12 de jun de 2012

Galáxias visinhas podem ter passado perto da outra

Gráfico que mostra a "ponte" gasosa entre M31, à direita, e M33.Crédito: Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF
De acordo com estudos recentes com o Telescópio Green Bank do NSF (National Science Foundation), duas galáxias, vizinhas da nossa Via Láctea, podem ter tido um encontro próximo há milhares de milhões de anos atrás. As novas observações confirmam uma descoberta controversa em 2004, de hidrogénio gasoso fluindo entre a gigante Galáxia de Andrómeda, também conhecida como M31, e a Galáxia do Triângulo, ou M33.  "As propriedades deste gás indicam que estas duas galáxias podem ter passado perto uma da outra no passado distante," afirma Jay Lockman, do NRAO (National Radio Astronomy Observatory). "Ao estudar o que pode ser uma ligação gasosa entre as duas, podemos saber mais sobre a evolução de ambas as galáxias," acrescenta. As duas galáxias, a cerca de 2,6 e 3 milhões de anos-luz, respectivamente, da Terra, fazem parte do Grupo Local de galáxias que inclui a nossa própria Via Láctea e cerca de 30 outras. A "ponte" de hidrogénio entre as galáxias foi descoberta em 2004 por astrónomos que usavam o WSRT (Westerbork Synthesis Radio Telescope) nos Países Baixos, mas outros cientistas questionaram a descoberta por motivos técnicos. Estudos detalhados com o altamente sensível Telescópio Green Bank confirmaram a existência da ponte, que exibe seis densos aglomerados de gás ao longo da mesma. Observações destes aglomerados mostram que partilham aproximadamente a mesma velocidade relativa em relação à Terra que as duas galáxias, fortalecendo o argumento de que fazem parte de uma ponte entre as duas. Quando as galáxias passam perto umas das outras, são formadas "caudas de marés", gás atraído para o espaço interestelar a partir das galáxias sob a forma de longas correntes. "Nós pensamos que é muito provável que o hidrogénio gasoso que vemos entre M31 e M33 seja o resto de uma cauda de maré que foi formada durante um destes encontros, provavelmente há milhares de milhões de anos atrás," afirma Spencer Wolfe, da Universidade da Virginia Oeste. "O encontro tem que ter ocorrido há muito tempo atrás, porque nenhuma das duas galáxias mostra qualquer evidência de perturbações actuais," afirma.  "O gás estudado é muito ténue e a sua emissão no rádio rádio é extremamente ténue -- tão ténue que está para lá do alcance da maioria dos radiotelescópios," acrescenta Lockman. "Planeamos usar as capacidades avançadas do Telescópio Green Bank para continuar o trabalho, aprender mais sobre o gás e, quem sabe, sobre as histórias orbitais das duas galáxias," acrescenta.
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia

Vídeo feito por sonda da Nasa revela detalhes da superfície do asteroide Vesta .

