26 de jun de 2012

Cassine mostra o porquê dos jatos ´´Cortarem´´ Saturno

Uma corrente de jactos particularmente forte que atravessa o hemisfério norte de Saturno nesta imagem a cores-falsas obtida pela sonda Cassini.Crédito: NASA/JPL-Caltech/SSI
Jactos turbulentos, regiões onde ventos sopram com mais força do que noutros lugares, agitam-se de Este para Oeste de Saturno. Os cientistas há muitos anos que tentam compreender o mecanismo que alimenta estas estruturas ondulatórias na atmosfera de Saturno e a fonte de energia dos jactos. Num novo estudo publicado na edição de Junho da revista Icarus, os cientistas usaram imagens recolhidas ao longo de vários anos pela sonda Cassini da NASA para descobrir que o calor do planeta alimenta as correntes dos jactos. A condensação da água no aquecimento interno de Saturno conduz a diferenças de temperatura na atmosfera. As diferenças de temperatura criam turbilhões, ou perturbações de ar que se movem para trás e para a frente na mesma latitude, e esses redemoinhos, por sua vez, aceleram os jactos como engrenagens que conduzem uma correia transportadora. Uma outra teoria tinha assumido que a energia para as diferenças de temperatura vem do Sol. É assim que funciona na atmosfera da Terra.

Surpresa: Manto de Marte contém tanta água quanto a Terra, afirma estudo .

Até agora, a Terra era o único planeta conhecido por possuir vastos reservatórios de água em seu interior. Mas uma nova pesquisa está afirmando que Marte tem tanto, ou até mais água entre as rochas abaixo da superfície. Os cientistas analisaram o teor de água de dois meteoritos originários do interior do planeta vermelho e consideraram a quantidade de água no manto do solo marciano. Os resultados superaram qualquer estimativa otimista. Os dados adicionam evidências sobre a possibilidade de Marte ter sustentado grande quantidade de vida no passado.

A pesquisa foi liderada pelo cientista Francis McCubbin da Universidade do Novo México. A análise foi realizada pelo Carnegie Institution, encabeçada por Erik Hauri e sua equipe. O trabalho foi publicado na revista Geology. Os cientistas analisaram o que são chamados de meteoritos de shergotite. Estes são bastante jovens e possuem origem na fusão parcial do manto marciano – a camada da crosta – e cristalizado sob a rasa superfície. Eles vieram para a Terra depois que foram expulsos de Marte há quase 2,5 milhões de anos. Investigando sua geoquímica, os pesquisadores afirmam que aprenderam muito sobre os processos geológicos que o planeta passou.  “Analisamos dois meteoritos que tiveram histórias de processamento muito diferentes”, explica o Hauri. “Um tinha sido submetido a consideráveis misturas com vários elementos e outro não”, em declaração ao portal DailyMail.

Os resultados da pesquisa sugerem que a água foi incorporada durante a formação de Marte e que o planeta era capaz de armazenar água em seu interior durante sua diferenciação. Com base no conteúdo mineral, os pesquisadores estimam que exista de 70 a 300 partes por milhão, abreviado por ppm, no solo marciano. Só para comparar, a Terra possui de 50 a 300 ppm de água em minerais. A descoberta só foi possível graças a novas técnicas que determinam esses valores quantificando a água com tecnologia de espectrometria de massa de íons secundários. A pesquisa também sugere que os vulcões podem ter sido o principal veículo na obtenção de água na superfície do planeta. McCubbin concluiu: “Não só este estudo explica como Marte obteve sua água, mas prevê mecanismos de armazenamento de hidrogênio em todos os planetas rochosos desde o momento de sua formação”.
Fonte: jornalciencia.com

Um vapor de Estrelas

Créditos: ESA / Hubble & NASA
O número de galáxias que possuem braços espirais luminosos sendo varridos ou um centro extremamente brilhante é relativamente baixo. De fato no universo grande parte das galáxias parecem pequenas e amorfas nuvens de vapor. Uma dessas galáxias é a DDO 82, registrada aqui numa bela imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA. Apesar de pequena se comparada com a Via Láctea, essa galáxia anã ainda contém entre algumas milhões e bilhões de estrelas. A DDO 82, também é conhecida pela designação de UGC 5692, contudo não possui uma estrutura bem definida. Os astrônomos classificam ela como uma galáxia Sm, ou uma Galáxia Espiral Magalhânica, nome dado pelo fato dela ou das galáxias desse grupo se parecerem com a galáxia anã e satélite da Via Láctea, a Grande Nuvem de Magalhães. Esse tipo de galáxia como a DDO 82 possui um braço espiral.

