20 de jun de 2012

Notícias de Marte

Essas últimas semanas foram recheadas de novidades vindas de Marte, ou de perto do planeta vermelho. Algumas dessas notícias não são muito boas. Vamos a elas.

O jipe Opportunity, em solo marciano desde 2004 teve problemas de comunicação com o controle da missão na Terra. Primeiro, ele não conseguiu contatar a sonda Odissey, em órbita de Marte, que, além de fazer sua própria pesquisa, serve de repetidora de sinais entre a Terra e o jipe. Isso por que uma das rodas de reação do satélite ficou emperrada durante alguns minutos, o que o colocou em modo de segurança. Neste modo, as atividades da sonda são reduzidas ao mínimo possível e os seus painéis solares são apontados para receber o máximo de luz possível para garantir que as baterias fiquem plenamente carregadas. Essas rodas têm a função de manter o satélite apontado na direção correta por meio de sua rotação. Cada vez que é necessário mudar a posição do satélite, as rodas – são três no total, cada uma orientada de 90 graus em relação a outra – giram para determinada direção e o satélite reage na direção contrária. Esse método é muito mais preciso que disparar retrofoguetes e tem a vantagem de usar eletricidade, abundante e renovável, em vez de combustível, que tem uma carga finita.

A Odissey possui uma roda extra para caso de necessidade. Logo, assim que ocorreu a falha, esse estepe foi posto em funcionamento, girando a 5 mil rotações por minuto pela primeira vez desde que a sonda foi lançada, em 7 de abril de 2001. Agora, os engenheiros da Nasa estão caracterizando a sonda nessa nova configuração para que ela possa retomar suas atividades de rotina. Para complicar a situação, uma conexão alternativa com outro satélite em órbita de Marte, o Orbitador de Reconhecimento de Marte (MRO, em inglês) também falhou. Nesse caso, aparentemente um problema de alinhamento das antenas do jipe e do MRO impediram uma comunicação adequada. Esse desalinhamento também está sendo investigado, pois não deveria ter acontecido.

Restou ao pessoal da NASA fazer uma “chamada direta” da Terra, usando a rede de antenas destinada a rastrear todas as sondas lançadas no espaço. Apesar das dificuldades inerentes a esta forma de comunicação, o jipe parece estar ainda em plena forma. Os dados recebidos indicam que a produção de eletricidade está bastante adequada, mesmo com os painéis solares cobertos por poeira. O odômetro da Opportunity marca mais de 35 km percorridos no solo marciano. Finalmente, a equipe que controla a viagem do próximo jipe marciano, o Curiosity, anunciou que conseguiu reduzir as estimativas da área prevista para o seu pouso. Isso é de fundamental importância, pois a área escolhida fica ao sopé de uma montanha, que tem uma depressão no terreno. Se o jipe pousar em algum desses lugares, pode capotar ou nunca conseguir sair dessa vala, jogando toda a missão literalmente no buraco. E por que essa região tão complicada foi escolhida para o pouso? Por que ela é interessante do ponto de vista científico, e vale a pena arriscar. Por enquanto é isso.
Créditos: Cássio Barbosa - Observatório - G1

NASA afirma: “99% de chances de vida em Marte”, de acordo com amostras de 1976 .

Novas análises de amostras de solo marciano colhidas em uma missão de 1976 apontam grandes evidências de vida, afirma novo relatório. As amostras coletadas pela Viking da Nasa Mars Landers, foram inicialmente usadas para mostrar a atividade geológica do planeta, mas não havia evidenciado vida. Mas uma nova análise da Universidade de Siena e do Instituto Califórnia Keck acredita que os experimentos originais podem ter sido falhos, não conseguindo provar existência de vida microbiana.  “Com base no que temos feito até agora, eu diria que podemos afirmar que existem 99% de certeza de que há vida lá”, comentou Joseph D. Miller, professor associado de célula e neurobiologia da Universidade do Sul da Califórnia. Ele acrescentou: “Parafraseando um velho ditado: se parecer com um micróbio e se comportar como um micróbio, então provavelmente é um micróbio”. Os produtos químicos orgânicos identificados nas amostras de solo da sonda Viking foram clorometano e diclorometano. Acredita-se que essas substâncias estavam presentes nas amostras por contaminação de fluidos de limpeza usados nas proximidades do laboratório. O assunto foi levantado após os cientistas perceberem que uma amostra de Marte colhida em 2008 trazida pela Phoenix Mars Laders da NASA, continha perclorato. Quando o perclorato foi adicionado ao solo do deserto a partir de compostos orgânicos que existiam no Chile e analisados com os mesmos testes realizados nas amostras da missão Viking, os mesmos compostos foram encontrados no teste realizado. A pesquisa foi publicada no International Journal of Aeronautical and Space Sciences.
Fonte: http://jornalciencia.com/

Supermagneto cósmico espalha raios X pelo Universo

A observação de fenômenos naturais muitas vezes confirma teorias científicas anteriormente elaboradas. Noutras vezes, os cientistas se deparam com coisas totalmente novas, ainda não pensadas e algumas vezes até impensáveis.

