10 de jul de 2012

Nasa divulga imagens inéditas da superfície de Marte

Vista panorâmica da superfície de Marte mostra formações geológicas do planeta vermelho - NASA
A Nasa, a agência espacial americana, divulgou no domingo (8) a imagem de uma cratera de Marte feita a partir de 817 fotografias tiradas ao longo de quatro meses. As fotografias foram feitas pelo jipe-robô Opportunity, de 21 de dezembro de 2011 a 8 de maio de 2012, durante missão de inverno no planeta vermelho. O local é chamado de Greeley Haven, algo como Refúgio de Greeley. O nome é uma homenagem a Ronald Greeley (1939-2011), que fez parte da missão e foi professor da Universidade Estadual do Arizona, formando muitos cientistas. No lado esquerdo da fotografia, é possível ver as marcas da passagem do Opportunity pelo solo de Marte. Na parte inferior da imagem, há os painéis solares do robô. O Opportunity está em Marte desde 2004. Mas no último inverno, ficou em uma encosta virada para o norte pra captar mais energia nos painéis solares, já recobertos por uma espessa camada de poeira. Nos meses em que esteve no Greely Haven, o robô pôde explorar o local para que os cientistas entendessem melhor o giro em torno do eixo do planeta, a composição do solo e do interior de Marte, além de monitorar a atmosfera e as mudanças na superfície. As cores da imagem foram alteradas para facilitar a observação dos detalhes, segundo a Nasa. No próximo mês, a sonda Curiosity deverá chegar à Marte. Conhecida formalmente como Laboratório Científico de Marte, é apelidada de "máquina de sonhos". Isso porque ela é o equipamento mais avançado já construído até agora para explorar a superfície do vizinho mais próximo da Terra, com custo de US$ 2,5 bilhões. A Curiosity leva seu próprio laboratório de análise de rochas e tem como objetivo buscar indícios de que tenha existido vida em Marte.
Fonte: veja.abril.com.br
Mais imagens da superfície de Marte em: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/nasa-divulga-imagens-da-superficie-de-marte

Avistado pela primeira vez um ‘esqueleto’ de matéria escura

Pensa-se que uma porção de matéria escura, como se fosse um ‘esqueleto’, sustente a teia cósmica do Universo. Os cientistas acreditam que, pela primeira vez, conseguiram encontrar este ‘esqueleto’ de matéria escura. Os astrofísicos do Observatório da Universidade de Munique detectaram um filamento que sustenta aglomerados das galáxias Abell 222 e Abell 223, localizadas a 2,7 bilhões de anos-luz da Terra. As provas dos achados foram publicadas na revista Nature, usando lentes gravitacionais e raios-X.  Os astrônomos e físicos há muito tempo propõem que as teias de estrelas e galáxias que compõem o Universo sejam sustentadas por ‘andaimes cósmicos’ compostos de linhas finas de matéria escura invisível, assim como nosso esqueleto sustenta todo o corpo, tecidos e órgãos.

Acredita-se que a matéria escura faça parte de 80% de toda a matéria do Universo, sendo considerada com um fator importante na teia cósmica. O ‘esqueleto’ de matéria escura poderia ser descrito como uma espinha dorsal, sustentando a imensidão do espaço profundo. Estes filamentos filiformes foram formados logo após o Big Bang, quando porções mais densas do Universo atraíram a matéria escura, até que entrou em colapso e formou discos achatados com finos filamentos desse tipo de matéria em suas junções. É justamente na secção transversal destes filamentos que as galáxias foram e estão sendo formadas.

Os resultados do astrofísico Joerg Dietrich se encaixam perfeitamente na teoria do esqueleto. A equipe do pesquisador espera que os resultados possam ajudar a descobrir como a matéria comum e a matéria escura trabalham juntas para construir filamentos. Os astrônomos sabem muito pouco sobre a matéria escura e mais estudos são necessários para compreender sua atuação e interação. O Japão lançará até 2014 um telescópio para monitorar o espaço em busca de informações sobre os filamentos de matéria escura e outro telescópio será lançado em 2019 com lentes gravitacionais potentes.
Fonte: www.jornalciencia.com

