26 de jul de 2012

A Nebulosa da Tulipa na Constelação do Cisne


 Enquadrando uma região de emissão brilhante, essa imagem telescópica tem uma visada ao longo do plano da nossa Via Láctea em direção à rica constelação de Cygnus, o Cisne. Popularmente chamada de Nebulosa da Tulipa, a nuvem de gás e poeira brilhantes é também encontrada no catálogo de 1959 construído pelo astrônomo Stewart Sharpless como o objeto Sh2-101. Localizada a aproximadamente 8000 anos-luz de distância, a nebulosa é compreendida não somente como uma nuvem que evoca a imagem familiar de uma flor. A complexa e bela nebulosa é mostrada na imagem acima numa composição que mapeia a emissão de enxofre ionizado, hidrogênio e átomos de oxigênio, respectivamente nas cores, vermelho, verde e azul. A radiação ultravioleta da jovem e energética estrela do tipo O, conhecida como HDE 227018 ioniza os átomos e energiza a emissão da Nebulosa da Tulipa. A estrela HDE 227018, é a estrela brilhante bem perto do arco azul no centro da imagem.

Qual é o cheiro do espaço? NASA está trabalhando para reproduzi-lo

É uma questão que há muito tempo intriga os cientistas – qual seria o possível cheiro do espaço?
Graças a um astronauta em órbita, agora podemos saber a resposta e talvez seja mais estranha do que você imagina.Os astronautas dizem que o cheiro único a bordo da Estação Espacial Internacional é uma reminiscência de dois odores: mistura de carne com metal. Alguns afirmam que o cheiro é de bife grelhado, outros dizem se aproximar de metal quente ou solda. Tony Antonelli, disse: “Definitivamente é um cheiro diferente de qualquer coisa”. Thomas Jones disse ao retornar do ISS: “Parece um odor diferente do ozônio, é como um cheiro sulfuroso”, em declaração ao DailyMail.

A NASA está tentando reproduzir esse cheiro para fins de treinamento e contratou o químico Steve Pearce, especialistas em flavorizantes, para recriá-lo em laboratório e em grande escala. Parte de sua inspiração virá das descrições do astronauta Don Pettit. Segundo ele, o cheiro fica impregnado em toda a roupa espacial, luvas, capacete e ferramentas. Além disso, ele afirma que o cheiro fica mais forte quando os tecidos são revestidos de metal ou superfícies plásticas. Apesar das descrições, ele afirma ser complicado descrever com exatidão o cheiro do espaço. 

É difícil descrever esse cheiro, mas definitivamente não é o equivalente olfativo para sensações comuns de alimentos”, disse Pettit. “A melhor descrição que posso dar é que parece metálico, uma sensação doce e bastante agradável de metal”, acrescentou.  “Fez-me lembrar os verões da minha faculdade onde eu trabalhava durante muitas horas com uma tocha de solda para reparar equipamentos pesados de corte. O espaço me lembrou cheiro de solda”, finalizou o astronauta. Na foto de capa está a sonda Sputnik 1, a primeira feita parcialmente de alumínio e lançada em 1957. 
Fonte:jornalciencia.com

Novo sensor não conseguiu detectar matéria escura, tornando sua existência questionável



O mistério da matéria escura acaba de ficar um pouco mais “obscuro”, após as partículas misteriosas não terem sido detectadas com novo sensor. As partículas teóricas, que acredita-se compor 83% de toda a matéria do Universo, nunca foram detectadas diretamente, o que faz com que alguns cientistas coloquem em dúvida se a matéria escura realmente exista. O enorme Xenon 100, uma experiência gigante que utiliza líquidos super-resfriados no subsolo de uma mina no Gran Sasso, Itália, não conseguiu demonstrar nenhuma detecção de WIMPS, um tipo de partícula teórica da matéria escura. As WIMPS possuem fraquíssima interação com partículas maciças – uma das formas que os cientistas acreditam que a matéria escura possa tomar. 

Novos detectores foram instalados no Gran Sasso com sensores 3,5 vezes mais poderosos do que os usados anteriormente. O resultado da busca do novo sensor foi exatamente o mesmo: absolutamente nada! Nem um pingo de resquício de matéria escura. “Nós essencialmente definimos limites mais rigorosos que qualquer outra experiência anterior”, disse Antonio Melgarejo, da equipe de cientistas responsáveis pelo estudo na mina italiana ao britânico DailyMail. Os cientistas dizem que, possivelmente, as WIMPS não existam e que um novo detector, chamado de LUX – Large Underground Xenon, que entrará em operação ainda este ano em Dakota do Sul, EUA, possa conseguir algumas respostas.

