29 de jun de 2012

Tornados magnéticos emitidos pelo Sol 'esquentam' atmosfera, diz estudo

Cientistas da Noruega analisaram solares imagens captadas por telescópio. Estudo foi publicado nesta quinta (28) na revista 'Science'.
Pesquisadores da Noruega descreveram nesta semana na revista “Science” o funcionamento dos tornados magnéticos que saem do Sol. Segundo as observações científicas, esses turbilhões emitidos pelo Sol aquecem as camadas exteriores da atmosfera solar, mas para isso, a liberação dos tornados requer uma grande quantidade de energia. De acordo com os autores do estudo, o processo é, provavelmente, capaz de transferir energia necessária do interior da estrela para aquecer sua atmosfera superior. (Foto: Wedemeyer-Böhm et al. (2012)/Vapor/Universidade de Oslo)
Fonte: G1

Hubble capta estrela arrancando atmosfera de exoplaneta

HD 189733b fica a 60 anos-luz da Terra e foi analisado em Paris. Gigante gasoso similar a Júpiter recebe muito mais radiação que nós.
Desenho artístico mostra evaporação da atmosfera do planeta HD 189733b após uma poderosa erupção de sua estrela. O Telescópio Espacial Hubble detectou os gases emitidos e o satélite Swift, também da Nasa, captou a explosão estelar, a cerca de 60 anos-luz de distância da Terra (Foto: Centro Espacial Goddard/Nasa)
O telescópio Hubble, da agência espacial americana (Nasa), captou a evaporação da atmosfera de um planeta distante do Sistema Solar, segundo informou nesta quinta-feira (28) a Agência Espacial Europeia (ESA). As conclusões do estudo serão publicadas na próxima edição da revista "Astronomy & Astrophysics". O planeta HD 189733b, situado a cerca de 60 anos-luz de distância da Terra, recebe um brilho tão intenso de sua estrela que perde pelo menos mil toneladas de gás por segundo. Os cientistas, liderados por Alain Lecavelier des Etangs, do Instituto de Astrofísica de Paris, observaram a atmosfera desse gigante gasoso similar a Júpiter, que orbita ao redor da estrela HD 189733A, em dois momentos diferentes: no início de 2010 e no final de 2011. A análise do HD 189733b tem importância não só para entender os planetas similares a Júpiter. Os cientistas pensam que as "super-Terras" rochosas descobertas recentemente poderiam ser restos de planetas como esse depois da evaporação total de suas atmosferas. O HD 189733b e sua estrela ficam separados por cerca de 5 milhões de quilômetros, uma distância 30 vezes menor que da Terra até o Sol. É por isso que esse planeta se aquece até superar os mil graus, embora o calor não seja suficiente para provocar a evaporação de sua atmosfera.  "A primeira série de observações foi realmente decepcionante, pois não mostravam nenhum rastro da atmosfera. Só nos demos conta de que tínhamos casualmente captado algo mais interessante durante a segunda sessão", explicou Lecavelier. Nesse momento, a estrela do planeta apresentava uma radiação de raios X que quadruplicava sua luminosidade.  "Não só confirmamos que algumas atmosferas de planetas se evaporam, mas observamos como variam as condições físicas da evaporação com a passagem do tempo. Ninguém tinha conseguido isso até então", ressaltou. Os astrofísicos calculam que esse exoplaneta ou planeta extrassolar – todo astro cuja órbita não é ao redor do Sol – recebeu uma radiação de raios X três milhões de vezes superior à que a Terra recebe do Sol.  "A HD 189733A emitiu o brilho de raios X mais intenso já observado até agora, e parece muito possível que o impacto do calor sobre o planeta possa ter provocado a evaporação observada horas mais tarde pelo Hubble", explicou Peter Wheatley, da universidade britânica de Warwick.
Fontes: G1 / INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

Rochas revelam que água de Marte correu profunda

A grande cratera com 25 km de diâmetro no pano da frente desta perspectiva tem rochas escavadas alteradas por água na crosta antes do impacto. Os cientistas identificaram minerais hidratados no monte central da cratera, nas paredes e nos detritos expelidos em torno da cratera. Os minerais hidratados foram descobertos em 175 locais associados com outras crateras vizinhas na região Tyrrhena Terra de Marte. Crédito: Mars Express HRSC, ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum); NASA/Equipa Científica MOLA; D. Loizeau et al.
Ao estudar rochas expelidas por crateras de impacto, a sonda Mars Express da ESA descobriu evidências de que a água subterrânea persistiu durante períodos prolongados nos primeiros mil milhões de anos do Planeta Vermelho. As crateras de impacto são janelas naturais para a história das superfícies naturais - quanto mais profunda é a cratera, mais longe no tempo conseguimos estudar. Em adição, as rochas expelidas durante o impacto fornecem uma hipótese de estudar material que esteve escondido por baixo da superfície. Num novo estudo, a sonda Mars Express da ESA e a Mars Reconnaissance Orbiter da NASA estudaram crateras numa região com 1000 x 2000 km das antigas terras altas do hemisfério Sul, com o nome de Tyrrhena Terra, para aprender mais sobre a história da água nesta região. Focando-se na química das rochas embebidas nas paredes, limites e elevações centrais das crateras, bem como o material em redor, os cientistas identificaram 175 locais com minerais formados na presença de água. "A grande variedade no tamanho das crateras estudadas, entre menos de 1 km e até 84 km em diâmetro, indica que estes silicatos hidratados foram escavados entre profundidades de algumas dezenas de metros até quilómetros," afirma Damien Loizeau, autor principal do estudo.

