17 de mai de 2012

O céu que nos envolve

Observação da noite estrelada é fundamental para compreensão de cenas do cotidiano
Da próxima vez que alguém perguntar quantos anos você tem, pense uns dois segundos antes de responder. O que exatamente seu interlocutor deseja saber? O que ele está perguntando, que você pode responder, eventualmente sem saber é: quantas voltas você já deu em torno do Sol? E isto porque um ano é exatamente o período que a Terra consome para dar uma volta inteira ao redor do Sol. A extensão da órbita da Terra em torno do Sol é de aproximadamente 900 milhões de km. Isso significa que se você tem, digamos, 30 anos, já viajou 27 bilhões de km em torno de sua estrela-mãe. Interpretada assim, uma pergunta sem muito sentido, como a idade de alguém, passa a ser interessante e permite colocar a vida de cada um de nós num contexto especial. Para saber detalhes, por exemplo a velocidade com que se viaja em torno do Sol, basta uma operação de divisão: 900 milhões de quilômetros por 365 dias e quase seis horas e o resultado será de aproximadamente 108 mil km por hora. Isso significa que você viaja em torno do Sol a uma velocidade 120 vezes superior à de um jato comercial, que voa a cerca de 900 km por hora.

Se você quiser ainda mais, leve em conta que uma pessoa caminha 6 km por hora em média e por isso mesmo a velocidade de um jato é 150 vezes superior. Ou seja, a Terra voa em torno de Sol a uma velocidade 18 mil vezes maior que a de uma pessoa caminhando. Se você nunca havia pensado nisso, 108 mil km por hora podem parecer uma velocidade espantosa. Não temos a sensação de estar parados, com as estrelas aparentemente fixas no céu, noite após noite?

Temos essa sensação porque as estrelas - excetuando o Sol, que está a 8 minutos-luz - estão a enormes distâncias e assim parecem imóveis, apesar de também estarem se deslocando. Na verdade, a Galáxia inteira, como um polvo luminoso com seus tentáculos distorcidos num movimento de rotação, está toda em movimento. O Sistema Solar está no braço do Órion, um dos tentáculos do polvo-galáxia, a 30 mil anos-luz de sua cabeça de alta densidade estelar e abrigando um enorme e faminto buraco negro. Quer saber como tudo isso se parece? Lembra-se de alguma vez ter acordado pela manhã e observado um raio de Sol perfurando uma fresta da janela e mostrando um vórtice de poeira em movimento, como um minúsculo tornado? Pois as estrelas da Galáxia se parecem um pouco com esta imagem quase onírica de uma manhã despertada no campo, com algum tempo para refletir sobre a vida, sem ter de se levantar, engolir rapidamente o café de manhã e correr para o trabalho.

Não olhamos mais para o céu, tampouco temos um tempo mínimo para refletir sobre o sentido da vida, e assim deixamos de fazer descobertas que podem mudar profundamente nossos pontos de vista. Podemos passar a vida inteira sem nenhuma dessas experiências, o que não deixa de ser surpreendente, afinal, o céu nos envolve por todos os lados. Poderíamos falar de uma série de outros movimentos. Um deles é o ápex solar, descoberto pelo astrônomo William Herschel (1738-1822) em 1783. O ápex solar é um ponto para onde se dirige o Sol, levando junto todo seu colar planetário à velocidade de 72 mil km por hora, em direção à constelação de Hércules. Relações entre pessoas, observações e descobertas são sempre fascinantes, e aqui vamos considerar apenas mais uma delas para sugerir a importância de observar o céu para a compreensão dos mistérios da vida. Neste caso, a relação é a seguinte: boa parte da água disponível na Terra foi trazida por cometas (montanhas de gelo sujo que circulam pelo Sistema Solar).

Se você considerar que 60% da massa de seu corpo é formada por água, deduzirá sem dificuldade que parte de seu corpo já foi cometa no passado. Surpreendente? Claro. Surpreendente mas real como o dia que nasce. Assim, quando ouvir alguém dizer que somos poeira de estrelas, não duvide. É poético, mas também é real. Outro dia voltaremos a este assunto. Por hoje a idéia era apenas refletir sobre uma pergunta aparentemente tão banal como quantos anos você tem.
Fonte: http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/o_ceu_que_nos_envolve_3.html

