13 de jun de 2012

Galeria de Imagens: Aglomerados Estelares


Aglomerados estelares são conjuntos de estrelas que se formaram na mesma época e a partir da mesma nuvem. Essas estrelas devem apresentar idade e composição química inicial semelhantes. Existem dois tipos de aglomerados estelares:
1 - aglomerados abertos ou galácticos: estão concentrados no plano galáctico e tem forma e dimensão variadas.
2 - aglomerados globulares: têm forma aproximadamente esférica com diâmetros da ordem de dezenas a centenas de parsecs. Estão distribuídos em uma extensa região esférica ao redor da Galáxia chamada halo galáctico.

Aglomerado NGC 6934
Aglomerados de estrelas como o da foto acima rondam a Via Láctea. As estrelas estão ligadas uma às outras através da gravidade e muitas delas são muito mais velhas do que as estrelas que temos dentro do disco da nossa galáxia. Estima-se que essas belas estruturas brilhantes tenham cerca de 10 bilhões de anos. Esse brilhante aglomerado de estrelas, o NGC 6934 está a cerca de 50mil anos-luz de distância de nós, na constelação Delphinus. Graças a essa foto, tirada pelo Hubble, podemos estimar seu comprimento – 50 anos luz de comprimento.


Aglomerado M51
As estrelas da imagem se comportam como abelhas, se agrupando como um enxame ao redor do centro do aglomerados globulares brilhante M15. Esta esfera de mais de 100 mil estrelas é uma relíquia dos primeiros anos da nossa galáxia, e continua a orbitar o centro da Via Láctea. M15, um dos cerca de 150 aglomerados globulares restantes, é conhecido por ser facilmente visível com apenas binóculos, tendo em seu centro uma das mais densas concentrações de estrelas conhecidas. Ainda contém uma grande abundância de estrelas variáveis ​​e pulsares (estrelas de nêutrons). Esta imagem nítida, feita pelo telescópio espacial Hubble, que orbita a Terra, abrange cerca de 120 anos-luz. Ele mostra o dramático aumento na densidade de estrelas em direção ao centro do aglomerado. M15 fica a cerca de 35 mil anos-luz de distância na direção da constelação do Cavalo Alado (ou Pégaso). Evidências recentes indicam que pode existir um buraco negro no centro do M15.

Aglomerado globular 47 Tuc
O aglomerado de estrelas 47 Tucanae também é conhecido como NGC 104. Ele fica nos arredores dos limites da Via Láctea, juntamente com mais de 200 outros aglomerados globulares. É o segundo mais brilhante aglomerado que conhecemos, perdendo apenas para Ômega Centauri. Fica a 13 mil anos-luz de distância da Terra e pode ser visto a olho nu, na direção da constelação de Tucano. O aglomerado possui alguns milhões de estrelas e possui cerca de 120 anos luz de comprimento. É possível ver gigantes vermelhas ao redor do aglomerado.

Aglomerado Globular M15
A vida pode ser bastante monótona no núcleo de M15, mas o céu será sempre brilhante! De facto, a apenas 40,000 anos-luz de distância na constelação de Pégaso, M15 é um dos mais densos enxames globulares da Via Láctea. Esta espectacular imagem do Telescópio Espacial Hubble mostra milhares de estrelas individuais numa área central de aproximadamente 10 anos-luz. Mesmo assim, o excelente olho do Hubble não consegue separar as estrelas no núcleo do enxame. Os enxames globulares podem conter várias centenas de milhar até um milhão de estrelas. Tal como a maioria, M15 está cheia de velhas estrelas, com cerca de 12 mil milhões de anos (o Sol tem aproximadamente 4.5 mil milhões de anos). As suas gigantes vermelhas aparecem alaranjadas nesta imagem a cores. E, ao contrário da maioria dos enxames globulares, M15 contém uma nebulosa planetária, o breve manto gasoso de uma estrela na sua fase final da vida. Consegue ver onde está? Catalogada como Kuestner 648, a nebulosa planetária de M15 é redonda, tem um tor cor-de-rosa e situa-se no canto superior esquerdo.

