30 de mai de 2012

Nebulosa brilhante esconde mistério de sua origem

A nebulosa Sharpless 2-71, ou Sh2-71, que aparece na foto, é uma nebulosa planetária, e como tal, é o resultado da expansão da camada externa de uma estrela, quando termina o combustível de hidrogênio dela. A camada expande e esfria, formando uma nuvem em torno dos restos da estrela original, mas então as poderosas emissões de radiação ultravioleta da estrela fazem com que a nebulosa brilhe. Olhando para a foto, a gente vê uma estrela brilhante bem próxima do centro da nebulosa. A princípio, acreditava-se que esta estrela era a estrela que originou a nebulosa, mas alguns especialistas estão questionando esta ideia. Se você olhar para a foto, há uma estrela azulada, mais fraquinha, um pouco para a direita e abaixo da estrela central.

Pois bem, alguns especialistas acreditam que esta seja a estrela mãe da nebulosa. Um dos motivos é que a estrela mais brilhante, que faz parte de um sistema binário, parece não emitir radiação suficiente de ultra-violeta energético para produzir o brilho intenso da nebulosa, ao mesmo tempo que a estrela azul parece que sim. Além disso, considerando a distância em que se encontra do material da nebulosa, a estrela azul tem o tamanho certo para ser o que sobrou da estrela que originou a nebulosa, diz David Frew, da Univesidade Macquarie, em Sydney, Austrália. Frew faz parte de uma equipe de pesquisadores que está estudando a estrela azul para compreender melhor sua natureza.

Por outro lado, os pesquisadores apontam que a natureza binária da estrela central explicaria a forma assimétrica da nebulosa. Mas a estrela companheira da estrela central ainda não foi vista, e não se sabe se ela é quente o suficiente para causar o brilho da nebulosa, ou se a estrela mais azul é por sua vez parte de um outro sistema binário. É possível ainda, segundo Frew, que a estrela binária central e a estrela azul tenham um papel na evolução da nebulosa. Então teriam pelo menos três estrelas neste sistema. Por enquanto, os cientistas continuam tentando entender o mecanismo caótico que gerou uma nebulosa tão irregular. A bela imagem foi feita pelo telescópio Gemini Norte, no Havaí, a cerca de 3.260 anos-luz de nós, na constelação Aquila ou Águia.
Fonte: hypescience.com
[LiveScience]

10 fatos sobre o Cometa Elenin

Uma das histórias mais virais de 2011 foi a descoberta do cometa Elenin (C/2010 X1). Por várias razões, as pessoas começaram a achar que ele era perigoso para a Terra. Artigos foram escritos examinando o fenômeno. Alguns até alegaram que o cometa era um sinal de que a profecia maia era válida. Afinal, o que é verdade sobre esse cometa?


10 – O que é um cometa? - Antigamente, os cometas eram considerados anúncios de desgraças. Eles são pequenos corpos do sistema solar que mostram uma coma visível (uma pequena atmosfera temporária) quando se aproximam do sol. A maior diferença entre um asteroide e um cometa é que o cometa apresenta uma coma. Acredita-se também que a origem dos asteroides e cometas seja diferente, sendo os asteroides formados dentro da órbita de Júpiter, e os cometas fora. A coma do cometa é formada quando ele passa perto do sol, sendo geralmente feita de gelo e poeira, e pode crescer a tamanhos incríveis. Em outubro de 2007, o cometa 17P/Holmes teve uma atmosfera de pó maior que o sol. As estimativas apontam que a cada ano um cometa visível é descoberto. Em alguns casos raros, um Grande Cometa pode se formar, sendo mais brilhante que qualquer estrela no céu. A estimativa é de um Grande Cometa aparecendo a cada década. Para um cometa ser um Grande Cometa, ele deve ter um núcleo grande e ativo e aproximar-se bastante do sol e da Terra. Em 1996, o Cometa Hyakutake, de tamanho semelhante ao Elenin, fez uma aproximação da Terra. A espaçonave Ulysses atravessou a cauda do Hyakutake a mais de 500 milhões de quilômetros do núcleo, mostrando que o Hyakutake tinha a mais longa cauda conhecida para um cometa.

