22 de jun de 2012

Galeria de Imagens: Nebulosas

Nebulosa Estrela Flamejante
Essa bela imagem é um retrato da nebulosa conhecida como Estrela Flamejante ou IC 405. No centro da imagem, um pouco mais abaixo e para a esquerda, é possível ver AE Aurigae, uma estrela do tipo O, que energiza o hidrogênio ao seu redor, iluminando o centro da nebulosa. Mas a AE Aurigae não nasceu dentro da nebulosa Estrela Flamejante – provavelmente ela vêm da Nebulosa de Orion. Outra estrela também teria sido ejetada de Orion e “estacionado” perto de Aurigae – a estrela Mu Columbae, que viajou com Aurigae há cerca de dois milhões de anos atrás. Desde então essas duas estrelas se separam a uma velocidade de 200 km por segundo. Para tentar avistar a nebulosa e Aurigae, você deve olhar na direção da constelação do Cocheiro (charioteer). Ela está a 1500 anos-luz de distância.

M8, a Nebulosa Lagoa
Essa linda nuvem cósmica é uma parada popular dos telescópios que passeiam pela constelação de Sagitário. Charles Messier, um observador do século XVIII foi quem catalogou a Nebulosa M8. Os astrônomos de hoje reconhecem a Nebulosa Lagoa como um berçário de estrelas, que está a 5 mil anos luz de distância, na direção do centro da Via Láctea. Essa fotografia incrivelmente nítida, tirada no Chile, mostra o centro da Nebulosa, assolado por fortes ventos estelares. Estima-se que a Nebulosa tenha 30 anos luz de comprimento.

Nebulosa Cabeça de Cavalo
Com certeza você já brincou de ver com que animais as nuvens pareciam. Mas duvido que tenha encontrado algo tão similar a um cavalo quanto essa nebulosa. Feita a partir de ventos estelares e radiação, ela está a 1500 anos luz de distância da Terra, perto do complexo de Órion. Só de altura ela tem cinco anos-luz. A nebulosa só consegue ser visível quando capta luz de outros astros pois, essencialmente, é feita de poeira. Dentro da Cabeça de Cavalo, estrelas estão em formação. Essa foto belíssima é a combinação de imagens feitas por dois telescópios diferentes

Nebulosa Tarântula
A nebulosa Tarântula é a mais próxima grande região de formação de estrelas. Localizada na Grande Nuvem Magelânica, uma pequena galáxia satélite que orbita a Via Láctea, a nebulosa possui mil anos luz de comprimento. Se ela estivesse localizada no nosso céu, no entanto, a uma distância aproximadamente igual à da nebulosa de Órion, ela ocuparia 30 graus do nosso céu – o equivalente a 60 luas juntas. Os braços da nebulosa se estendem pelo NGC 2070, um aglomerado de estrelas que contém algumas das mais brilhantes e maiores estrelas conhecidas.

Nebulosa Bolha
Conhecida oficialmente como NGC 7635 essa incrível nebulosa tem um apelido muito mais simpático (e previsível): Nebulosa Bolha. Apesar de parecer uma nuvem frágil, na verdade processos muito violentos acontecem em seu interior. Na parte direita do centro da nebulosa há uma enorme estrela, bem mais luminosa e com 45 vezes a massa do nosso Sol. Basicamente, essa estrela envia radiação e ventos estelares intensos, formando essa estrutura exótica. A Nebulosa Bolha é praticamente nossa vizinha – ela fica localizada a 11 mil anos luz de distância, na direção da constelação Cassiopéia.

Nebulosa Trífide
Conhecida por ser uma das nebulosas mais fotogênicas já avistadas, você pode observar a nebulosa Trífide com um bom par de binóculos – se apontar para a direção da constelação de Sagitário. Também conhecida como M20, o seu brilho vermelho é resultante de gases energizados que saem de estrelas. Os filamentos de poeira escura que cercam a nebulosa foram formados a partir de estrelas gigantes e já frias e do resto de supernovas. Que estrela confere à nebulosa seu brilho azulado ainda é um mistério. A luz da M20 que chega a nós hoje foi emitida cerca de 3 mil anos atrás – embora a nossa distância até a nebulosa ainda não seja exatamente conhecida. Sabemos que o comprimento da M20, no entanto, é 50 anos luz.

