14 de mai de 2012

Porque Ganimedes merece nossa atenção

Astrobiologia. Já ouviu falar? É uma área bem recente, que surgiu no início dos anos de 1960 e que se debruça sobre a compreensão das condições em que a vida pode existir ou ser preservada no cosmos. Em português simples: procura vida extraterrestre. Dentro desse contexto, Ganimedes merece nossa atenção, pois detém vários elementos para a vida existir, de acordo com a física Emma Bunce, da Universidade de Leicester, no Reino Unido. Como, por exemplo, um próprio oceano, auroras e oxigênio. Descoberta pelo astrônomo alemão Simon Marius (1573-1624) e pelo físico italiano Galileu Galilei (1564-1624), ela é a maior lua de Júpiter e do nosso sistema solar, com um diâmetro aproximado de 5.262 quilômetros.  Mas seu diferencial reside na sua composição, composta por um núcleo rochoso com um manto de água e gelo, e uma crosta de rocha e gelo. Agora, a Agência Espacial Europeia confirmou oficialmente que irá até lá. Os custos aproximados giram em torno de 1 bilhão de euros, cerca de R$ 2,3 bilhões, uma quantidade curiosa para tempos de crise.

Missão espacial de Juice

Esse é o nome da espaçonave, cujo fim de jornada será a órbita da lua Ganimedes, a fim de responder a algumas questões. Por exemplo, quão profundo é o oceano dessa lua? E ele existe por toda a lua ou está espalhado, mais como lagos? Além disso, cientistas querem compreender melhor o campo magnético dessa lua, a única com um campo magnético em todo o sistema solar. Entender esse campo e como ele interage com o campo de Júpiter é um dos pontos chave. “Ganimedes é um ambiente bastante rico, por isso estamos todos excitados”, afirma Bunce. Mas seu lançamento está planejado somente para 2022, com previsão de chegada em Ganimedes em 2032.

Ganimedes, o amante de Zeus

A maior lua de Júpiter recebe esse nome em homenagem ao belo e jovem amante de Zeus (correspondente ao Júpiter romano), segundo a mitologia grega. Conta a lenda que Zeus se apaixonou pelo jovem enquanto Ganimedes pastoreava seu rebanho no Monte Ida. Zeus então apareceu transfigurado como uma águia e o levou para o Monte Olimpo, onde Ganimedes se tornou empregado dos deuses, servindo-lhes bebidas em seus banquetes. Isso provocou a ira de Hera e, por isso, Zeus colocou a imagem de Ganimedes entre as estrelas, na forma da constelação de Aquário, o carregador de água, para sempre lembrar de seu amado. Pondo as lendas de lado, muitos afirmam que essa é uma alegoria para justificar a homossexualidade entre os gregos antigos.
Fonte: http://hypescience.com

Astrônomos encontram ninho de estrelas do Cisne

As áreas brancas e brilhantes realçam as zonas em que se formaram estrelas recentemente. [Imagem: ESA]

Ninho de estrelas

Redes caóticas de pó e gás mostram aquilo que será a próxima geração de estrelas gigantes nesta impressionante nova imagem do berço de estrelas Cisne-X (Cygnus-X), captada pelo observatório espacial Herschel. Cisne-X é uma região extremamente ativa de nascimento de estrelas maciças, a 4.500 anos-luz da Terra, na constelação do Cisne. Usando os olhos de infravermelho distante do Herschel, os astrônomos conseguem localizar regiões onde o pó é aquecido aos poucos pelas estrelas, guiando esse pó até densos amontoados de gás onde se formam novas gerações de estrelas. As áreas brancas e brilhantes realçam as zonas em que se formaram estrelas recentemente a partir de nuvens turbulentas, particularmente evidentes na caótica rede de filamentos observável à direita da imagem. Aqui, nós densos de gás e pó marcam interseções em que os filamentos se encontram e colapsam para formar novas estrelas, e onde estruturas em forma de bolha são esculpidas pela sua imensa radiação.

