14 de jun de 2012

Astrônomos amadores ajudam a mapear 42 milhões de estrelas


Apaixonados pelo espaço produzem um catálogo detalhado sobre estes astros
Estrelas na nebulosa Cabeça de Cavalo // Crédito: Shutterstock
A Associação Americana de Observadores de Estrelas Variáveis (AAVSO, na sigla em inglês), coleta dados sobre estrelas desde 2009, com a ajuda de astrônomos amadores e profissionais. Todas essas informações deverão ser reunidas em um catálogo, que será finalizado em 2014. O que impressiona, no entanto, é que em 3 anos, graças a grande mobilização da comunidade, já foram analisadas e catalogadas mais de 42 milhões de estrelas, 95% dos céus do sul e do norte. O catálogo é sobre uma classe específica de estrelas – as variáveis, que mudam de brilho durante suas vidas. Informações como massa, temperatura e estrutura interna, obtidas com o estudo dos astrônomos, irão ajudar a entender melhor a vida destes astros. Como a mudança de brilho que essas estrelas sofrem é muito lenta, elas precisam ser continuamente analisadas através dos dois telescópios usados no projeto, no Chile e no Novo México. Ambos fazem, aproximadamente, 8 milhões de detecções de estrelas por ano. A quantidade de informação obtida com isso é gigante, como você pode imaginar, e é aí que os astrônomos amadores entram, monitorando continuamente alguns grupos de estrela, dividindo o trabalho. Por que todo este esforço é importante? Pesquisas já realizadas nesse campo conseguiram, por exemplo, fornecer mais dados sobre a misteriosa energia escura, que faz com que o universo continue acelerando ao se expandir.
Fonte: Revista Galileu

Lua de Saturno pode ter lagos de metano líquido

Titã é o único lugar no Sistema Solar com uma meteorologia relativamente semelhante à da Terra. Estudo envolveu pesquisador da USP
Imagem da sonda Cassini mostra a lua Titã.NASA/JPL/SSI
Há oito anos, a missão espacial Cassini-Huygens chegou à órbita de Saturno e começou a desvendar os mistérios do segundo maior planeta do sistema solar e de suas luas. Um dos grandes interesses dos cientistas era entender se havia líquidos em Titã, uma das luas de Saturno e o único lugar no sistema solar com uma meteorologia ativa relativamente semelhante à da Terra – ali existe um ciclo de metano semelhante ao da água na Terra. A conclusão foi que sim, havia metano líquido em pequenas quantidades próximo aos polos norte e sul do satélite. Agora, um estudo publicado nesta quarta-feira (13) no periódico científico Nature mostrou que provavelmente há metano líquido também perto dos trópicos. “De imediato se notou que não há grandes regiões de líquidos (não há oceanos ou grandes mares). Só se encontrou lagos, na maioria próximos do pólo norte, mas também perto do pólo sul. Mas ninguém havia encontrado lagos em baixas latitudes (próximo do equador). Isso significa que se houvesse lagos em baixas latitudes, eles seriam pequenos, difíceis de identificar.”, explicou ao iG Paulo Penteado, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), um dos autores do estudo. 

Penteado completa: “Neste trabalho, estávamos especificamente procurando por sinais de superfícies líquidas entre os espectros obtidos por um instrumento da Cassini (chamado VIMS). Como havia muitas observações a analisar, só pudemos procurar sistematicamente por lagos usando um banco de dados de observações que desenvolvemos. Isto nos permitiu procurar por observações através das características dos espectros de forma mais detalhada e complexa do que o permitido anteriormente. Encontramos uma pequena região escura, próxima do equador, que, segundo a nossa análise, parece ser um pequeno lago. E algumas outras, menos escuras, que poderiam ser lagos mais rasos, com apenas alguns centímetros de profundidade”.

