16 de mai de 2012

As Estranhas Luas de Marte

Foi somente em 1877, ao observar uma noite o céu com seus instrumentos, que o astrônomo americano Asaph Hall viu pela primeira vez duas luas circundando Marte; luas que nenhum outro astrônomo declarara ter visto até então. Contudo, Jonathan Swift, autor da fantasia política As Viagens de Gulliver, escreveu sobre elas muito antes de Hall, chegando a dar-lhes, sem muito interesse, as proporções e órbitas. Mas isso foi em uma narrativa imaginária, escrita em 1726, cerca de 150 anos antes que Asaph Hall as tivesse descoberto "oficialmente".  Swift escreveu sobre "as duas pequenas estrelas ou satélites, que giram ao redor de Marte. A estrela que gira na órbita menor dista do centro do planeta primário exatamente três de seus diâmetros, e a que gira na órbita maior, cinco; aquela gira ao redor do planeta no espaço de dez horas, e esta em vinte e uma horas e meia".  Como é que Swift sabia? Teria ele lido a respeito do assunto em algum lugar, em alguma publicação desconhecida pela ciência e pela literatura? Ou, caso tenha imaginado a coisa toda, como é que o fez com tamanha precisão? Ele nunca disse.  As luas são agora uma verdade aceita pela astronomia. Asaph Hall, em um elegante tributo à antigüidade, denominou-as de Fobos e Deimos, os antigos nomes dos cavalos de Marte. O planeta vermelho recebeu o nome de Marte, o deus da guerra, há milhares de anos. Todavia, um mistério ainda maior, sugerido pela forma e pelo excêntrico comportamento das luas, ainda não foi solucionado. Alguns observadores já chegaram a especular que elas podem ser estações espaciais controladas ou artificiais. Esta questão poderá ser esclarecida dentro dos próximos anos, caso a exploração espacial continue se desenvolvendo.
Fonte: http://alusoesnouniverso.blogspot.com.br

Sonda detecta fluxo de água em Marte

Estruturas no solo seriam formadas por água corrente, diz estudo.Descoberta é o mais perto que se chegou de detectar água líquida.
Talvez seja possível prever como será nosso planeta daqui a alguns bilhões de anos olhando para como Marte está agora. É o que indica um estudo do Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA). A partir da análise de um fragmento vulcânico, os cientistas acreditam que a atmosfera do Planeta Vermelho há 3,5 bilhões de anos era muito mais densa, o que possibilitaria a existência de vastos oceanos por lá naquela época. O planeta Marte, atualmente, tem uma superfície seca. Recentes descobertas de vestígios de água fazem referência apenas ao passado: houve água um belo dia, hoje já não há mais. Existe um consenso entre os cientistas que uma das principais razões para isso é a baixa densidade da atmosfera. Cerca de cem vezes menos densa que a nossa, uma atmosfera como aquela não permite, por condições de pressão, que haja fontes estáveis de água em estado líquido correndo sobre o solo. Mas será que Marte já não teve tais condições no passado?

Um simples fragmento pode ter muito a revelar - Os pesquisadores dos Estados Unidos desejavam um experimento que pudesse mostrar, de maneira concreta, que o solo em Marte realmente já foi úmido. Em 2007, a oportunidade apareceu: a sonda Spirit, robô de quatro rodas que passeou pela superfície do Planeta Vermelho de 2004 a 2010, coletou certo fragmento de rocha que deu muito em que pensar. Conforme apuraram os cientistas, este fragmento havia sido expelido por um vulcão marciano há cerca de 3,5 bilhões de anos. Passou um período na atmosfera, mas acabou caindo no chão. Na queda, o fragmento causou no solo uma notável depressão (chamada de “sag bomb”, em inglês), que intrigou os cientistas: como é que um fragmento poderia fazer um estrago tão grande ao cair se a atmosfera fosse pouco espessa? De fato, não era. Há mais de três bilhões de anos, Marte tinha uma atmosfera vinte vezes mais densa.