Pilares estelares

No centro da imagem, uma radiação particularmente forte, juntamente com potentes ventos estelares de estrelas não detectáveis nos comprimentos de onda do Herschel, aqueceram o material interestelar, que brilha em azul nesta representação. A parte esquerda do cenário é dominada por um pilar de gás cuja forma lembra a do pescoço de um cisne. Embaixo e à direita, uma concha de gás e pó terá sido provavelmente ejetada de uma estrela supergigante no seu centro, a qual não é vista diretamente nesta imagem. Cordas de objetos compactos e vermelhos espalhados na imagem mapeiam as sementes frias de uma futura geração de estrelas. A imagem realça as capacidades únicas do Herschel de detectar o nascimento de grandes estrelas e a sua influência no material interestelar vizinho, com um nível de detalhe no comprimento do infravermelho distante que não estava disponível até agora.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Sol é mais lento do que se pensava

Astro está viajando a 23,2 quilômetros por segundo. Anteriormente, acreditava-se que essa velocidade era de 26,3 quilômetros por segundo
Concepção artística da heliosfera (em azul), região que compreende a energia emanada pelo Sol e seu campo magnético (Nasa)
O Sol está se movendo mais lentamente do que se pensava. A descoberta ajuda a entender, entre outras coisas, a quantidade de radiação que entra no Sistema Solar e tem impacto nas tecnologias que serão usadas para proteger humanos em viagens espaciais. O estudo será publicado nesta sexta-feira na revista Science. O Sol viaja pelo espaço interestelar (é o espaço que separa o Sistema Solar de outras estrelas) dentro de uma bolha de vento solar e um campo magnético chamado heliosfera. O limite dessa região, onde o vento solar interage com o resto da galáxia, marca a fronteira do Sistema Solar. Ela recebe o nome em inglês de 'bow shock', ou 'choque em arco'.  De acordo com os cálculos feitos pelos cientistas do Southwest Research Institute, no Texas, Estados Unidos, o Sol está viajando a 23,2 quilômetros por segundo - ou mais de 83 500 km/h. Anteriormente, acreditava-se que essa velocidade era de 26,3 quilômetros por segundo. Pode parecer uma diferença pequena, mas é o suficiente para que a interação do Sol com a heliosfera seja mais fraca. Na ponta do lápis, isso quer dizer que o choque em arco (bow shock) não existe. Ou seja, o vento solar perde energia mais gradualmente e o que se tem é uma onda em arco, em vez de choque.  "No novo estudo, é como se o Sol e sua heliosfera formassem um avião se movendo no meio interestelar. Mas em vez de estar se movendo como um supersônico, ele está se movendo como um avião normal", diz Gustavo Lima, astrofísico brasileiro do Institut de Planétologie et d'Astrophysique de Grenoble, na França.

Proteção contra raios cósmicos

Entender a interação do Sol com o meio interestelar é importante pois permite aos astrônomos calcular a quantidade de raios cósmicos que entra no Sistema Solar. Essa radiação é nociva aos seres humanos. Qualquer viagem ao espaço precisa levar em conta a proteção contra os raios cósmicos. Os astrônomos analisaram dados coletados pelo Interstellar Boundary Explorer (IBEX), uma pequena sonda da Nasa, a agência espacial americana, que mede a natureza da interação de partículas na fronteira do Sistema Solar.

SAIBA MAIS

BOW SHOCK (CHOQUE EM ARCO)

"Bow shocks" são estruturas muito observadas na astrofísica. Elas ocorrem quando um meio com gás denso se move em velocidade supersônica e se choca com outro meio de densidade similar, mas bem mais lento. O gás que se move em velocidade supersônica atinge a parede de gás lento e é desacelerado bruscamente, perdendo praticamente toda sua energia em um curto espaço de tempo, até que sua velocidade fique menor que a do som no meio interestelar.

Uma Galáxia impressionante e sua Companheira Num Campo de Visão Com o Dobro do Tamanho da Via Láctea

A espetacular imagem acima da grande galáxia espiral NGC 1232 é baseada em três exposições feitas nas luzes ultra-violeta, azul e vermelha, respectivamente. As cores das diferentes regiões que constituem uma galáxia são todas visíveis: as áreas centrais contendo estrelas mais velhas de coloração avermelhada, enquanto que os braços espirais são populados por jovens estrelas azuis e muitas regiões de formação de estrelas. Na imagem acima pode-se notar ainda uma galáxia companheira distorcida no lado esquerdo da galáxia principal, com uma forma que lembra a letra grega teta. A NGC 1232 está localizada 20˚ ao sul do equador celeste, na constelação de Eridanus, o Rio. A galáxia localiza-se a cerca de 100 milhões de anos-luz de distância da Terra, mas a excelente qualidade óptica do VLT e do FORS permite que os astrônomos possam ver detalhes incríveis desse par de galáxias. O campo mostrado acima tem aproximadamente 200000 anos-luz de diâmetro, ou seja, cerca de o dobro do tamanho da Via Láctea.
Fonte: http://www.dailygalaxy.com
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