Aglomerado Globular G1
Este enxame de estrelas, conhecido como G1, é o mais brilhante enxame estelar de todas as galáxias do Grupo Local. Também com o nome de Mayall II, orbita o centro da maior galáxia vizinha: M31 (Galáxia de Andrómeda). G1 contém mais de 300,000 estrelas e é quase tão velho quanto o próprio Universo. De facto, as observações deste enxame mostram ser tão velho quanto os mais velhos enxames globulares da Via Láctea. Duas estrelas aparecem no pano da frente da imagem tirada pelo Hubble em Julho de 1994. Mostra um detalhe comparável a observações terrestres de outros enxames da nossa Galáxia.

Aglomerado NGC 7789
Com 1.6 mil milhões de anos, este enxame de estrelas está a começar a mostrar a sua idade. NGC 7789 é um enxame aberto a cerca de 8,000 anos-luz de distância na direcção da constelação de Cassiopeia, perto do plano da Via Láctea. Todas as estrelas do enxame nasceram provavelmente ao mesmo tempo mas as mais brilhantes e massivas gastaram mais rapidamente todo o hidrogénio nos seus núcleos. Estes evoluiram a partir de estrelas de sequência principal como o Sol em gigantes vermelhas aparentes (com um tom vermelho-amarelado), como se vê nesta imagem a cores. Ao comparar os modelos computacionais com observações de gigantes vermelhas e estrelas de sequência principal, os astrónomos podem determinar a massa e posteriormente a idade das estrelas do enxame.
Fonte: Astronomy / Nasa

Matéria escura, energia escura… Magnetismo escuro?

Já sabemos que os últimos dias do universo serão em solidão e escuridão, à medida que as galáxias mais distantes forem desaparecendo do nosso horizonte de visão, por causa da expansão acelerada do universo. E chamamos de energia escura a força que está acelerando essa expansão. Mas qual a verdadeira identidade deste vilão, a energia escura? Poderia ser a energia do ponto zero? Ou uma alteração da gravidade em grandes escalas? O problema é que a energia escura deve ter uma densidade de aproximadamente meio joule por quilômetro cúbico de espaço, e a energia do ponto zero é calculada por uns como sendo zero (o que é ruim) e por outros com 120 ordens de magnitude maior (o que é pior) que a energia escura.

A ideia de uma gravidade alterada para escalas maiores também não ajuda, por que implica em corrigir um modelo que dá resultados exatos para escalas menores, como o cálculo de trajetórias de espaçonaves ou planetas no sistema solar.

 Faça a teoria da gravidade responder pela expansão do universo e ela não vai mais funcionar para escalas menores. José Beltrán e Antonio Maroto estavam estudando em 2008, na Universidade de Madri, Espanha, a gravidade mutante, com um modelo chamado teoria vetor-tensor, e perceberam algo interessante: as equações eram idênticas a outro modelo, o do eletromagnetismo. Da mesma forma que a maioria das forças na natureza, o eletromagnetismo é pensado em termos de uma partícula mediadora, o fóton: uma partícula sem carga e sem massa que carrega campos magnéticos e elétricos.
 
A eletrodinâmica quântica tem sido usada para explicar muitos fenômenos, do comportamento da luz às forças que unem as moléculas, mas ela tem uma face oculta: dois tipos de ondas que são canceladas pela Condição de Lorenz. Uma das ondas de campo elétrico segue na direção do movimento, e a segunda, chamada modo temporal, não tem campo magnético, mas apenas potencial elétrico. As duas ondas têm seu próprio tipo de fóton, na teoria. O trabalho de Beltrán e Maroto é ver como fica o eletromagnetismo sem a Condição de Lorenz. Nesta forma, as ondas aparecem e desaparecem como flutuações quânticas, como ondas virtuais no vácuo. Entretanto, no período do Big Bang chamado de inflação, todas as flutuações quânticas receberam tremenda amplificação, e também poderiam ter amplificado as novas ondas eletromagnéticas.

Este processo deixaria para trás modos temporais vastos, ondas de potencial elétrico com comprimento de onda várias ordens de magnitude maiores que o universo observável. Estas ondas contém energia, mas como são tão grandes, não são percebidas como ondas, mas como energia escura, talvez. Beltrán e Maroto chamaram sua ideia de magnetismo escuro, e ela pode ser usada para explicar a quantidade de energia escura no universo, se as condições forem as corretas. Também pode explicar misteriosos campos magnéticos em larga escala que têm sido detectados na observação de galáxias distantes.
 
