1 de ago de 2012

Matéria escura: bóson de Higgs pode revelar mistérios do universo

A imagem do telescópio espacial Hubble, indicando um enorme anel de matéria escura em torno do centro da CL0024 17 aglomerado de galáxias
A descoberta do bóson de Higgs foi largamente celebrada pela comunidade científica como “a última peça do Modelo Padrão da Física”. Além disso, de acordo com o físico teórico Sean Carroll, a apelidada “partícula de Deus” pode ser fundamental para um dos grandes mistérios da astronomia: a busca pela matéria escura. Esse tipo de matéria seria responsável pela maior parte (84%) da massa do universo. Curiosamente, porém, suas partículas praticamente não absorvem nem emitem luz (ou outros tipos de radiação eletromagnética) e, assim, não podem ser vistas. O que se percebe são os efeitos gravitacionais que elas exercem sobre a matéria que nós conhecemos, mas ainda assim é extremamente difícil detectá-las.

Uma cidade, duas populações e um tradutor

A interação da matéria escura com as partículas da matéria comum é mínima. “É possível que milhões delas passem pelo seu corpo a cada segundo”, aponta Carroll. “É como uma cidade com duas populações, cada uma com uma linguagem diferente, e sem tradutores. Os dois grupos de pessoas vivem suas vidas sem jamais conversar um com o outro”.  O bóson de Higgs, sugere o físico, pode ser uma “partícula bilíngue” capaz de interagir com os dois tipos de matéria. Isso pode ajudar cientistas de várias partes do mundo que realizam experimentos a detectar matéria escura, que supostamente passa despercebida e sem qualquer interação com átomos comuns.  “Uma vez que entendermos o [bóson de] Higgs e a partícula na qual ele se degenera, poderemos, talvez, inferir a presença de matéria escura apenas por um processo de eliminação”, destaca. Usando o LHC (o famoso colisor de partículas que permitiu a descoberta do bóson de Higgs), será possível observar colisões em que houve “sumiço” de energia – um sinal de interação com matéria escura.
Fonte: hypescience.com
[CNN]

'Apocalipse cósmico' deve ocorrer em 16,7 bilhões de anos

Via Láctea deverá se despedaçar 32,9 milhões de anos antes do apocalipse cósmico, cálculo foi feito por cientistas chineses
Apocalipse cósmico: pelos cálculos de cientistas chineses, universo vai sumir em 16,7 bilhões de anos; a Terra será destruída 16 minutos antes do fim (Getty Images/iStockphoto)
O fim do mundo não deve ocorrer em dezembro deste ano, como muitos acreditam estar previsto no calendário maia, mas daqui a 16,7 bilhões de anos, segundo cientistas chineses. A pesquisa foi publicada no periódico científico Sci China-Phys Mech Astron. Os cientistas chegaram a essa conclusão levando em conta uma das inúmeras teorias acerca da energia escura, que compõe 70% do universo. Segundo essa teoria, a energia escura está sofrendo uma expansão de densidade tão grande que fará com que todos os objetos do universo se fragmentem – o chamado 'Big RIP' ou 'Apocalipse Cósmico'.  “Isso significa que, na pior das hipóteses, o tempo restante do universo é de 16,7 bilhões de anos”, disseram os autores. Os cientistas se basearam em uma equação que relaciona a pressão e a densidade da energia escura e calcularam em quanto tempo o universo chegaria ao fim. Se essa relação fosse menor que um (-1), a densidade da energia escura cresceria exponencialmente, fazendo com que a força gravitacional sugasse tudo o que existe no universo, até que galáxias e estrelas se desfizessem. O nível de confiança da equação é de 95,4%.  Os cálculos foram feitos por pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, do Instituto de Teorias Físicas e da Academia Chinesa de Ciência. Mas antes do apocalipse cósmico, Via Láctea, Sistema Solar e até a órbita da Terra em torno do Sol serão atingidos. Assim, a Via Láctea deverá se despedaçar em 32,9 milhões de anos antes do apocalipse cósmico -- isso se não colidir antes com Andrômeda. O Sistema Solar perdurará por mais algum tempo, mas não vai escapar. Dois meses antes do apocalipse, a Terra será arrancada da órbita do Sol. Cinco dias antes do fim, a Lua será arrancada da Terra. O Sol será destruído 28 minutos antes do fim dos tempos, e a Terra, 16 minutos antes do colapso final. Os cálculos estão descritos no artigo Energia Escura e o Destino do Universo.
Fonte: Veja.Abril

