24 de mai de 2012

É possível viajar 10 mil vezes mais rápido do que a luz?

O próprio Einstein chamou alguns estranhos eventos – que podem ser 10 mil vezes mais rápidos que a luz – de “assustadores”.
Átomos, elétrons e todas as minúsculas partículas que formam o universo podem se comportar de maneira bizarra, indo na contramão do que normalmente conhecemos como normal. Por exemplo, alguns objetos podem existir em dois ou mais lugares ao mesmo tempo, ou girar em direções opostas simultaneamente. Uma das conseqüências da obscura física quântica é que os objetos podem ficar conectados, de maneira que o que ocorre com um, tem efeito no outro, um fenômeno chamado de “emaranhamento quântico”. Isso já foi verificado não importando o quão distante estes objetos estejam um do outro. Einstein não gostava da noção de emaranhamento quântico chamando o evento de “assustadora ação à distância”, em tom de piada. É possível argumentar que um objeto emaranhado envia alguma partícula desconhecida ou algum outro tipo de sinal a altíssimas velocidades para influenciar o seu parceiro, dando a ilusão de ação simultânea.

No passado, diversos experimentos eliminaram a possibilidade de tais sinais ocultos da física clássica. Mesmo assim ainda resta uma possibilidade exótica: que tais fatores X viajem mais rápido do que a velocidade da luz. Para investigar esta possibilidade, cientistas em Genebra, na Suíça, começaram com pares de fótons emaranhados, ou pacotes de luz. Estes pares foram separados e enviados através de fibra ótica para estações em duas vilas suíças, cerca de 18 km de distância uma da outra. As estações confirmaram que cada par de fótons se manteve emaranhado; ao analisar um deles os cientistas puderam prever aspectos de seu parceiro. Para que qualquer tipo de sinal pudesse viajar de uma estação para a outra a apenas 300 trilhonésimos de segundo – a velocidade que as estações puderam detectar os prótons com precisão – qualquer tipo de fator X teria que ser ao menos 10 mil vezes mais rápido que a velocidade da luz.

Por mais que Einstein não gostasse da noção de emaranhamento quântico, ele também revelou que os sinais não poderiam ser transmitidos mais rápido que a velocidade da luz. Portanto qualquer “assustadora ação à distância” mais rápida do que a luz é implausível, segundo o pesquisador Nicolas Gisin, físico da Universidade de Genebra. “O que é fascinante aqui é vermos que a natureza pode produzir eventos que podem se manifestar em diversas localidades.” De certa maneira estes eventos instantâneos “parecem acontecer fora do espaço-tempo, portanto não é uma história que possamos contar dentro do espaço-tempo”, disse Nicolas. “Isso é algo que toda uma comunidade de cientistas está estudando muito intensamente.” Nicolas e seus colegas detalharam suas descobertas na edição de 14 de agosto da revista científica Nature.
Fonte: hypescience.com
[LiveScience, SciAm]

Sonda espacial vê eclipse solar quatro vezes

Proba-2 é um satélite de demonstração tecnológica, levando a bordo 17 instrumentos científicos, que estão sendo testados para uso em futuras missões espaciais. [Imagem: ESA/ROB]

Quatro em um - A sonda espacial Proba-2, da Agência Espacial Europeia, estava em uma posição de fazer inveja aos astrônomos e amantes da observação dos céus. O pequeno microssatélite conseguiu ver nada menos do que quatro eclipses parciais do Sol. Circulando rapidamente em órbita da Terra, a sonda passou várias vezes pela sombra da Lua, a 700 quilômetros acima da Terra. Proba-2 é um satélite de demonstração tecnológica, levando a bordo 17 instrumentos científicos, que estão sendo testados para uso em futuras missões espaciais.

Pixels negros - O eclipse solar permitiu que os cientistas aferissem o funcionamento de um desses instrumentos, o SWAP, que monitora o Sol na região do ultravioleta extremo. Nestes comprimentos de onda, as zonas onde o disco lunar cobre o Sol devem aparecer negros. No entanto, a dispersão da luz e o ruído do instrumento podem tornar os pixels menos escuros. Assim, o eclipse solar ajudou os pesquisadores a determinarem o bom funcionamento de cada pixel individualmente.

Curvas de extinção - O LYRA - o segundo instrumento de observação do Sol do Proba-2, que mede a atividade solar - recolheu "curvas de extinção", obtidas enquanto a Lua obscurecia gradualmente o Sol. O sinal tornou-se menos intenso durante o eclipse porque uma parte da radiação solar foi bloqueada pela Lua.
Mas a redução deste sinal e o seu aumento posterior não são simétricos. É que são as "regiões ativas" tempestuosas do Sol que mais contribuem para o sinal e estas regiões não estão distribuídas uniformemente ao longo do disco solar. Dois outros instrumentos do microssatélite examinaram o "buraco" formado na ionosfera - a camada eletricamente ativa mais alta da atmosfera da Terra - pela sombra do eclipse.
Fonte: Inovação Tecnológica

Robô capta imagem espetacular da desolação de Marte

Além da paisagem, chama a atenção a poeira acumulada nos painéis solares do robô, depois de 2.880 dias marcianos em operação. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/Cornell/Arizona State Univ.]

