1 de jun de 2012

Trânsito de Vênus ajudará a encontrar exoplanetas habitáveis

O par de trânsitos de Vênus 2004/2012 só se repetirá a partir de 2017. [Imagem: NASA]

Última chance - Cientistas e astrônomos amadores de todo o mundo preparam-se para observar o planeta Vênus passando à frente do Sol. É o chamado trânsito de Vênus. Do ponto de vista da Terra, em nosso Sistema Solar apenas Vênus e Mercúrio apresentam trânsitos, porque o fenômeno ocorre apenas quando um planeta passa diretamente entre o Sol e a Terra. Como o plano orbital de Vênus não está alinhado exatamente com o da Terra, o fenômeno, é muito raro, e vem sempre aos pares, com os pares alternando hiatos de 105,5 e 121,5 anos. O trânsito de Vênus ocorrerá nos próximos dias 5 e 6 de junho, com uma duração de quase 7 horas. O par 2004-2012 só se repetirá a partir de 2017. Ou seja, se você não vê-lo desta vez, precisará de muita sorte para ter outra chance nesta vida.

Trânsitos planetários - Os trânsitos planetários tornaram-se mais famosos depois que os astrônomos começaram a utilizá-los para detectar exoplanetas: medindo pequenas variações no brilho das estrelas, é possível deduzir quando há um planeta orbitando ao seu redor, no momento em que ele passa entre a estrela e a Terra. Mas os cientistas querem tirar mais informações desses fenômenos. Usando o trânsito de Vênus será possível testar técnicas que estão sendo desenvolvidas para analisar a composição, a estrutura e a dinâmica da atmosfera desses planetas extrassolares. Agora que os exoplanetas já são calculados em bilhões - os conhecidos já se contam aos milhares - os cientistas querem encontrar planetas que possam abrigar vida semelhante à nossa. Para isso, é essencial medir o oxigênio em suas atmosferas.
E, pela primeira vez, será possível observar o trânsito de Vênus simultaneamente da Terra e do espaço, usando os telescópios Kepler e Corot. Mais do que isso, graças à sonda Venus Express, da ESA, a agência espacial europeia, que está em órbita de Vênus, será possível aferir com muita precisão as técnicas de observação que serão testadas.

Trânsitos históricos - Os trânsitos de Vênus têm também um grande interesse histórico, porque foram uma oportunidade para os astrônomos medirem o tamanho do Sistema Solar. Os trânsitos do século XVIII permitiram aos astrônomos calcular a distância da Terra ao Sol. Isso foi feito medindo o tempo que Vênus demorava para atravessar o disco solar, de vários pontos do globo, e depois usando cálculos de triangulação. Foi durante o trânsito de 1761 que os astrônomos perceberam uma coroa de luz em volta do limite escuro do planeta, concluindo daí que Vênus tem uma atmosfera. Sondas espaciais, como a Venus Express, mostraram que essa atmosfera é densa e absolutamente inóspita: imperam o dióxido de carbono e o nitrogênio, com nuvens de ácido sulfúrico.
No Brasil, o trânsito de Vênus somente poderá ser visto parcialmente no extremo oeste do país. [Imagem: M. Zeiler]

Assistindo ao trânsito de Vênus

O trânsito de 2012 só será visível completamente no oeste do Pacífico, leste da Ásia, leste da Austrália e nas latitudes muito ao norte. No Brasil, o fenômeno somente poderá ser visto parcialmente no extremo oeste do país. Nos Estados Unidos, o trânsito começará na tarde de 5 de junho. Para a maior parte da Europa, o Sol irá nascer em 6 de junho com o trânsito quase terminado. Para aferir seus instrumentos e suas técnicas de observação, os cientistas responsáveis pela sonda Venus Express escolheram a localidade de Spitsbergen, no círculo polar Ártico. Como o Sol nunca se põe em Spitsbergen em junho, será uma oportunidade única de observar o trânsito por completo.  "Durante o trânsito, a Venus Express irá fazer importantes observações da atmosfera de Vênus, que serão comparadas com as de telescópios em terra para ajudar os caçadores de exoplanetas a testar as suas técnicas," disse Hakan Svedhem, membro da equipe.
Fonte: Inovacaotecnologica.com.br