Nebulosa capacete de Thor
Vocês lembram de Thor, o deus do trovão da mitologia nórdica? E do seu capacete estiloso com duas asas nos lados? Pois essa bolha interestelar tem exatamente o mesmo formato. Não é a toa que foi batizada de “Capacete de Thor”. Mas talvez ele seja um pouco grande, até mesmo para a cabeça de um deus. O capacete tem 30 anos-luz de largura. Ele é formado de vento que sai das enormes estrelas que ficam no centro da bolha. Conhecida como Wolf-Rayet, a estrela que fica no centro da bolha é muito quente e especula-se que ela esteja em um estado de “pré-supernova”. A paisagem está localizada a 15 mil anos luz de distância da Terra, na constelação Cão Maior.
Fonte: http://www.gov.nasa/

Buracos negros são devoradores compulsivos?

Quando a matéria que o buraco negro está engolindo vai caindo, ela aquece à medida que aproxima-se do buraco negro e, eventualmente, sua temperatura fica tão alta, que ela brilha. Se há muita matéria sendo devorada, dizemos que o buraco negro é bastante ativo. Os buracos negros mais ativos geram núcleos galácticos extremamente ativos, conhecidos como quasares, que costumam apresentar um brilho equivalente ao de um trilhão de sóis, mais brilhante até do que uma galáxia. Sempre se acreditou que a maioria dos quasares resultava de eventos extremos, como colisões de galáxias, que alimentavam o buraco negro com uma quantidade enorme de matéria em um único evento. Mas também se sabia que existiam os quasares mais tranquilos, que devoravam sua matéria lentamente, “em pequenos lanches”, por assim dizer. O professor Kevin Schawinski, um astrônomo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, resolveu testar esta crença sobre os buracos negros dos quasares, e num estudo examinou 30 quasares da coleção de imagens do telescópio Hubble e do telescópio Spitzer. Neste estudo, a equipe descobriu que das 30 galáxias examinadas, 26 não apresentavam sinais de colisões de galáxias, e apenas uma delas tinha sinais claros de uma colisão. Mas mesmo o equipamento do Hubble não é capaz de fazer um zoom nas galáxias observadas, de forma que eles não sabem ainda qual o processo que está alimentando estes quasares. Schawinski acha que é uma combinação de fatores, como movimentos aleatórios de gases, disparos de supernovas, a absorção de pequenos corpos, e correntes de gases e estrelas alimentando o buraco negro central. Os cientistas estão apostando suas fichas no telescópio espacial James Webb (STJW), a ser lançado em 2018. Ele pode ajudar os cientistas a resolver este enigma, pois vai operar na faixa do infravermelho, e será capaz de examinar em detalhe o que o Hubble e o Spitzer apenas descobriram existir.
Fonte: hypescience.com
[LiveScience]

CERN pede paciência sobre as especulações de que estão próximos da “Partícula de Deus” .

Estaríamos próximos de um anúncio que poderia mudar o nosso conhecimento sobre o Universo? Para as notícias especulativas de que o LHC já teria encontrado a famosa partícula Bóson de Higgs, também chamada de Partícula de Deus, a notícia veio como um banho de água fria. Os rumores de que nas próximas semanas ou meses seria anunciado finalmente a descoberta causou grande alarde na comunidade científica, especialmente na Europa, tornando a hashtag #HiggsRumour um dos assuntos mais comentados no mundo, nesta última quarta-feira, no microblog Twitter.