Beleza desolada

O robô marciano Opportunity da NASA capturou essa espetacular imagem da desolada paisagem de Marte. Além de sua própria sombra, o robô, que está explorando Marte desde Janeiro de 2004, capturou uma longa porção da cratera Endeavour, que ele continuará a explorar quando o inverno marciano passar. O Opportunity está estudando a borda ocidental da cratera Endeavour desde que chegou lá em agosto de 2011. Esta cratera se estende por 22 km de diâmetro. Além da paisagem, chama a atenção a poeira acumulada nos painéis solares do robô marciano, que não conseguem gerar energia elétrica suficiente para uma operação de trabalho normal durante os meses de inverno, quando o Sol fica baixo demais no horizonte de Marte.

Mosaico de fotos

O robô usou sua câmera panorâmica entre as 4h30 e 5h00 da tarde para capturar imagens obtidas através de diferentes filtros, aqui combinadas para formar este mosaico. A fim de dar ao mosaico um aspecto retangular, algumas pequenas porções das bordas do solo e do céu foram preenchidas com partes de uma imagem capturada anteriormente, como parte de uma visualização panorâmica de 360 graus do mesmo local. O mosaico combina cerca de uma dúzia de imagens obtidas através de filtros com comprimentos de onda de 753 nanômetros (infravermelho próximo), 535 nanômetros (verde) e 432 nanômetros (violeta). A vista é apresentada em cor falsa para permitir uma diferenciação entre os materiais mais fáceis de ver, como as ondulações na areia e dunas escuras no chão distante da cratera.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

De onde veio a água da Terra?

A origem exata da água – que abrange cerca de 70% da superfície da Terra – ainda é um mistério para os cientistas. Muitos pesquisadores acreditam que a água não se constituiu ao mesmo tempo em que a Terra se formava. O líquido teria aparecido depois, após violentas colisões de objetos exteriores à Terra. Os pesquisadores acreditam que qualquer aglomerado de água que existisse no planeta há 4,5 bihões de anos teria se evaporado, em decorrência do sol que era jovem e ainda mais escaldante. Planetas como Marte, Mercúrio e Vênus são exemplos disso – demasiadamente quentes para a formação de água. Já outros corpos celestes, como as luas de Júpiter e os cometas, estiveram longes o suficiente do sol para reter gelo. O mais possível é que, há aproximadamente 4 bilhões de anos, em um período chamado de “intenso bombardeio tardio”, objetos celestes preenchidos com água tenham atingido a Terra, gerando os gigantes reservatórios de água do planeta. Mas você deve estar se perguntando: o que seriam esses objetos? Por muito tempo os astronômos acreditavam que seriam cometas. No entanto, medições de água evaporada de vários cometas revelaram que a água presente neles tem um isótopo diferente do que existe na Terra, sugerindo que eles poderiam não ter sido nossa fonte primordial de água. Agora, os astronônomos começam a se perguntar se a resposta para o surgimento de água na Terra estaria no cinturão de asteroides – local onde existem centenas de milhares de asteroides, nos quais já foi encontrado evidências de gelo. Sondas enviadas para explorar esses asteroides nos próximos anos, como a nave espacial Dawn, da NASA, poderão revelar mais sobre a presença de gelo no local e nos ajudar a entender como surgiu a água na Terra.
Fonte: hypescience.com
[Life's Little Mysteries]

Crateras Preenchidas na Lua

Imagem por Israel Tejera Falcón, Vecindario, Las Palmas, Ilhas Canárias, Espanha
Será que você tem a disciplina de ignorar a cratera Clavius e se concentrar nas imagens das crateras menores ao sul? O astrofotógrafo que registrou a imagem acima fez isso, e temos que respeitar seu trabalho. A cratera Blancanus está no meio do campo de visão e na parte inferior da imagem está a cratera Klaproth com seu interior suavizado. Ambas tiveram suas profundidades reduzidas por algum tipo de material que cobriu o seu interior, na Balancanus ainda é possível ver o pico central e na Klaproth um pouco mais. A explicação padrão e quase que certamente correta, é que material fluidizado ejetado da formação da Bacia Orientale preencheu o interior dessas crateras e outros pontos baixos. Usando ferramentas disponíveis no Quick Map da sonda LRO é possível determinar a elevação do interior da cratera Clavius que está a aproximadamente 3000 metros abaixo da elevação média da cratera, e a Blancanus é um pouco mais profunda, aproximadamente a 3600 metros abaixo, mas a Klaproth é muito mais alta a 1800 metros. Se uma chuva uniforme de material ejetado caiu através de todas essas crateras cada uma delas devia ter ficado mais rasa pela mesma quantidade. E, talvez, isso tenha acontecido. Isso significaria que cada cratera já havia sido modificada, ou, como é obviamente verdade para a Blancanus, que algumas delas eram mais jovens do que as outras. Provavelmente ambas as coisas aconteceram e como os raios das crateras, a distribuição do material ejetado provavelmente não foi uniforme.
Fonte: https://lpod.wikispaces.com