Experimento matou dois coelhos com uma cajadada só - Esta situação, de “ascensão e queda” de uma rocha vulcânica em Marte, foi simulada em laboratório (você pode ter uma boa ideia de como foi o procedimento através deste vídeo). O objetivo era recriar uma depressão (“sag bomb”) igual à que se produziu em Marte, e ficar de olho nas duas condições necessárias para que a cratera resultante fosse a mesma: a velocidade da queda e a umidade do solo em questão. Foram feitos testes com vários tipos de materiais rochosos, que eram lançados de determinada altura em três diferentes superfícies: um solo de areia seca, outro de areia úmida e outro com areia saturada de umidade, como uma argila. Descobriu-se que, independente do material que caía no solo, a cratera mais parecida com a de Marte se formava na “argila”. A velocidade de queda necessária para isso, superior a 140 km/h, indica que a superfície de Marte realmente já foi mais densa e, no mínimo, muito mais úmida que a atual.
Fontes: hypescience.com / G1

Reciclagem pode ser resposta para mistério galáctico

Imagens das seis galáxias com detectadas e tiradas com a Câmera Avançada de Pesquisas do Telescópio Espacial Hubble. Imagem divulgada 14 de março de 2012.CRÉDITO: K. Rubin, MPIA
As galáxias não parecem ter tanta matéria para que continuem formando tantas estrelas como as que vemos. Agora, astrônomos pegaram uma no ato de reciclar material que havia jogado fora antes, o que pode explicar esse mistério. Novas observações ofereceram a primeira evidência direta de gás fluindo para dentro de galáxias distantes, que estão criando estrelas. Isso oferece suporte para a teoria da “reciclagem galáctica”. A própria Via Láctea, por exemplo, parece transformar o equivalente à massa solar em matéria, em novas estrelas, a cada ano. Isso acontece mesmo que a nossa não possua material cru suficiente, como gás e poeira, para ter continuado esse processo por mais do que um par de bilhões de anos. E observações de muitas ouras galáxias sugerem que o comportamento da Via Láctea é comum. De acordo com a teoria da reciclagem, a Via Láctea e outras galáxias podem estar recolhendo massa que haviam anteriormente perdido pela formação de estrelas. Os cientistas suspeitam que os processos galácticos – como as explosões supernova ou a radiação das estrelas brilhantes – expelem gás para o espaço. A questão era se a gravidade seria suficiente para puxar isso de volta, especialmente nos casos de galáxias distantes, que parecem expelir gás com muita força. No novo estudo, astrônomos liderados por Kate Rubin usaram o telescópio Keck I, no Havaí, EUA, para observar 100 galáxias entre cinco e oito bilhões de ano luz-longe da Terra. Em seis delas, os pesquisadores encontram evidência de gás voltando para as galáxias. Mas os pesquisadores acreditam que a reciclagem ocorra com mais frequência do que os números indicados no estudo, porque esse fluxo do gás é complicado de ser observado e depende da orientação da galáxia. De fato, os astrônomos sugerem que o fenômeno ocorre em 40% dos casos.  “Essa é uma importante peça do quebra-cabeça, e uma importante evidência de que a reciclagem cósmica pode responder o mistério da matéria que falta”, afirma um dos astrônomos envolvidos no estudo.
Fonte: hypescience.com
[LiveScience]

A Cratera Vibidia em Vesta

Créditos de imagem: NASA / JPL-Caltech / UCLA / MPS / DLR / IDA
Essa imagem feita com a câmera de enquadramento da sonda Dawn está centrada na cratera Vibidia, que tem aproximadamente 10 quilômetros de diâmetro. Existe uma distinta distribuição de material brilhante e escuro ao redor da cratera Vibidia. Existem raios brilhantes que se estendem por aproximadamente 15 quilômetros em um padrão circular ao redor da Vibidia. Esses raios cortam crateras mais velhas e algumas crateras mais jovens que se formaram no topo delas. Os raios escuros estão na sua maior parte dentro da cratera e alguns se estendem por distâncias menores para fora do anel da cratera. Essa imagem mostra a região localizada no Quadrante Tuccia do Vesta e o centro da imagem localiza-se nas coordenadas 26.6 graus de latitude sul e 220.4 graus de longitude leste. A sonda Dawn, obteve essa imagem com sua câmera de enquadramento através do seu filtro limpo no dia 21 de Outubro de 2011. A distância entre a sonda Dawn e a superfície do asteroide Vesta no momento da imagem era de 700 quilômetros no momento em que a imagem foi feita e a resolução da imagem é de 70 metros por pixel. Essa imagem foi adquirida durante a fase HAMO, ou seja, High Altitude Mapping Orbit, da missão da sonda Dawn em Vesta.
Fonte: http://dawn.jpl.nasa.gov