As especulações começaram após Peter Woit, um dos físicos do CERN, ter divulgado em seu blog que um estudo replicado parecia ter detectado a famosa partícula. Aparentemente, o LHC detectou a Partícula de Deus em 2011 e está tentando confirmar a descoberta em 2012, através de uma extensa e minuciosa análise. Embora exista muito falatório, a maioria dos analistas afirma que ainda não podem fazer anúncios da descoberta do Bóson de Higgs.  Quando o The New York Times questionou sobre os rumores das informações divulgadas pelo físico do projeto em seu blog, a porta-voz do CERN, Fabíola Gianotti respondeu: “Por favor, não acreditem em blogs”.  Outro pesquisador, Michael Schmitt, declarou em seu blog: “Sabemos o que temos. Mas minha lealdade permanece com a minha colaboração, especialmente quando se trata das pessoas que estão trabalhando na realização de análises, verificando resultados. Um respingo de uma opinião em um blog não vale o incômodo de tantas pessoas”.
Fonte: jornalciencia.com

IC 2574: Nebulosa de Coddington

Créditos de imagem e direitos autorais: Stephen Leshin
Normalmente as grandes galáxias espirais recebem todas as glórias e toda a atenção dos observadores, com seus brilhantes e jovens aglomerados de estrelas azuis e seus belos braços espirais simétricos. Mas algumas das galáxias pequenas e irregulares também formam estrelas e podem até chamar a atenção de observadores mais atentos. De fato, a galáxia anã IC 2574 mostra clara evidência de uma intensa atividade de formação de estrelas em suas regiões rosadas de gás hidrogênio brilhante. Como nas galáxias espirais, as turbulentas regiões de formação de estrelas na IC 2574 são agitadas por ventos estelares e por explosões de supernovas que disparam a formação de novas estrelas. Localizada a 12 milhões de anos-luz de distância, a IC 2574 é parte do Grupo de Galáxias M81, e pode ser observada na direção da constelação da Ursa Major. Também conhecida como a Nebulosa de Coddington, essa amável ilha do universo tem cerca de 50000 anos-luz de diâmetro e foi descoberta pelo astrônomo americano Edwin Coddington em 1898.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120622.html

Proximidade de planetas impressiona astrônomos

Menor distância entre os corpos chega a quase 2 milhões de quilômetros. Descoberta do telescópio Kepler foi publicada na revista 'Science'.
Nenhum dos dois planetas tem condições de habitabilidade, mas esta ilustração artística dá uma boa ideia do cenário que se teria com um vizinho tão grande e tão próximo.[Imagem: Eric Agol]

"Lua" azul

Lembre-se da magnitude e da beleza da Lua Cheia nascendo. Agora imagine que, em vez da Lua, surja no céu um planeta azul, só que três vezes maior. Esse é cenário que ocorre no inusitado sistema planetário Kepler-36, que acaba de ser descoberto pelos astrônomos. A estrela é parecida com o Sol, só que bem mais velha. O Kepler-36b é um planeta rochoso, com 1,5 vez o tamanho da Terra e pesando 4,5 vezes mais. Ele orbita a estrela a cada 14 dias, a uma distância de 17,7 milhões de km. O segundo planeta, o Kepler-36c, é um gigante gasoso, parecido com Netuno. Ele é 3,7 vezes maior do que a Terra e pesa 8 vezes mais. Ele orbita a estrela a cada 16 dias, a uma distância de 19,3 milhões de km. Ou seja, são os dois planetas mais próximos já descobertos até hoje.

Esta visualização, bem mais realística, mostra o intenso vulcanismo induzido no planeta rochoso pelas marés gravitacionais, geradas pela aproximação extrema dos dois planetas. [Imagem: David A. Aguilar (CfA)]

Conjunção

Os dois têm uma conjunção a cada 97 dias, quando ficam separados por menos do que 5 vezes a distância entre a Terra e a Lua. Como o Kepler-36c é muito maior do que a Lua, do ponto de vista do rochoso Kepler-36b ele aparece em uma visão espetacular. Coincidentemente, do ponto de vista inverso - olhando o planeta rochoso a partir do gigante gasoso - o vizinho aparece do tamanho da Lua Cheia. Não é um mundo para se viver. Em primeiro lugar porque são dois planetas com temperaturas extremas. Além disso, a aproximação gera gigantescas marés gravitacionais, que comprimem e esticam os dois planetas.  Ainda não há uma teoria para explicar como o gigante gasoso pode se manter tão perto da estrela - no Sistema Solar, os gigantes gasosos ficam muito afastados da estrela.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...