Um novo vídeo produzido por uma nave espacial da NASA mostra o asteroide Vesta, o segundo maior do cinturão de asteroides, em cores deslumbrantemente brilhantes. É possível ver a massa rochosa girando ao redor dela mesma com tons roxos e verdes, tendo como trilha sonora uma música eletrônica. “O efeito foi criado com imagens de alta resolução, feitas pelo satélite Aurora, da NASA, sobre um modelo 3D de Vesta”, explica um funcionário em comunicado oficial.  “As cores do filme foram escolhidas para destacar as diferenças na composição da superfície do planeta, que são bastante sutis para que o olho humano possa perceber”, explicam agentes da NASA no início do vídeo. O verde mostra a abundância de ferro em Vesta, enquanto os tons de laranja revelam os detritos lançados a partir de algumas das crateras. No entanto, os pesquisadores ainda estão tentando determinar o que algumas cores significam. E como o sol dirige-se para o polo norte do asteroide, a equipe da Nasa ainda espera preencher as áreas que estavam na sombra quando as imagens foram produzidas, entre setembro e outubro do ano passado.
A sonda Aurora está programada para deixar o planeta em agosto, quando vai partir para o maior objeto do cinturão de asteroides, o planeta anão Ceres. Ela deve chegar lá em fevereiro de 2015. Um vídeo anterior da NASA, lançado em maio, revelou que Vesta é um “bloco de construção” de um planeta, com um núcleo de ferro, como a Terra, tendo se formado de maneira semelhante ao nosso planeta e à nossa própria lua. O vídeo foi criado a partir da coleta de imagens construídas, uma vez que a sonda Aurora entrou em órbita em julho de 2011, incluindo as primeiras imagens de dentro das crateras misteriosas, feitas pelo telescópio espacial Hubble. Os cientistas agora enxergam Vesta como um bloco planetário em camadas, com um núcleo de ferro – o único a sobreviver aos primeiros dias do sistema solar.  A complexidade geológica do asteroide pode ser atribuída a um processo que o separou em núcleo, manto e crosta de ferro, com um raio de aproximadamente 109 quilômetros, há cerca de 4.560 milhões de anos. A lua e os planetas foram formados de maneira semelhante.  A sonda Aurora observou um padrão de minerais expostos em cortes profundos, causados por impactos de rochas espaciais, que podem suportar a ideia de que o asteroide já teve um oceano de magma abaixo da superfície. Um oceano de magma ocorre quando um corpo sofre fusão quase completa, levando a blocos de construção em camadas, que podem formar planetas. Os dados também confirmam que meteoritos distintos encontrados na Terra são originários de Vesta. As amostras de piroxênio, um mineral de ferro rico em magnésio, encontradas nos meteoritos coincidem com rochas achadas na superfície de Vesta. Esses objetos representam cerca de 6% de todos os meteoritos que caíram na Terra.  Isso faz com que o asteroide se torne uma das maiores fontes individuais de meteoritos do nosso planeta. Essa foi a primeira vez que uma nave espacial visita a fonte de amostras depois de terem sido identificadas na Terra.
Os cientistas sabem agora que a topografia de Vesta é bastante íngreme e variada. Algumas crateras formam encostas muito íngremes e têm lados quase verticais, com deslizamentos de terras mais frequentes do que o esperado. Outro resultado inesperado foi que o pico central do asteroide, numa bacia no hemisfério sul, é muito maior e mais amplo em relação ao tamanho da cratera que os picos centrais das crateras em corpos celestes como a nossa lua. Vesta também tem semelhanças com outros corpos de baixa gravidade, como as pequenas luas geladas de Saturno. Sua superfície tem manchas claras e escuras que não correspondem aos padrões previsíveis aos da lua da Terra. “Nós sabemos muito sobre a lua e estamos apenas chegando a Vesta”, diz Vishnu Reddy, um membro da equipe de enquadramento da câmera do Max Planck Institute for Solar System Research, da Alemanha. “Comparando os dois, temos duas histórias de como esses gêmeos fraternos evoluíram no sistema solar”. A Aurora também revelou detalhes de colisões que golpearam Vesta ao longo de sua história. Cientistas agora podem datar os dois impactos gigantes que martelaram o hemisfério sul do planeta. Eles criaram a Bacia Veneneia há cerca de dois bilhões de anos e a Bacia do Rheasilvia há cerca de um bilhão de anos. Rheasilvia é a maior bacia de impacto de Vesta.  “As grandes bacias de impacto na Lua são bastante antigas”, diz David O'Brien, um cientista do Instituto de Ciências Planetárias de Tucson, Arizona. “O fato de o maior impacto sobre Vesta ser tão jovem é surpreendente”.
Fonte: http://jornalciencia.com/

“Planeta aquático” próximo a Terra é detectado pela NASA

O planeta “55 Cancri e” foi descoberto em 2004, habitando a estrela 55 Cancri com mais quatro outros planetas, sendo que ele é o mais próximo a ela. 55 Cancri e foi o primeiro planeta a ser chamado de “superterra”, uma classe de planetas parecidos com a Terra em algumas características, mas maiores – no caso, ele tem cerca de oito vezes a massa da Terra, e fica a 41 anos-luz de nós, na constelação de Câncer. Recentemente, o telescópio Spitzer da NASA detectou uma luz emanando do planeta. Os cientistas notaram que a órbita de 55 Cancri e leva apenas 18 horas para dar uma volta completa, e é diferente da órbita da Terra não só pelo comprimento, mas pelo tipo: ele tem uma órbita “fixa”, o que significa que um lado do planeta recebe luz o tempo todo, e o outro fica em escuridão o tempo todo. Por estar tão próximo de sua estrela, o lado de 55 Cancri e virado para ela (que recebe luz o tempo todo) ferve a cerca de 1.726 graus Celsius. Esse calor provavelmente significa que o planeta não tem atmosfera. No lado claro, a água é provavelmente existente em um estado supercrítico, no qual é encontrada em bolsões localizados, sempre mutáveis entre os estados líquido e gasoso, coberta com uma espessa camada de vapor.