Nasa lançará telescópio de raios-X com precisão inédita

O NuSTAR vai gerar imagens com resolução dez vezes maior do que as atualmente obtidas nesta faixa do espectro eletromagnético
Concepção artística do NuSTAR em órbita. O telescópio tem um mastro de 10 metros que será erguido depois do lançamento para separar o módulo ótico (à direita) dos detectores (esquerda) (NASA/JPL-Caltech)
A Nasa, agência espacial americana, vai lançar em 13 de junho o telescópio NuSTAR de raios-X, capaz de examinar o universo e os buracos negros com uma resolução inédita. O NuSTAR será o primeiro telescópio espacial capaz de criar imagens do cosmo a partir de raios-X de alta energia, do mesmo tipo que os utilizados para gerar imagens do esqueleto humano ou para escanear bagagens nos aeroportos. O telescópio vai captar a alta energia dos raios-X através da poeira e do gás que obstruem a observação das galáxias, os buracos negros e as estrelas de nêutrons situadas no coração da Via Láctea.

O novo telescópio vai gerar imagens com uma resolução dez vezes maior do que a obtida com os atuais telescópios de raio-X e será cem vezes mais sensível do que seus antecessores que funcionam na mesma parte do espectro eletromagnético.

De acordo com Paul Hertz, diretor da divisão astrofísica da Nasa, o NuSTAR (Nuclear Spectorscopic Telescope Array - ou Matriz de Telescópios Eletroscópicos Nucleares) vai ajudar a compreender como o universo evoluiu desde o Big Bang, a explosão original.  "Veremos os objetos celestes maiores, mais densos e mais carregados de energia de forma fundamentalmente nova", disse Fiona Harrison, cientista-chefe da missão. O objetivo da missão é trabalhar em sintonia com outros telescópios espaciais, como o Chandra — outro observatório de raios-X da Nasa, que estuda os raios de baixa energia —, ou o XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia.
 
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Raios-X

Os raios-X fazem parte do espectro eletromagnético, com uma frequência maior do que a radiação ultravioleta. Eles conseguem atravessar muitos materiais sólidos e são usados para produzir radiografias dos ossos, tumores e outras estruturas dentro dos corpos. Ao contrário da luz visível, que é relativamente estável no universo, os raios-X são muito instáveis. São criados durante a colisão de galáxias e outros eventos extremos no espaço, como uma estrela sendo engolida por um buraco negro.
Fonte: veja.abril.com.br

Revista científica lista maiores mistérios atuais da astronomia

'Science' selecionou oito fenômenos ainda não explicados pela física. Lista inclui tópicos como a matéria escura.
Galáxia Abell 1689 teria matéria escura, segundo os astrônomos (Foto: Nasa, ESA, E. Jullo (JPL), P. Natarajan (Yale), & J.-P. Kneib (LAM, CNRS))
A “Science”, uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo, geralmente traz em suas páginas pesquisas com importantes avanços, que esclarecem questões fundamentais da ciência. Nesta semana, no entanto, a publicação deu espaço a dúvidas que ainda não foram solucionadas. Os editores da revista prepararam uma série chamada “Mistérios da Astronomia”, que apresenta oito fenômenos que os especialistas não sabem explicar – ao menos não há um consenso para isso.

O que é energia escura?
 Há 14 anos, os cientistas descobriram a energia escura, mas ainda não conseguiram explicar exatamente o que ela é. Pelos conhecimentos que a humanidade tem de física, a expansão do Universo deveria ser cada vez mais lenta. Porém, a expansão está, na verdade, se acelerando. A – desconhecida – causa dessa aceleração recebeu o nome de energia escura. Os astrônomos têm três possíveis explicações para o fenômeno. Ela pode ser alguma propriedade desconhecida do espaço no vácuo, um novo tipo de campo de força – chamado de “quintessência” – ou, ainda, sinal de que as teorias científicas a respeito da gravidade estão incorretas. O grande problema é que os especialistas não têm nem pistas de como poderão fazer experiências para chegar a uma conclusão.

Qual é a temperatura da matéria escura?
A “matéria escura” é uma teoria desenvolvida em 1933 para explicar como as galáxias se mantêm unidas. Uma quantidade de massa invisível explicaria o campo gravitacional que une os corpos celestes de uma galáxia. Os físicos ainda não sabem precisamente o que é a matéria escura, mas provavelmente conseguirão detectar algumas de suas partículas dentro de poucos anos. Até lá, a temperatura dessa matéria permanecerá um mistério. Pela teoria atual, ela deveria ser gelada, mas se admite que ela pode ser bem mais quente.

