10 de mai de 2012

Encontrar vida extraterrestre é apenas um sonho inalcançável?

Já postamos diversos estudos sobre planetas similares a Terra, alguns inclusive com indícios de existência da água. Mas nada de encontrar vida extraterrestre de verdade. Seria esse apenas um sonho inalcançável? Pesquisadores da Universidade de Princeton, EUA, afirmam que essa ideia está mais no campo do otimismo do que das evidências científicas. Eles analisaram o que se sabe sobre a probabilidade de vida fora daqui, a partir de um método Bayesiano, que diferencia dados concretos de simples pressupostos. Um dos pontos que eles encontraram, por exemplo, diz respeito aos exoplanetas, fora do nosso sistema solar. A ideia de vida nesses locais é baseada no pressuposto de que a vida vai surgir lá sob as mesmas condições nas quais surgiu aqui.

 E o que é pior: as evidências que temos sugerem que na verdade o planeta Terra é um tipo de aberração planetária, onde a vida acabou surgindo de maneira muito rápida.  “As evidências de fósseis sugerem que a vida começou muito cedo na história da Terra, e isso levou as pessoas a determinar emque a vida pode ser um tanto comum no universo. Mas o conhecimento sobre a vida na Terra simplesmente não revela muito sobre a probabilidade disso em outros planetas”, afirma Edwin Turner, um dos pesquisadores. Com uma amostragem de apenas um planeta conhecido no universo com vida, fica complicado estimar a abundância dela no universo inteiro. Isso, claro, não deve impedir os cientistas de continuar as buscas.

Caçando planetas

Em 2011 e no começo desse ano, diversos planetas interessantes já foram encontrados. Os de maior evidência foram os descobertos pelo telescópio espacial Kepler, sendo o planeta Kepler-22b e os planetas 20e e 20f. A NASA chegou a comentar que, desse modo, a “Terra alienígena”, ou seja, com condições muito similares à nossa (distância da estrela-mãe, tamanho, presença de água, etc), seria encontrada até 2014. Entretanto, apesar de se tratar de conhecimento agregado, essas descobertas não indicam se uma Terra existe fora daqui ou não. Dessa forma, ainda sobra muito espaço para a ideia de que um processo tão veloz de formação de vida não tenha sido apenas consequência do acaso. E você? Acredita que existam “Terras alienígenas”?
Fonte: Hypescience.com
[RDMag]

Como as estrelas são usinas de reciclagem galáctica

Um modelo de computador mostra o que a gigante vermelha W Hydrae ficaria em polarizações diferentes de luz
Um longo mistério de como as estrelas agonizantes liberavam material para formar planetas agora parece estar resolvido. Os cientistas encontraram grãos de poeira com tamanho suficiente para serem expelidos com a luz dos corpos celestes. A equipe de astrônomos da Austrália e da Europa analisou três estrelas gigantes vermelhas que foram um dia como o nosso sol, mas ficaram sem “combustível” de hidrogênio e cresceram até proporções enormes. Essas estrelas liberam muito de sua massa na forma de gás ou grãos de minerais, até se tornarem anãs brancas. O autor líder do estudo, Barnaby Norris, afirmou que as estrelas são “usinas de reciclagem galáctica” – o material que elas liberam “vai formar a próxima geração de estrelas e planetas”.

Disucussão polarizada

O que confundia os astrônomos era como o material era expelido. Modelos de computador sugeriam que as partículas que vinham das estrelas seriam tão pequenas que elas iriam simplesmente absorver a luz ao seu redor e aquecer. A equipe refinou o método, usando diferentes polarizações de luz. Como resultado, eles conseguiram distinguir objetos separados por apenas bilionésimos de graus celestes. Eles descobriram que a esfera de poeira que circundava as anãs vermelhas era menor do que muitos modelos sugeriam – cerca de duas vezes o raio da própria estrela. Como os grãos de poeira dividem a luz de maneira diferente, dependendo da cor que os atingem, a equipe conseguiu analisar dados de diferentes espectros e determinar um padrão de tamanho: não muito mais do que metade de um milionésimo de metro. Isso é muito maior do que o antecipado, explica Norris. E suficiente para explicar como a poeira é expelida. “Os grãos de poeira são como várias velas pequenas no vento, que nesse caso é a luz estelar”.  “O mecanismo pelo qual a massa é transportada dessas estrelas é um dos maiores mistérios da astronomia estelar, e ajuda no entendimento de como os elementos pesados são espalhados pelo universo. Nosso estudo é uma pequena peça desse quebra-cabeça”, afirmaram os pesquisadores.
Fonte: http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-17675163

