19 de jun de 2012

O tempo pode parar, congelando o Universo como em uma foto, diz nova teoria científica .

As pessoas costumam dizer que o tempo acelera à medida que envelhecemos, mas isso pode não ser verdade. De acordo com uma nova teoria científica radical, proposta por acadêmicos, o próprio tempo pode estar diminuindo – e pode, eventualmente, paralisar completamente. As últimas descobertas são consideradas como “alucinantes” por muitos pesquisadores. Uma apresentação em duas universidades espanholas propõe que todos nós fomos acondicionados a pensar que o Universo está se expandindo. Na verdade, dizem os pesquisadores, o próprio tempo está ficando mais brando até que finalmente em bilhões de anos, deixará completamente de existir.

Embora os resultados possam parecer preocupantes, não é necessário perdermos o sono por causa disso ou mesmo passar o tempo pensando insistentemente sobre isso. De acordo com os cientistas, a perda gradual de tempo não é perceptível. E de qualquer forma, todos nós vamos estar muito longe do tempo onde realmente o “fim” ocorrerá. O professor Senovilla, em declaração à New Scientist, disse: “Tudo será congelado como uma fotografia, para todo o sempre”. Os pesquisadores já mediram a luz das estrelas distantes que explodiram, mostrado que o Universo está se expandindo a uma taxa muito rápida. A teoria mais aceita é baseada na ideia de que uma espécie de antiforça gravitacional, conhecida como energia escura, deve estar provocando o distanciamento das galáxias.

No entanto, os astrônomos que trabalham com a mais recente teoria, diz que nós estamos olhando para coisas passadas. O professor Senovilla propõe que a hipótese atual está completamente errada: “Com a aceleração, o tempo vai diminuindo gradualmente”. Pode parecer difícil para um cosmólogo tradicionalista aceitar ou acreditar. A Universidade de Cambridge, disse em declaração que a ideia do cientista não é tão absurda assim: “Acreditamos que o tempo surgiu durante o Big Bang, e se o tempo pode surgir, também pode desaparecer – isso é apenas o efeito inverso”.
Fonte: jornalciencia.com

Maior câmera digital do mundo compartilhará dados com o público

Do tamanho de um carro e pesando mais de 3 toneladas, a maior câmera digital do mundo rastreará todo o céu do hemisfério Sul a cada semana. [Imagem: LSST Corporation]

Sinopse celeste

Quando o LSST entrar em operação, todo o céu do hemisfério Sul será fotografado a cada cinco dias, em seis faixas diferentes do espectro eletromagnético. Como a maioria das pesquisas astronômicas tem sido historicamente feita com telescópios no hemisfério Norte, o Large Synoptic Survey Telescope (LSST) promete adicionar várias páginas que continuam faltando no livro da astronomia mundial. O Grande Telescópio de Rastreio Sinóptico - uma tradução livre do nome do equipamento - deve seu nome justamente a essa ampla visão do céu: a palavra grega synopsis refere-se a olhar para todos os aspectos de alguma coisa - neste caso, o céu do hemisfério Sul. E, para olhar bem, o telescópio contará com o maior "olho eletrônico" já construído: uma câmera digital com 3,2 bilhões de pixels. A atual detentora do título de maior câmera digital do mundo tem 1,4 gigapixel.

Filmes do Universo

Além de vasculhar o Universo em busca de explicações para as elusivas Energia Escura e Matéria Escura, a super-resolução da câmera do LSST permitirá não apenas fotografar, mas verdadeiramente filmar eventos e objetos que se alteram muito rapidamente, como asteroides que ameaçam se chocar com a Terra e explosões de supernovas. Cada foto do telescópio será uma imagem panorâmica completa, cobrindo uma área equivalente a 49 vezes a área que a Lua ocupa no céu. Fazendo isto continuamente, serão gerados 6 milhões de gigabytes de imagens astronômicas anualmente, o equivalente a bater 800.000 fotos com uma câmera digital comum de 8 megapixels. A câmera do LSST, do tamanho de um carro, acaba de receber a luz verde do Departamento de Energia dos EUA, marcando o início da fase de detalhamento final do projeto e escolha dos componentes.

