25 de jun de 2012

Telescópio Hubble da Nasa observa aglomerado de estrelas antigas

Messier 10 fica na constelação do Serpentário, no Hemisfério Sul. Astros estão localizados a 15 mil anos-luz de distância da Terra.
Aglomerado Messier 10 foi descoberto no século 18, mas pouco estudado até agora (Foto: ESA/Nasa)
O Telescópio Hubble da agência espacial americana (Nasa) registrou imagens do aglomerado de estrelas Messier 10, identificado pela primeira vez em 1774, pelo astrônomo francês Charles Messier. A "bola" de estrelas antigas está localizada na constelação de Ophiuchus ou Serpentário, no Hemisfério Sul, a 15 mil anos-luz de distância da Terra. Em aproximadamente 80 anos-luz, esse objeto poderia aparecer no céu da Terra à noite com cerca de dois terços do tamanho da Lua. No entanto, suas regiões externas são extremamente difusas, e até mesmo o núcleo relativamente brilhante é muito fraco para ser visto a olho nu. O Hubble, no entanto, não tem problemas de viasualizar corpos celestes mais fracos. Com sistema infravermelho, o telescópio detectou que a parte mais brilhante do aglomerado, no centro, tem cerca de 13 anos-luz de uma ponta à outra.
Fonte: G1

Viajando Pelo Espaço

Astrônomos registram asteroide “errando a Terra por pouco”
Um pequeno asteroide chamado 2012 KT42 chegou a uma distância de três raios terrestres de nosso planeta em 29 de maio, mas não nos atingiu. O evento foi o sexto mais próximo já registrado para qualquer asteroide. Em um vídeo publicado on-line em 19 de junho, feito por pesquisadores usando a Instalação de Telescópio Infravermelho (IRTF, em inglês) da Nasa, no Havaí, o asteroide aparece fixo enquanto as estrelas ao fundo passam rapidamente (de fato, o asteroide está viajando a 17 km por segundo). “Você tem a impressão de estar viajando com ele”, descreve Richard Binzel, cientista planetário do Massachusetts Institute of Technology, em Cambridge, que comandou as observações. O asteroide chegou a 19 mil km da Terra – a distância entre a órbita da Estação Espacial Internacional (cerca de um raio terrestre) e a de um satélite geossincrônico (cerca de seis raios terrestres). Horas após o objeto ser descoberto por um pequeno telescópio em Monte Lemmon, perto de Tucson, no Arizona, Binzel conseguiu algumas horas no IRTF. O profundo estudo resultante foi inovador para um objeto tão pequeno. Ao determinar a composição e refletividade do 2012 KT42, Binzel foi capaz de usar o brilho do asteroide para estimar seu tamanho: cerca de 7 metros de diâmetro. Ele aponta que vários objetos com essa dimensão cruzam o caminho da Terra todos os anos.  Agora o 2012 KT42 continua sua órbita elíptica de 1,5 anos ao redor do Sol. Mesmo se tivesse atingido a Terra, explica Binzel, ele provavelmente teria se desintegrado na atmosfera. Binzel quer descobrir um objeto que não seja grande o suficiente para apresentar riscos para a Terra, mas o suficiente para ser visto no espaço e depois encontrado no chão como meteorito, como foi o caso do asteroide 2008 TC3 que chegou à Terra no Sudão, em outubro de 2007. “Eu só quero que eles tenham o tamanho certo para virarem amostras”, declara ele.
Fonte: http://www2.uol.com.br/sciam

A Nebulosa do Caranguejo

Essa imagem colorida da Nebulosa do Caranguejo, um vestígio de uma explosão de supernova localizada na constelação de Taurus e observada pela primeira vez em 1054, foi feita no Argelander Institute for Astronomy em Bonn na Alemanha. Nessa imagem, a luz polarizada filtrada em diferentes ângulos, foi sobreposta a uma imagem digamos normal da nebulosa do caranguejo. A cor vermelha vem de um ângulo de polarização arbitrário inicial, a cor verde mostra a nebulosa num ângulo de 45 graus a mais do que o ângulo de polarização inicial e a luz azul mostra a nebulosa com uma polarização de 90 graus se comparada com o ângulo inicial. A luz polarizada amplifica o contraste entre uma nebulosa e o resto do céu noturno, ou entre a nebulosa e uma estrela brilhante, já que a reflexão da luz parcialmente as polariza. A polarização da luz é também muito usada para detectar exoplanetas pois mesmo que a luz da estrela não seja polarizada, a luz da estrela refletida pela atmosfera do planeta é de fato polarizada. A imagem acima foi feita em 15 de Dezembro de 2011.
Fonte: http://epod.usra.edu 