Cratera de impacto mais antiga que se conhece descoberta na Groelândia

Impressão de artista de como um grande impacto de meteorito no mar pode ter sido no primeiro segundo. Não se sabe se a área atingida pelo meteorito de Maniitsoq estava coberta por água ou se apenas havia um mar por perto.Crédito: Carsten Egestal Thuesen, GEUS
Se olharmos para a Lua numa noite limpa através de um simples par de binóculos, veremos inúmeras crateras. Algumas têm mais de 1000 km em diâmetro e são facilmente visíveis a olho nu. Durante os primeiros 500 milhões de anos da história do Sistema Solar, tanto a Lua como a Terra eram constantemente bombardeadas por meteoritos e cometas. Alguns cientistas até pensam que a vida foi trazida para a Terra por cometas. A Lua preservou os restos de milhares de impactos, mas na Terra apenas se conhecem cerca de 180 estruturas de impacto, e a maioria delas são muito pequenas, jovens e rapidamente sofrem erosão.
Leia completo em: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2012/07/3_cratera_gronelandia.htm 

Buraco negro descontrolado na Via Láctea

A imagem abaixo mostra uma vista oblíqua da nossa galáxia, a Via Láctea.
O sistema que contém o buraco negro GRO J1655-40 está cruzando o espaço a uma taxa de 400.000 quilômetros por hora (111,11 km/s) - 4 vezes mais rápido que a velocidade média das estrelas na vizinhança galáctica. A estrela amarela é o nosso Sol. O buraco negro foi formado no disco a uma distância superior a 3 kpc (kiloparsec = 9,25 x1016 km) do centro galáctico e deve ter sido ejetado para uma órbita excêntrica pela explosão de supernova da estrela progenitora. O momento linear e a energia cinética descontrolados deste buraco negro binário são comparáveis ​​aos de estrelas de nêutrons solitárias e pulsares de milisegundos.

O GRO J1655-40 é o primeiro buraco negro que há evidências de um movimento de fuga transmitida por um impulso em uma explosão de supernova. Para efeito de comparação, o Sol e outras estrelas próximas têm velocidades típicas da ordem de 20 km/s em relação à velocidade média de estrelas se movendo com a rotação do disco galáctico, que apoia a ideia de que o buraco negro se frmou a partir do colapso do núcleo de uma estrela massiva. Como o núcleo entrou em colapso, as suas camadas exteriores explodiu como uma supernova deixando o sistema remanescente movendo-se através da galáxia com uma velocidade anormalmente elevada.
Fonte: ESA

O Telescópio Espacial Hubble Observa o Objeto Herbig-Haro 110: Um Verdadeiro Gêiser de Gás Quente

O objeto Herbig-Haro 110 é descrito pela NASA como sendo um gêiser de gás quente originado de uma estrela recém nascida que foi ejetado para cima respingando contra o denso núcleo de uma nuvem molecular de hidrogênio. As plumas de gás lembram a fumaça de fogos de artifícios mas são muito menos densas. De acordo com a NASA, essas plumas são na verdade bilhões de vezes menos densas do que a fumaça expelida pelos fogos. Essa imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble mostra a luz integrada dessas plumas, que medem anos-luz de comprimento. Clicando na imagem acima é possível acessar uma imagem grande e de alta resolução do objeto Herbig-Haro 110. O site do Hubble na internet diz que os objetos do tipo Herbig-Haro podem aparecer em diferentes formas, mas a configuração básica sempre é quase a mesma. Esses objetos são jatos gêmeos de gás aquecido, ejetados em direções opostas de uma estrela em formação, através do espaço interestelar. Os astrônomos suspeitam que esses jatos são abastecidos por gás acrescidos numa jovem estrela envolta por um disco de gás e poeira. O disco é um tanque cheio, a estrela é o motor gravitacional, e os jatos são os escapamentos. Quando esses jatos energéticos são emitidos contra um gás mais frio, a colisão gera algo como uma mega congestionamento numa estrada em um feriado prolongado. O gás dentro da frente de choque reduz de velocidade, mas mais gás continua a se empilhar à medida que os jatos continuam a ser emitidos. A temperatura então se eleva rapidamente e essa região começa a brilhar. Essas ondas de choque são assim denominadas pois lembram as ondas que se formam na frente de um barco navegando em um lago.
Fonte: Ciência e Tecnologia - http://cienctec.com.br/wordpress/index.php/o-telescopio-espacial-hubble-observa-o-objeto-herbig-haro-110-um-verdadeiro-geiser-de-gas-quente/