Os estudos, no entanto, continuam. Titã ainda é pouco conhecida pelos cientistas pois seu ciclo de estações dura 30 anos terrestres – e a Cassini está há apenas oito anos observando a lua. “Estamos ainda descobrindo como é a meteorologia de Titã, como ela varia ao longo das estações do ano e ao longo de toda a superfície de Titã. Estamos ainda determinando se há desertos, lagos, ou mesmo vulcanismo. Encontrar lagos próximo ao equador pode indicar que estes são alimentados por fontes subterrâneas, impedindo que evaporem, uma vez que chuvas parecem ser raras nesta região”, afirmou Penteado. Entre os próximos passos da pesquisa está continuar a busca por líquidos em regiões que haja indicativos que eles possam existir. “Outro passo é tentar observar estes possíveis lagos com o RADAR da Cassini, que permitiria determinar melhor as suas características. E outro ainda é tomar novas observações, com melhor resolução e menos ruído, para melhorar a precisão da nossa análise”, completou Penteado.
Fonte: ultimosegundo.ig.com.br

Robô Curiosidade vai contaminar amostras de Marte

Apesar de anos de testes e muitos cuidados, a contaminação das amostras pelo próprio robô só foi descoberta quando ele já estava a caminho de Marte.[Imagem: NASA]

Contaminação com Teflon

Quaisquer que sejam os resultados de suas análises, o robô marciano Curiosidade encontrará sinais de uma avançada civilização industrial: a nossa própria. A NASA anunciou que as amostras analisadas nos laboratórios a bordo do Curiosidade estarão contaminadas com partículas de Teflon do próprio equipamento de perfuração e trituração. O nome oficial do robô Curiosidade é MSL - (Mars Science Laboratory: Laboratório Científico de Marte), devido aos oito diferentes equipamentos de análises que estão a bordo. A ideia é fazer todas as análises na hora, e enviar apenas os resultados para a Terra. Apesar de anos de testes, a NASA só agora descobriu que a ferramenta de perfuração do robô, ao impulsionar a broca sobre a rocha a ser estudada, pode liberar minúsculas partículas do material Teflon, o mesmo usado nas panelas antiaderentes. No robô marciano, o Teflon é usado nos selos de vedação da ferramenta de perfuração.

Carbono terrestre

As "moléculas terráqueas" certamente se misturarão com as amostras marcianas, que serão vaporizadas para serem analisadas por vários instrumentos de espectrometria de massa. Ocorre que o Teflon tem sua composição quase inteiramente de carbono - cerca de dois terços do material é carbono - que é o elemento no qual os cientistas estão de olho em buscas de sinais de vida em Marte. Falando em uma teleconferência, Paul Mahaffy, da NASA, contou que a possibilidade de contaminação foi descoberta quando a equipe fazia testes com a réplica do robô, que está nos laboratórios da agência espacial, para que os técnicos possam ter como pesquisar eventuais falhas nos equipamentos e encontrar soluções para elas. Segundo ele, a contaminação do Teflon atinge algumas partes por milhão - o que é mais ou menos o nível de matéria orgânica que aparece nas rochas da Terra. Mahaffy afirmou que a equipe tentará encontrar maneiras de isolar o carbono contaminante de algum carbono autenticamente marciano, mas eles só conseguirão avaliar totalmente o problema quando o Curiosidade pousar em Marte, o que está previsto para ocorrer no dia 6 de Agosto próximo.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Planetas podem se formar em torno de estrelas diferentes, diz estudo


Planetas pequenos podem se formar em torno de estrelas ‘mais leves’. Pesquisa sugere que há planetas como a Terra existentes no universo.

Uma pesquisa da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, mostra que pequenos planetas, como a Terra, podem ser formados em torno de estrelas com teores de elementos bastante diferentes.  A ideia contradiz uma teoria anterior de que os planetas geralmente se formam somente em torno de estrelas com alto teor de elementos pesados. Publicada na revista “Nature”, a pesquisa sugere que pode haver mais planetas semelhantes à Terra espalhados pelo universo. Isso porque entre a multidão de planetas já descobertos, é possível distinguir entre os gigantes gasosos como Júpiter e Saturno, e os menores planetas terrestres como a Terra e Marte.