A Nebulosa da Estrela Binária AB7

A imagem acima mostra a AB7, uma das maiores nebulosas localizada nas Nuvens de Magalhães, duas galáxias satélites da nossa Via Láctea. AB7 é uma estrela binária que consiste de uma estrela WR, uma estrela massiva altamente desenvolvida e uma estrela massiva de meia idade companheira e do tipo espectral O. Essas estrelas excepcionais geram ventos estelares muito fortes, eles continuamente ejetam partículas energéticas, como o vento estelar do nosso Sol, mas entre 10 e 1000 vezes mais intensamente do que a nossa estrela. Esses poderosos ventos exercem uma enorme pressão no material interestelar ao redor e formam de maneira forçada nuvens em bolhas, que podem ser visíveis claramente na imagem acima em coloração azul. A AB7 é particularmente destacável, a imensa nebulosa associada indica que essa estrela é uma das se não a mais quente estrela do tipo WR conhecida com uma temperatura superficial que excede os 120000 graus. Um pouco fora dessa nebulosa, uma pequena rede de filamentos verdes é visível, esses filamentos são na verdade partes remanescentes de uma outra explosão de supernova.
Fonte: http://www.dailygalaxy.com/

Um olhar profundo à Centaurus A

A galáxia peculiar Centaurus A (NGC 5128) aparece nesta imagem obtida pelo instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, instalado no Observatório de La Silla do ESO, no Chile. Com um tempo total de exposição de mais de 50 horas, esta é provavelmente a imagem mais profunda já criada deste espectacular e incomum objeto. Crédito: ESO
Esta nova imagem do Observatório Europeu do Sul mostra-nos a estranha galáxia Centaurus A. Com um tempo total de exposição de mais de 50 horas, esta é provavelmente a imagem mais profunda alguma vez criada deste espectacular e invulgar objeto. A imagem foi produzida com o instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2.2 metros, instalado no Observatório de La Silla do ESO, no Chile. Centaurus A, também conhecida como NGC 5128, é uma galáxia elíptica peculiar de grande massa com um buraco negro supermassivo no seu centro. Situa-se a cerca de 12 milhões de anos-luz de distância na constelação do Centauro e distingue-se por ser a rádio galáxia mais forte do céu. Os astrónomos pensam que o núcleo brilhante, a forte emissão rádio e os jactos da Centaurus A são produzidos por um buraco negro central com uma massa de cerca de 100 milhões de vezes a massa do Sol. A matéria situada na regiões centrais densas da galáxia liberta enormes quantidades de energia à medida que cai em direção ao buraco negro. Esta imagem do Wide Field Imager permite-nos apreciar a natureza elíptica da galáxia, que aparece na forma alongada das regiões exteriores mais ténues. O brilho que enche a maior parte da imagem vem de centenas de milhar de milhão de estrelas velhas e frias. Contrariamente à maioria das galáxias elípticas, a forma homogénea da Centaurus A é perturbada por uma banda larga e "remendada" de material escuro, que obscurece o centro da galáxia. A banda escura contém grandes quantidades de gás, poeira e estrelas jovens. Enxames de estrelas jovens brilhantes situados nas pontas superior direita e inferior esquerda da banda apresentam o brilho vermelho característico de nuvens de hidrogénio onde se formam estrelas, enquanto que algumas nuvens de poeira isoladas podem ser vistas contrastando com o fundo de estrelas. Estas características juntamente com a emissão rádio intensa, apontam para o facto provável da Centaurus A ter resultado da fusão entre duas galáxias. A banda de poeira é provavelmente os restos desfeitos de uma galáxias espiral a ser rasgada pela atração gravitacional da galáxia elíptica gigante.
Este mapa mostra a localização da galáxia peculiar Centaurus A (NGC 5128) na constelação do Centauro. O mapa mostra a maioria das estrelas visíveis a olho nu sob boas condições atmosféricas e a Centaurus A propriamente dita encontra-se assinalada com um círculo vermelho. Esta galáxia é bastante brilhante e pode por isso ser observada com um pequeno telescópio amador ou mesmo com binóculos. A banda escura também se torna claramente visível com um telescópio um pouco maior. Créditos:ESO, IAU and Sky & Telescope
O novo conjunto de imagens do WFI inclui exposições de longa duração com os filtros vermelho, verde e azul, para além de filtros especialmente concebidos para isolarem a radiação emitida pelo hidrogénio e oxigénio brilhantes. Estes últimos ajudam-nos a localizar os conhecidos jactos óticos situados em volta da Centaurus A, jactos esses que eram praticamente invisíveis numa imagem obtida anteriormente pelo Wide Field Imager (eso0315a). Estendendo-se desde a galáxia até ao canto superior esquerdo da imagem encontram-se dois grupos de filamentos avermelhados, mais ou menos alinhados com os enormes jactos proeminentes nas imagens rádio. Ambos os conjuntos de filamentos são na realidade maternidades estelares que contêm estrelas quentes jovens. Por cima do lado esquerdo da banda de poeira, encontramos os filamentos interiores, a cerca de 30 000 anos-luz de distância do núcleo. Mais para o exterior, a cerca de 65 000 anos-luz de distância do núcleo da galáxia e próximo do canto superior esquerdo da imagem, os filamentos exteriores podem ser observados. Existem também muito provavelmente, traços de um contra-jacto muito mais ténue, que se estende para a direita e para baixo. A Centaurus A foi já extensivamente estudada em comprimentos de onda que se vão desde o rádio até aos raios gama. Em particular, observações em rádio e raios X foram cruciais no estudo das interações entre a emissão altamente energética vinda do buraco negro de grande massa e os seus arredores. Estudos da Centaurus A feitos com o ALMA estão no seu início. Muitas das observações da Centaurus A utilizadas na criação desta imagem foram obtidas no intuito de ver se era possível usar rastreios terrestres para detectar e estudar estrelas variáveis em galáxias fora do nosso Grupo Local, tais como a Centaurus A. Foram descobertas mais de 200 novas estrelas variáveis na Centaurus A.
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/eso1221/