Sistemas binários recentemente descobertos de anãs vermelhas violam leis da Física

Sistemas binários – como Tattooine em Star Wars – são surpreendentemente comuns, mas os cientistas descobriram que alguns quebram as leis da Física. Estrelas anãs vermelhas descobertas recentemente em dois sistemas binários, orbitando uma a outra em pequenos círculos, não poderiam ser possíveis de acordo com as leis conhecidas pela ciência moderna – em vez disso, as estrelas deveriam estar juntas, fundidas, formando uma única estrela gigante. Dr. Bas Nefs do Observatório de Leiden, Holanda, disse: “Para nossa surpresa, encontramos sistemas binários que fazem com que tenhamos que repensar a forma como eles evoluem”, em declaração ao DailyMail. As anãs vermelhas, que são até 10 vezes menores e 1.000 vezes menos brilhantes que o Sol, são as estrelas que se deslocam com maior velocidade na Via Láctea.  Sempre se acreditou que as estrelas binárias de anãs vermelhas não pudessem orbitar uma a outra em distâncias pequenas pelo risco de fundirem-se, tornando uma única estrela. Essa afirmação foi fruto de dados colhidos em 30 anos de pesquisa com sistemas binários, mas nenhum estudo havia considerado órbitas menores do que 5 horas. Uma equipe de pesquisadores do United Kingdom Infrared Telescope (UKIRT) no Havaí acompanhou anãs vermelhas, descrevendo os frutos do estudo no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. Cerca de metade das estrelas da Via Láctea é, ao contrário do nosso Sol, parte de um sistema binário, uma orbitando a outra. Muito provavelmente, estas estrelas foram formadas em órbitas muito próximas no momento de seus “nascimentos”.
 
Diagrama simplificado mostrando o tamanho das estelas. Estima-se que mais de 50% das estrelas da Via Láctea são de anãs vermelhas. Foto: Reprodução/DailyMail

Embora constituam o tipo mais comum de estrelas na Via Láctea, as anãs vermelhas não aparecem com grande frequência nas pesquisas habituais por causa de sua obscuridade em luz visível.  Nos últimos 5 anos, o UKIRT acompanhou o brilho de centenas de milhares de estrelas, incluindo milhares de anãs vermelhas, em luz infravermelha, utilizando uma câmera de amplo espectro. Como as estrelas diminuem de tamanho no início de suas vidas, o fato de que esses sistemas binários encontrados possuam pequenas distâncias, isso significa que as órbitas também devem ter encolhido logo após suas formações, caso contrário, as estrelas teriam tido contato logo no início e fatalmente se fundiriam.  O pesquisador David Pinfield, da Universidade de Hertfordshire, acrescentou: “Sem a sensibilidade do UKIRT não seria possível encontrar estes pares extraordinários de anãs vermelhas. A natureza ativa dessas estrelas e seus campos magnéticos têm profundas implicações para o ambiente em torno delas e em toda a Via Láctea”.
Fonte: jornalciencia.com

Galáxia DDO 82: Um Verdadeiro Vapor de Estrelas

Relativamente são poucas as galáxias que apresentam belos e luminosos braços espirais ou um núcleo brilhante como a nossa Via Láctea. De fato, a maior parte das galáxias se parecem como pequenas nuvens amorfas de vapor. Uma dessas galáxias é a DDO 82, registrada pelo Telescópio Espacial Hubble e mostrada na imagem acima. Apesar de pequena se comparada com a Via Láctea, essas galáxias anãs podem conter entre milhões e bilhões de estrelas. A DDO 82, também conhecida pela designação UGC 5692, contudo, possui uma pista de sua estrutura. Os astrônomos a classificam como uma galáxia do tipo Sm, ou uma galáxia do tipo espiral de Magalhães, uma menção, à galáxias parecidas com a Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã que orbita a Via Láctea. Essa galáxia, como a DDO 82, é dita por ter somente um braço espiral. A DDO 82 pode ser encontrada na constelação de Ursa Major, o Grande Urso, localizada a aproximadamente 13 milhões de anos-luz de distância da Terra. O objeto é considerado parte do grupo de galáxias M81 que possui aproximadamente 30 galáxias. A DDO 82 tem esse nome, pois é a entrada de número 82 no Catálogo do David Dunlap Observatory. O astrônomo canadense Sidney van den Bergh originalmente compilou essa lista de galáxias anãs em 1959. A imagem acima foi feita com exposições da luz visível e do infravermelho registradas pela Advanced Camera for Surveys do Hubble.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2298.html