Só que a dupla têm alguns problemas, por que o que estão fazendo também vai alterar uma teoria bem estabelecida na ciência, o que preocupa não só eles mas outros cientistas. Mas mesmo assim há cientistas, como Gonzalo Olmo, cosmólogo da Universidade de Valência, Espanha, que estão entusiasmados com a nova teoria. E como comprovar esta teoria?

Ela afirma que a influência do magnetismo escuro no período da inflação deixaria marcas na distribuição estatística da radiação cósmica de fundo, e neste caso os dados obtidos pela missão Planck poderia trazer à luz estas marcas. Uma outra aposta é encontrar uma das ondas longitudinais menores, que talvez tenham comprimento de onda na ordem da distância Terra-Sol.

Só que para captar uma onda, a antena não pode ser muito menor que o comprimento de onda, o que significa que ainda não temos tecnologia para detectar estas ondas. Mas teremos. Se houver uma onda não muito grande, ela poderia ser detectada pelo rádio instrumento Square Kilometre Array, o maior radiotelescópio do mundo, que deverá entrar em funcionamento na próxima década. Uma outra coisa que a teoria permite calcular é a tensão elétrica ou voltagem do nosso universo. O número é 10^27 volts, ou um bilhão de bilhão de gigavolts. Nossa sorte é que não há onde descarregar esta tensão elétrica. Talvez um universo paralelo (e aí seria o fim do nosso universo, com o raio mais poderoso já imaginado).
Fonte: http://hypescience.com/
[NewScientist]

Cientistas descobrem que menor lua de Júpiter tem 2 km de diâmetro

Com a descoberta de duas novas luas, o planeta passou a ter 67 satélites orbitando a seu redor Foto: Nasa/JPL/University of Arizona/Divulgação
Cientistas confirmaram que uma das duas novas luas recentemente descobertas orbitando Júpiter é a menor já encontrada. A pequena lua, chamada de S/2010 J2, tem somente 2 km de diâmetro. Para se ter uma ideia, a lua terrestre tem mais de 3,4 mil km. As informações são do site do Huffington Post. A S/2010 J2 foi vista pela primeira vez em 2010 junto à outra lua, a S/2010 J1, que tem menos de 3 km de diâmetro. Anunciados recentemente, os satélites elevaram o número de luas orbitando Júpiter para 67. A maior lua de Júpiter é Ganymede, com diâmetro de 5.262 km. Muitos satélites do planeta têm sua própria órbita, incluindo o Europa, que possui núcleo de ferro, superfície de gelo e atmosfera feita principalmente de oxigênio. Desde a descoberta, os cientistas da Universidade da Columbia Britânica passaram meses rastreando e mapeando o caminho das luas, para confirmar se elas eram, realmente, o que aparentavam. Estimar o tamanho de objetos tão pequenos a uma distância tão grande é complicado, então os pesquisadores tiveram que basear-se no brilho dos satélites. Os astrônomos por trás da descoberta afirmam que podem existir dezenas de pequenas luas similares orbitando Júpiter, o maior planeta do nosso sistema solar.  "Na verdade, nós havíamos relatado medições da primeira lua em fevereiro de 2003 para o Centro de Planetas Menores. Mas são necessários muitos meses de observações para provar que o objeto está em órbita de júpiter, e a lua estava muito fraca para dar uma pista concreta em 2003", afirmou Brett Gladman, pesquisador da Universidade da Columbia britânica.
Fonte: TERRA

O Trânsito de Vênus Como Observado no Mar Báltico

Créditos da Imagem e Direitos Autorais: Jens Hackmann
Esperando anos e viajando quilômetros, tudo para fazer uma imagem como a mostrada acima. E mesmo com todo o planejamento possível, uma boa pitada de sorte também ajuda. À medida que o Sol nascia sobre o Mar Báltico na última quarta-feira, dia 6 de Junho de 2012, como visto desde a Ilha Fehmarn no norte da Alemanha, o fotógrafo Jens Hackmann estava pronto para registrar o pouco comum ponto escuro de Vênus sobrepondo o disco do Sol. Menos esperado ainda foi a textura das nuvens e da névoa que pintaram o Sol com diferentes tonalidades avermelhadas. Além de tudo isso, talvez o ponto mais alto da imagem acima é a presença do também raro raio verde na parte superior do Sol. A imagem acima, logicamente é apenas uma das milhares de fotos espetaculares feitas na última semana sobre o último trânsito do planeta Vênus através do disco do Sol nos próximos 105 anos.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120613.html
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