9 – A descoberta - Em 10 de dezembro de 2010, um astrônomo amador russo de nome Leonid Elenin, que estava no Novo México, Estados Unidos, descobriu um cometa de longo período. O objeto recebeu o nome de Elenin e seu tamanho estimado era de 3 a 4 km de diâmetro. Imediatamente após a descoberta começaram a aparecer artigos afirmando que ele era perigoso para a Terra, e as pessoas começaram a ligar o cometa a eventos de extinção. A primeira estimativa era que o cometa iria passar a cerca de 0,24 UA (Unidade Astronômica, a distância média entre a Terra e o sol, que é de 149 milhões de quilômetros) de nós, ou cerca de 36 milhões de quilômetros, o que é bem perto em termos astronômicos. É mais perto que a passagem do Hale-Bopp em 1997, que ganhou muito mais atenção da mídia. A história se espalhou mais depois que a JPL Horizons calculou que o período orbital do cometa era de aproximadamente 11.800 anos. Na história da Terra, 12.000 anos atrás estava terminando o Pleistoceno e começando o Holoceno, uma época delicada.

8 – Impacto profundo - Um dos motivos para o cometa Elenin receber tanta atenção era devido às semelhanças com o filme Impacto Profundo, de 1998. No filme, um adolescente chamado Leo encontra um cometa, que é referido como ELE (Extinction Level Event – Evento de Extinção). O Elenin foi descoberto por um jovem astrônomo amador chamado Leonid Elenin, nascido em 1981, e que tinha 17 anos quando o filme foi lançado. Foi uma coincidência. Mas depois da descoberta ser anunciada, artigos começaram a aparecer dizendo que o ELE era ELENIN, incluindo acrônimos para “extinction level event, near impact” (evento de extinção, impacto próximo) ou “extinction level event nine” (evento de extinção grau nove, indicando grau 9 de uma escala de 10 de perigo ou o fim da nona onda no Calendário Maia).  No filme, um presidente negro mandava uma missão para explodir o cometa com bombas nucleares. A missão tem sucesso e o cometa é dividido em vários pedaços, mas um dos pedaços ainda atinge a Terra. Depois do impacto, o presidente declara Lei Marcial, e revela que o governo havia construído abrigos subterrâneos. No fim do filme, a humanidade é poupada após a destruição do cometa.

7 – As predições - Desde a descoberta do cometa, a NASA sempre afirmou que ele não chegaria perto da Terra o suficiente para atingir ou causar algum dano. As pessoas respondiam com uma série de cenários hipotéticos de desastre, como o cometa sendo atingido por um asteroide na sua passagem pelo Cinturão de Asteroides e tendo sua trajetória alterada para um impacto iminente com a Terra. E também começaram a temer a coma massiva do cometa. Em agosto de 2011, a coma do Elenin excedeu o tamanho de 200.000 km. A previsão era que a Terra deveria passar pela coma em 6 de novembro de 2011. As pessoas começaram a fazer conexões entre o cometa e seu alinhamento com a Terra, o sol e a lua. Alguns achavam que a atração gravitacional do Elenin causaria terremotos e eventos geológicos. A história atingiu um novo patamar de popularidade após o terremoto e tsunami de 11 de março de 2011, por que alguns sites haviam dito que o dia 15 de março veria um alinhamento. As previsões eram que o cometa estaria mais próximo da Terra em 16 de outubro e seus pedaços chegariam em novembro.

6 – Estrela azul Hopi - No início de agosto de 2011, a NASA decidiu fazer uma imagem do cometa Elenin, usando a sonda STEREO-B. Na foto, o cometa aparece com uma cor azul profunda. A cor fez com que as pessoas comparassem o objeto e a profecia antiga dos índios Hopi de uma estrela azul. A lenda diz “quando a Estrela Azul Kachina fizer sua aparição nos céus, o Quinto Mundo emergirá”. Os maias também tinham histórias sobre uma estrela azul perigosa. Um toxicologista sueco de nome Carl Johan Calleman, especializado em história Maia, alegou que o cometa Elenin era a estrela azul que aparece nas histórias antigas. Calleman também tem uma interpretação diferente do Calendário Maia. Segundo ele, o calendário aponta para a data de 28 de outubro de 2011 (e não 21 de dezembro de 2012) como o dia mais importante, quando as pessoas experimentariam uma lenta transformação da consciência e chegaria a uma unidade maior. Antes da descoberta do Elenin, Calleman identificou a época que o cometa passaria perto da Terra (fim de outubro de 2011) como sendo uma época crítica.