No lado escuro, a água é provavelmente fresca e líquida. Porém, esse lado é, quase certamente, tão gelado quanto o outro é quente. Todas essas novas informações são consistentes com a teoria anterior de que 55 Cancri e é um “planeta aquático”, com um núcleo rochoso coberto por água (em estados diferentes, coberta por vapor). Apesar disso, segundo cientistas da NASA, a vida nesse planeta é praticamente impossível – você ia preferir morar no lado superquente ou no superfrio?  Mas dizemos “praticamente” porque pode haver uma esperança.  Entre o lado sempre claro e o lado sempre escuro de 55 Cancri e, pode haver uma região com temperatura e água parecidas com a da Terra, aquecida por correntes do lado quente. Também, se o núcleo do planeta for mesmo rochoso, pode oferecer minerais. Se essa região aquática realmente existir, pode ser habitável ou colonizável. E a resposta para esse mistério pode aparecer em breve, já que o telescópio da NASA James Webb, equipado com avançados sensores espectrais capazes de analisar composições químicas exatas de planetas como 55 Cancri e, será lançado em 2018. Ele vai sondar as superterras em busca de sinais das necessidades fundamentais da vida, como o carbono. Só nos resta esperar.
Fonte: http://hypescience.com
[DailyTech, NASAScience, WorldScience]

Cern está perto de confirmar existência do Bóson de Higgs, dizem fontes

Cientistas europeus estão concentrados nos esforços para identificar 'partícula do Big Bang'
Mais da metade das colisões provocadas não produzem dados relevantes para as pesquisas
 
Físicos que pesquisam o surgimento do universo estão perto de fazer importantes descobertas acerca do bóson de Higgs, a chamada partícula do Big Bang, considerada um elemento fundamental para a transformação dos restos da explosão espacial em estrelas e planetas, disseram cientistas nesta terça-feira, 12. Equipes do Centro Europeu de Investigação Nuclear (Cern) usaram o colisor de hádrons (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo, tentam provar que a partícula realmente existe. Analisando um imenso volume de dados, os físicos acreditam que finalmente conseguirão atingir esse objetivo, afirmaram fontes ligadas ao projeto.

"Eles estão muito empolgados", disse um cientista próximo da equipe do Cern, que falou sob condição de anonimato. Sinais intensos do bóson de Higgs foram identificados no mesmo raio em que foram encontrados durante pesquisas do ano passado, acrescentaram as fontes. A identificação da partícula pode ser possível mesmo com a curta vida do bóson - tão curta que é detectado somente pelos traços que deixa. Para identificar a partícula, o LHC reproduz o Big Bang, já que ela teoricamente é produto da explosão e ajudaria a compreender a formação do universo. O bóson foi batizado em homenagem a Peter Higgs, que em 1964 elaborou a teoria da partícula. Caso a existência dela seja confirmada, o físico muito provavelmente seria laureado com o prêmio Nobel.
 
As fontes deram as informações sobre o progresso das pesquisas depois que os chefes do Cern determinaram concentração de esforços na busca pelo bóson pouco antes da ICHEP, a conferência internacional de física, que ocorre no Canadá, no meio de julho. O LHC conduziu mais de 300 trilhões de colisões de prótons somente em 2012 e houve especulações sobre as novidades acerca do bóson, mas não há confirmação oficial de que o Cern está perto de fazer um grande anúncio. Segundo James Gillies, porta-voz do Cern, só será anunciada uma descoberta quando os cientistas realmente tiverem o que dizer.