"Eu queria investigar se os planetas só se formam em torno de certos tipos de estrelas, e se existe uma correlação entre o tamanho dos planetas e o tipo de estrela-mãe que está em órbita", explica Lars Buchhave, astrofísico do Instituto Niels Bohr e da Universidade de Copenhagen, um dos autores do estudo. Buchhave desenvolveu um método para obter mais informações do espectro estelar. Ele e sua equipe analisaram a composição das estrelas de 226 exoplanetas (planetas fora do Sistema Solar) para chegar a essa conclusão.  "Até agora, nós constatamos que a maioria dos gigantes de gás estavam associados a estrelas com um elevado teor de elementos pesados. Para uma estrela ter um elevado teor de elementos pesados tem de ter passado por uma série de renascimentos.”, ele explica.

Mas, segundo Buchhave, a maioria dos planetas são pequenos, ou seja, correspondentes aos planetas sólidos em nosso sistema solar ou tem até quatro vezes o raio da Terra.  "O que nós descobrimos é que, ao contrário dos gigantes de gás, a ocorrência de planetas menores não é fortemente dependente de estrelas com um elevado teor de elementos pesados. Planetas que são até quatro vezes maiores do que a Terra podem se formar em torno de estrelas muito diferentes - também entre as que são mais pobres em elementos pesados.", disse Buchhave.  Essas observações significam que planetas como a Terra poderiam ser difundidos ao longo de nossa galáxia.
Fonte: G1

Telescópio pequeno descobre dois planetas fora do Sistema Solar

Kelt-1b está situado na constelação de Andrômeda e Kelt-2ab, na de Auriga. Aparelho americano vê milhões de estrelas de uma vez e custa R$ 155 mil.
Planeta Kelt-1b aparece à direita da foto, mais avermelhado, com sua estrela brilhante à esquerda. O planeta fica tão próximo do astro que completa uma órbita em 30h (Foto: Julie Turner/Vanderbilt University/Divulgação)
Com lentes semelhantes às de uma câmera fotográfica, um telescópio “extremamente pequeno”, localizado no estado americano do Arizona, acaba de revelar a existência de dois planetas “estranhos” e distantes do Sistema Solar. Os cientistas Thomas Beatty, da Universidade de Ohio, e Robert Siverd, da Universidade Vanderbilt, ambas nos EUA, relataram a descoberta nesta quarta-feira (13) à Sociedade Americana de Astronomia, em entrevista coletiva na cidade de Anchorage, no Alasca.  Um dos corpos (na foto abaixo, à direita) é uma bola superdensa e quente, feita de hidrogênio metálico e ósmio, o metal mais pesado que se conhece na natureza, encontrado na platina e de cor cinza ou azulada.

 O planeta foi chamado de Kelt-1b e está situado na constelação de Andrômeda. O Kelt-1b fica tão próximo de sua estrela, que completa uma órbita ao redor dela em 30 horas. Além disso, ele recebe cerca de seis mil vezes mais radiação que a Terra do Sol. Sua temperatura na superfície gira em torno dos 2.200° C. Comparativamente, Mercúrio orbita o Sol uma vez a cada 68 dias, e sua maior temperatura na superfície chega a 425° C. O novo planeta e sua estrela fazem uma espécie de “dança cósmica” que se assemelha à da Terra com a Lua, embora haja uma exceção: a Lua está “presa” à Terra, por isso vemos sempre a mesma face dela. Em alguns bilhões de anos, essa estrela deve se expandir e engolir o Kelt-1b inteiro.
Telescópio pequeno descobriu dois planetas fora do Sistema Solar (Foto: KELT North Photos/Divulgação)
No passado, o corpo celeste recém-descoberto pode ter sido empurrado por uma estrela companheira que está hoje orbitando esse sistema solar. Os pesquisadores acreditam que o planeta, mais parecido com uma anã marrom, seja capaz de mudar a atual concepção de como os sistemas solares evoluem. Menos de 1% dos exoplanetas ou planetas extrassolares – fora do Sistema Solar – já descobertos são extremamente grandes e, ao mesmo tempo, muito próximos de suas estrelas hospedeiras. O outro planeta encontrado pelo telescópio é denominado Kelt-2ab e se apresenta como uma estrela muito brilhante, 30% maior e 50% mais densa que Júpiter. Ele está localizado na constelação de Auriga, a cerca de 12 mil anos-luz da Terra. A estrela-mãe do Kelt-2ab é tão brilhante que pode ser vista da Terra por meio de binóculos.