O LSST, um telescópio de varredura de 8,4 metros, será instalado em Cerro Pachón, no Chile. [Imagem: LSST]

Troca de filtros

O sensor de imagem da câmera será formado por um mosaico de CCDs - os sensores das câmeras digitais - com 16 megapixels cada um, compondo uma imagem total de 3,2 gigapixels.  "Com 189 sensores e mais de 3 toneladas de componentes, que precisam ser acomodados em um espaço tão pequeno, você pode imaginar o quão complexo esse instrumento será," disse Nadine Kurita, gerente do projeto da câmera do LSST. Esta é a maior câmera digital já projetada, e provavelmente será a maior quando terminar sua construção, uma vez que não há projetos concorrentes dessa magnitude em andamento. Para fazer imagens em seis bandas do espectro, a câmera incorporará seu próprio mecanismo de troca de filtros, além de um inédito sistema de resfriamento, capaz de manter a temperatura no interior da câmera estável o suficiente para não injetar nenhum ruído nas imagens captadas.

Astrônomos cidadãos

O projeto tem ainda uma proposta inédita de compartilhamento dos dados científicos a serem coletados pelo telescópio. Os dados serão disponibilizados ao público por meio de um site. Qualquer pessoa poderá conectar-se e fazer zooms nas imagens astronômicas, observando objetos que, em sua maioria, nunca foram observados pelo homem. O projeto inclui ainda ferramentas de análise para que os cientistas-cidadãos possam ajudar os astrônomos a digerir a quantidade astronômica de dados que o LSST coletará todas as semanas.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Galáxias com formato espiral ajudam astrônomos a entenderem a matéria escura

Um estudo realizado no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP analisou a luz emitida por galáxias espirais. As observações são do Gassendi H Alpha survey of Spirals (GHASP), um programa francês de observação sistemática de galáxias espirais. “O meu trabalho foi apenas uma parte do projeto maior envolvendo pesquisadores brasileiros e franceses. A partir dos dados obtidos pelas observações do GHASP, que são feitas na França, fiz a análise fotométrica para entender as diferentes componentes das galáxias espirais e quanto cada uma delas emite de luz”, conta o astrônomo Carlos Eduardo Barbosa, autor da dissertação de mestrado defendida no IAG em outubro, sob orientação da professora Cláudia Lucia Mendes de Oliveira.  A pesquisa analisou a emissão de fótons na banda R, correspondente à região vermelha da luz visível, que é emitida principalmente pelas estrelas de baixa massa. Para se ter ideia do que é uma estrela considerada de baixa massa, o sol é um exemplo. “O número de estrelas de baixa massa que emitem luz vermelha é muito maior que o de estrelas de alta massa, que emitem luz azul. Portanto, identificando apenas a emissão de luz vermelha, consigo obter informações sobre a como a maior parte da massa está distribuída na galáxia”, conta o astrônomo.

O GHASP observou com grande detalhe as propriedades dinâmicas e cinemáticas de 203 galáxias espirais relativamente próximas. O trabalho de Barbosa mostra o estudo fotométrico de 173 destas galáxias. Após as observações das imagens enviadas pelo observatório de Haute-Province, na França, Barbosa constatou que a maior parte da massa e da emissão de luz da galáxia está no disco. “Quando vemos uma galáxia espiral, temos a impressão de que os braços espirais concentram a maior parte das estrelas. Na verdade, estes braços são ondas mergulhadas em uma estrutura muito maior, o disco, que vai além da ponta dos braços. O que enxergamos é apenas onde as estrelas estão mais concentradas”, explica. A análise das imagens obtidas pelo telescópio de 1,2 metros do Observatório de Haute-Provence levou dois anos para ser concluída. As imagens precisavam ser calibradas e combinadas para que se excluíssem ruídos causados por corpos celestes que estejam entre a Terra e a galáxia observada ou pela própria atmosfera terrestre. Também foi feita uma decomposição da luz, para identificar o que era emitido pelo bojo e pelo disco separadamente.