5 mitos sobre a lua

Sábado passado, 5 de maio, aconteceu um fenômeno astronômico interessante, a “superlua”. Trata-se de uma coincidência entre o perigeu lunar (o ponto da órbita em que ela está mais perto da Terra) e a lua cheia, proporcionando uma lua que é visualmente 14% maior e 30% mais brilhante que uma lua cheia normal. Em homenagem à tão belo espetáculo, aqui vão 5 concepções erradas sobre a lua, que fazem parte principalmente do folclore dos gringos e tratam de temas tão variados como a loucura e os lunáticos, a fantasia que o pouso lunar foi uma fraude, e como começou toda a história que a lua era feita de queijo.

Lunáticos, lunáticos - A palavra “lunático” tem suas raízes na palavra “lunar”, e um bando de gente, de enfermeiras a bombeiros e policiais, garantem que quando é lua cheia, as coisas costumam “esquentar”.
Mas esta cópia barata do mito do lobisomem não se sustenta. Em 1985 foi feita uma pesquisa sobre os momentos das crises mentais e a fase da lua, e se descobriu que o folclore que liga a lua cheia a partos, comportamento criminoso e outros distúrbios, não tem base científica. Da mesma forma, a pesquisa não encontrou ligação entre o resultado de cirurgias e a fase da lua. Porém, seu bichinho de estimação pode precisar de uma visita ao veterinário na lua cheia, mas neste caso parece que a culpa é dos donos, que, por causa da noite iluminada, acabam ficando mais tempo fora de casa com seus bichinhos, aumentando as chances de lesão.

Superlua das catástrofes - A razão de existirem superluas é por que a órbita da lua não é perfeitamente circular. Quando ela está mais perto da Terra por conta da órbita elíptica, ela dá um puxão gravitacional um pouco mais forte à Terra. Mas não é nada que a Terra não consiga dar conta. As forças de maré sobre a Terra são 42% mais fortes quando a lua está mais perto, o que causa alterações na altura das marés, mas não há nenhum efeito notável sobre terremotos e tsunamis (uma força minúscula aumentada em 42% continua minúscula). John Bellini, um geofísico que trabalha no U. S. Geological Survey, contou ao Life’s Little Mysteries que “muitos estudos deste tipo foram feitos por cientistas e não foi descoberta nenhuma ligação significativa”.  Curiosamente, o nome “superlua” não é da astronomia, mas da astrologia. Vai entender…

A Fraude do Pouso Lunar - Nós temos os vídeos. Nós temos as rochas. Nós temos uma dúzia de astronautas que retornaram orgulhosos para a Terra para contar como é caminhar sobre a lua. Mas as teorias conspiratórias dizendo que os pousos lunares foram uma fraude simplesmente não morrem. Estas teorias conspiratórias são inumeráveis e variadas, indo de alegações que não havia poeira sobre o apoio da Apolo 11 e que por isto tudo deve ter acontecido dentro de um estúdio de som, a teorias sobre amostras de rochas serem falsificadas. Não adianta observar que na lua não há atmosfera e a gravidade é menor e por isto os grãos de poeira se comportam diferente, ou então que as amostras tem sido examinadas por cientistas do mundo inteiro, que inclusive conseguem apontar microcrateras causadas pelo impacto de micrometeoritos, e que a proporção de isótopos não pode ser forjada. Por mais infundadas que sejam, as teorias conspiratórias podem ser frustrantes para todos aqueles que arriscaram suas vidas para chegar à lua. Em 2002, Bart Sibrel levou um merecido soco do septuagenário Buzz Aldrin, depois de perseguir o astronauta chamando-o de “covarde” e “mentiroso”, exigindo que ele jurasse sobre a Bíblia que tinha pousado na lua.