Os astrônomos acreditam que poderão observar diretamente a atmosfera desse planeta, estudando a luz da estrela que brilha através dele e do calor infravermelho que irradia dele, usando telescópios localizados não só no espaço, mas também no solo. Esse telescópio e seu “irmão gêmeo” foram projetados para observar milhões de estrelas brilhantes de uma vez só, em extensas áreas do Universo, com baixa resolução de imagem. É um meio de “caçar” planetas fora do sistema solar por um baixo custo. Enquanto a construção de um telescópio tradicional sai por milhões de dólares, esse exemplar sai por US$ 75 mil ou menos de R$ 155 mil. A equipe usa métodos como o de trânsito, em que o brilho de uma estrela é ofuscado quando um planeta atravessa a sua frente. A recente passagem de Vênus pelo Sol foi um exemplo do uso dessa técnica, que pode trazer mais informações astronômicas.
Fonte: G1

Telescópio 'caçador' de buracos negros é colocado em órbita

Equipamento ajudará cientistas a estudar expansão do universo e formação de galáxias
O NuStar, telescópio com tecnoloia de raio X que vai dar mais informações sobre a formação das galáxias, foi colocado em órbita nesta quarta-feira, 13, para iniciar uma missão de dois anos no espaço, informaram funcionários da Nasa. O equipamento também vai ser usado para que astrônomos estudem buracos negros e outros fenômenos espaciais.  O telescópio vai circular na órbia da Terra durante seus dois anos de missão. O dispositivo é capaz de examinar grupos de galáxias, supernovas e regiões do espaço onde partículas são aceleradas a uma velocidade próxima à da luz, como perto de buracos negros.

Quanto às supernovas, os restos da explosão de uma estrela gigante, os cientistas pretendem obter mais informações sobre traços de titânio radioativo. "Há uma grande varidade de fenômenos, das estrelas de neutrons até resquícios de explosões estelares que ainda não identificamos", disse Fiona Harrison, uma das pesquisadoras do Instituto de Tecnologia da Califórnia. As supernovas servem como padrão de medida para determinar a taxa de expansão do universo. Os astrônomos acreditam que a luz emitida pelas explosões é um indicador do quão longe a estrela morta está da terra.

"Com essas observações, teremos uma ideia melhor da física de uma supernova", disse Daniel Stern, cientista do projeto do NuStar. Os cientistas ainda disseram que a tecnologia de identificação de raios X do NuStar pode revelar a localização de buracos negros. "Estamos certos de que toda grande galáxia tem um buraco negro gigantesco em seus centros e acreditamos que a maioria dos que estão ativos, atream matéria e emitem muita luz estão escondidos sob nuvens de gás e poeira", disse Stern.

O NuStar é capaz de analisar o espaço por trás dessas nuvens.  O telescópio tem duas conchas formadas por 133 espelhos feitos de vidros flexíveis, como os que são usados nas telas de laptops. Como os raio x precisa de uma grande área para adaptar seu foco, o equipamento tem também um mastro de quase 11 metros. O custo total foi de US$ 180 milhões.
Fonte: ESTADÃO
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