15 de jun de 2012

Galeria de Imagens - As 11 luas mais estranhas do Sistema Solar

As luas podem se curvar aos planetas que orbitam quando se fala em tamanho, mas muitas vezes elas acabam se tornando protagonistas pela beleza e diversidade. Existem tantas luas no Sistema Solar que o número supera de vinte pra uma. Há satélites consolidados como Titã (maior lua de Saturno) e outros com refúgios possíveis para seres vivos como Europa (lua de Júpiter). Conheça abaixo as onze luas mais estranhas do Sistema Solar, escolhidas pelo pesquisador Stephen Battersby e divulgadas pelo site científico New Scientist:
 
Io
A lua Io é conhecida como o "fogo do inferno" do Sistema Solar.Foto: Nasa/Divulgação

Uma das quatro grandes luas de Júpiter, Io é conhecida como o "fogo do inferno" do Sistema Solar devido às fossas sulfurosas, intensa radiação e constantes erupções vulcânicas. Além de ser um pouco maior que a Lua (da Terra), Io também é o quarto maior satélite do Sistema Solar. Seus vulcões atingem temperaturas próximas a 1.700°C, cuspindo 100 vezes mais lava do que todos os vulcões da Terra podem reunir. A aparência estranha - branco, vermelho, laranja, amarelo e preto - é causa pela grande liberação de compostos de enxofre que também ocorrem durante as erupções.

Jápeto
A lua Jápeto possui dois tons de cores.Foto: Nasa/Divulgação

Jápeto, a terceira maior lua de Saturno, se apresenta como excêntrica por possuir dois tons de cores: meio escuro e meio branco brilhante. Ainda por cima, com com 1.436,0 km de diâmetro, o satélite também é achatado nos pólos e nos. Uma crista que percorre incompleta o seu equador dá-lhe a aparência de uma casca de noz. O hemisfério que conduz a rotação de Jápeto é extremamente escuro, refletindo apenas uma pequena parcela de luz solar incidente, enquanto que o hemisfério contrário é muito mais efetivo. Por isso, Jápeto é conhecido como corpo celeste com maior variação de brilho do Sistema Solar.

Europa e Encélado
Encélado (esq.) é o menor dos satélites naturais de Saturno. Já Europa é coberta por uma crosta de gelo rachada.Foto: Nasa/Divulgação

As geladas e aparentemente desoladoras superfícies de Europa, uma das quatro luas de Júpiter, e Encélado, o menor dos satélites naturais de Saturno (tem 498,8 km de diâmetro), são de fato uma das paisagens mais ativas do Sistema Solar. E podem até conter habitats acolhedores para seres vivos. Europa é coberta por uma crosta de gelo rachada que se assemelha ao Ártico na Terra. Seu núcleo rochoso, no entanto, é aquecido pelo calor das marés, um resultado da mudança de tração gravitacional de Júpiter. Isso, provavelmente, gera calor suficiente para manter um oceano abaixo da superfície congelada de Europa.

É, junto com Marte, o local mais provável onde os cientistas acreditam que possa haver vida extraterrestre. Bola de neve de Saturno, Encélado é muito violenta. Um conjunto de gêiseres cria explosões de vapor e cristais de gelo. Quando retorna à superfície, o material expelido cai como neve, formando um revestimento brilhante de inverno que torna branco o objeto no sistema solar. A temperatura é de cerca de -198 °C, mais fria que as outras luas de Saturno, porque reflete praticamente toda a luz recebida pelo Sol. No ano passado, pesquisadores confirmaram a existência de um oceano de água salgada na altura da calota de gelo do polo sul do satélite.

Pan e Atlas
A lua Pan possui formato semelhante ao de discos voadores.Foto: Nasa/Divulgação

A maioria das luas são redondas e lisas, ou pedaços irregulares de rocha espacial. Pan e Atlas, ambas de Saturno, por outro lado, possuem formatos semelhantes ao de discos voadores e orbitam dentro de um dos aneis do planeta, o anel A. Atlas possui um tamanho de quase 40 km de altura por 20 km de largura, enquanto Pan tem medições aproximadas de 35 km por 23 km.

Nereida
Nereida é irregular e tem apenas 340 km de tamanho.Foto: Nasa/Divulgação

Enquanto a maioria das luas suavemente círcunda planetas, Nereida é muito diferente. Este satélite de Netuno moderadamente irregular e medíocre de tamanho (cerca de 340 km), viaja na órbita mais excêntrica de uma lua no sistema solar - uma montanha-russa que a faz subir mais de 9 milhões de quilômetros para depois mergulhar 1,4 milhões de quilômetros na direção de Netuno.