Como detectar algo que ninguém nunca detectou?
O sensor é feito de um líquido incrivelmente puro, o xenônio, que reage a cada vez que um de seus núcleos é atingido por uma partícula.A experiência é construída para procurar WIMPS e é blindado e enterrado em uma profundidade de 1.280 metros. Essa profundidade é necessária para evitar que outras partículas provenientes do espaço possam interferir na pesquisa. Sempre que ocorre uma interação, o sistema dispara um flash e uma carga elétrica é medida em uma fina camada de gás que paira por cima do xenônio líquido. Ao medir a relação entre o pulso de luz com o tamanho da carga energética, a equipe pode dizer se o evento é raríssimo, assim como ocorreria com uma interação entre xenônio e um WIMP ou se é apenas um raio gama “chato” que conseguiu ultrapassar as camadas de terra. 
Fonte:jornalciencia.com

Astrônomos acham três planetas em órbita parecida à do Sistema Solar

Três planetas fora do Sistema Solar – chamados exoplanetas ou planetas extrassolares – que orbitam uma estrela-mãe em situação semelhante à da Terra estão descritos na edição desta semana da revista científica “Nature”. Essa observação lança uma nova luz sobre as condições que determinam a arquitetura de um sistema planetário. No caso da Via Láctea, o equador do Sol e o plano orbital dos planetas estão praticamente alinhados, o que seria consequência da formação dos corpos em um único disco giratório gasoso. Isso permite, por exemplo, que possa haver luz e vida em uma extensa área do planeta, como ocorre com a Terra.

Muitos sistemas de exoplanetas, porém, não apresentam esse mesmo arranjo. Corpos gigantes e quentes, semelhantes a Júpiter – o maior planeta do Sistema Solar –, estão muitas vezes desalinhados. Alguns têm até órbitas retrógradas, ou seja, giram na direção contrária à rotação de sua estrela principal. Os cientistas suspeitam que grandes inclinações nas órbitas são resultado das mesmas interações dinâmicas que produzem planetas parecidos com Júpiter. Desta vez, o astrofísico Roberto Sanchis-Ojeda e colegas analisaram o trânsito dos planetas Kepler-30b, Kepler-30c e Kepler-30d ao observarem manchas sobre a estrela Kepler-30, de massa e raio semelhantes aos do Sol, só que mais jovem e com rotação mais rápida que a da nossa maior estrela.

Os pesquisadores mostram que a órbita dos três planetas desse sistema está alinhada com o equador estelar. Além disso, a órbita do trio está alinhada uns com os outros, em uma configuração parecida com a nossa. Nesse sistema, não há nenhum “Júpiter” quente e gasoso. Os dados foram obtidos pelo telescópio Kepler, da agência espacial americana (Nasa), captados durante dois anos e meio, em 27 trânsitos dos planetas pela estrela. 
Fonte: G1

Estudo sugere um novo tipo de ligação química em estrela

Todo mundo aprende na escola que átomos podem se ligar de dois modos: cedendo (e recebendo) ou compartilhando elétrons. Agora, um grupo de cientistas faz uma descoberta que obriga a uma revisão dos livros didáticos, ao demonstrar a existência de um terceiro método. Detalhe: isso só acontece em ambientes submetidos a campos magnéticos extremos. Nada que possa se dar na Terra, ou mesmo no Sol, mas só em objetos muito densos, que produzem copiosa intensidade de magnetismo. É o caso das anãs brancas e das estrelas de nêutrons. Ambas são cadáveres estelares, por assim dizer --objetos que um dia foram estrelas convencionais, mas esgotaram seu combustível e tiveram seu núcleo esmagado pela gravidade, compactando sua matéria ao extremo.

Simulando em computador o que aconteceria com átomos nas vizinhanças desses objetos, compondo sua atmosfera, o quarteto liderado pelo norueguês Trygve Helgaker, da Universidade de Oslo, constatou que eles podem se ligar em moléculas. Mas o elo descoberto não se forma nem por ligações covalentes (em que átomos compartilham elétrons) nem por ligações iônicas (em que um átomo doa elétrons a outro). No caso, quando os átomos estão posicionados perpendicularmente à direção do supercampo magnético, isso faz com que se liguem.


PARAMAGNÉTICA
A reação, chamada de ligação paramagnética, é uma novidade no mundo da química e pode produzir moléculas improváveis, como hélio molecular (He2). O "gás nobre" hélio não costuma se combinar em moléculas --daí o apelido de "nobre".   "Claramente essa ligação magnética não tem papel na química do cotidiano", disse Helgaker à Folha. "Mas ainda assim é interessante saber que uma ligação pode ser criada por forças magnéticas, embora ela só possa ter um papel sob condições astrofísicas extremas."

Até agora, as simulações de computador do grupo de Helgaker trabalharam só com átomos de hidrogênio e hélio --os menores e mais simples.  "Nosso programa pode ser usado para átomos mais pesados, mas então temos de aplicar um modelo computacional mais simples, menos preciso", explica o pesquisador, revelando que a equipe pretende continuar explorando o campo, analisando reações e moléculas mais complexas que podem nascer de ligações paramagnéticas. Por ora, contudo, todos os resultados estão restritos à teoria. Não existem métodos capazes de produzir na Terra, nem por um instante, campos magnéticos tão intensos.

Contudo, Peter Schmelcher, cientista da Universidade de Hamburgo (Alemanha) que não participou da pesquisa, pede que não se perca a esperança para o futuro. "A energia dos campos disponíveis está crescendo paulatinamente, em particular para campos magnéticos pulsados no regime [faixa] dos mili ou microssegundos", comentou, em artigo publicado na mesma edição em que saíram os resultados de Helgaker, na revista especializada americana "Science".
Fonte: Folha.com
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