Queijo verde? - Não é que a gente precise explicar que a lua não é feita de queijo, mas estamos aqui para explicar o mito que alguém algum dia acreditou: que a lua fosse feita de queijo verde. Este mito do queijo parece ter começado com um par de versos sardônicos do poeta inglês John Heywood (1497-1580) que escreveu “Ye set circumquaques to make me beleue/ Or thinke, that the moone is made of gréene chéese.” (“Vocês fizeram de tudo para me fazer crer/Ou pensar, que a lua é feita de queijo verde”). Em outras palavras, a primeira menção que se tem da lua ser feita de queijo verde era na verdade fazendo piada da ideia de que alguém acreditaria que a lua fosse feita de queijo verde. Aparentemente, o poeta Heywood subestimou as crianças americanas do século 20. Um estudo publicado em 1920 no American Journal of Psychology entrevistou crianças pequenas sobre suas crenças acerca da lua e descobriu que a explicação mais comum para ela era de que era feita de queijo. Outras teorias incluiam trapos, Deus, papel amarelo, e “pessoas mortas que se unem em círculo de luz”.

A América da Guerra Fria era louca pela Lua - Atualmente, as pessoas lembram os anos da corrida espacial de 1950 e 1960 como sendo uma época em que a NASA tinha extenso apoio público. Na verdade, o apoio para a exploração lunar na época era próximo do que é visto hoje. Durante o programa Apollo, de 45% a 60% dos americanos acreditavam que o governo estava gastando dinheiro demais nos voos espaciais, de acordo com um estudo publicado em 2003 no periódico Space Policy. Pesquisas de opinião nos anos 1960 colocavam as missões espaciais no topo dos programas que os americanos gostariam que fossem cortados, conforme descobriu o pesquisador e historiador Roger Launius.  “O público nunca teve muito entusiasmo sobre a exploração lunar, especialmente em relação aos custos associados à mesma”, aponta Lanius. O pouco entusiasmo foi se apagando com o tempo, “até que ao final do programa Apolo, em dezembro de 1972, o programa passava a imagem de um maratonista claudicante, forçando todos os músculos para alcançar a linha de chegada antes de desmaiar”.
Fonte: http://hypescience.com
[LiveScience, Space.com, Space.com II]

VISTA observa uma enorme “bola” de estrelas

Uma nova imagem de Messier 55, obtida com o telescópio de rastreio infravermelho VISTA, mostra dezenas de milhares de estrelas muito juntas tal qual um enxame de abelhas. Para além de estarem todas confinadas num espaço relativamente pequeno, estas estrelas encontram-se também entre as mais velhas do Universo. Os astrónomos estudam o Messier 55 e outros objetos antigos, chamados enxames globulares, no intuito de compreenderem como é que as galáxias evoluem e as estrelas envelhecem. Os enxames globulares mantêm-se unidos numa forma esférica compacta por efeito da gravidade. No Messier 55, as estrelas encontram-se muito próximo umas das outras: encontramos aproximadamente uma centena de milhar de estrelas contidas numa esfera com um diâmetro de cerca de 25 vezes a distância entre o Sol e o sistema estelar mais próximo, Alfa Centauri.

 Foram detetados até agora cerca de 160 enxames globulares em torno da nossa galáxia, a Via Láctea, principalmente na direção do bojo central. As duas descobertas mais recentes, obtidas com o VISTA, foram anunciadas recentemente. As maiores galáxias podem ter milhares destas coleções ricas em estrelas, orbitando em seu redor. Observações das estrelas dos enxames globulares revelam que todas elas se formaram mais ou menos ao mesmo tempo - há mais de 10 mil milhões de anos atrás - e a partir da mesma nuvem de gás. Uma vez que este período de formação se deu poucos mil milhões de anos depois do Big Bang, quase todo o gás disponível era o mais simples, mais leve e mais comum no cosmos: o hidrogénio, com algum hélio e quantidades muito pequenas de elementos químicos mais pesados, como é o caso do oxigénio e do azoto.
O enxame estelar globular Messier 55 na constelação do Sagitário.Este enxame globular pode ser facilmente observado através de um pequeno telescópio ou binóculos. Créditos:ESO, IAU and Sky & Telescope