A área com 1000 x 2000 km da região Tyrrhena Terra (realçada com a linha branca na imagem mais pequena à direita) situa-se entre duas regiões de baixa altitude - Hellas Planitia e Isidis Planitia - no hemisfério Sul de Marte, vista aqui neste mapa da topografia global. Os minerais hidratados foram descobertos em 175 locais associados com outras crateras vizinhas na região Tyrrhena Terra de Marte. As análises sugerem que estes minerais formaram-se na presença de água que persistiu a profundidade durante um longo período de tempo.Crédito: NASA/Equipa Científica MOLA/D. Loizeau et al.

"A composição das rochas indica que a água subterrânea deve ter estado presente durante um longo período de tempo em ordem a alterar a sua química." Embora o material escavado pelos impactos pareça ter estado em contacto íntimo com a água, há poucas evidências de rochas à superfície entre as crateras em Tyrrhena Terra que pareçam ter sido alteradas por água. "A circulação de água ocorreu a vários quilómetros de profundidade na crosta há cerca de 3,7 mil milhões de anos, antes da maioria das crateras desta região se terem formado," afirma o co-autor Nicolas Mangold. "A água gerou uma diversidade de mudanças químicas nas rochas, que reflectiram as baixas temperaturas perto da superfície até altas temperaturas nas profundezas, mas sem uma relação directa com as condições superfíciais dessa altura."
Por comparação, Mawrth Ballis, uma das maiores regiões identificada como rica em argila, de Marte, mostra uma mineralogia aquosa mais uniforme que indica uma ligação mais próxima com os processos superficiais. "O papel da água líquida em Marte é muito importante para a sua habitabilidade e este estudo levado a cabo com a Mars Express descreve uma enorme zona onde a água subterrânea esteve presente durante muito tempo," afirma Olivier Witasse, cientista do projecto Mars Express da ESA.

Lua de Saturno pode ter oceano submerso

Dados da sonda espacial Cassini mostram a existência de uma deformação no interior da lua Titã
Sonda Vassini capta lua Titã passando perto de Saturno e de seus anéis/Nasa
Dados da sonda espacial Cassini reforçam a hipótese de que existe um oceano embaixo da superfície de Titã, a maior lua de Saturno. A sonda mostrou que há uma deformação do interior de Titã, uma forte indicação da existência de um oceano em seu interior. A hipótese de que pode haver água em Titã já vem sendo aventada há alguns anos por cientistas. Se confirmada, a maior lua de Saturno entraria para o seleto grupo de luas do sistema solar que contém água, ingrediente indispensável para a vida. Embora o estudo mostre fortes evidências do oceano submerso, os pesquisadores não foram capazes de determinar tamanho do oceano. “Nossas medições não dizem nada sobre a profundidade do oceano. Ele pode ter 10, 100 ou mais quilômetros…(as medições) mostram apenas que a casca externa é altamente deformável e isto apenas pode acontecer se ele estiver destacado do centro que é de sílica. Somente uma camada de líquido pode fazer esta separação”, explicou ao iG Luciano Less, da Universidade La Sapienza, na Itália, um dos autores do artigo. Recentemente um estudo havia mostrado que deve haver lagos de metano líquido nos trópicos de Titã, além dos já conhecidos perto dos pólos norte e sul do satélite. Less afirma que a superfície de Titã é muito fria para que haja água líquida. Portanto, o oceano estaria embaixo da camada externa de gelo (que tem hidrocarbonetos líquidos em cima dela). "O oceano sob a superfície tem de ser feito de água ou água misturada com uma pequena porcentagem de sais. Não pode ser de hidrocarbonetos líquidos. O gelos da camada externa é mais pesado que els e consequentemente iria afundar. O resultado seria que eles iriam se mover para cima e um oceano global de hidrocarbonetos líquidos apareceria na superfície", disse. A busca por água no sistema solar tem sido um dos objetivos da exploração espacial. “A presença de água certamente não implica que haja vida, mas é difícil pensar em vida sem água", disse. Less explica que Titã é um objeto único no sistema solar, provavelmente o corpo celeste mais parecido com a Terra. "Era sabido que ele tinha uma atmosfera rica em metano, lagos de hidrocarbonetos e um ciclo hidrológico baseado em hidrocarbonetos líquidos. Sabíamos que a camada externa de gelo dele era feita majoritariamente de água no estado sólido (gelo). Agora sabemos que água também é abundante no estado liquido.”, completou Less.
Fonte: ultimosegundo.ig.com.br

Nuvens escuras em Aquila

Crédito de imagem e direitos autorais: Adam Block, Mt. Lemmon SkyCenter, University of Arizona
Parte de uma expansão escura que cruza o plano conturbado da Via Láctea, o chamado Aquila Rift arqueia através dos céus de verão do hemisfério norte perto da brilhante estrela Altair e do Triângulo do Verão. Com a sua silhueta marcada contra a luz das estrelas apagadas da Via Láctea, essas nuvens moleculares empoeiradas provavelmente contêm material bruto para formar centenas de milhares de estrelas e os astrônomos vasculham essas nuvens atrás de sinais de nascimento de estrelas. Essa bela paisagem telescópica foi feita através de uma observação em direção à fragmentada nuvem escura complexa de Aquila identificada como LDN 673, que se espalha através do campo de visão numa distância um pouco maior do que a Lua Cheia. Nessa cena, pode-se observar indicações de fluxos energéticos associados com jovens estrelas que inclui a pequena e avermelhada nebulosidade RNO 109 na parte superior esquerda e o objeto Herbig-Haro HH32 acima e a direita do centro. Estima-se que as nuvens escuras de Aquila estejam localizadas a aproximadamente 6000 anos-luz de distância. Considerando essa distância a imagem acima se espalha por aproximadamente 7 anos-luz.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap120629.html
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