28 de mai de 2012

Existe um planeta oculto em nosso sistema solar?

Um planeta ainda não descoberto seria quatro vezes maior que a Terra e poderia estar escondido no sistema solar exterior. Rodney Gomes, astrónomo do Observatório Nacional do Rio de Janeiro alegou que vários objetos do cinturão de Kuiper, incluindo o planeta anão Sedna estão em órbitas estranhas e que um novo planeta ainda não descoberto poderia ser o culpado. Ele apresentou suas descobertas numa reunião da Sociedade Astronômica Americana, na terça-feira. Outros astrônomos foram intrigado por reivindicações de Gomes e maioria concordou que são necessárias mais provas para confirmá-los. Obviamente, encontrar um outro planeta do sistema solar é um grande negócio", disse o astrônomo Rory Barnes. "O que ele mostrou em seus argumentos dá a probabilidade de que existe algo provável. Ele não tem uma prova fumegante ainda." Para o trabalho, Gomes analisou as órbitas de 92 objetos do cinturão de Kuiper, e depois compararam seus resultados com os modelos computacionais de como os corpos devem ser distribuídas, com e sem um planeta adicional.
Fonte: http://arquivoufo.com.br

Como medimos o universo sem réguas intergalácticas?

Medir distâncias de forma indireta é uma arte em si, e começou muito provavelmente com os egípcios, antes dos gregos terem uma geometria decente: como medir a largura de um rio intransponível, ou a distância entre dois picos de montanhas que não podem ser alcançadas? Distâncias como da Terra à lua são medidas com precisão de milímetros, usando raios laser e os espelhos deixados pelos astronautas em missões espaciais. Outros corpos do sistema solar tiveram a distância medida usando técnicas de radar. E para medir a distância em que se encontram as estrelas e galáxias? Os astrônomos tem a seu dispor vários métodos de medição de distância, e que podem ser resumidos em três principais: a paralaxe, a lâmpada padrão, e o desvio para o vermelho.

Paralaxe
 
A paralaxe é o “erro” de posição que acontece quando você olha dois objetos que estão em linha, a partir de dois pontos de vista diferentes. Por exemplo, estique o braço e feche um olho. Alinhe o dedão com algum objeto: um vaso, um poste, uma árvore. Daí, sem mover o braço e sem sair do lugar, espie com o outro olho: o dedo não vai estar mais alinhado com o objeto. Esta diferença de posição que você percebeu é a paralaxe, e sabendo a distância do olho ao dedão, e a diferença de posição, você poderia usar isto para calcular a distância a que se encontra o objeto que você estava mirando. Este é o método usado pelos astrônomos para medir as distâncias das estrelas mais próximas, que estão a cerca de um parsec de distância, até algumas centenas de parsecs (um parsec equivale a aproximadamente 3,26 anos-luz ou cerca de 30,85 trilhões de quilômetros).

Lâmpada Padrão

O método da lâmpada padrão funciona assim: se você conhece o brilho de uma certa lâmpada a uma certa distância, pode medir o brilho dela a outras distâncias e calcular esta distância, relacionando os brilhos: o brilho é inversamente proporcional ao quadrado da distância. Só que os astrônomos não usam lâmpadas, eles usam estrelas cefeidas. Estas estrelas tem o brilho variável, cada uma pulsando em um determinado ritmo. O que os astrônomos descobriram é que medindo o ritmo do pulsar da estrela, eles podem calcular o valor do brilho absoluto dela, como se ela estivesse em uma distância padrão. Comparando o brilho padrão com o brilho medido, dá para calcular a distância em que se encontra a estrela. Até onde dá para esticar esta régua? Até onde a gente conseguir ver estrelas cefeidas individuais. O telescópio Hubble conseguiu encontrar estrelas cefeidas até 108 milhões de anos-luz de distância.

Desvio para o vermelho

O desvio para o vermelho é o método usado para distâncias enormes, tipo “muito, muito, muito longe” até “o fim do universo”. Ele está associado com a expansão do universo, e basicamente funciona assim: quando a luz viaja pelo espaço que está em expansão, suas ondas são “esticadas”. Quanto mais ela viaja pelo espaço em expansão, mais as ondas são “esticadas”. Este “esticamento” significa comprimentos de onda maiores, e significa que as cores são deslocadas em direção ao vermelho. A medida do deslocamento para o vermelho, ou “redshift”, pode ser relacionada diretamente à distância em que se encontra o objeto em questão. Os três métodos de medição estão amarrados: a régua que usa o redshift foi feita usando a régua das estrelas cefeidas. A régua das estrelas cefeidas foi feita usando a régua da paralaxe. E a régua da paralaxe? Ela é feita em cima da lei do seno, da matemática, e do conhecimento do diâmetro da Terra e da órbita da Terra. Cada degrau da Escada de Distâncias Cósmicas está amarrado no degrau anterior.
Fonte: hypescience.com
[Vimeo]

