28 de jun de 2012

3 mil cometas negros podem destruir a Terra, afirmam astrônomos

Dois astrônomos britânicos afirmam que a Terra está exposta a um perigo invisível: 3 mil cometas que seriam praticamente invisíveis estão arriscando a existência do nosso planeta. Esses cometas escuros quase não refletem luz, porque não possuem gelo ao seu redor, logo seriam difíceis de serem identificados. São constituídos, apenas, de uma massa orgânica escura. Especula-se que existam 3 mil deles por aí, mas apenas 25 foram detectados. Um exemplo do que pode acontecer ocorreu um 1983, quando um cometa chamado IRAS-Araki-Alkock, com apenas 1% da sua superfície capaz de refletir a luz solar, pasou a cinco milhões de quilômetros da Terra – o “quase encontro” mais próximo em 200 anos. Quem aqui mencionar a falácia da profecia Maia e que o mundo acaba em 2012 nos comentários vai levar um deletão!
Fonte: hypescience.com
[Gizmodo]

Novos dados da 'partícula de Deus' serão divulgados na próxima semana

Descobertas serão anunciadas por especialistas do Cern, na Suíça. 'Bóson de Higgs' explicaria formação de estrelas e planetas após Big Bang.
 
Sede do Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), em Genebra, na Suíça (Foto: AP Photo / Anja Niedringhaus / Arquivo)
 
Os cientistas envolvidos na caçada à misteriosa partícula subatômica chamada "bóson de Higgs" -- apelidada de "partícula de Deus" devem anunciar na próxima semana resultados que podem confirmar, confundir ou complicar a compreensão sobre a natureza fundamental do universo. Nunca algo tão pequeno e efêmero atraiu tanto interesse. A partícula, descrita apenas teoricamente, explicaria como as estrelas e planetas se formaram depois do Big Bang, a explosão primordial que criou o universo. Sua existência, porém, nunca foi comprovada. Especialistas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), localizado nos arredores de Genebra, na Suíça, vão apresentar na próxima quarta-feira (4) suas novas descobertas, após relatar "tentadores vislumbres" em dezembro. Blogueiros científicos e até alguns entre os milhares de físicos envolvidos no projeto especulam que o Cern irá finalmente anunciar a prova definitivamente do bóson de Higgs. "Ainda é prematuro dizer algo tão definitivo", disse James Gillies, porta-voz da instituição, acrescentando que as duas equipes envolvidas ainda estão analisando os dados e que qualquer conclusão só será possível após confrontar os dois relatórios.

Colisão de melancias

A experiência acontece no Grande Colisor de Hádrons, maior e mais poderoso acelerador de partículas do mundo -- um tubo circular de 27 km de perímetro, enterrado cem metros abaixo do solo, sob a fronteira entre a França e a Suíça. Dois feixes de energia são disparados em direções opostas, e seu encontro gera milhões de colisões de partículas por segundo, recriando efemeramente as condições ocorridas uma fração de segundo depois do Big Bang. A enorme quantidade de dados resultante é examinada por um exército de computadores. Mas é um processo complicado. Entre bilhões de colisões, pouquíssimas são adequadas para revelar o bóson de Higgs.

"É como atirar melancias umas contra as outras, tentando obter a colisão perfeita para duas das sementes no interior", diz Jordan Nash, membro de uma das equipes envolvidas no trabalho. Num mundo em crise financeira, muitos questionam a utilidade de uma experiência como essa, num equipamento que custou cerca de 3 bilhões de euros. Nash disse que a pesquisa é muito vanguardista e incipiente para resultar em descobertas práticas, e que no atual estágio o que lhe move é a sede de conhecimento -- algo que o cientista acha que o público é capaz de compreender. "Quando converso com taxistas ou mestres de obras, eles nunca me perguntam isso."
Fonte: G1