Matéria escura - Segundo Barbosa, o objetivo maior do projeto GHASP é uma melhor compreensão da matéria escura. “Tudo o que tem massa influencia o movimento dos corpos celestes. Com os dados obtidos pelo GHASP, é possível mapear as velocidades do gás contido nessas galáxias. Com isto, nota-se que deve haver muito mais massa nas galáxias do que a luz das estrelas e o gás podem explicar. A hipótese mais aceita na comunidade científica é que essa massa seja a matéria escura”, conta. “Analisar a luz emitida pelas galáxias permite analisar a dinâmica da massa visível. E entendendo a dinâmica da massa visível, é possível compreender a dinâmica da matéria escura, ou seja, descobrir onde ela está localizada e como ela influencia a galáxia”.

Tipos de galáxias - Existem dois tipos de galáxias. As espirais, como as estudadas no trabalho de Barbosa, por exemplo, e as galáxias elípticas, que não possuem gás e, consequentemente, não formam mais estrelas. O estudo das galáxias espirais, portanto, pode ajudar a entender melhor o funcionamento da própria Via Láctea, que é uma galáxia espiral.

Uma galáxia é formada a partir da compressão de uma esfera de gás. As galáxias espirais, ou galáxias disco, são formadas por duas partes principais. O bojo, ao centro, de forma arredondada, composto por estrelas formadas quando do colapso da esfera de gás, e o disco, composto por estrelas formadas após a compressão dos gases que formaram a galáxia. “As estrelas tendem a manter características de movimento, como velocidade e direção, semelhantes às encontradas quando foram formadas. Por isso, o bojo mantém uma forma arredondada, semelhante à forma da galáxia quando começou a se formar, e o disco é achatado, pois as estrelas nasceram quando o gás já estava achatado em forma de disco”, explica Barbosa. O astrônomo ainda explica que mesmo as galáxias consideradas próximas, como as estudadas pelo projeto GHASP, estão tão distantes do planeta Terra que é impossível observar suas estrelas individualmente. “A luz de uma galáxia próxima típica da amostra estudada demora cerca de 50 milhões de anos para chegar aqui. Na astronomia as distâncias e dimensões são em escalas que não conseguimos imaginar na nossa vida prática”, conta.
Fonte: jornalciencia.com

Especialistas estudam a possibilidade de humanos “embarcarem” em um asteróide

O novo objetivo da Nasa, ao que parece, é possibilitar a visita de astronautas a asteróides. Segundo Laurie Leshing, representante da organização, a Nasa estaria tão empolgada com o novo projeto como quando levou o homem à Lua. Estudando melhor asteróides, também saberíamos como nos defender de uma possível colisão. A exploração humana dos corpos espaciais seria baseada na missão japonesa Hayabusa, que retornou a Terra recentemente, com amostras de asteróides. Especialistas de universidades, da Nasa, do governo dos Estados Unidos e da indústria irão se reunir para determinar o que será necessário para que o homem pise em algum asteróide. Esse objetivo é parte do plano de Barack Obama para a Nasa – o Congresso americano ainda está decidindo sobre a verba que será destinada à organização no ano que vem, mas isso não está impedindo os cientistas de fazerem seus planos. Eles confiam que a tecnologia que seria desenvolvida pagaria os investimentos iniciais no projeto. Ficaremos no aguardo sobre mais informações sobre a visita de astronautas a asteróides.
Fonte: HypeScience.com
 [Space.com]

NASA: asteroide pode atingir a Terra em 2040

A expectativa será se, em Fevereiro de 2023, o 2011 AG5 passará ou não através de uma região no espaço que os astrônomos chamam de "buraco de fechadura", medindo 365 quilômetros de diâmetro. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]