5 – 45P/Honda-Mrkos-Pajdušáková - O cometa 45P/Honda-Mrkos-Pajdušáková é um cometa de período curto descoberto em 1948. O cometa tem uma órbita elíptica de 5,26 anos e um núcleo com tamanho estimado entre 0,5 e 1,6 km de diâmetro. Em 15 de agosto de 2011, Honda chegou a 0,06 UA ou 8.980.000 km da Terra. Em 19 de agosto, o mesmo dia que o cometa foi destruído por uma ejeção de massa coronal, o Honda foi estudado pelo Goldstone Deep Space Network. A rede detectou ecos do núcleo do Honda e ele se tornou o décimo quinto cometa na história a ser detectado por radar. Depois da publicação da descoberta do cometa Elenin, as pessoas começaram a relacionar a órbita dele com a do cometa Honda. Parecia que os dois objetos chegariam próximos um do outro em 28 ou 29 de setembro de 2011. Por este motivo, começaram a temer a data e predizer terremotos e desastres para o fim de setembro. Foram escritos artigos hipotetizando que a mudança da trajetória do cometa Elenin o lançaria sobre o cometa Honda. Outro cometa que foi mencionado com o Elenin foi 255P/Levy. O Levy chegou a 0,2359 UA (35.290.000 km) em 26 de janeiro de 2012.

4 – 2005 YU55 - Meteoros são gerados quando debris são queimados na atmosfera da Terra. Alguns astrônomos relataram grupos de meteoros correspondendo às órbitas de cometas conhecidos. As chuvas de meteoros não ameaçam a Terra por que a cauda dos cometas normalmente não tem objetos grandes. Em 28 de dezembro de 2005, um asteroide potencialmente perigoso foi descoberto por Robert S. McMillan e recebeu o nome de 2005 YU55. Ele tem aproximadamente 400 metros de diâmetros e causou alguma preocupação à NASA. Em 8 de novembro de 2011, o YU55 passou pela Terra à uma distância lunar, ou 324.900 km. Foi a passada mais próxima de um grande asteroide desde 1976. Não há previsão da passagem próxima de outros objetos deste porte até o ano 2028. Depois do cometa Elenin começar a ganhar atenção, as pessoas começaram a conectá-lo com o 2005 YU55 por causa da data de 9 de novembro de 2011 (11/9/11, pela maneira que os americanos escrevem as datas, com o mês antes do dia). A previsão era que a cauda do cometa Elenin estivesse próxima da Terra, junto com o 2005 YU55. As pessoas começaram a especular que os dois objetos poderiam colidir.

3 – Significado geral - Depois da descoberta do Elenin, muitas pessoas acharam que a história seria mencionada na grande mídia, mas não foi. Isto fez com que alguns suspeitassem que a NASA estava “escondendo alguma coisa”. O significado geral do Elenin era enorme. Nos EUA, a NASA tem uma ordem do congresso para catalogar todos objetos próximos da Terra (NEOs) com pelo menos um quilômetro. O impacto de um objeto deste porte poderia ser catastrófico para a Terra. Estudos mostraram que os EUA e a China são as áreas mais vulneráveis a impactos de meteoros. Até maio de 2012, 8.971 NEOs foram descobertos. Destes, somente 91 eram cometas próximos à Terra e 8.880 asteroides próximos à Terra. Isto faz com que a descoberta do Elenin seja algo raro. Mais raro ainda é a proximidade com que os restos do cometa passaram perto da Terra em 16 de outubro de 2011. Eles passaram a cerca de 0,2338 UA (34.976.012 km), o que é realmente perto em comparação com outros cometas famosos. Um número de asteroides menores também fizeram abordagens próximas. Uma das importantes foi o asteroide 2010 AL30, que passou próximo da Terra em 13 de janeiro de 2010 à distância de 122.000 km. AL30 tinha apenas 10 a 15 metros de largura, mas se tivesse entrado na atmosfera, teria criado um golpe de ar equivalente a uma bomba entre 50kT e 100kT (kilotons de TNT). A bomba de Hiroshima tinha algo entre 13 e 18 kT. Por isto é importante manter cometas de qualquer tamanho longe da atmosfera terrestre.

