22 de mai de 2012

Exoplaneta recém-descoberto pode tornar-se em pó

Investigadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e da NASA detectaram um possível planeta, a cerca de 1500 anos-luz de distância, que parece estar a evaporar-se sob o intenso calor da sua estrela-mãe. Os cientistas acham que uma longa cauda de detritos - muito parecida às caudas dos cometas - segue o planeta, e que esta cauda poderá contar a história da desintegração do planeta. De acordo com os cálculos da equipa, vai desaparecer completamente daqui a 100 milhões de anos.

Impressão de artista do planeta e e da cauda de poeira que liberta.Crédito: NASA

A equipa descobriu que o planeta poeirento orbita a sua estrela a cada 15 horas - uma das órbitas mais rápidas já observadas. Tal pequena órbita deve ser muito íntima e implica que o planeta seja aquecido pela sua estrela-mãe laranja até uma temperatura de 1980º C. Os cientistas teorizam que o material rochoso à superfície do planeta derrete e evapora a estas altas temperaturas, formando um vento que transporta gás e poeira para o espaço. Densas nuvens de poeira seguem o planeta à medida que gira em torno da estrela. Pensamos que esta poeira seja constituída por partículas extremamente pequenas," afirma o co-autor Saul Rappaport, professor de física no MIT. "Seria como se olhássemos para o smog de Los Angeles ou Londres. As descobertas do grupo, publicadas na revista Astrophysical Journal, têm por base dados do Observatório Kepler, um telescópio espacial que monitoriza mais de 160.000 estrelas na Via Láctea. O observatório regista o brilho de cada estrela em intervalos regulares; os cientistas então analisam os dados em busca de sinais de novos planetas para lá do nosso Sistema Solar.

Os astrónomos normalmente usam o telescópio Kepler para identificar exoplanetas ao observar diminuições regulares no brilho de uma estrela. Por exemplo, se uma estrela diminui de brilho a cada mês, uma possibilidade é que a diminuição seja devida à passagem de um planeta uma vez por mês; de cada vez que o planeta viaja em frente da estrela (a partir da perspectiva da Terra), o planeta bloqueia a mesma quantidade de luz. No entanto, Rappaport e seus colegas observaram um curioso padrão de luz oriundo da estrela KIC 12557548. O grupo examinou as curvas de luz da estrela, um gráfico do brilho ao longo do tempo, e descobriu que a sua luz diminui por intensidades diferentes a cada 15 horas - sugerindo que algo bloqueia a estrela regularmente, mas por graus diferentes. A equipa considerou várias explicações para os confusos dados, incluindo a possibilidade de um duplo planetário - dois planetas em órbita um do outro - também orbitar a estrela (Rappaport afirma que o par planetário passaria pela estrela em orientações diferentes, bloqueando diferentes quantidades de luz durante cada eclipse). Os dados, no entanto, falharam no suporte desta hipótese: a diminuição a cada 15 horas é demasiado curta para permitir espaço suficiente à interacção de dois corpos planetários, do mesmo modo que a Terra e a Lua orbitam o Sol.

Ao invés, os investigadores conceberam uma hipótese nova: que as diferentes intensidades de luz são provocadas por um corpo algo amorfo e em constante mutação. "Não sei como demos com esta ideia," afirma Rappaport. "Mas tem a ver com algo a mudar constantemente. Não é um outro corpo sólido, mas poeira que é libertada do planeta." Rappaport e seus colegas investigaram os vários modos como a poeira pode ser criada e expelida de um planeta. Pensam que o planeta deve ter um campo gravítico pequeno, tal como o de Mercúrio, em ordem ao gás e poeira escaparem da atracção gravitacional do planeta. O planeta também deve ser extremamente quente - na ordem dos 1980º C. Rappaport diz que existem duas explicações para a formação da poeira planetária: pode entrar em erupção como cinza de vulcões à superfície, ou ser formada a partir de metais vaporizados a altas temperaturas que depois condensa em poeira. No que toca à quantidade expelida do planeta, a equipa mostra que o planeta pode perder poeira suficiente para explicar os dados do Kepler. Graças aos seus cálculos, os investigadores concluíram que a esta velocidade, o planeta será completamente desintegrado daqui a 100 milhões de anos. Os cientistas criaram um modelo do planeta em órbita da sua estrela, bem como da grande cauda de poeira. As partes mais densas rodeiam imediatamente o planeta, ficando mais leves à medida que se afastam. O grupo simulou o brilho da estrela à medida que o planeta e a sua nuvem de poeira passavam em frente, e descobriu que os padrões de luz coincidem com as curvas irregulares de luz obtidas pelo Observatório Kepler.