Explosão solar detona telecomunicações na Europa

Nesta semana, uma rajada de partículas emitidas pelo sol causou interferência em transmissões de rádio por toda a Europa. Rajadas como essa, chamadas de “ejeções de massa coronal” (EMCs), são resultado de fortes distorções no campo magnético do sol. Além de conter bilhões de toneladas de gases, raios-X e radiação ultravioleta, elas chegam à absurda temperatura de 100 milhões de graus Celsius. A ejeção que causou interferência na Europa sequer estava vindo direto para a Terra, o que nos dá uma ideia do poder desse fenômeno. Vez ou outra, nosso planeta (ou, melhor, seu campo magnético) é atingido por EMCs menores, e o resultado são intensos flashes de luz. Às vezes, contudo, uma EMC pode causar tempestades magnéticas, interferindo em satélites e redes de energia.

Em 1989, seis milhões de moradores do Quebec (Canadá) ficaram sem eletricidade por causa de uma ejeção. Sabe-se que as atividades solares ocorrem em ciclos de 11 anos – e o pico do ciclo atual está previsto para 2013. Em outras palavras, mais fenômenos violentos estão a caminho. Além das EMCs, fortes alterações no campo magnético do sol também causam as chamadas “manchas solares”. “Nos próximos dois anos, estamos esperando que o número de manchas solares visíveis chegue ao máximo”, relata o pesquisador Matthew Penn, do Observatório Solar Nacional dos Estados Unidos. “Elas são capazes de causar as maiores e mais danosas tempestades espaciais”, completa.  Parece que o campo magnético da Terra vai ter bastante trabalho para nos proteger ano que vem.
Fonte: Daily Mail UK

Casulo cósmico ao redor de uma supernova

Usando observações feitas com o observatório de raios X Chandra da NASA, os pesquisadores obtiveram a primeira evidência em raios X da onda de choque de uma supernova passando através de um casulo de gás ao redor de uma estrela que explodiu.

© Chandra/Hubble (galáxia UGC 5189A)

Essa descoberta pode ajudar os astrônomos a entenderem por que algumas supernovas são tão mais poderosas do que outras. No dia 3 de Novembro de 2010, uma supernova foi descoberta na galáxia UGC 5189A, localizada a aproximadamente 160 milhões de anos-luz de distância. Usando dados do telescópio All Sky Automated Survey no Havaí, os astrônomos determinaram que a supernova explodiu no começo do mês de Outubro de 2010.  A imagem acima é uma composição de imagens da UGC 5189A que mostra os raios X do Chandra em roxo e os dados ópticos obtidos pelo telescópio espacial Hubble em vermelho, verde e azul. A chamada SN 2010jl é a fonte bem brilhante de raios X perto do topo da galáxia.

Uma equipe de pesquisadores usou o Chandra para observar essa supernova no mês de Dezembro de 2010 e novamente em Outubro de 2011. A supernova foi uma das mais luminosas que já foram detectadas em raios X. Na primeira observação do Chandra da SN 2010jl, os raios X da onda gerada na explosão eram fortemente absorvidos por um casulo de gás denso situado ao redor da supernova. Esse casulo era formado por gás que foi soprado para longe pela estrela massiva antes dela explodir.

Na segunda observação feita quase que um ano depois, existia muito menos absorção da emissão de raios X, indicando que a onda da explosão teria passado pelo casulo ao redor. Os dados do Chandra mostraram que o gás emitindo os raios X tinha uma temperatura bem alta, maior que 100 milhões de graus Kelvin, forte evidência de que havia sido aquecido pela onda de choque da supernova.  Num raro exemplo de uma coincidência cósmica, a análise dos raios X de uma supernova mostrou que existia uma segunda fonte não correlacionada quase que na mesma localização da supernova. Essas duas fontes, se sobrepõem de maneira marcante como é observado hoje. Essa segunda fonte provavelmente é uma fonte de raios X ultraluminosa, possivelmente contendo um buraco negro de massa estelar ou um buraco negro de massa intermediária.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2303.html