Titã

Titã, maior lua de Saturno, tem diâmetro maior que o planeta Mercúrio.Foto: Nasa/Divulgação

Titã, maior lua de Saturno e a segunda maior do Sistema Solar, também supera em diâmetro o planeta Mercúrio e a Lua da Terra - Titã é uma vez e meio maior. É talvez a mais estranha de todas as luas porque é tão estranhamente familiar à Terra: também conta com lagos, montanhas e cavernas, vales fluviais, planícies de lama e dunas de deserto. A espessa atmosfera de nitrogênio detém névoa, poluição e nuvens de chuva. No entanto, as aparências podem enganar. Titã está 10 vezes mais longe do Sol do que a Terra e, sob uma luz fraca, sua superfície tem temperaturas de -180 °C.

Lua

Há 400 anos, a única lua conhecida, o próprio satélite da Terra, era vista com uma aparência enferrujada por causa dos instrumentos pouco tecnológicos da época.Foto: NewScientist/Divulgação
 
Até Simon Marius e Galileo Galilei descobrirem as quatro luas de Júpiter, há 400 anos, o único satélite conhecido era um objeto proeminente no céu e com aparência enferrujada quando visto da Terra durante à noite com os instrumentos pouco evoluídos da época. Mesmo após dezenas de satélites terem sido descobertos de lá para cá no Sistema Solar, a Lua terrestre ainda se destaca como um dos membros mais notáveis deste clã. Por um lado, são peixes muito pequenos em um grande lago. Luas são raras no interior do Sistema Solar: Vênus e Mercúrio não possuem uma e as duas de Marte são minúsculas. Na verdade, a Lua parece mais à vontade do que os demais satélites que orbitam planetas gigantes de gás.

Ganímedes
Ganímedes, principal lua de Júpiter,tem um volume três vezes maior que o do satélite da Terra
Foto: Nasa/Divulgação

Ganímedes, principal lua de Júpiter e maior do Sistema Solar, com diâmetro de 5.270 km, tem um volume três vezes maior que o do satélite da Terra. Os cientistas observaram em seu interior um forte campo magnético que sugere a existência de um núcleo com convecção de metal líquido. Este grande satélite foi descoberto em 1610 e é uma das quatro luas descobertas por Galileu Galilei na órbita de Júpiter. Em condições favoráveis de tempo, Ganímedes é vísivel a olho nu.

Tritão
As temperaturas na lua Tritão atingem -235°CFoto: Nasa/Divulgação

Tritão é a maior lua de Netuno e possivelmente o astro mais frio do sistema solar, atingindo temperaturas de -235°C. Além disso, possui uma história geológica bastante complexa: uma superfície bastante jovem e de aspecto rugoso, desfigurada por violentas erupções vulcânicas, rápidos congelamentos do solo e repentina fundição, que geram uma rede de rachaduras enormes.
Fonte: TERRA

Um segundo sol

Astro da constelação do Dragão é cópia quase perfeita do objeto celeste que ilumina a Terra
A estrela mais parecida com o Sol acaba de passar por uma bateria de exames refinados. O espectrômetro de alta resolução do Observatório Keck, no Havaí, decompôs a luz do astro em suas cores constituintes e essas formas de emissão eletromagnética foram, uma a uma, comparadas com as do Sol. Os resultados confirmaram as suspeitas do primeiro diagnóstico da estrela, realizado há cinco anos pelo astrofísico peruano Jorge Meléndez, então na Universidade Nacional da Austrália e hoje no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade São Paulo (IAG-USP). A HIP 56948 é realmente a melhor gêmea solar que se conhece. A massa, a temperatura superficial, o raio, o brilho, a composição química, enfim, os principais parâmetros da estrela são praticamente idênticos aos do Sol. “As diferenças nas medidas entre as duas estrelas estão dentro de margens de erro bastante aceitáveis”, diz Meléndez, que estuda o astro com apoio de um projeto financiado pela FAPESP. “Perto da HIP 56948, as outras gêmeas são apenas primas distantes do Sol.”  A gêmea solar está localizada no hemisfério celestial norte, na constelação do Dragão, a meio caminho entre as estrelas Alpha Ursa Majoris e a Polar, esta última famosa por ser usada desde a Antiguidade como guia para os navegantes. A HIP 56948, às vezes chamada de HD 101364, se encontra a 200 anos-luz, algo como 12,6 milhões de vezes mais distante da Terra do que o Sol. Antes do primeiro estudo comparativo entre a HIP 56948 e o Sol realizado em 2007, a melhor candidata a clone de nossa estrela-mãe era a 18 Scorpii, situada na constelação boreal de Escorpião. Distante 45 anos-luz da Terra, essa estrela foi descrita como gêmea solar em 1997 pelo astrofísico Gustavo Porto de Mello, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Estamos construindo uma pequena tradição no Brasil de estudar gêmeas”, afirma Porto de Mello, que não participou do trabalho sobre a estrela da constelação do Dragão.
Leia a matéria completa em: http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/06/14/um-segundo-sol/