"O que o Atlas e o CMS terão ou não para 2012 é de conhecimento das poucas pessoas envolvidas nos projetos", disse ele, referindo-se a pesquisadores que também estudam a partícula, mas que foram "blindados" das informações do Cern. Em dezembro de 2011, depois de 16 meses conduzindo colisões a baixos níveis de energia, as duas equipes se uniram ao Cern para afirmar que constataram "pequenas manifestações" do bóson, mas que necessitariam de mais tempo para comprovar a existência da partícula. Físicos indicam que mais da metade das colisões produzidas não dão qualquer resultado relevante para as pesquisas.
Fonte:ESTADÃO

Sonda robótica vai investigar sinais de vida em cratera de Marte

Nova missão com o robô Curiosity está prevista para 6 de agosto. Expedição vai explorar cratera situada ao sul do equador marciano.
Imagem mostra interior da Cratera Gale, local por onde o robô Curiosity vai transitar.(Foto: Reuters/Nasa)
Nos próximos meses, um robô-geólogo chegará a Marte para experimentar uma nova estratégia na busca por vida fora da Terra. Em vez de empreender uma caçada a micróbios como a das missões Viking nos anos 1970, o Mars Science Laboratory da Nasa, apelidado de Curiosity (Curiosidade), procurará locais que podem ter abrigado e preservado a vida. "O termo 'detecção de vida' é tão mal definido e tão difícil de averiguar que não dá um bom ponto de partida", disse o geólogo John Grotzinger, do Instituto de Tecnologia da California. Em vez disso, a nova missão da Nasa em Marte, cujo pouso está previsto para o dia 6 de agosto, é antes de tudo uma expedição geológica a um local intrigante chamado Cratera Gale, situada ao sul do equador marciano. Os cientistas acreditam que a cratera tenha sido formada entre 3,5 bilhões e 3,8 bilhões de anos atrás, quando Marte, a Terra e o restante dos planetas do Sistema Solar eram frequentemente bombardeados por meteoritos. A característica mais impressionante da Gale não é a marca de 154 quilômetros de extensão no solo, mas uma montanha de 5 quilômetros de altura de fragmentos que se ergue a partir do chão da cratera. Os cientistas acreditam que a montanha, localizada no centro da bacia, seja formada por sedimentos remanescentes do que um dia preencheu a cratera. Com o tempo, por um processo não muito bem compreendido, o sedimento foi levado embora, deixando o que hoje é conhecido como Monte Sharp. Os cientistas esperam que ele revele a história geológica de Marte, como nenhuma outra formação pode fazer na Terra. "Não há lugar na Terra onde você pode ir para obter toda a história de uma vez", disse Grotzinger a jornalistas durante uma viagem de campo no mês passado ao Death Valley, na California, um dos poucos locais onde o registro geológico da Terra está exposto.  "Na Gale, você não precisa reconstruir as camadas. Você pode ver como elas são, das mais antigas às mais novas. Você tem a seta do tempo sempre apontada na direção correta. Está tudo exposto de forma muito simples", afirmou Grotzinger.
Fonte: G1

Hubble Captura Imagem de Galáxia Anã UGC 5497

Créditos:ESA / Hubble & NASA
O Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA capturou essa imagem da galáxia anã UGC 5497, que se parece muito mais com um punhado de sal salpicado sobre um veludo preto na imagem acima.  O objeto é uma galáxia anã azul compacta que é inoculada com aglomerados de estrelas recentemente formados. As estrelas azuis, brilhantes que nascem nesses aglomerados ajudam à galáxia ter uma aparência geral azulada que durou por alguns milhões de anos até que essas estrelas explodissem como supernovas.  A UGC 5497 é considerada parte do Grupo de Galáxias M81, que está localizada a aproximadamente 12 milhões de anos-luz de distância na constelação de Ursa Major, o Grande Urso. A UGC 5497 foi descoberta por telescópios em Terra em 2008 numa pesquisa relacionada à busca de candidatas a galáxias anãs com a Messier 81. De acordo com a teoria cosmológica vigente da formação de galáxias, chamada de Lambda Cold Dark Matter, deveriam existir muito mais galáxias satélites anãs associadas com grandes galáxias, como a Via Láctea e a Messier 81 do que são atualmente conhecidas. A descoberta de objetos anteriormente escondidos como esse ajudam a confirmar a teoria, mesmo que em uma pequena quantidade ainda. Os astrofísicos, contudo, ainda continuam debatendo o problema conhecido como as galáxias satélites perdidas. O campo de visão dessa imagem, que é uma combinação das exposições feitas na luz visível e infravermelha usando a Advanced Camera for Surveys do Hubble tem aproximadamente 3.4 por 3.4 arcos de minuto.
Fonte: http://www.spacetelescope.org/images/