Astrônomos encontram o maior conjunto de galáxias já visto

Essas imagens, tomadas pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA, mostram um arco de luz azul por trás de um aglomerado extremamente massivo de galáxias, chamado IDCS J1426.5 3508, que está localizado a 10 bilhões de anos-luz de distância.Crédito: NASA / ESA / Universidade da Flórida, Gainsville / Universidade de Missouri-Kansas City / UC Davis
Pense na nossa galáxia. Grande, sem dúvida. Agora pense em um conjunto de centenas de milhares de galáxias. Absurdamente monstruoso, certo? Mais impressionante ainda é a distância entre a Terra e o recém-descoberto conjunto (chamado IDCS J1426.5+3508): 10 bilhões de anos-luz. Em outras palavras, ele surgiu quando o universo tinha apenas 1/4 de sua idade atual. Curiosamente, mesmo uma estrutura gigantesca como essa não é fácil de ser encontrada na imensidão do espaço. Sua descoberta foi um golpe de sorte, possível graças a um alinhamento entre a Terra, o conjunto e uma galáxia que está atrás dele. O alinhamento causou um fenômeno chamado “lente gravitacional”, que ocorre quando um corpo (seja um buraco negro ou um conjunto de galáxias) tem uma força gravitacional tão grande que é capaz de distorcer a luz emitida por um objeto localizado atrás. Foi algo inesperado, já que os astrônomos estavam observando uma área relativamente pequena do céu. “Encontrar um conjunto massivo, a essa distância e, ainda por cima, capaz de causar ‘lente gravitacional’ é algo muito improvável, mesmo que você observe todo o céu”, ressalta o astrônomo Anthony Gonzalez, líder da equipe responsável pela descoberta.
Fonte: Hypescience.com
[Live Science]

Conferência sobre Partícula de Deus terá trabalho de brasileiros


Partícula de Deus
Quatro trabalhos de pesquisadores brasileiros serão apresentados na Conferência Internacional de Física de Altas Energias (ICHEP 2012), que será realizada em Melbourne, Austrália, entre os dias 4 e 11 de julho. O CERN, Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, que controla o LHC, já anunciou que, durante essa conferência, serão feitas revelações longamente esperadas sobre o bóson de Higgs. O bóson de Higgs é chamado de "partícula de Deus" porque explicaria de onde vem a massa das demais partículas - até agora, os cientistas estão com energia demais e massa de menos para explicar a condensação de energia a que chamamos de matéria. A partícula de Deus, contudo, permanece apenas uma teoria - ao menos até essa conferência. Encontrá-la experimentalmente é um dos principais objetivos do LHC - veja mais sobre as descobertas que se espera do LHC na reportagem Máquina do Big Bang começa a funcionar.

Dimensões do Universo
Os brasileiros estão mais interessados em possíveis outras dimensões do Universo. Descobrir uma outra dimensão espacial, além das três conhecidas - altura, comprimento e largura - pode parecer algo tão espantoso quanto ver um desenho numa folha de papel se tornar tridimensional e sair andando pela mesa. Muitos cientistas, no entanto, argumentam que apenas a existência de uma dimensão extra explicaria relações ainda misteriosas entre as forças observadas no Universo, como gravidade, eletromagnetismo e forças nucleares. O grupo da Unesp analisa as colisões de partículas subatômicas - prótons e antiprótons - realizadas no LHC, em busca da "assinatura", ou do rastro que as teorias dizem que seria deixado por essas dimensões extras do Universo.

Sprace
Os cientistas brasileiros fazem parte do Sprace (sigla em inglês para Centro de Pesquisa e Análise de São Paulo), grupo de pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que participa das pesquisas feitas pelo CERN. Integram a equipe do Sprace Sandra Padula, Thiago Tomei, Flávia Dias e Ângelo Santos, além de Sérgio Novaes, coordenador do grupo.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Épsilon de Auriga: o misterioso piscar de uma estrela gigante

Épsilon de Auriga: a estrela tem 6 bilhões de quilômetros de raio e é a mais forte candidata ao posto de maior estrela conhecida. Crédito: Alson Wong and Citizen Sky/Nasa.
Desde o século 19, um misterioso fenômeno acontece na constelação de Auriga, sem que os cientistas saibam exatamente por que. Ali, a cada 27 anos, a gigantesca estrela Épsilon perde metade de seu brilho e permanece assim por dois anos, até que lentamente volta a se fortalecer novamente. Afinal, o que acontece em Épsilon de Auriga? Situada a cerca de 2 mil anos-luz da Terra e medindo quase 6 bilhões de quilômetros de raio, Épsilon de Auriga é a mais forte candidata ao posto de maior estrela conhecida.