2011 AG5

Em uma nota confusa divulgada nesta sexta-feira, mostrando um claro conflito entre o desejo de não causar alarme e a necessidade de ater-se com fidelidade às informações disponíveis, a NASA anunciou os resultados das observações do asteroide 2011 AG5. As observações feitas até o momento indicam que há uma pequena chance de que o asteroide 2011 AG5, descoberto em janeiro de 2011, atinja a Terra em 2040, diz a nota, embora a manchete no site da NASA diga o contrário. Mas a pequena chance de impacto foi consensual entre os participantes de um encontro internacional promovido pela NASA para discutir as observações do asteroide feitas por astrônomos de todo o mundo, usando telescópios terrestres e espaciais. O 2011 AG5 mede 140 metros de diâmetro. Segundo a agência espacial, é provável que as observações ao longo dos próximos 4 anos reduzam a probabilidade do impacto para menos de 1%.

Buraco de fechadura

O nível de risco vai ganhar ainda mais clareza em 2023, quando o asteroide chegará a aproximadamente 1,8 milhão de quilômetros da Terra. A expectativa será se, em Fevereiro de 2023, o 2011 AG5 passará ou não através de uma região no espaço que os astrônomos chamam de "buraco de fechadura", medindo 365 quilômetros de diâmetro. Se ele passar por essa região, a atração gravitacional da Terra poderá influenciar a órbita do asteroide o suficiente para trazê-lo de volta para uma rota de colisão, que ocorreria em 05 de fevereiro de 2040. Se o asteroide não passar pelo buraco da fechadura, um impacto em 2040 será descartado.  Dado o nosso entendimento atual da órbita deste asteroide, há apenas uma chance muito remota de que esta passagem pelo buraco de fechadura ocorra," disse Lindley Johnson, do programa NEO, da NASA (Near-Earth Object Observation, observação de objetos próximos à Terra).

Estado de atenção

"Embora haja um consenso geral de que há apenas uma chance muito pequena de que poderíamos estar lidando com um cenário de impacto real para este objeto, continuaremos atentos e prontos para tomar medidas se as observações adicionais indicarem que ele está garantido," disse Johnson. Vários anos atrás, um outro asteroide, chamado Apophis, foi considerado uma ameaça, com uma possibilidade de impacto semelhante prevista para 2036. Observações adicionais, feitas entre 2005 e 2008, cientistas da NASA refinaram seus cálculos da trajetória do asteroide, mostrando uma probabilidade significativamente reduzida de um impacto com a Terra. Embora os cientistas esperem que o mesmo ocorra com o 2011 AG5, eles reconhecem a pequena chance de que as probabilidades calculadas aumentem com os resultados das observações a serem feitas entre 2013 e 2016. De acordo com os especialistas que participaram do evento, mesmo se essas chances aumentarem, haverá tempo suficiente para planejar missões para mudar o curso do asteroide.
Fonte: Inovação Tecnológica

Anel Brilhante Registrado em Titã

Outro eclipse anelar do Sol e ninguém nos avisou? Não. Mas então o que seria esse anel brilhante ao redor desse objeto escuro? Bem, embora pareça com um eclipse anelar do Sol, a imagem acima foi feita muito mais longe da Terra do que se parece. Essa imagem foi feita pela sonda Cassini enquanto ela observava o lado escuro da maior lua de Saturno, Titã e pôde então capturar um anel, parecido com um halo ao redor do satélite, anel esse produzido pela luz do Sol dispersada através da periferia da atmosfera de Titã. Uma névoa de alta altitude e de cobertura global, destacada, circula todo o satélite Titã. E é essa névoa a responsável por espalhar a luz do Sol e produzir esse anel. A imagem acima foi feita quando a sonda Cassini observava diretamente a face de Titã, que fica voltada para o planeta Saturno. Titã é um satélite com 5150 km de diâmetro e o norte na imagem acima está para cima e rotacionado 29 graus para a esquerda. A imagem acima foi feita usando a câmera de grande angular da sonda Cassini através do filtro verde da luz visível no dia 30 de Janeiro de 2012. A imagem foi obtida a uma distância aproximada de 197000 quilômetros de Titã, e o conjunto, Sol-Titã-Cassini estavam em fase com um ângulo de 162 graus. A escala da imagem é de 12 quilômetros por pixel.
Fonte: http://photojournal.jpl.nasa.gov

