâmetro, e revela feições lunares de aproximadamente 170 metros de diâmetro. A grande feição perto da parte superior da imagem é a cratera de impacto propriamente dita, causada pela colisão de um asteroide a aproximadamente 100 milhões de anos atrás. O rastro brilhante que aparece irradiando da cratera foi formado pelo material ejetado da área de impacto durante a colisão do asteroide. A Tycho tem aproximadamente 80 km de largura e é circulada por um anel de material que atinge 5 km de altura acima do interior da cratera. Pelo fato dos astrônomos só terem uma chance de observar o trânsito, eles precisam planejar cuidadosamente como o estudo será realizado. Parte do planejamento incluiu essas observações de testes da Lua realizadas no dia 11 de Janeiro de 2012. Essa é a última vez nesse século que os observadores poderão ver o planeta Vênus passar em frente ao Sol, a próxima oportunidade será somente em 2117. A imagem acima foi produzida pela Advanced Camera for Surveys do Hubble. Uma estreita faixa ao longo do centro, e pequenas partes na parte superior esquerda da imagem não foram imageadas pelo Hubble durante essas observações e foram completadas com dados de resolução mais baixa obtidos a partir de observações telescópicas feitas do solo terrestre.
Fonte: http://www.spacetelescope.org

Spitzer Observa a Luz de Uma Super Terra

O Telescópio Espacial Spitzer da NASA detectou a luz emanada de um exoplaneta conhecido como super-terra pela primeira vez.
Embora o planeta não seja habitável, a detecção é um passo histórico na direção de uma eventual pesquisa por sinais de vida em outros planetas.  “O Spitzer mais uma vez nos impressionou”, disse Bill Danchi, cientista do programa Spitzer na sede da NASA em Washington. “A sonda é pioneira no estudo das atmosferas dos planetas distantes e está pavimentando o caminho para que o Telescópio Espacial James Webb aplique uma técnica similar em planetas potencialmente habitáveis”.  O planeta chamado de 55 Cancri e, cai numa classe de planetas conhecidos como super-terras que são mais massivos do que a nossa Terra mas mais leve do que os planetas gigantes gasosos como Netuno.

O planeta tem aproximadamente o dobro do tamanho da Terra e pesa quase oito vezes mais que o nosso planeta. Ele orbita uma estrela brilhante, chamada de 55 Cancri, com um período de apenas 18 horas. Anteriormente, o Spitzer e outros telescópios foram capazes de estudar o planeta analisando como a luz da estrela 55 Cancri mudava à medida que o planeta passava na sua frente. No novo estudo, o Spitzer mediu quanto da luz infravermelha vem do próprio planeta. Os resultados revelam que o planeta provavelmente é escuro e a sua face que é voltada para a sua estrela hospedeira tem uma temperatura de 2000 Kelvin, quente o suficiente para derreter o metal.

A nova informação é consistente com uma teoria prévia que o planeta 55 Cancri e é um mundo de água: um núcleo rochoso cercado por uma camada de água num estado supercrítico onde ela é tanto líquida como gasosa e coberta por uma camada de vapor.  “Ele poderia ser muito similar ao planeta Netuno, se você empurrasse Netuno em direção ao nosso Sol e observasse a sua atmosfera evaporar”, disse Michaël Gillon da Université de Liège na Bélgica, principal pesquisador do trabalho que aparece no The Astrophysical Journal. O autor líder é Brice-Olivier Demory do Massachusetts Insitute of Technology em Cambridge. O sistema 55 Cancri é relativamente próximo da Terra, localizado a 41 anos-luz de distância.

Ele tem cinco planetas, sendo o 55 Cancri e o mais próximo da estrela e gravitacionalmente preso, ou seja, com uma de suas faces sempre voltada para a estrela. O Spitzer descobriu que o lado voltado para a estrela é extremamente quente, indicando que o planeta provavelmente não tem uma atmosfera substancial para levar o calor da estrela para o lado não iluminado. O Telescópio Espacial James Webb da NASA, que está sendo programado para ser lançado em 2018, provavelmente será capaz de aprender mais sobre a composição do planeta. O telescópio pode ser capaz de usar um método infravermelho similar ao Spitzer para pesquisar outros planetas potencialmente habitáveis por sinais de moléculas possivelmente relacionadas com a vida. 

“Quando nós concebemos o Spitzer a mais de 40 anos atrás, os exoplanetas não tinham sido descobertos”, disse Michael Werner, cientista de projeto do Spitzer no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena na Califórnia. “Pelo fato do Spitzer ter sido muito bem construído, ele é capaz de se adaptar ao novo campo fazendo avanços históricos como esse”.  Em 2005, o Spitzer tornou-se o primeiro telescópio a detectar a luz de um planeta além do Sistema Solar. Para a surpresa de muitos, o observatório enxergou a luz infravermelha de um exoplaneta conhecido como Júpiter quente, um planeta gasoso muito maior do que o sólido 55 Cancri e. Desde então, outros telescópios, incluindo os parceiros do Spitzer na NASA, o Hubble, e o Kepler, têm identificado feições similares com gigantes gasosos usando o mesmo método. 

 Nesse método, um telescópio observa uma estrela enquanto o planeta a circula. Quando o planeta desaparece do campo de visão, a luz do sistema estelar cai levemente, mas o suficiente para que os astrônomos possam detectar como a luz vem do próprio planeta. Essa informação revela a temperatura do planeta, e, em alguns casos, seus componentes atmosféricos. A maior parte das outras técnicas de caçar exoplanetas obtém medidas indiretas do planeta observando o efeito na estrela. Durante o decorrer da missão estendida do Spitzer, vários passos foram dados com o objetivo de melhorar sua capacidade única de observar exoplanetas, incluindo o 55 Cancri e. Esses passos, incluindo as mudanças do ciclo de aquecimento e o uso do instrumento de uma nova maneira, levaram a melhorias como a grande precisão do telescópio no apontamento e observação de seus alvos.
Fonte: http://www.jpl.nasa.gov/news/
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