Onde estão os bárions desaparecidos?
Bárion é um termo genérico para descrever as partículas subatômicas, como os prótons e os nêutrons. Pelos cálculos dos astrônomos, cerca de 10% da massa bariônica do Universo está nas galáxias. Gases quentes intergalácticos também formam 10% do Universo, e outros 30% são nuvens de gases frios. Sobraram 50%, a metade das partículas do Universo, que os cientistas não conseguem localizar. Uma teoria afirma que esses bárions estariam num plasma difuso, mas ainda não há consenso quanto a isso.

Como as estrelas explodem?
A morte de uma estrela não é um processo pacífico. Depois de brilharem por milhões, muitas vezes bilhões de anos, elas se transformam em uma bola de fogo gigante conhecida como “supernova”. As supernovas já são objeto de estudo científico há décadas, mas ainda não está claro para os astrônomos quais são os processos que antecedem a explosão dentro das estrelas.

Imagem da supernova RCW 86, feita com a composição de dados obtidos por quatro telescópios diferentes (Foto: Nasa/ESA/JPL-Caltech/UCLA/CXC/SAO)

O que reionizou o Universo?

O estudo da história do Universo tem uma lacuna importante que diz respeito ao que acontece dentro dos átomos. De acordo com a teoria, o Big Bang, a explosão que deu início ao Universo como conhecemos, aconteceu há 13,7 bilhões de anos.
Cerca de 400 mil anos depois disso, com a temperatura já mais fria, a atração natural de prótons e elétrons formaria átomos estáveis de hidrogênio. Centenas de milhões de anos depois, no entanto, algo retirou elétrons desses átomos, e formou íons – que não têm um número estável de elétrons e, por isso são mais propensos a reações. O que não se sabe é o que foi esse algo responsável pela reionização.

Qual é fonte dos raios cósmicos mais energéticos?
Há 50 anos, no estado norte-americano do Novo México, cientistas detectaram uma partícula extremamente energética, que recebeu o nome de raio cósmico. Esse raio era, na verdade, um núcleo de um átomo que vaga pelo Universo trombando em corpos celestes, com uma energia de 100.000.000.000.000.000.000 eV – valor tão alto que não podia ser produzido por nenhum processo conhecido até então. E continua sendo, por que os cientistas ainda não conhecem o processo que gera tamanha energia.

Por que o Sistema Solar é tão bizarro?
- Pelo Universo afora, planetas de todos os tipos – quentes, frios, rochosos, gasosos, grandes e pequenos – giram ao redor de estrelas. O Sol é capaz de reunir essa diversidade de planetas em torno de si. Levando em conta massa, composição química e tamanho, Vênus seria o par mais próximo da Terra, mas os planetas são quase opostos. Vênus tem uma atmosfera ácida, densa e quente, e não tem sinais de já ter tido água – enquanto a Terra é cheia de oceanos. A rotação dos dois também é completamente diferente – em Vênus, o dia dura mais que o ano. A comparação entre Terra e Vênus é apenas um exemplo da diversidade encontrada entre os oito planetas e outros corpos celestes do sistema.

Por que a coroa solar é tão quente?
- No interior do Sol, onde ocorre fusão nuclear, a temperatura supera os 16 milhões de graus Celsius. Na superfície, a temperatura é bem mais baixa, na casa de 5 mil graus Celsius. Porém, acima da superfície, se forma a coroa solar, onde a temperatura supera 1 milhão de graus Celsius. Os cientistas sabem que a energia solar é suficiente para gerar temperaturas tão altas e que o campo magnético do Sol é forte o bastante para levar a energia até o campo magnético. Os detalhes do processo, no entanto, ainda estão longe de ser um consenso, e há várias teorias conflitantes oferecendo essa explicação.
Fonte: G1

Técnica pode ajudar a compreender formação da Via-Láctea

Método que revela idade de estrelas pode ajudar astrônomos a compreender sequência de eventos que levaram à formação da galáxia logo após o Big Bang.Foto: NASA/JPL-Caltech /Divulgação
Quatro estrelas moribundas no halo da Via Láctea estão fornecendo nova informação sobre o nascimento de nossa galáxia. Uma nova técnica revelou as idades dessas estrelas, e aplicar o mesmo método a outras deve propiciar uma compreensão melhor de como a galáxia se reuniu após o Big Bang. Para deduzir a evolução precoce da Via Láctea, os astrônomos tem que medir as idades das estrelas mais velhas. A maioria das estrelas da galáxia, incluindo o Sol, reside em um disco fino, mas as estrelas antigas ficam em um halo em torno desse disco. Os membros mais brilhantes do halo são um aglomerado de estrelas embaladas chamado globulares, cuja idade é determinada pela cor e brilho de suas muitas estrelas. Porém, para toda estrela em um aglomerado globular, existem cerca de 100 estrelas no halo por conta própria, e datá-las tem sido um grande desafio.
 