No caso da DDO 82, interações gravitacionais durante a sua história de vida parece ter perturbado-a de modo que a sua estrutura não é tão evidente como a da Grande Nuvem de Magalhães. De acordo com isso os astrônomos também se referem a DDO 82 e outras galáxias similares como sendo galáxias anãs irregulares. A DDO 82 pode ser encontrada na constelação da Ursa Major (O Grande Urso) e localiza-se a aproximadamente 13 milhões de anos-luz de distância da Terra. O objeto é considerado como parte do Grupo de Galáxias M81 que contém aproximadamente 30 galáxias. A DDO 82 recebe esse nome por ser considerada a octagésima segunda entrada do David Dunlap Observatory Catalogue. O astrônomo canadense Sidney van den Bergh originalmente compilou essa lista de galáxias anãs em 1959. A imagem acima foi feita a partir de exposições obtidas com a luz visível e infravermelha com a Advanced Camera for Surveys do Telescópio Espacial Hubble. O campo de visão dessa imagem é de aproximadamente 3.3 por 3.3 arcos de minuto.
Fonte: http://www.spacetelescope.org

Marte, 2099?

Crédito: ESO/J. Girard
Numa noite escura e fria em Marte, no meio de um deserto árido, uma estrada estreita iluminada por luzes artificiais serpenteia até a um posto humano avançado no cume de uma velha montanha. Ou, pelo menos, é o que um fã de ficção científica poderia pensar desta imagem quase extraterrestre. Na realidade, a fotografia mostra o Observatório do Paranal do ESO, local do Very Large Telescope (VLT), na Terra. No entanto, é fácil imaginá-la como uma imagem futura de Marte, talvez no final do século. Por isso mesmo é que Julien Girard, o autor da fotografia, lhe deu o nome de Marte 2099. Situado a 2600 metros de altitude, o Observatório do Paranal encontra-se numa das regiões mais secas e desoladas da Terra, no deserto do Atacama do Chile. A paisagem é tão "marciana", que a Agência Espacial Europeia (ESA) e a NASA testam os rovers marcianos nesta região. Como exemplo, uma equipe da ESA acaba de testar neste local o rover autônomo Seeker, tal como anunciado em ann12048.

Esta imagem foi obtida ao pôr do Sol, na direção do VLT, para sudoeste, a partir do telescópio de rastreio VISTA, que se situa num pico adjacente. A oeste temos o Oceano Pacífico, situado a apenas 12 quilômetros do Paranal. Por cima do pico do Paranal, podemos observar a Via Láctea, com a marca inconfundível do céu austral - o Cruzeiro do Sul. No Paranal, os céus podem ser tão límpidos e escuros em noites sem Lua, que a luz da Via Láctea é suficiente para formar sombras. Esta é a razão pela qual o ESO escolheu este local para instalar o VLT, beneficiando o observatório das melhores condições de observação em todo o mundo. Julien Girard é um astrônomo do ESO que trabalha no Chile, no VLT. Julien submeteu esta fotografia no grupo Flickr Your ESO Pictures. O grupo Flickr é regularmente revisto e as melhores fotografias são selecionadas para divulgação na nossa popular série "Foto da Semana", ou na galeria. Em 2012, no âmbito do 50º aniversário do ESO, damos igualmente destaque às vossas fotografias históricas relacionadas com o ESO.
Fonte: http://www.eso.org/public/brazil/images/potw1226a/

Um Relógio de Sol Que Mostra o Solstício

Crédito de imagem e direitos autorais: Jean-Marc Mari
Que horas são? Se a hora e o dia estão corretos esse relógio de Sol lhe dirá: SOLSTÍCIO. Isso acontece somente o Sol está localizado no ponto certo para que seus raios passem pelas aberturas e destaquem o termo solstício que significa o dia mais longo e mais curto do ano nos hemisférios sul e norte respectivamente. Esse momento acontece duas vezes ao ano e a última vez foi a semana passada no solstício de verão para o hemisfério norte. O relógio de Sol mostrado acima foi construído por Jean Salins em 1980 e está localizado na Ecole Supérieure des Mines de Paris em Valbone Sophia Antipolis na parte sudeste da França. Em outros dois dias especiais do ano, os observadores podem ver o relógio de Sol destacar outra palavra importante: EQUINÓCIO.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120626.html
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