NASA encontra formação de lago em lua de Saturno

A observação da sonda sugere que esse oásis de metano líquido está abaixo da superfície da lua. Porém, isso não descarta a possibilidade de existir vida no local
A sonda espacial Cassini, da NASA, detectou a formação de um lago rico em metano na região central de Titã, lua de Saturno. A descoberta foi publicada na revista científica Nature. A observação da sonda sugere que esse oásis de metano líquido está abaixo da superfície da lua. Porém, isso não descarta a possibilidade de existir vida no local. A presença de lagos nas regiões polares de Titã já havia sido encontrada. Porém, os cientistas acreditavam que seria muito difícil encontrar líquido na parte central da Lua. Isso porque a energia do Sol no local, teoricamente, faria os lagos em metano evaporarem. Portanto, essa descoberta foi considerada inesperada pelos cientistas. A pesquisa, liderada Caitlin Griffith, professora de Ciência Planetária da Universidade do Arizona, examinou dados coletados por Cassini, que mediu a luz solar refletida na superfície e na atmosfera de Titã. Então, ela detectou uma região escura que, ao ser analisada, sugeriu ser um lago de hidrocarbonetos de 927 quilômetros quadrados. Além disso, próximo a essa lago, os pesquisadores indicaram a possível existência de mais quatro lagoas rasas semelhantes em tamanho e profundidade a pântanos da Terra. Titã tem uma atmosfera densa, formada por uma camada de nitrogênio e metano. Esse gás metano na atmosfera é quebrado pela luz do Sol. Então, ele cai na superfície e é transportado de volta para os polos, onde se condensa e forma lagos. A sonda Cassini foi lançada em Outubro de 1997 com destino a Saturno para estudar toda a complexidade de anéis e luas em torno do planeta. Cassini completou sua missão inicial de quatro anos para explorar o sistema do planeta em Junho de 2008. A primeira missão estendida, chamado de Cassini Equinox Mission, também foi completada em setembro de 2010. A extensão atual da missão vai até setembro de 2017, com o solstício de verão saturniano.
Fonte: EXAME.COM

ESO combina imagens de telescópios da Nebulosa Pata de Gato

Imagem da Nebulosa Pata de Gato obtida através da combinação entre observações do telescópio MPG/ESO e 60 horas de exposição em um telescópio amador.Foto: ESO/ Divulgação
A Nebulosa Pata de Gato foi revisitada, numa combinação de exposições obtidas com o telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, pelos astrônomos amadores Robert Gendler e Ryan M. Hannahoe. A forma característica da nebulosa aparece revelada nas nuvens avermelhadas de gás brilhante observadas sob um fundo de céu escuro polvilhado de estrelas. A imagem foi criada combinando observações já existentes do telescópio MGP/ESO de 2,2 metros instalado no Observatório de La Silla no Chile (ver Foto de Imprensa do ESO eso1003) com imagens obtidas por Gendler e Hannahoe em um telescópio de 0,4 metros, totalizando 60 horas de exposição. A resolução das observações obtidas pelo telescópio MGP/ESO de 2,2 metros foi combinada (utilizando a sua “luminância” ou brilho) com a informação de cor das observações de Gendler e Hannahoe, produzindo uma bela combinação de dados obtidos por telescópios amadores e profissionais. Por exemplo, a informação adicional sobre as cores mostra a tênue nebulosidade azul na região central, a qual não era observada na imagem original do ESO, enquanto que os dados do ESO contribuem com maiores detalhes. O resultado é uma imagem melhor que apenas a soma das várias partes. A Nebulosa Pata de Gato (também conhecida como NGC 6334) situa-se na constelação do Escorpião. Embora pareça situar-se próxima do centro da Via Láctea no céu, encontra-se na verdade relativamente próxima da Terra, a uma distância de cerca de 5500 anos-luz. Com uma dimensão de cerca de 50 anos-luz, esta nebulosa é uma das regiões de formação estelar mais ativas da nossa galáxia, contendo estrelas brilhantes azuis jovens de elevada massa, que se formaram nos últimos milhões de anos. Abriga possivelmente dezenas de milhares de estrelas no total, algumas visíveis e outras ainda escondidas nas nuvens de gás e poeira.
Fonte: http://www.eso.org/public/brazil/images/potw1228a/
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