2 – A destruição de Elenin - Em agosto de 2011, a visibilidade do cometa Elenin era em torno de 8,3. O cometa seguiu as predições da NASA até 19 de agosto de 2011, quando foi destruído por uma ejeção de massa coronal (CME). Uma ejeção de massa coronal é um golpe de vento solar. Durante o evento, o cometa Elenin se partiu e desintegrou. De acordo com representantes da NASA, este tipo de evento é raro e somente 2% dos novos cometas se aproxima do sol e é destruído desta forma. Na metade de outubro de 2011, Elenin fez sua passagem mais próxima da Terra, mas não era mais do que uma pilha de resíduos. O objeto não era visível nem mesmo aos grandes telescópios de superfície. Os restos do cometa vão fazer o que outros restos de cometas partidos fazem. Eles vão seguir em uma trilha com trajetória prevista para fora do sistema solar interno. Depois, não veremos os restos do cometa Elenin por mais 12 milênios. Com toda a controvérsia cercando o Elenin, a destruição incomum do cometa causou uma imagem perene. Na semana anterior à ejeção de massa coronal, artigos postados na internet sugeriam que a agência espacial europeia tinha planos para destruir um asteroide que estava vindo para a Terra. Especificamente, o Daily Mail colocou um artigo com o título “Fact following fiction? Scientists plan mission to blow up an asteroid hurtling towards Earth” (“Fatos imitando a ficção? Cientistas planejam missão para destruir asteroide que ruma em direção à Terra”). O artigo foi atualizado a última vez em 18 de agosto de 2011, um dia antes do Elenin ser destruído. Ele discutia a sonda espacial Don Quixote. A sonda poderia ser usada para estudar os efeitos do impacto de uma espaçonave em um asteroide.

1 – Posição da NASA - Desde o início, a NASA fez várias declarações sobre o cometa Elenin, e em todas elas, minimizou a importância do objeto e seu potencial de impacto na Terra. Depois do cometa ter sido destruído no espaço, Don Yeomans, da NASA, declarou: “Eu não consigo entender por que este cometinha se tornou uma sensação tão grande na internet. A realidade científica é que a influência desta bolinha de gelo sujo em nosso planeta é tão incrivelmente minúscula que meu carro compacto exerce uma influência gravitacional maior sobre a Terra que qualquer outro cometa jamais exercerá”. Yeomans também explicou que a destruição do cometa é uma coisa rara, mas possível. “Cometas são frágeis e se mantém fracamente unidos, como bolas de sujeira, então não é preciso muito para desintegrar um cometa. E uma vez que eles tenham se separado, não há chance de reconciliação”, falou. O ex-comenta simplesmente não vale discussão, segundo a NASA.
Fonte: hypescience.com
[ListVerse]

A Via Láctea austral por cima do ALMA

Créditos:ESO / B. Tafreshi / TWAN (twanight.org)
O Embaixador Fotográfico do ESO Babak Tefreshi, captou esta impressionante imagem das antenas da rede ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), tendo como fundo o esplendor da Via Láctea. A riqueza do céu nesta imagem atesta bem as extraordinárias condições que oferece à astronomia o Planalto do Chajnantor, uma região do Atacama situada a 5000 metros de altitude. Nesta imagem podemos ver as constelações de Carina e da Vela. As nuvens de poeira da Via Láctea, obscuras e tênues, cruzam a imagem da região superior esquerda à inferior direita.

A estrela brilhante de cor laranja, em cima e à esquerda, é Suhail na Vela, enquanto que a estrela também alaranjada no meio em cima é Avior, na Carina. Das três estrelas azuis brilhantes que formam um "L" perto destas estrelas, duas delas pertencem à Vela e a da direita pertence a Carina. E exatamente no centro da imagem por baixo destas estrelas brilha a cor de rosa a Nebulosa Carina. O ESO, parceiro europeu no ALMA, fornecerá 25 das 66 antenas que farão parte do telescópio. As duas antenas mais perto da câmera, onde o leitor mais atento pode ler "DA-43" e "DA-41", são exemplos destas antenas europeias.

A construção da rede ALMA estará terminada em 2013, mas o telescópio já se encontra a fazer observações científicas com uma rede parcial de antenas. Babak Tafreshi é o fundador de O Mundo à Noite, um programa para criar e exibir uma coleção de fotografias e vídeos extraordinários dos locais mais bonitos e históricos do planeta sob um fundo noturno de estrelas, planetas e eventos celestes.