Magnetar

Foi isto o que aconteceu quando o astrônomo holandês Peter den Hartog estava observando o céu em busca de fontes de raios X de alta energia. Ele os encontrou num dos mais improváveis locais: uma estrela com um campo magnético extremamente forte, tão forte que a estrela recebe o nome de magnetar. Magnetares são estrelas de nêutrons muito compactas com um campo magnético um bilhão de vezes mais forte do que qualquer campo magnético que possa ser produzido artificialmente na Terra. Elas são os mais poderosos ímãs do Universo.

Estrelas desconhecidas

Quase tudo o que se relaciona aos magnetares ainda está envolto em mistério. Os cientistas sabem muito pouco a seu respeito, nem mesmo como eles se formam. Mais misteriosos ainda se tornaram agora, com a descoberta dos feixes de raios X de alta energia que emanam deles. O magnetar que o Dr. Hartog observou mede 20 quilômetros de diâmetro, onde está condensada uma massa que é uma vez e meia maior do que a do Sol. Devido à sua altíssima emissão de energia, eles são corpos celestes efêmeros, não vivendo mais do que 10.000 anos. Embora possam ser visualizados por meio de telescópios de raios X, esses feixes de altíssima energia emitidos pelo magnetar não atingem a Terra.
Fonte: Site Inovação Tecnológica

VLT olha de perto para a NGC 6357

Aglomerado de astros fica na constelação de Escorpião, na Via Láctea. Região foi avistada pela primeira vez em 1837, a partir da África do Sul.
O Very Large Telescope do ESO (VLT) obteve a imagem mais detalhada de sempre de uma zona espetacular da maternidade estelar NGC 6357. Esta imagem mostra muitas estrelas quentes jovens, nuvens brilhantes de gás e formações de poeira esculpidas de forma estranha por radiação ultravioleta e ventos estelares. Créditos: ESO
 
O Very Large Telescope do ESO (VLT) obteve a imagem mais detalhada de sempre de uma zona espetacular da maternidade estelar chamada NGC 6357. Esta imagem mostra muitas estrelas quentes jovens, nuvens brilhantes de gás e formações de poeira esculpidas de forma estranha por radiação ultravioleta e ventos estelares.
 
No interior da Via Láctea, na constelação do Escorpião, encontra-se a NGC 6357, uma região do espaço onde estão a nascer novas estrelas de nuvens caóticas de gás e poeira. O Very Large Telescope do ESO observou as regiões exteriores desta vasta nebulosa, produzindo a melhor imagem obtida até agora da região. 
 
A nova imagem mostra um largo "rio" de poeira que atravessa o centro e que absorve a radiação emitida pelos objetos mais distantes.  À direita encontra-se um pequeno enxame de estrelas azuis-esbranquiçadas brilhantes, que se formaram a partir do gás. Estas estrelas têm provavelmente apenas uns quantos milhões de anos de idade, ou seja, são muito jovens em termos estelares. A intensa radiação ultravioleta emitida por estas estrelas cava um buraco no gás e poeira circundantes, esculpindo-os de forma estranha. 
 
 Toda a imagem encontra-se coberta por traços escuros de poeira cósmica, mas algumas das formas escuras mais fascinantes aparecem em baixo à direita e na ponta direita da imagem. Nesta zona, a radiação emitida pelas estrelas jovens brilhantes criou curiosas colunas de trombas de elefante, parecidas aos famosos "pilares da criação" da Nebulosa da Águia (opo9544a). A poeira cósmica é muito mais fina que o familiar pó doméstico, parecendo-se com fumo.

Consiste essencialmente em pequeníssimas partículas de silicatos, grafite e gelo de água, que foram produzidas e expelidoas para o espaço por gerações anteriores de estrelas. A zona central brilhante da NGC 6357 contém um enxame de estrelas de grande massa, estrelas essas que se encontram entre as mais brilhantes da nossa Galáxia.
 
Esta região interior, que não vemos nesta nova imagem, foi já intensamente estudada pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, o qual obteve muitas imagens da região (hei0619). Esta nova imagem mostra que, até as regiões exteriores menos bem conhecidas desta maternidade contêm estruturas fascinantes, as quais são reveladas pelo poder do VLT.