A Galáxia Análoga NGC 891

Créditos: Dados da Imagem Compostos - Subaru Telescope (NAOJ), Hubble Legado Arquivo,
Michael Joner, David Laney (West Mountain Observatory, BYU); Processamento - Robert Gendler  
Esse nítido retrato cósmico mostra em toda a sua grandeza a galáxia NGC 891. A galáxia espiral se espalha por aproximadamente 100 000 anos-luz e é vista quase que exatamente de lado desde a nossa perspectiva. De fato, localizada a aproximadamente 30 milhões de anos-luz de distância na constelação de Andrômeda, a NGC 891 se parece muito com a Via Láctea. Numa primeira olhada, ela tem um disco galáctico achatado, e fino e um bulbo central cortado ao longo de sua região central por regiões escuras de poeira. Os dados combinados para montar essa imagem também revelam os jovens aglomerados estelares azuis da galáxia e as regiões rosadas de formação de estrelas. O que é impressionante nessa visão de lado da NGC 891 são os filamentos de poeira que se estendem por centenas de anos-luz acima e abaixo da linha central. A poeira provavelmente foi expelida pelo disco através de explosões de supernovas ou por meio de uma intensa atividade de formação de estrelas. Galáxias mais apagadas vizinhas à NGC 891 podem ser vistas perto do disco da galáxia.
Fonte: NASA

Os desbravadores da Via Láctea

VEJA conversou com três dos maiores caçadores de exoplanetas, William Borucki, Stéphane Udry e Geoffrey Marcy. Eles vasculham a galáxia em busca de resposta para a seguinte questão: estamos sozinhos?

Por enquanto, a exploração da Via Láctea é feita a partir da Terra, com poderosos telescópios, ou com poderosas sondas lançadas ao espaço (AFP)

"Ficaríamos muito surpresos se a vida não existisse em outros lugares fora do Sistema Solar" — William Burocki, cientista-chefe da missão Kepler

William Borucki, Stéphane Udry e Geoffrey Marcy. Certamente, esses não são nomes muito conhecidos. Contudo, se um planeta idêntico à Terra for encontrado num futuro próximo, a descoberta provavelmente será assinada por um deles. Por quê? A ciência já confirmou a existência de 767 exoplanetas, como são chamados os mundos fora do Sistema Solar. Mais da metade deles foi descoberta por esses três astrofísicos. Eles operam os mais modernos instrumentos, dentro e fora da Terra, para responder à seguinte questão: estamos sozinhos no universo? A caçada por exoplanetas começou como um movimento teórico na década de 1970, ganhou força na década seguinte e deslanchou de vez em 1995, quando o astrofísico suíço Michel Mayor encontrou um exoplaneta orbitando uma estrela parecida com o Sol, o 51 Pegasi b, feito inédito até então. Desde então, vários equipamentos foram construídos para encontrar esses mundos distantes. De todos os maquinários construídos para caçar planetas em atividade, é possível destacar um no espaço e dois em terra. Orbitando o Sol, no mesmo caminho que a Terra percorre todos os anos, encontra-se o telescópio espacial americano Kepler. Aqui na Terra, dois detectores de exoplanetas — HARPS e HIRES — estão instalados no telescópio de La Silla, no Chile, e no telescópio Keck, no Havaí, respectivamente.

O desbravador
William Borucki é o cientista-chefe da missão Kepler. É também uma espécie de desbravador entre os caçadores de planetas. Não fosse sua teimosia, é possível que nenhum dos candidatos a exoplanetas apontados pela missão estivesse sob o escrutínio da comunidade científica. Foi Borucki quem insistiu na construção de um telescópio espacial para encontrar exoplanetas. No fim da década de 1980, Borucki defendeu a ideia em uma complicada apresentação em que descreveu como construir uma sonda para encontrar exoplanetas. Na opinião de um proeminente pesquisador que estava na plateia, o plano era loucura. "O senhor cometeu um erro, isso nunca vai funcionar", disse. Borucki insistiu mesmo assim, e o projeto acabou servindo de base para a construção do telescópio espacial Kepler. O "erro" permitiu a descoberta, até o momento, de 2.321 candidatos a exoplanetas, 60 deles confirmados, de acordo com o Nasa Exoplanet Archive, um dos grandes bancos de dados que fazem a contagem dos novos mundos fora do Sistema Solar.

A celebridade
Geoffrey Marcy, maior usuário (o astrônomo com maior tempo disponível) do HIRES, é a estrela, com o perdão do trocadilho, dos caçadores de planetas. Dos 100 primeiros encotrados pelo homem, 70 estão na conta de Marcy. Seu grupo, na Universidade da Califórnia em Berkeley, já encontrou 200 exoplanetas. Para ele, o mais interessante é o Kepler-10 b, o primeiro exoplaneta rochoso e que orbita uma estrela parecida com o Sol confirmado pela ciência. O astro foi apontado pelo telescópio Kepler e confirmado pelo HIRES, em 2011. Os astrofísicos acreditam que o Kepler-10 b é uma espécie de elo perdido entre os planetas rochosos e os gigantes gasosos. "Não sabemos se ele sempre foi um planeta rochoso", diz Marcy em entrevista a VEJA. O exoplaneta é apenas 40% maior do que a Terra, mas possui 4,5 vezes a sua massa. Isso quer dizer que ele é muito mais denso que o nosso planeta. "É possível que o Kepler-10 b seja o núcleo de um planeta que um dia foi gasoso, como Netuno", diz.