"Na realidade estamos agora muito contentes com a assimetria no perfil do eclipse," aponta Rappaport. "Ao início não compreendíamos este cenário. Mas assim que desenvolvemos esta teoria, apercebemo-nos que esta cauda de poeira tem que lá estar. Se não estiver, então o cenário está errado." Dan Fabrycky, membro da equipa científica do Kepler, diz que o modelo pode apenas ser mais um dos muitos diferentes modos no qual um planeta pode desaparecer. "Isto pode apenas ser mais uma maneira em que um planeta morre," acrescenta Fabrycky, que não esteve envolvido na pesquisa. "Muitos estudos levaram à conclusão de que os planetas não são objectos eternos, podem morrer de modos extraordinários, e este pode ser um caso onde o planeta evapora completamente no futuro."

M35

Contribuição de Neil Heacock de Vancouver, Washington
Todos nós sabemos que é difícil resistir a uma promoção de vendas, principalmente quando é do tipo pague um e leve dois, e isso é exatamente o que acontece com essa imagem. O aglomerado M35 localiza-se a 2.3˚ a noroeste da estrela de magnitude 3.3 Eta Geminorum. Se você estiver num lugar escuro o suficiente você irá conseguir observar o aglomerado facilmente a olho nu. Contudo, ao apontar um telescópio para o M35, não só você verá o aglomerado explodindo em estrelas mas também irá conseguir observar um segundo aglomerado, o NGC 2158 de magnitude 8.6. Philippe Loys de Chéseaux descobriu esse aglomerado no final de 1745 ou no começo de 1746. O astrônomo inglês John Bevis também o encontrou antes de 1750, o ano que ele apresentou esse objeto em seu atlas estelar, chamado de Uranographia Britannica. Messier, que o adicionou ao seu catálogo em 30 de Agosto de 1764, creditou a Bevis, a descoberta. A imagem acima foi feita através de um telescópio de 4 polegadas, Vixen Optics ED103S refrator apocromático com William Optics Flat 2.0.8x FR/FF, com uma câmera Canon EOS 1000D DSLR, ISO 800, para chegar a esse resultado final foram feitas 35 exposições de 2 minutos.

Maior telescópio solar da Europa é inaugurado na Espanha

Instrumento será usado para auxiliar a observação e a compreensão dos processos solares produzidos na maioria das estrelas do universo
O maior telescópio solar da Europa, chamado Gregor, foi inaugurado nesta segunda-feira, 21, no Observatório do Teide (Tenerife) para auxiliar a observação e compreensão dos processos solares produzidos na maioria das estrelas do universo. Durante a inauguração de Gregor, promovido por um consórcio alemão, o diretor do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), Francisco Sánchez, explicou que esta infraestrutura é uma prova de cooperação que ajuda o desenvolvimento conjunto. Os custos deste telescópio e de seus primeiros instrumentos são de aproximadamente 12,85 milhões de euros, custeados em grande parte pelo consórcio alemão, que inclui o Instituto de Astrofísica de Potsdam-Leibinz e o Instituto de Pesquisa Solar Max Planck em Katlenburg-Lindau, como parceiros. O Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), assim como o Instituto de Astrofísica de Göttingen e o Instituto Astronômico da Academia de Ciência da República Tcheca, também participam deste projeto. O telescópio solar Gregor ajudará a compreender melhor os processos físicos que são produzidos na maioria das estrelas do universo, além de resolver questões sobre como a atividade solar afeta e danifica os satélites e as redes de energia da Terra. O novo satélite também permitirá uma observação da atmosfera solar com uma resolução nunca vista até agora. Isso porque, o Gregor possui uma abertura de 1,5 metros, um número superior ao do resto dos telescópios solares instalados nos observatórios do IAC. A resolução espacial, espectral e temporal permite que os pesquisadores possam seguir os processos físicos na superfície do Sol em escalas menores - como 70 quilômetros, por exemplo. Ao contrário do que ocorre com o resto de telescópios solares, o desenho do Gregor é totalmente aberto, já que sua cúpula é substituída por um teto retrátil. Esse mecanismo evita o superaquecimento da estrutura e dos espelhos.
Fonte: ESTADÃO

A Espiral Dentro de uma Espiral

Créditos:ESA / Hubble & NASA
O Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA registrou essa imagem da galáxia espiral conhecida como ESO 498-G5. Uma interessante feição dessa galáxia é que seus braços espirais contornam todo o seu centro, de modo que o centro da ESO 498-G5 pareça como uma galáxia espiral miniatura. Esse tipo de estrutura é contrastante com os centros elípticos preenchidos por estrelas (ou os bulbos) de muitas das galáxias espirais, que aparecem como uma massa brilhante como é o caso da NGC 6384.