Ser constituídas principalmente de hidrogénio é uma característica que distingue as estrelas residentes em enxames globulares relativamente a estrelas formadas em eras mais tardias, como o nosso Sol, que é composto de elementos mais pesados criados pelas primeiras gerações de estrelas. O Sol acendeu-se há cerca de 4.6 mil milhões de anos, o que o torna duas vezes mais novo do que as estrelas mais velhas existentes na maioria dos enxames globulares. A composição química da nuvem a partir da qual se formou o Sol reflete-se na abundância dos elementos químicos encontrados por todo o Sistema Solar - nos asteróides, nos planetas e também nos nossos próprios corpos. Os observadores celestes podem encontrar o Messier 55 na constelação do Sagitário. Este enxame estelar particularmente grande aparece no céu com quase dois terços do tamanho da Lua Cheia e não é nada difícil de observar através de um pequeno telescópio, embora esteja situado a uma distância de cerca de 17 000 anos-luz da Terra.

O astrónomo francês Nicolas Louis de Lacaille notou pela primeira vez este grupo estelar por volta de 1752 e cerca de 26 anos mais tarde outro astrónomo francês, Charles Messier, incluiu-o no seu famoso catálogo astronómico sob o número 55. Este objeto também se encontra com o nome NGC 6809 no New General Catalogue, um catálogo astronómico mais extenso e muitas vezes citado, criado no final do século XIX. A nova imagem foi obtida no infravermelho pelo telescópio VISTA  de 4.1 metros, situado no Observatório do Paranal do ESO, no norte do Chile. Para além das estrelas do Messier 55, esta imagem VISTA mostra também muitas galáxias que se encontram muito para lá do enxame. Uma galáxia espiral particularmente proeminente, vista de perfil, aparece na região superior direita do centro da imagem.
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/eso1220/

Tempestades solares devem atingir a Terra nos próximos dias

Astrônomos se baseiam em imagem da Nasa que mostra atividade do Sol. Fenômeno prejudica funcionamento de satélites.
A imagem publicada nesta quarta-feira (9) pelo Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês), da Nasa, mostra a atividade recente do Sol. Pela movimentação na superfície, os astrônomos acreditam que o Sol vá produzir erupções muito fortes nos próximos dias. As tempestades devem afetar o campo magnético da Terra, o que pode alterar o funcionamento de satélites de comunicação e provocar auroras boreais, entre outros efeitos, mas não traz consequências diretas para os seres vivos (Foto: AFP/SDO/AIA)
Fonte: G1

Hubble divulga imagem inédita de galáxia anã

Galáxia NGC 2366 fica a 10 milhões de anos-luz da Terra. Outros dois objetos aparecem na imagem.
Galáxia NGC 2366, em imagem do Hubble com filtros verde e infravermelho (Foto: Nasa/ESA)
O Telescópio Espacial Hubble, projeto da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), publicou nesta quinta-feira (10) uma nova imagem da galáxia anã NGC 2366. Essa galáxia fica a cerca de 10 milhões de anos-luz da Terra, e aparece na imagem como uma grande nebulosa. A imagem mostra ainda dois outros objetos. No alto e na direita da imagem, em tom azulado, aparece a galáxia NGC 2363. Um pouco mais à esquerda está uma espiral amarelada. Essa galáxia não faz parte da nebulosa, e fica bem mais distante, mas seu brilho aparece da mesma forma. NGC 2366 é uma região de formação de estrelas, rica em gases. Embora a imagem do Hubble tenha qualidade suficiente para mostrar cada estrela separadamente, essa galáxia não pode ser vista pelo olho nu.
Fonte: G1
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