Nova Descoberta - Os buracos negros supermassivos estão crescendo mais rápido que suas galáxias

 Novas evidências do observatório de raios X Chandra desafia idéias dominantes sobre como buracos negros supermassivos crescem nos centros das galáxias. Sabe-se que um buraco negro supermassivo e o bojo de estrelas no centro da sua galáxia anfitriã crescem no mesmo ritmo, ou seja, um maior bojo possui um maior buraco negro. Um novo estudo de dados do Chandra revelou duas galáxias vizinhas, cujos buracos negros supermassivos estão crescendo mais rápido do que as próprias galáxias. A massa de um buraco negro gigante no centro de uma galáxia é tipicamente uma pequena fração (cerca de 0,2 por cento) da massa contida no bojo, ou a região de densidade estrelas de enchimento, que o rodeia. Os objetivos do estudo mais recente do Chandra, as galáxias NGC 4342 e NGC 4291, tem buracos negros que são 10 vezes a 35 vezes mais massivo do que deve ser comparado com seus bojos. As novas observações com o Chandra mostram que os halos ou envelopes maciços de matéria escura em que estas galáxias residem, também estão com sobrepeso. O novo estudo sugere que os dois buracos negros supermassivos e sua evolução estão presos aos seus halos de matéria escura e eles não crescem em conjunto com os bojos galácticos.

Nesta perspectiva, os buracos negros e halos de matéria escura não estão acima do peso, mas a massa total das galáxias é muito baixo. "Isso nos dá mais provas de uma ligação entre dois dos fenômenos mais misteriosos e mais obscuros da astrofísica - buracos negros e matéria escura - nestas galáxias", disse Akos Bogdan, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (CFA) em Cambridge, que liderou o novo estudo.
As galáxias NGC 4342 e NGC 4291 estão perto da Terra em termos cósmicos, com distâncias de 75 milhões e 85 milhões de anos-luz, respectivamente. Os astrônomos haviam observado que estas galáxias hospedam buracos negros com massas relativamente grandes. Com base nas novas observações do Chandra, no entanto, foi possível excluir um fenômeno conhecido como força de maré. Ela ocorre quando algumas das estrelas de uma galáxia são arrancadas pela força da gravidade durante um encontro com outra galáxia. Se tal despojamento ocorreu, os halos também na maior parte teria sido extraído. Porque a matéria escura se estende mais longe das galáxias, é mais tênues para eles do que as estrelas e é mais provável ser puxado.

Para afastar o efeito de maré, os astrônomos usaram o Chandra para procurar evidências do calor, gás emitindo raios X em torno das duas galáxias. Como a pressão do gás quente - estimada a partir de imagens de raios X - equilibra a atração gravitacional de toda a matéria na galáxia, os novos dados do Chandra pode fornecer informações sobre os halos de matéria escura. O gás quente foi encontrado amplamente distribuído em torno de ambas NGC 4342 e NGC 4291, o que implica que cada galáxia tem um halo de matéria escura invulgarmente grande e que essa força de maré é improvável.  "Esta é a evidência mais clara que temos, no universo próximo, os buracos negros que crescem mais rápido do que a sua galáxia hospedeira", disse o co-autor Bill Forman, também do CFA. Como pode a massa de um buraco negro crescer mais rápido do que a massa estelar da sua galáxia anfitriã? Os autores do estudo sugerem que uma grande concentração de gás girando lentamente no centro galático é o que o buraco negro consome na fase inicial de sua existência. Ela cresce rapidamente, e à medida que cresce, a quantidade de gás que pode crescer junto aumenta com a produção de energia a partir da acreção. Uma vez que o buraco negro atinge uma massa crítica, explosões movidas pelo consumo contínuo de gás impedem o resfriamento e limita a produção de novas estrelas. O estudo também foi aceito para publicação no Astrophysical Journal.