Os astrônomos se referem aos bulbos distintos espirais de galáxias como a ESO 498-G5 como bulbos de disco, ou pseudobulbos, enquanto que os centros elípticos brilhantes são chamados de bulbos clássicos. Observações feitas com o Telescópio Espacial Hubble, que não sofre com o efeito de distorção da atmosfera da Terra, tem ajudado a revelar esses dois diferentes tipos de centros galácticos. Essas observações também têm mostrado que a formação de estrelas ainda existe nos bulbos tipo disco e que param nos bulbos clássicos.

Isso significa que essas galáxias podem como as clássicas bonecas russas: bulbos clássicos parecem mais como uma versão em miniatura de uma galáxia elíptica, mergulhado no centro de uma galáxias espiral, enquanto que os bulbos tipo disco parecem como uma segunda, porém menor galáxia espiral localizada no coração da primeira, ou, uma espiral dentro de uma espiral. As similaridades entre os tipos de bulbos de galáxias e os tipos de galáxias vão além da aparência. Como gigantescas galáxias elípticas, os bulbos clássicos consistem de grandes aglomerações de estrelas se movendo em órbita aproximadamente aleatória. De modo oposto, a estrutura e o movimento das estrelas dentro dos bulbos de tipo disco espelham os braços espirais do disco da galáxia.

Essas diferenças sugerem diferentes origens para os dois tipos de bulbos: enquanto que acredita-se que os bulbos clássicos se desenvolvam através de grandes eventos como o processo de fusão de galáxias, os bulbos do tipo disco se desenvolvem de forma gradativa, desenvolvendo seus padrões espirais como estrelas e gases migrando para o centro da galáxia. A ESO 498-G5 está localizada a aproximadamente 100 milhões de anos-luz de distância na constelaçãoo de Pyxis (A Bússola). Essa imagem foi gerada a partir de exposições na luz visível e infravermelha obtidas pela Advanced Camera for Surveys do Hubble. O campo de visão é de aproximadamente 3.3 por 1.6 arcos de minuto.
Fonte: http://spacetelescope.org/images

Supernova rompendo casulo ao redor de estrela progenitora

Créditos: X-ray: NASA / CXC / Real Colégio Militar do Canadá / P.Chandra et al); Optical: NASA / STScI
Observações feitas com o Observatório de Raios-X Chandra da NASA forneceram a primeira evidência de uma onda de choque de uma supernova passando através de um casulo de gás ao redor da estrela que explodiu. Essa descoberta pode ajudar os astrônomos a entenderem por que algumas das supernovas são muito mais poderosas do que outras. No dia 3 de Novembro de 2010, uma supernova foi descoberta na galáxia UGC 5189A, localizada a 160 milhões de anos-luz de distância. Usando dados do telescópio All Sky Automated Survey no Havaí, obtidos anteriormente, os astrônomos determinaram essa explosão de supernova no começo de Outubro de 2010, no tempo da Terra. A imagem composta da UGC5189A acima, mostra os dados de raios-X do Chandra em roxo e os dados ópticos do mesmo objeto obtidos pelo Telescópio Espacial Hubble em vermelho, verde e azul. A SN2010jl é a fonte muito brilhante de raios-X perto do topo da galáxia. Uma equipe de pesquisadores usou o Chandra para observar essa supernova em Dezembro de 2010 e novamente em Outubro de 2011. A supernova foi uma das luminosas que já foram detectadas em raios-X. Os resultados dessas observações foram publicados num artigo que apareceu na edição de 1 de Maio de 2012 do The Astrophysical Journal Letters.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia

Uma passagem próxima da Lua de Saturno Dione

Créditos de Imagens: Cassini Imaging Team, ISS, JPL, ESA, NASA
O que são esses objetos passando por Done, na imagem acima? Quando fez sua aproximação da lua de Saturno Dione no final do ano de 2011, a sonda Cassini registrou essa bela imagem onde mostra Dione, os anéis de Saturno e duas outras pequenas lias do sistema Epimeteu e Prometeu. A imagem acima teve como objetivo registrar a superfície branca como neve e repleta de crateras da lua de 1100 quilômetros de diâmetro, Dione, a fineza dos anéis de Saturno e a relativa escuridão da lua menor Epimeteu. A imagem acima foi feita, com a sonda Cassini a apenas 100000 quilômetros de distância da grande lua congelada. Entre os eventos importantes na agenda da Cassini em sua continua exploração de Saturno e de seus sistemas de luas incluem um sobrevoo por Titã, programado para amanhã, dia 22 de Maio de 2012 e um imageamento distante da Terra, passando por trás de Saturno, que deve ser feito no mês de Junho de 2012.
Fonte: http://apod.nasa.gov
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