É tão grande que se fosse colocada no centro do Sistema Solar chegaria até a órbita de Urano, o penúltimo planeta a partir do Sol. Atualmente a estrela se encontra na fase de baixo brilho e de acordo com os últimos estudos, eclipsada por um escuro objeto. Entretanto, a natureza desse objeto - provavelmente uma estrela - ainda é motivo de acalorados debates por parte dos pesquisadores, uma vez que suas características não foram observadas diretamente. A atual fase de eclipse de Épsilon de Auriga começou em agosto de 2009 e em dezembro atingiu seu ponto de menor brilho, devendo permanecer assim durante todo o ano de 2010.

 Em 2011 a estrela retornará ao brilho máximo. Um modelo apresentado em 2008 e que ganhou bastante popularidade mostra que esse objeto companheiro seria um sistema estelar binário, rodeado por um disco de poeira maciço e opaco de poeira, mas recentes observações feitas pelo telescópio espacial Spitzer mostram que Épsilon de Auriga é eclipsada por uma única estrela envolta em um disco de poeira de 600 milhões de quilômetros de raio e 75 milhões de quilômetros de espessura. Teorias que afirmavam que o objeto seria uma estrela grande e semitransparente ou até mesmo um buraco negro já foram descartadas.
Fonte: APOLO11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Epsilon_de_Auriga_o_misterioso_piscar_de_uma_estrela_gigante&posic=dat_20100126-113914.inc

Imensa cadeia de crateras secundárias na região da Cratera Clavius da Lua

Imagens recortadas de LRO QuickMap (NASA / Arizona State University)
Mesmo que você estude a Lua por muitos anos, que a observe todos os dias sempre conseguirá encontrar feições que serão novidades. Se estendendo para leste da cratera Clavius existe um alinhamento de quase 1000 km de depressões lineares e de crateras sobrepostas que definem uma imensa cadeia de crateras secundárias. Esse alinhamento se estica além da cratera Tannerus e ocasionalmente parte do alinhamento pode ser visto a leste. Você pode usar um globo lunar ou um bom mapa lunar e assim irá perceber que esse alinhamento é radial à Bacia Orientale. A parte final da cadeia está a aproximadamente 4000 km de distância do centro da bacia. Os componentes da bacia parecem muito mais degradados do que a nítida crista do anel da Cordillera, mesmo as duas feições sendo da mesma idade. A explicação aqui é que as depressões da cadeia foram feitas por projéteis de baixo ângulo viajando rapidamente, mas com uma velocidade mais baixa do que os projéteis cósmicos. Desse modo, essas crateras nunca se parecem com os impactos principais, e quando elas se formaram de forma simultânea elas foram degradadas instantaneamente. Muitas partes da cadeia são banhadas por um material suave que é provavelmente outro tipo de material ejetado pela Bacia Orientale que talvez chegou um pouco mais tarde do que os materiais mais pesados que geraram as depressões. Como as cadeias de crateras secundárias da Tycho e da Copernicus nós podemos imaginar que essa cadeia também aparece como um imenso raio brilhante.
Fonte: http://lpod.wikispaces.com/

No Brilho de Alpha Centauri

Crédito de imagem e direitos autorais: Marco Lorenzi (luzes brilhantes)
O brilho da Alpha Centauri, uma das estrelas mais brilhantes do céu noturno da Terra, invade o lado esquerdo dessa paisagem cósmica do hemisfério sul. Localizada a apenas 4.3 anos-luz de distância da Terra, a Alpha Centauri na verdade consiste de duas componentes estelares com tamanho similar ao do Sol, presas em uma órbita mútua. Muito menor e mais frio, um terceiro membro do mesmo sistema estelar, a Proxima Centauri, não aparece nesse campo de visão. Ainda assim, essa cena telescópica revela boa parte do plano da Via Láctea que localiza-se além do brilho da Alpha Centauri, incluindo uma nebulosa planetária catalogada como Hen 2-111, e a uma distância estimada de 7800 anos-luz. A mortalha gasosa de uma estrela moribunda, o núcleo brilhante da nebulosa e o halo mais apagado de gás ionizado avermelhado se expande por mais de vinte anos-luz, e pode ser visto um pouco à direita do centro da imagem. Mais a direita estão dois notáveis aglomerados abertos de estrelas, o compacto Pismis 19 localizado a 8000 anos-luz de distância e que tem sua luz avermelhada pela poeira, e o mais próximo, o NGC 5617. Visível no brilho da Alpha Centauri está o apagado brilho de uma remanescente de supernova na forma de uma concha, acima e a direita da estrela mais próxima do núcleo brilhante do sistema.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120628.html
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