Cientistas encontraram o “rosto do Mickey Mouse” em uma cratera do planeta Mercúrio

Talvez isso soe um pouco estranho, mas não existem formações de cratera no espaço que tenha semelhança com figuras de desenhos animados. Há algo de muito familiar sobre as orelhas grandes, o sorriso, o nariz arrebitado e os olhos pequenos que encontramos no famoso Mickey Mouse. As semelhanças são surpreendentes com o famoso personagem. A cratera encontra-se (atualmente) a 48 milhões de quilômetros da Terra, no planeta Mercúrio. As imagens foram capturadas por uma nave espacial da NASA que já enviou mais de 100.000 imagens do planeta para a Terra. Hoje, sete instrumentos estão ativos desvendando os segredos e a história de evolução dos planetas do sistema solar. É a primeira vez que uma nave espacial orbita Mercúrio. Há quem diga que a NASA deveria enviar uma sonda para orbitar Plutão. Será que a figura do fiel cão do Mickey está por lá?
Fonte: Jornalciencia.com

NASA Lança o telescópio de Raio X NuSTAR

Ilustração de Crédito & Copyright: Fiona Harrison et al, Caltech, NASA.
O que é deixado para trás depois que uma estrela explode? Para ajudar a responder a essa questão, a NASA lançou o chamado Nuclear Spectroscopic Telescope Array, ou NuSTAR, na órbita da Tera, na última semana. A habilidade do NuSTAR de focar nas fontes de alta energia de raios-X emitidos do núcleo dos átomos será usada, entre outras coisas, para inspencionar as regiões ao redor das partes remanescentes das supernovas de modo a melhor entender por que essas supernovas se formaram, que tipo de objetos resultaram e que mecanismos fazem com que a região ao seu redor brilhe de forma tão quente. O NuSTAR também dará a humanidade a chance de olhar de forma inédita a coroa quente do Sol, investigar os gases quentes nos aglomerados de galáxias, e o buracs negro supermassivos no centro da nossa galáxia. A imagem acima é uma ilustração que tem por objetivo mostrar como o NuSTAR funciona. Os raios-X similares àqueles usados pelo seu dentista para ver as entranhas do seu dente são emitidos naturalmente por determinados objetos no universo, mas precisam de olhos, ou telescópios especiais para serem observados. Esses raios-X entrarão então no telescópio na parte direita da sonda onde dois espelhos paralelos irão focar a energia direto para o detector localizado na parte esquerda do satélite. Uma haste de pouco peso separa os dois lados do satélite, e todo o sistema recebe energia de painéis solares que podem ser vistos na ilustração na parte superior esquerda. Parte da animação envolvendo o NuSTAR não está depositada somente naquilo que espera-se que ele veja, mas na maneira nova como ele observará o universo, e consequentemente as coisas completamente novas que ele pode descobrir. O NuSTAR tem uma vida de atividades planejada para durar dois anos.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120619.html

Testando metais

Ao contrário de gigantes gasosos, exoplanetas pequenos e rochosos não preferem um só tipo de estrela-mãe
Astrônomos descobriram que planetas pequenos como a Terra podem se formar ao redor de todos os tipos de estrelas, enquanto planetas gigantes gasosos e massivos como Júpiter tendem a se formar ao redor de estrelas com grandes concentrações de elementos pesados como ferro e oxigênio.
O Kepler 20 f, com um diâmetro comparável ao da Terra, é um dos menores exoplanetas conhecidos