Uma Análise do Limbo Norte da Lua

Imagem por Dmitry Makolkin, Moscow, Rússia
O limbo da Lua é uma parte muito interessante do nosso satélite natural e tentar identificar as crateras que ali aparecem é um belo exercício de ser feito. A imagem acima mostra a parte norte do limbo da Lua e foi feita a partir de um imenso mosaico, dando assim uma nova chance de explorarmos essa região. Algumas crateras acima estão denominadas para facilitar a localização e identificação. Uma cratera interessante dessa região é a Nansen, uma cratera do tamanho similar à cratera Copernicus, mas que raramente é visualizada. Dessa visão a cratera Nansen parece ser uma cratera relativamente nova e complexa com picos centrais, mas de outra perspectiva, como por exemplo, vista de cima, a cratera pode ser identificada como sendo velha e com o seu interior parcialmente coberto com material que pode ter sido empurrado para ela pela formação da Houssay em seu anel. Seguindo o limbo para leste, está a Hayn, uma cratera que realmente é relativamente nova e complexa. Ela é difícil de ser vista com o Sol alto pois aparece perto do polo e pode ter raios, podendo até ser a fonte para os raios misteriosos que cortam o Mare Humboldtianum. Uma cratera que definitivamente tem raios é a Thales, que tem uma zona de desaparecimento na direção noroeste, demonstrando que ela se formou a partir de um impacto oblíquo. Uma coisa que dificilmente é notada é que a zona de desaparecimento é mais escura do que o terreno coberto de raios. A área triangular mais escura é parte remanescente da Paulus Somni, uma feição denominada pelo fato de não possuir raios cruzando-a.
Fonte: http://lpod.wikispaces.com/ 

O ESO vai construir o maior olho no céu do mundo

Impressão artística do European Extremely Large Telescope (E-ELT) na sua cúpula no Cerro Armazones, o topo de uma montanha a 3060 metros de altitude no deserto do Atacama do Chile. O E-ELT de 39,3 metros será o maior telescópio óptico/infravermelho do mundo - o maior olho no céu do mundo. Espera-se que comece as operações no início da próxima década. O E-ELT irá investigar os maiores desafios científicos do nosso tempo. Crédito: ESO/L. Calçada
 
O ESO vai construir o maior telescópio óptico/infravermelho do mundo. O Conselho do ESO aprovou na reunião de hoje em Garching, o Programa European Extremely Large Telescope (E-ELT), sujeito a confirmação de quatro votos ad referendum. O E-ELT começará as operações no início da próxima década. O órgão governativo do ESO, o Conselho, reuniu-se hoje na Sede do ESO em Garching, na Alemanha. O principal assunto da agenda foi o começo do Programa European Extremely Large Telescope (E-ELT) – o maior olho no céu do mundo. O E-ELT vai ser um telescópio com um espelho segmentado de 39,3 metros de diâmetro situado no Cerro Armazones no norte do Chile, próximo do Observatório do Paranal do ESO.

Todos os países membros do ESO tinham já demonstrado um forte interesse no projeto E-ELT. O Conselho votou hoje a favor de uma resolução para a aprovação do E-ELT e a primeira geração de instrumentos, estando apenas pendente a confirmação dos chamados votos ad referendum.  Para que o início do programa fosse aprovado, dois terços dos países membros (portanto, pelo menos dez) tinham que votar a favor. Na reunião do Conselho a Áustria, a República Checa, a Alemanha, a Holanda, a Suécia e a Suíça votaram a favor do início do programa E-ELT. Quatro outros países votaram a favor ad referendum: a Bélgica, a Finlândia, a Itália e o Reino Unido. Os restantes quatro países membros estão a trabalhar ativamente para se juntarem ao programa num futuro próximo.