O eficiente
Dos 767 exoplanetas confirmados até agora, apenas quatro são potencialmente habitáveis. Ou seja, esses mundos orbitam suas estrelas a uma distância tal que permite a existência de água na forma líquida em sua superfície, ingrediente necessário à vida como a conhecemos. Três desses mundos foram descobertos pelo astrofísico suíço Stéphane Udry, diretor do Observatório da Universidade de Genebra. Udry é o maior usuário do HARPS. Em 2007, Udry publicou a descoberta do primeiro planeta orbitando a zona habitável de uma estrela, a Gliese 581 a 20 anos-luz da Terra na constelação de Libra. O terceiro planeta orbitando a estrela, chamado Gliese 581 d, se encontra na região mais quente da zona habitável. "Se a atmosfera do Gliese 581 d for rarefeita, é possível que esse planeta tenha condições necessárias à formação de vida", diz Udry.

Milênios
Ainda que a caçada por exoplanetas inspire números cada vez maiores de cientistas — o campo conta com 92 missões em terra e 27 no espaço, vigentes e futuras — é possível que os frutos dessa empreitada sejam colhidos apenas por gerações daqui a milhares de anos. "Estamos vencendo apenas o primeiro degrau de uma escada longa, muito longa", reflete Burocki.  "Precisamos definir qual é a frequência de exoplanetas parecidos com a Terra em nossa galáxia. Se esse índice for de 10% ou 30%, por exemplo, quer dizer que a vida existirá em abundância na nossa galáxia", diz. "Por outro lado, se encontrarmos apenas uma ou duas gêmeas da Terra entre as centenas de milhares de estrelas que estamos investigando, isso significará que o nosso caso é uma raríssima exceção."

O primeiro degrau da escada é definir a frequência de planetas que têm um tamanho parecido com o da Terra e orbitam as zonas habitáveis de suas estrelas. O segundo é determinar quais desses planetas têm atmosferas com gases com oxigênio ou nitrogênio. "Em seguida, enviaremos uma sonda até lá", diz Burocki. Para tanto, a tecnologia ainda deverá evoluir muito. Há 40 anos, o homem enviou a mais moderna sonda da época, a Voyager, para investigar os limites do Sistema Solar. Em quatro décadas, ela mal deixou o "bairro" — viajou, em escala astronômica, apenas 0,001 ano-luz. "Pensar em uma sonda que vai chegar a uma estrela, por exemplo, a 20 anos-luz da Terra, é algo inconcebível para qualquer de nossos filhos, netos ou bisnetos", diz Burocki. "Levará milênios."

Vida
A procura por exoplanetas é uma tentativa de entender a formação do Sistema Solar e da própria Terra. Ao estudá-los, amplia-se o conhecimento sobre o nascimento, desenvolvimento e morte de outros sistemas planetários, o que pode dizer muito sobre o passado, presente e futuro dos terráqueos. Mas os cientistas não estão buscando, nesse exato momento, vida microscópica ou inteligente fora do Sistema Solar. Essa busca está sendo feita primeiro em Marte, o vizinho mais próximo da Terra. É o que atual tecnologia de exploração espacial permite. O que os caçadores de exoplanetas estão procurando é, antes, mundos fora do Sistema Solar capazes de suportar a vida.  Tem cientista que descarta a existência de vida - pelo menos vida inteligente - fora da Terra. Mas para os três astrofísicos, a busca é promissora. “Os processos para a formação de vida ocorrem aos montes e existe uma infinidade de exoplanetas”, afirma Udry. “Basta juntar uma coisa com a outra”, diz Burocki. "Ficaríamos muito surpresos se a vida não existisse em outros lugares fora do Sistema Solar".
Fonte: Veja.abril.com.br   - Saiba mais sobre os caçadores de planetas em: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/os-desbravadores-da-via-lactea

Contemplando o Sol

Créditos da Imagem:Steven Gilbert
Você tem olhado para o nosso Astro Rei recentemente? A imagem acima, mostra um Sol parcialmente eclipsado na parte superior esquerda pela Lua, que nessa montagem curiosamente também aparece eclipsada por testemunhas que contemplaram o eclipse. A imagem acima onde obviamente o que manda são as silhuetas foi feita desde o Glenn Canyon National Recreational Area perto de Page, no Arizona, EUA, onde os visitantes do parque e os astrônomos pararam para contemplar o belo fenômeno. Na imagem acima, o que pode também ser visível no disco do Sol, um pouco abaixo e a direita do disco escuro da Lua é um grupo de manchas solares. Embora tenha sido um evento maravilhoso, muitos consideraram esse evento apenas um aquecimento para o que é considerado um dos eventos mais esperados dos últimos anos e que também envolverá o Sol, um raro eclipse parcial causado pelo planeta Vênus, ou como conhecemos o evento, o trânsito de Vênus em frente ao disco solar, evento esse que irá acontecer nos dias 5/6 de Junho de 2012 (dependendo de onde você estiver na Terra).
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120528.html
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