A Via Láctea Ilumina Piton de l'Eau

Crédito de imagem e direitos autorais: Luc Perrot
Algumas vezes, se você espera por muito tempo por uma noite limpa e sem Lua (no final entenderão essa colocação), o brilho intenso das estrelas e da nossa galáxia podem te recompensar. Uma dessas ocasiões aconteceu no começo do mês de Junho de 2012 em Piton de l’Eau na Ilha Reunião. Em primeiro plano, na imagem acima, envolto por árvores e arbustos, pode-se ver uma água preenchendo uma cratera vulcânica e que de modo sereno reflete a luz das estrelas. Nma inspeção cuidadosa perto do centro da imagem pode-se observar o Piton des Neiges, o pico mais alto da ilha, situado a alguns quilômetros de distância. Em segundo plano, bem acima do lago, pode-se ver o brilho de centenas de estrelas, muitas delas localizadas num raio de 100 anos-luz de distância da Terra, ou seja, na nossa vizinhança espacial. Mais distante, e desenhando um belo arco sobre a paisagem, está a faixa central de estrelas da Via Láctea, brilhando com a luz de milhões de estrelas normalmente localizadas a milhares de anos-luz de distância. O fotografo que fez essa imagem disse que esperou por quase dois anos (agora vocês entenderam a colocação inicial) para que pudesse ter as condições perfeitas, um céu sem nuvens e sem Lua para fazer a bela imagem acima.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120625.html

"Podemos encontrar um planeta como a Terra antes de 2022", dizem astrofísicos

..Barcelona, 25 jun (EFE).- Os astrofísicos não descartam a possibilidade de encontrar um pequeno planeta similar à Terra em menos de 10 anos, declarou nesta segunda-feira Ignaci Ribas, um dos organizadores do "Cool Stars 17", a reunião internacional sobre estrelas frias que ocorre em Barcelona. Em entrevista à Agência Efe, Ribas explicou que os especialistas já identificaram mais de 800 planetas ao redor das estrelas frias e que falta muito pouco para encontrarem um que seja muito parecido ao nosso.

Segundo o especialista, apesar de saberem onde esse planeta se encontra, a atual tecnologia ainda não é eficaz para este tipo de experiência. No entanto, se este planeta fosse habitado por seres inteligentes, Ribas destacou que seria possível conversar com eles através de sinais de rádio, embora essa troca de mensagens poderia demorar mais de 100 anos. Ribas destacou que os planetas se concentram ao redor das estrelas frias, que representam 80% das que se vêem e há no universo, entre elas o Sol. Esses astros são chamados de "frios" porque sua temperatura está abaixo dos 6 mil graus.

Em nossa galáxia há cerca de 200 mil estrelas frias, e as estrelas quentes, que representam 20%, possuem uma temperatura que oscila entre 20 mil e 50 mil graus. Durante o encontro realizado em Barcelona, os especialistas constataram que as estrelas frias podem ser 10% maior do que se pensava, um dado que possui muita importância na hora de buscar modelos de estudo. Os especialistas envolvidos no "Cool Stars 17" também destacaram a chamada "música das estrelas", ou seja, as vibrações que esses corpos celestes possuem e que, de acordo com os astrofísicos, aparecem como uma série de frequências, algo similar as notas musicais.

Segundo Ribas, que é astrofísico do Instituto de Ciências do Espaço do CSIC-IEEC, o tom emitido pelas estrelas frias permite a identificação de seu tamanho, sua composição e até sua evolução. Neste encontro em Barcelona também foram apresentados alguns resultados da missão Kepler (da Nasa), que possui o objetivo de detectar planetas extra-solares através destas frequências com uma técnica similar à sismografia, mas adaptada ao espaço.
Fonte: Yahoo noticias
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