Impressão artística do European Extremely Large Telescope (E-ELT) de noite durante as observações. O E-ELT de 39,3 metros será o maior telescópio óptico/infravermelho do mundo - o maior olho no céu do mundo. Espera-se que comece as operações no início da próxima década. O E-ELT irá investigar os maiores desafios científicos do nosso tempo. Crédito: ESO/L. Calçada

No seguimento desta resolução, gastos em elementos do projeto para além dos trabalhos civis iniciais não começarão antes que as contribuições prometidas pelos estados membros, tal como decidido nos princípios de financiamento aprovados pelo Conselho no final de 2011, excedam os 90% dos 1083 milhões de euros correspondentes ao custo do projeto completo (valores relativos a 2012). O atual calendário prevê que os primeiros grandes contratos industriais para o E-ELT sejam aprovados e que o principal financiamento esteja confirmado dentro do próximo ano. Espera-se deste modo dar tempo suficiente para que todas as condições necessárias à realização do projeto sejam satisfeitas: as confirmações dos votos da Bélgica, Finlândia, Itália e Reino Unido; que outros estados membros se juntem ao projeto; e que o Brasil complete o seu processo de ratificação de adesão ao ESO.

"Este foi um excelente resultado e um grande dia para o ESO. Podemos agora avançar no calendário deste grande projeto," disse o Diretor Geral do ESO, Tim de Zeeuw. Contratos iniciais para o projeto foram já assinados. Pouco antes da reunião do Conselho, foi assinado um contrato para o começo de um estudo detalhado da concepção do espelho adaptativo do telescópio M4. Este é um dos elementos de concepção mais demorada de todo o programa E-ELT e por isso um começo imediato era essencial. O trabalho de concepção detalhada para a estrada que levará ao topo do Cerro Armazones, onde o E-ELT ficará situado, está também em progresso e espera-se que alguns dos projetos de construção para o E-ELT comecem ainda este ano. Estes projetos incluem preparação para a estrada de acesso ao topo do Cerro Armazones, assim como o aplanamento do cume do Cerro propriamente dito. "O E-ELT manterá o ESO numa posição líder durante as próximas décadas e levará a uma extraordinária colheita de ciência," concluiu o Presidente do Conselho Xavier Barcons.
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/eso1225/

Focalizando os Buracos Negros

Crédito da imagem: ESA / NASA / JPL-Caltech
A imagem comparativa acima demonstra a habilidade do NuSTAR de melhorar o foco na observação de fontes de raios-X de alta energia gerando imagens verdadeiramente nítidas. A imagem da esquerda foi feira pela sonda INTEGRAL da Agência Espacial Europeia e mostra os raios-X de alta energia emitido pelas galáxias além da nossa. A luz não é resolvida, o que significa que objetos individuais que geraram determinado foco de luz principal, normalmente relacionados a buracos negros supermassivos não podem ser distinguidos. A imagem da direita mostra uma visão simulada que o NuSTAR teria da mesma região nos mesmos comprimentos de onda. O NuSTAR será capaz de identificar individualmente buracos negros separando o brilho difuso de raios-X, também chamada de radiação raio-X de fundo. O observatório terá uma sensibilidade 100 vezes maior do que seus antecessores e uma resolução 10 vezes mais nítida, com essas características, certamente ele será usado para descobrir buracos negros nunca antes imaginados por estarem totalmente encobertos pela poeira.
Fonte: http://www.nasa.gov/mission_pages

Os Glóbulos de Tackeray

Créditos e Direitos autorais:  T. Rector (U. Alaska Anchorage), e NS van der Bliek (NOAO / AURA / NSF)
Esses são os maiores grãos de poeira que você irá encontrar. Situadas no campo rico em estrelas e do gás hidrogênio brilhante, essas nuvens de gás e poeira interestelar são tão grandes que eles podem ser capazes de formar estrelas. O lar dessa poeira é conhecido como IC 2944, um brilhante berçário estelar localizado a aproximadamente 5900 anos-luz de distância na direção da constelação Centaurus. O maior desses glóbulos escuros, registrados primeiramente pelo astrônomo sul africano A. D. Thackeray em 1950, é provavelmente duas nuvens separadas mas sobrepostas, cada uma com mais de um ano-luz de largura. Juntamente com outros dados, a representação colorida acima foi feita pelo telescópio Blanco de 4 metros de diâmetro localizado em Cerro-Tololo, no Chile e indica que os Glóbulso de Thackeray são fraturados e brilham pelo resultado da intensa radiação ultravioleta que ilumina essas nuvens proveniente de jovens estrelas quentes energizando e aquecendo a brilhante nebulosa de emissão. Esses e outros glóbulos escuros similares estão associados com outras regiões de formação de estrelas e que podem ter dissipado pelo ambiente hostil onde vivem, como se fosse uma manteiga cósmica sendo aquecida e derretida numa frigideira.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120612.html
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