O ALMA, uma infraestrutura astronômica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.
Fonte: http://www.eso.org/public/brazil/images/potw1222a/

Eclipsando o Sol Repleto de Manchas

Como era de se esperar imagens do último eclipse anelar do Sol do dia 20 de Maio de 2012 não param de chegar. Mas com certeza esse verdadeiro flood de imagens irá parar, ou melhor, será substituído em breve por outro evento que promete gerar muito mais imagens maravilhosas para os arquivos astronômicos, o trânsito de Vênus dos dias 5/6 de Junho de 2012. A imagem acima mostra a Lua começando a eclipsar uma pequena parte do disco do Sol, a esse momento do eclipse os astrônomos chamam de toque inicial ou primeiro contato. À medida que o eclipse evoluiu o astrônomo que registrou essa imagem começou a observar nosso satélite natural ocultando cada um dos grupos de manchas solares observados no disco do Sol e posteriormente descobrindo esses grupos. A imagem acima foi feita com um telescópio refrator apocromático Takahashi FSQ-106 de 4 polegadas mais um extensor Takahashi EXQ-1.6X para fornecer uma razão focal efetiva de f/8. A imagem foi registrada com uma câmera Canon EOS 5D Mark II DSLR, ISO 100, 1/2000 segundos de exposição. A imagem foi feita no dia 20 de Maio de 2012 desde a cidade de Page, no Arizona.
Fonte: http://www.astronomy.com

Olhando para trás, um eclipse na Terra

Crédito de imagem: PHL @ UPR Arecibo, a NASA, EUMETSAT, NERC Estação de Satélites Receber, U. Dundee
O que é essa mancha escura no Planeta Terra? Essa mancha, nada mais é do que a sombra da Lua. A imagem acima foi feita pelo satélite MTSAT durante o último eclipse anelar do Sol do dia 20 de Maio de 2012. A mancha escura parece muito incomum já que as nuvens são brancas e os oceanos são azuis nessa imagem que teve suas cores corrigidas. Os terráqueos residentes dentro da mancha escura puderam ver parte do Sol bloqueado pela Lua e assim receberam menos luz do que o normal. Essa mancha se movimentou através da superfície da Terra a uma velocidade aproximada de 2000 quilômetros por hora, dando a muitos dos observadores menos de duas horas para ver o eclipse do Sol. O satélite MTSAT circula a Terra numa órbita geoestacionária e fez essa imagem a uma distância da Terra equivalente a três vezes o diâmetro do nosso planeta. Mais uma vez vamos ressaltar aqui que esse evento pode ser considerado como um aquecimento para o que está por vir. Semana que vem nos dias 5/6 de Junho (dependendo de onde você esteja na Terra) poderá ver o trânsito do planeta Vênus em frente ao disco do Sol, se não bastasse isso, no dia 4 de Junho acontecerá um eclipse parcial da Lua. Semana cheia para a astronomia.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120530.html

Galáxia Espiral M101

Contribuição de Ted Wolfe, de Nápoles, Florida
Somente uma coisa impede que a galáxia espiral M101, localizada na constelação da Ursa Major, o Grande Urso faça parte da lista top ten de todos os observadores do céu, o seu brilho superficial. Cobrindo uma área levemente maior do que a Lua Cheia, a luz da M101 se espalha tanto de modo que só os grandes telescópios amadores, aqueles com abertura de 12 polegadas ou mais, possam observá-la em sua plenitude. A M101 ainda representa uma das galáxias espirais, conhecidas como galáxias de grande projeto, ou seja, uma galáxia espiral que mostra seus braços espirais claramente bem definidos e proeminentes. Normalmente, os braços espirais na sua maioria envolvem completamente ou quase completamente essas galáxias. Somente algo em torno de 10% de todas as galáxias espirais podem ser consideradas galáxias de grande projeto. A imagem acima foi feita com um telescópio de 12.5 polegadas, um Optical Guidance Systems Ritchey-Chrétien, com uma câmera SBIG ST-11000 CCD, para obter essa imagem foram feitas exposições de 315, 55, 55 e 55 minutos respectivamente através dos filtros, L, R, G e B.
Fonte: http://www.astronomy.com
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