Nasa calcula que 4.700 asteroides podem ser perigosos para a Terra

Sonda WISE observou asteroides com órbitas próximas à Terra e com tamanho suficiente para resistir à passagem pela atmosfera
Na imagem, cedida pela Nasa, um conjunto de asteroides próximos da Terra.Foto: EFE/NASA
A Nasa calcula que há 4.700 asteroides potencialmente perigosos para a Terra, segundo os dados da sonda WISE, que analisa o cosmos com luz infravermelha, informou nesta quarta-feira (16) a agência espacial americana. A agência assinalou que as observações da WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) permitiram a melhor avaliação da população dos asteroides potencialmente perigosos de nosso sistema solar. Esses asteroides têm órbitas próximas à Terra e são suficientemente grandes para resistir à passagem pela atmosfera terrestre e causar danos se caírem no nosso planeta. Os novos resultados foram recolhidos pelo projeto NEOWISE, que estudou, utilizando luz infravermelha, uma porção de 107 asteroides potencialmente perigosos próximos à Terra com a sonda WISE para fazer prognósticos sobre toda a população em seu conjunto. Segundo a Nasa, há aproximadamente 4.700 deles - com uma margem de erro de mais ou menos 1.500 -, que têm diâmetros maiores de 100 metros. Até o momento, calcula-se que entre 20% e 30% desses objetos foram localizados. "Fizemos um bom começo na busca dos objetos que realmente representam um risco de impacto com a Terra", disse Lindley Johnson, responsável pelo Programa de Observação de Objetos Próximos à Terra, desenvolvido pela Nasa. No entanto, "temos de encontrar muitos e será necessário um grande esforço durante as próximas duas décadas para encontrar todos os que podem causar graves danos ou ser destino das missões espaciais no futuro".
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia

Vênus transita em frente ao Sol em junho pela última vez até 2117

Pesquisadores aproveitam o fenômeno para testar novas técnicas para visualizar planetas distantes da Terra
Vênus transitará diante do Sol entre 5 e 6 de junho.Foto: Getty Images
O planeta Vênus poderá ser visto em junho durante o trânsito em frente ao Sol, um fenômeno que não ocorrerá novamente até 2117 e ajudará na busca de exoplanetas, informou nesta quarta-feira (16) o periódico científico britânico "Nature".  Vênus, o segundo planeta do Sistema Solar em ordem de distância do Sol e o terceiro menor, transitará diante do Sol entre 5 e 6 de junho, disse o astrônomo Jay Pasachoff, da Williams College (EUA), em um artigo publicado pela revista. "Esperamos que o trânsito de Vênus nos proporcione uma visualização de exoplanetas", explicou o astrônomo. Apesar de Vênus ser visível a partir da Terra em poucas ocasiões, Pasachoff confia que neste ano a visualização seja melhor que a de 2004, já que a atividade solar é mais intensa agora. Os pesquisadores aproveitam estes fenômenos para testar novas técnicas e métodos de visualização de planetas distantes da Terra. "Os cientistas de hoje enviam sondas espaciais a outros planetas para uma apuração mais detalhada, mas a observação desses fenômenos a partir do nosso planeta nos proporciona uma informação única e nos dá a oportunidade de melhorar nossos métodos de busca a exoplanetas", explicou Pasachoff. O fenômeno será registrado pelo satélite da Nasa "ACRIMSAT", que oferecerá uma imagem similar à obtida a partir de outros satélites e telescópios como o Kepler, especificou o cientista. A equipe de Pasachoff se concentrará no estudo da atmosfera de Vênus, visível graças aos raios que atravessarão durante o percurso pela frente do Sol. Os dados recopilados serão comparados com os obtidos na observação das atmosferas de exoplanetas, destacou o astrônomo. Desde o século XVII, quando foram inventados os primeiros telescópios, Vênus se deslocou pela frente do Sol em seis ocasiões (1639, 1761, 1769, 1874, 1882 e 2004). Em todos eles, os cientistas realizaram centenas de estudos e medições com o objetivo de resolver um dos maiores mistérios da astronomia da época: calcular a distância entre a Terra e o Sol. Pasachoff reconheceu que é cedo para saber como ajudará no estudo dos trânsitos no Sistema Solar na observação dos exoplanetas distantes, mas ressaltou que esses deslocamentos são raros e não devem ser desperdiçados. "Devemos isso aos futuros astrônomos, especialmente para aqueles que observarão o fenômeno em 2117", disse Pasachoff.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/

Nebulosa da Tarântula

Créditos da Imagem:NASA, ESA, ESO, D. Lennon (ESA/STScI) et al., and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA)
A maior e mais violenta região de formação estrelas conhecida em todo o Grupo Local de Galáxias localiza-se na nossa galáxia vizinha da Grande Nuvem de Magalhães. A imagem acima mostra a Nebulosa da Tarântula na distância de Nebulosa de Orion, uma região de formação de estrelas local. Também conhecida como 30 Doradus, o gás rosa e vermelho indica uma massiva nebulosa de emissãoo, embora partes remanescentes de supernovas e nebulosas escuras também existam nesse local. O nó brilhante de estrelas à esquerda do centro é chamado de R136 e contém muitas das estrelas mais massivas, quentes e brilhantes que são conhecidas. A imagem acima é considerada um dos maiores mosaicos já criados com observações do Hubble e tem revelado detalhes sem precedentes dessa enigmática região de formação de estrelas. A imagem acima foi lançada para comemorar os 22 anos do Telescópio Espacial Hubble em órbita.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120516.html
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