O astrônomo Jason Kalirai, do Instituto de Ciências do Telescópio Espacial, em Baltimore, Maryland, nos Estados Unidos, criou um novo modo para medir as idades das estrelas individuais do halo. A técnica explora o conceito básico da evolução estelar: quanto mais pesada é uma estrela, mais rapidamente ela morre. Estrelas de halo morrem se transformando em gigantes vermelhas, e depois em anãs brancas, estrelas densas um pouco maiores que a Terra. Anãs brancas não têm atividade nuclear, então, esfriam e desaparecem, e com elas suas idades. Assim, as mais quentes e mais brilhantes dessas estrelas apagadas entraram no estágio de anãs brancas mais recentemente. O astrônomo Timothy Beers, diretor do Observatório Nacional de Kitt Peak, no Arizona, afirma que o método utilizado por Kalirai pode ser usado para datar outras estrelas no halo interno, mas também no externo, que prevalece além da borda do disco estelar da Via Láctea.
 
Kalirai espera, baseado em simulações de como as galáxias se formam, que o halo exterior da Via-Láctea seja mais velho. Suas estrelas provavelmente surgiram cerca de 13,5 bilhões de anos atrás em pequenas galáxias que a Via Láctea incorporou. Se Kalirai conseguir estabelecer as idades de diferentes partes do halo, astrônomos poderão ter uma ideia mais clara da sequência de eventos que levaram à formação da galáxia logo após o Big Bang. Primeiramente, Kalirai analisou anãs brancas quentes do aglomerado globular de estrelas mais próximo, o M4, que fica na constelação de Escorpião e tem 12,5 bilhões de anos. Os espectros das anãs brancas indicam que as estrelas são 53% mais massivas que o Sol.

Então, o astrônomo estudou quatro anãs brancas quentes que não residem em um aglomerado globular, mas que pertencem ao halo interno, o componente do halo que domina nas imediações do Sol. As quatro são tão quentes, de 14 mil a 20 mil Kelvin, que elas são azuis, demonstrando que viraram anãs brancas há pouco tempo. Kalirai descobriu que elas são 55% mais massivas que o Sol, mais massivas que as recém-formadas anãs brancas do M4, e então veio de progenitores mais pesados e de menor duração. Segundo o relatório publicado por Kalirai, as quatro anãs brancas significam que a idade do halo interior é de cerca 11,4 bilhões de anos, mais jovem que o mais velho aglomerado globular, que tem 13,5 bilhões de anos.
Fonte: noticias.terra

Nossa galáxia colidirá com outra em 4 bilhões de anos, diz Nasa

Quando isso acontecer, o corpo galáctico resultante deverá ser elíptico em vez do conhecido formato espiral da nossa galáxia, diz estudo

Em quatro bilhões de anos, pouco menos do que se passou desde a criação da Terra, a Via Láctea deixará de existir. Pelo menos na forma como ela é conhecida hoje. A galáxia caminha para uma inevitável colisão com Andrômeda, uma galáxia quase do mesmo tamanho que a nossa, situada a 2,5 milhões de anos-luz de distância. Quando isso acontecer, o corpo galáctico resultante deverá ser elíptico em vez do conhecido formato espiral da Via Láctea, segundo os cálculos dos astrônomos Roeland van der Marel e Sangmo Tony Sohn, do Space Telescope Science Institute, em Maryland, nos Estados Unidos. Os resultados serão publicados no periódico americano Astrophysical Journal.