Físicos propõem existência de Universo paralelo

O desaparecimento repentino de nêutrons, que não pode ser explicado pela física atual, pode ser o sinal da existência de um universo-espelho. [Imagem: Andrey Prokhorov/Site Inovação Tecnológica]

Partículas-espelho

Uma anomalia no comportamento de partículas subatômicas comuns pode ser o sinal da existência de partículas-espelho, que transitam entre o nosso Universo e um universo paralelo. O fenômeno também poderia oferecer uma explicação para a matéria escura, como hoje os cientistas chamam um ponto de interrogação que representa a massa que parece estar faltando no Universo. Dois cientistas italianos usaram a hipótese da existência das partículas-espelho para explicar uma anomalia nos experimentos, onde os nêutrons parecem desaparecer. A existência dessa matéria-espelho tem sido sugerida em vários contextos científicos nos últimos tempos, incluindo a procura de candidatos adequados para explicar a matéria escura.
Os físicos Zurab Berezhiani e Fabrizio Nesti, da Universidade de L'Aquila, reanalisaram os dados experimentais obtidos pelo grupo de pesquisa de Anatoly Serebrov, no Instituto Laue-Langevin, França.

Os nêutrons parecem estar oscilando na fronteira entre dois universos paralelos, indo e voltando de um para o outro. [Imagem: Berezhiani/Nesti]

Mistério dos nêutrons que desaparecem

Eles mostraram que a taxa de perda de nêutrons livres muito lentos parece depender da direção e da intensidade do campo magnético aplicado. Essa anomalia não pode ser explicada pela física conhecida.
Os cientistas acreditam que a perda de nêutrons pode ser interpretada à luz de um mundo paralelo hipotético formado por partículas-espelho. Os nêutrons parecem estar oscilando na fronteira entre dois universos paralelos, indo e voltando de um para o outro. [Imagem: Berezhiani/Nesti]Cada nêutron teria a capacidade de fazer uma transição para esse seu gêmeo invisível, e voltar, oscilando de um mundo para o outro. A probabilidade dessa transição foi calculada como sendo dependente da presença de campos magnéticos. Assim, o mundo invisível das partículas-espelho poderia ser detectado experimentalmente. Essa oscilação nêutron-espelho-nêutron pode ocorrer em uma escala temporal de poucos segundos, segundo os pesquisadores.

Matéria escura

A possibilidade desse desaparecimento rápido de nêutrons - muito mais rápido do que o decaimento de nêutrons, com seus 10 minutos de duração - embora surpreendente, não pode ser excluído pelos atuais limites experimentais e astrofísicos. Esta interpretação é sujeita à condição de que a Terra possui um campo magnético espelho da ordem de 0,1 Gauss. Tal campo pode ser induzido por partículas-espelho flutuando na galáxia - algo como a matéria escura. Hipoteticamente, a Terra poderia capturar a matéria-espelho por meio de interações fracas entre as partículas comuns e as partículas desses mundos paralelos.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/

Vênus transita o Sol da Meia-Noite

Crédito de imagem e direitos autorais: Babak Tafreshi (TWAN)
O dia de hoje, 20 de Junho de 2012, marca o solstício de verão para o hemisfério norte e consequentemente o solstício de inverno para o hemisfério sul da Terra, e acontecerá às 23:09 UT, ou 20:09 hora de Brasília. Nesse dia é quando o Sol alcança o seu ponto mais ao norte de declinação durante a sua jornada anual pelo céu da Terra. Esse deve ser para os moradores do hemisfério o dia mais longo do ano e consequentemente para os habitantes do hemisfério sul o dia mais curto do ano. Porém, para agluns, o Sol não irá se pôr e para outros ele não nascerá, esses fenômeno acontece para qualquer um que more acima da latitude 66.6 graus seja norte ou sul. Em certas regiões do hemisfério norte ocorre o fenômeno chamado de Sol da Meia Noite. E para quem mora em latitudes mais altas ainda esse evento já ocorre desde o início do mês. Para esses moradores, que tiveram a sorte ou a coincidência ou ambas as coisas, de morar numa região que ocorre o Sol da Meia Noite e que foi contemplado com a observação do trânsito de Vênus do dia 5/6 de Junho de 2012, imagens maravilhosas puderam ser feitas como a mostrada acima. Essa imagem foi feita na latitude de 69 graus norte e mostra o Sol um pouco acima de um horizonte montanhoso em Sortland na Noruega com uma bela visão do Mar Norueguês. Quando a foto foi feita o trânsito já estava em progresso, com a silhueta de Vênus podendo ser observada na parte superior esquerda do brilhante disco solar.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120620.html
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