M 22

Contribuído por Denis Marquês de Québec, Canadá
Um dos objetos mais espetaculares da constelação de Sagittarius é o aglomerado globular M22. Esse objeto facilmente observado a olho nu, tem a posição de terceiro aglomerado globular mais brilhante do céu, vencido só pelo aglomerado Omega Centauri (NGC 5139) e o 47 Tucanae (NGC 104). No Cycle of Celestial Objects, Admiral Smyth descreveu o M22 como “Um fino aglomerado globular se destacando na corrente da Via Láctea, no espaço entre a cabeça do Arqueiro, não muito longe do ponto do solstício de inverno, e na metade do caminho entre as estrelas m e s Sagittarii. Esse aglomerado é formado de partículas diminutas e espessamente condensadas de luz , com um grupo de pequenas estrelas. Halley relacionou a descoberta desse objeto em 1665, para Abraham Ihle, o alemão; mas ele teria pensado que esse nome deveria ter sido Abraham Hill, que foi um dos primeiros conselheiros da Sociedade Real, e nunca lidou com astronomia. Hevelius, contudo, parece ter notado isso antes de 1665, de modo que nem Ihle nem Hill podem ser apoiados”. O M22 brilha com magnitude 5.1. A imagem acima foi feita com um telescópio de 4.4 polegadas Orion 110ED um refrator apocromático em f/7 com uma câmera DSLR Canon 1000D em ISO 800, para se obter esse resultado final, 13 imagens com 4 minutos de exposição cada uma foram empilhadas.
Fonte: http://www.astronomy.com

Toda a Água da Lua Europa de Júpiter

Quanto da lua de Júpiter Europa, é feita de água? Na verdade uma boa parte dela. Com base nos dados obtidos pela sonda Galileo durante a sua exploração do sistema Joviano de 1995 até 2003, a lua Europa possui um oceano profundo e global de água líquida abaixo de sua superfície congelada. O oceano de subsuperfície mais a camada de gelo varia de 80 a 170 quilômetros de profundidade em média. Adotando uma profundidade estimada de 100 km, se toda a água de Europa fosse reunida numa esfera ela teria um raio de 877 quilômetros. Para se ter uma noção de escala a ilustração acima compara a hipotética esfera de água de Europa com o próprio tamanho do satélite Europa, à esquerda e com a uma esfera que abrigaria toda a água da Terra. Com um volume entre 2 a 3 vezes maior que o volume de água nos oceanos da Terra, o oceano global de Europa ainda é considerado um destino tentador para a busca de vida extraterrestre no nosso Sistema Solar.
Fonte: apod.nasa.gov/apod/ap120524.html  

Cientistas anunciam descoberta de Planeta habitável

Astrônomos da Nasa (agência espacial americana) confirmaram nesta segunda-feira a existência de um planeta com características similares à da Terra, em uma 'zona habitável', girando em torno de uma estrela ainda desconhecida. O Kepler 22-b tem 2,4 vezes o tamanho da Terra e está situado a 600 anos luz de distância. A temperatura média da superfície é de 22º C. Ainda não se sabe a composição do Kepler 22-b, se é feito de rochas, gás ou líquido. O planeta já é chamado de 'Terra 2.0' pelos cientistas da Nasa.
Durante a coletiva de imprensa, em Moffet Field, na Califórnia, a astrônoma Natalie Batalha disse que os cientistas ainda investigam a possibilidade de existência de mais 1.094 planetas, alguns deles em zonas 'habitáveis'.

Descoberta

A descoberta do novo planeta foi feita a partir das imagens do telescópio espacial Kepler, projetado para observar uma faixa fixa do céu noturno que compreende até 150 mil estrelas. O telescópio é sensível o suficiente para ver quando um planeta passa na frente da estrela em torno da qual gira, escurecendo parte da luz da estrela. As sombras são então investigadas a partir da imagem de outros telescópios até que a Nasa confirme se tratam-se ou não de novos planetas. O Kepler 22-b foi um dos 54 casos apontados pela Nasa em fevereiro e o primeiro a ser formalmente identificado como um planeta. Outros planetas habitáveis podem ser anunciados no futuro, já que há outros locais com características potencialmente similares à da Terra.

Água líquida

A distância que separa o Kleper 22-b da estrela ao redor da qual gira é 15% menor que aquela entre a Terra e o Sol. Apesar de estar mais próximo da estrela, esta emite cerca de 25% menos luz em comparação ao sol, o que permite ao Kleper 22-b manter sua temperatura em um patamar compatível à existência de água líquida, ainda não confirmada. O Kepler 22-b tem um raio 2,4 vezes maior que o da terra. Uma outra equipe de cientistas do Seti (busca por inteligência artificial, na sigla em inglês) agora procura indícios de vida no planeta, como confirmou o diretor do instituto, Jill Tarter.  'Assim que encontremos algo diferente, separado, um exemplo independente de vida em outro lugar, vamos saber que isso (vida) é onipresente no universo', disse Tarter.
Fonte: BBC Brasil
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