Cientistas dizem que Voyager está à beira do espaço interestelar

Gráficos mostram a posição das sondas Voyager 1 e Voyager 2 em relação ao Sistema Solar. Créditos: Apolo11.com.
É muito difícil afirmar com segurança onde termina nosso Sistema Solar, já que não há uma marca que delimite os domínios do Sol no espaço. No entanto, dados enviados pela espaçonave Voyager 1 mostram que ela se encontra bem próxima desse limite, onde nenhuma nave jamais esteve. A Voyager 1 foi lançada em 1977 e desde então já percorreu quase 18 bilhões de km, cerca de 120 vezes a distância que separa o Sol da Terra. Para se ter uma ideia de como isso é longe, mesmo viajando à velocidade da luz os sinais emitidos pela sonda demoram mais de 16 horas para serem recebidos. Nunca uma nave espacial viajou para tão longe e à medida que se afasta, menos o Sol tem interferência gravitacional e eletromagnética sobre a nave. Recentemente, os instrumentos da Voyager detectaram um aumento significativo na intensidade das partículas cósmicas que atingem a nave, fazendo os cientistas concluírem que a Voyager é o primeiro emissário interestelar da humanidade, já à beira do Sistema Solar.  "Os últimos dados mostram que estamos claramente em uma nova região do espaço, onde as coisas estão acontecendo muito mais rapidamente", disse Ed Stone, cientista do Projeto Voyager junto ao Caltech (California Institute of Technology), que administra o Laboratório de Propulsão a jato, da Nasa, o JPL. "Isso é muito excitante. Estamos nos aproximando da fronteira do Sistema Solar", disse Stone.
Atualmente, a Voyager 1 está a 18 bilhões de km da Terra, cerca de 4 vezes mais distante que o planeta-anão plutão. Créditos: Apolo11.com.
As partículas de alta energia registradas pela Voyager foram provavelmente emitidas por gigantescas explosões estelares chamadas supernovas, lançadas ao espaço em velocidades próximas à da luz. De janeiro de 2009 a janeiro de 2012, os dois detectores de alta-energia a bordo da sonda registraram um aumento de 25% na quantidade de partículas cósmicas que atingem a sonda e recentemente foi observada uma elevação muito rápida em parte do espectro energético. "Desde 7 de maio, os raios cósmicos que atingem a sonda aumentaram 5% em uma semana e 9% em 1 mês", disse o Stone. Essa mudança abrupta na quantidade de partículas energéticas registradas mostra, de acordo com Stone, que os cientistas estão iniciando uma nova era na exploração espacial. Além disso, outra importante medida mostra que as partículas energéticas geradas pelo Sol dentro da heliosfera tiveram apenas um ligeiro declínio e não caíram significativamente como deveriam. Essa queda era esperada quando a nave rompesse a suposta fronteira do Sistema Solar. Os dados enviados pela Voyager 1 ainda estão sendo estudados e uma das buscas é pela mudança nos vetores das linhas do campo magnético ao redor da nave.  Os modelos mostram que enquanto a Voyager estiver dentro da heliosfera as linhas do campo magnético devem fluir de leste para oeste, mas devem passar à direção norte-sul quando a sonda passar definitivamente para o meio interestelar. Pelo menos é isso o que espera os pesquisadores, a maior parte deles crianças e adolescentes quando a Voyager 1 e Voyager 2 foram lançadas em 1977.

Um alinhamento casual entre Galáxias

Créditos de imagem: NASA, ESA, o Hubble Heritage Team (STScI / AURA) Colaboração -ESA/Hubble, e W. Keel (University of Alabama)
O Telescópio Espacial Hubble mostra uma rara visão de um par de galáxias sobrepostas, chamado de NGC 3314. As duas galáxias aparecem na imagem acima como se estivessem colidindo , mas na verdade elas estão separadas por dezenas de milhões de anos-luz, ou algo em torno de dez vezes a distância entre a Via Láctea e a sua vizinha, a galáxia de Andrômeda. A coincidência desse alinhamento como visto da Terra, fornece uma imagem única da silhueta dos braços espirais da galáxia espiral mais próxima, conhecida como NGC 3314A.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia
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