A Beleza da Galáxia NGC 891

Créditos:ESA / Hubble & NASA.Agradecimento: Nick Rose
Visível na constelação de Andrômeda, a NGC 891 está localizada a aproximadamente 30 milhões de anos-luz de distância da Terra. O Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA virou seu vasto campo da Advanced Camera for Surveys em direção a essa galáxia espiral e fez essa imagem detalhada da metade norte da galáxia. O bulbo central da galáxia está fora da imagem na parte inferior esquerda. A galáxia se espalha por aproximadamente 100000 anos-luz e é vista de lado, revelando seu espesso plano de poeira e gás interestelar. Enquanto inicialmente se pensava que ela parecia com a nossa Via Láctea se fosse vista de lado, pesquisas mais detalhadas revelara a existência de filamentos de poeira e gás escapando do plano da galáxia em um halo por mais de centenas de anos-luz. Eles podem ser claramente vistos aqui contra o brilhante plano de fundo do halo da galáxia, expandindo no espaço a partir do disco da galáxia. Os astrônomos acreditam que esses filamentos sejam o resultado da ejeção de material devido à supernovas ou intensa atividade de formação estelar. Ascendendo quando elas nascem, ou explodindo quando elas morrem, as estrelas geram poderosos ventos que podem soprar a poeira e o gás por mais de centenas de anos-luz no espaço. Algumas estrelas em primeiro plano pertencentes à Via Láctea brilham de forma intensa na imagem, enquanto distantes galáxias elípticas podem ser vistas na parte inferior direita da imagem. A NGC 891 é parte de um pequeno grupo de galáxias que se mantêm juntos pela gravidade. Uma versão dessa imagem entrou na competição conhecida como Hubble’s Hidden Treadures Image PRocessing Competition pelo participante Nick Rose. O Hidden Treasures é uma iniciativa de convidar entusiastas da astronomia para buscar no arquivo do Hubble, imagens espetaculares que nunca tinham sido vistas pelo público em geral.
Fonte: http://www.spacetelescope.org/images
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