Uma única galáxia

Os pesquisadores chegaram a tal conclusão depois de fazer uma análise meticulosa da posição de Andrômeda entre 2002 e 2010, usando dados do telescópio Hubble. Andrômeda é galáxia espiral mais próxima da Via Láctea. Há décadas cientistas sabem que Andrômeda está se aproximando da Via Láctea (a uma velocidade de 110 quilômetros por segundo) e que eventualmente elas entrariam em colisão por causa da força da gravidade. Contudo, como os astrônomos só conseguiam medir a velocidade da galáxia distante em relação ao plano visível a partir da Terra, ninguém sabia se o encontro futuro seria uma grande fusão ou uma passagem 'de raspão'.  Com a precisão do Hubble, os astrônomos conseguiram as informações que faltavam para entender o movimento de Andrômeda. Ao calcular que a velocidade lateral da galáxia é muito menor que a velocidade na linha de visão com a Terra, a equipe de van der Marel mostrou que uma fusão entre a Via Láctea e Andrômeda é inevitável.  A simulação mostra que as duas galáxias vão se encontrar em quatro bilhões de anos. Nos dois bilhões de anos seguintes, elas vão formar uma única galáxia.

Expulsos de casa

De acordo com os astrônomos, a colisão entre a Via Láctea e Andrômeda certamente ejetará o Sistema Solar para fora da posição atual, a 26.000 anos-luz do centro da galáxia. As simulações mostram que há 10% de chance de o Sol ser exilado para mais de 160.000 anos-luz distante do novo centro galáctico, para uma região remota e gelada.

Saiba Mais
Tipos de Galáxias

As galáxias são divididas em dois tipos: as elípticas e as espirais. O primeiro grupo tem a forma mais avolumada, como se fossem bolas de futebol americano. As outras galáxias são como a Via Láctea — discos achatados com braços que giram em torno de um núcleo. A galáxia resultante da colisão será do tipo elíptica.
Fontes: Terra / Veja.com

A Galáxia do Redemoinho em imagem multiespectral

Créditos Imagem: X-ray: NASA / CXC / SAO; IR e UV: NASA / JPL-Caltech; ópticos: NASA / STScI
A imagem acima mostra uma imagem da Galáxia do Redemoinho, também conhecida como M101, e combina dados do infravermelho, da luz visível, ultravioleta, e raios-X de quatro telescópios espaciais da NASA. Essa imagem multiespectral mostra que tanto as estrelas jovens como as estrelas velhas são igualmente distribuídas ao longo dos braços espirais da M101. Essa imagem composta permite aos astrônomos observar como essas feições em uma parte do espectro se ajusta com aquelas observadas em outras partes. É como se estivéssemos observando uma mesma cena através de uma câmera comum, uma câmera ultravioleta, uma câmera de visão noturna e uma câmera de raios-X, todas ao mesmo tempo. A Galáxia do Redemoinho localiza-se na constelação da Ursa Major, também conhecida como a Grande Concha. Ela é aproximadamente 70% maior do que a nossa Via Láctea com um diâmetro de aproximadamente 170000 anos-luz, e localiza-se a aproximadamente 21 milhões de anos-luz de distância da Terra. Isso significa que a luz que estamos vendo nessa imagem deixou a Galáxia do Redemoinho a aproximadamente 21 milhões de anos atrás, muitos milhões de anos antes do ser humano surgir e caminhar sobre a Terra.
Fonte: http://www.nasa.gov 

Uma Trinca de Nebulosas em Sagittarius

Crédito de imagem e direitos autorais: Martin Pugh
Essas três brilhantes nebulosas são freqüentemente apresentadas em passeios telescópicos pela constelação de Sagittarius e pelos campos repletos de estrelas da parte central da Via Láctea. De fato, o turista cósmico do século 18, Charles Messier catalogou duas dessas nebulosas, a M8, a grande nebulosa à esquerda do centro, e a colorida M20 à direita. A terceira, é a chamada NGC 6559, que aparece acima da M8, e que está separada da nebulosa maior por uma linha escura de poeira. Todas as três nebulosas são berçários estelares localizados a uma distância aproximada de 5 mil anos-luz. A expansiva M8 com aproximadamente 100 anos-luz de diâmetro, é também conhecida como a Nebulosa da Lagoa. A M20, é popularmente conhecida como Nebulosa Trífida. O gás hidrogênio brilhante cria a cor vermelha dominante das nebulosas de emissão, cor essa que contrasta com as tonalidades azuladas, mais destacada na Trífida, devido à luz estelar refletida pela poeira. Essa vasta paisagem cósmica também inclui o aglomerado estelar aberto de Messier, M21, localizado um pouco acima e a direita da
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120601.html
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