Os pesquisadores publicaram suas descobertas online na Nature (Scientific American é parte do Nature Publishing Group), em 13 de junho, e anunciaram os resultados na reunião semianual da Sociedade Astronômica Americana, que acontece em Anchorage nesta semana. Nos primórdios da ciência exoplanetária, começando com a primeira descoberta de um planeta orbitando uma estrela semelhante ao Sol em 1995, a maioria dos mundos conhecidos fora do Sistema Solar eram gigantes como Júpiter – e às vezes muito mais massivos. Esses pesos-pesados têm os maiores efeitos em seus sistemas planetários e, por isso, são os mais fáceis de detectar. Pesquisadores notaram que os tipos de estrelas abrigando planetas gigantes tendiam a conter níveis relativamente altos dos chamados metais (um termo astronômico para qualquer elemento mais pesado que hidrogênio ou hélio). As impressões digitais químicas dessas estrelas apontam para a composição dos antigos discos de poeira e gás a partir dos quais os planetas se formaram, indicando que, pelo menos para mundos grandes, ter muitos metais a seu redor encoraja planetas a se formarem. “Se existe bastante matéria no disco, então temos uma chance maior de encontrar esses Júpiteres quentes”, explicou o principal autor do estudo, Lars Buchhave, do Instituto Niels Bohr na University of Copenhagen.

A pergunta era: planetas pequenos – análogos galácticos da Terra e de Netuno – seguem a mesma tendência? Com o advento de instrumentos modernos de caça planetária, como o Kepler, um telescópio espacial construído para procurar corpos do tamanho da Terra, astrônomos finalmente conseguiram dar uma olhada nos pequenos habitantes do zoológico planetário. Buchhave e seus colegas tomaram medidas espectrais de 152 estrelas que o Kepler inspecionou e onde o telescópio projetou a presença de 226 planetas no total, a maioria deles menor em diâmetro que Netuno, e alguns do tamanho da Terra. (A missão já identificou mais de 2 mil planetas prováveis, mas apenas algumas dúzias foram confirmadas com observações). Eles descobriram que as estrelas-mãe desses mundos diminutos são muito diversas, e que apresentam uma vastidão de metalicidades. Em média, os planetas pequenos orbitam estrelas mais ou menos tão ricas em metais quanto o Sol, uma estrela de composição bastante comum, enquanto exoplanetas gigantes tendem a habitar sistemas planetários mais ricos em metais.  Isso não deveria ser uma surpresa total, aponta o astrônomo Andrew Howard, da University of California, Berkeley. Afinal, de acordo com os modelos teóricos prevalecentes, um planeta gigante adquire um núcleo sólido e depois acumula gases e gelo ao redor dele para inchar até um diâmetro jupteriano. Então esse núcleo deve tomar forma antes de o disco gasoso se dissipar sob a radiação intensa da estrela recém-formada.

“Formar um Júpiter é uma corrida contra o tempo”, destaca Howard. Um ambiente rico em metais acelera o crescimento do núcleo, ajudando gigantes gasosos a tomar forma antes de ser tarde demais. Um planeta menor, mais rochoso, por outro lado, não é tão dependente desse efêmero reservatório de gás; ele pode crescer mais gradualmente, mesmo depois do gás no disco protoplanetário ter se evaporado.  “Em minha opinião, isso aponta sem ambiguidade para o fato de que a formação de planetas gigantes gasosos é um processo bastante limitado”, supõe a astrônoma Debra Fischer da Yale University. Uma questão interessante para perseguir no momento, sugere ela, é quão baixa pode ser a metalicidade estelar antes de a formação planetária parar completamente.  A descoberta poderia ser boa para as tentativas do Kepler e de outras campanhas para descobertas exoplanetárias, já que planetas pequenos como o nosso não parecem ser exigentes em relação ao lugar em que vão surgir. “Pequenos planetas poderiam ser muito presentes em nossa galáxia, simplesmente por não precisarem de um ambiente especial para se formaram”, finaliza Buchhave.
Fonte: http://www2.uol.com.br
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