Cientista imagina forma de vida alienígena

Assim como os seres humanos não sobreviveriam sob as condições da atmosfera de Titã, as águas-vivas alienígenas seriam corroídas na atmosfera de oxigênio terrestre. [Imagem: Eden s Science Month/PA]

Vida nas luas de Saturno

Uma cientista britânica divulgou desenhos de como ela imagina seres alienígenas que poderiam ter-se desenvolvido em um mundo com as características de Titã, uma das luas de Saturno. Recentemente, a sonda espacial Cassini encontrou sinais de um oceano em Titã, que possui também uma estrutura similar à de um lago africano. Mas os chamados "ingredientes da vida" foram encontrados em Encélado, outra lua de Saturno. Há algum tempo os especialistas discutem a existência de vidas exóticas no espaço, diferentes de vida que conhecemos aqui na Terra.

Águas-vivas voadoras

Mas as criaturas imaginadas por Maggie Alderin-Pocock não parecem tão exóticas assim, lembrando nossas bem-conhecidas águas-vivas. Segundo a pesquisadora, essas águas-vivas alienígenas poderiam flutuar sobre nuvens de gás metano, recolhendo nutrientes químicos por fendas que servem de bocas. Bolsas com formas de cebolas se moveriam para cima e para baixo para ajudar na movimentação, e feixes de luz seriam usados para a comunicação. Assim como os seres humanos não sobreviveriam sob as condições da atmosfera de Titã, as águas-vivas alienígenas seriam corroídas na atmosfera de oxigênio terrestre.

Vida de silício

Cientistas brasileiros já defenderam a possibilidade de existência de vida nas luas de Saturno, embora não tenham se arriscado a desenhar suas feições.  "Nossas imaginações são naturalmente limitadas pelo que vemos no nosso entorno, e o senso comum é de que a vida precisa de água e é baseada em carbono. Mas alguns pesquisadores estão desenvolvendo trabalhos muito instigantes, jogando com ideias como formas de vida baseada em silício", observa Alderin-Pocock. Ela observa que o silício está logo abaixo do carbono na tabela periódica e que os dois elementos têm muitas semelhanças químicas. Além disso, o elemento seria amplamente disponível no universo.  "Talvez possamos imaginar instruções semelhantes para a formação do DNA, mas com silício em vez de carbono. Ou então a vida alienígena poderia não seguir nada parecido com o DNA," diz.
Fonte: Inovação Tecnológica

Vida pode estar espalhada pelo Universo

Um grupo de astrônomos dos Estados Unidos  em 2008 descobriram sinais de moléculas orgânicas altamente complexas no disco de poeira em volta de uma estrela distante.

Formação dos planetas - Como a estrela HR 4796A, de apenas oito milhões de anos, está nos estágios finais da formação de planetas, a descoberta sugere que os blocos básicos da vida podem ser comuns nos sistemas planetários. Em trabalho publicado no Astrophysical Journal Letters, John Debes e Alycia Weinberger, do Instituto Carnegie, e Glenn Schneider, da Universidade do Arizona, descrevem observações feitas por infravermelho da HR 4796A a partir de um espectrômetro do telescópio espacial Hubble.

Tolinas - Os cientistas verificaram que o espectro de luz visível e infravermelha promovido pela poeira da estrela era muito avermelhado, coloração produzida por grandes moléculas orgânicas chamadas de tolinas. De acordo com o estudo, o espectro não se assemelha com o de outras substâncias vermelhas, como o óxido de ferro. As tolinas não se formam naturalmente hoje em dia na Terra, porque o oxigênio da atmosfera as destruiria rapidamente, mas estima-se que elas teriam existido há bilhões de anos, nos primórdios do planeta, e que teriam sido precursoras das biomoléculas que formam os organismos terrestres. Tolinas já foram detectadas no Sistema Solar, em cometas e em Titã, sendo responsáveis pelo tom vermelho da lua de Saturno. O novo estudo é o primeiro a identificar essas grandes moléculas orgânicas fora do Sistema Solar.

Transporte de moléculas orgânicas - A HR 4796A encontra-se a 220 anos-luz da Terra na constelação do Centauro e é visível principalmente a partir do hemisfério Sul terrestre. O disco de poeira em volta da estrela foi formado a partir das colisões de pequenos corpos celestes, semelhantes a cometas ou asteróides do Sistema Solar. Segundo o estudo agora publicado, esses corpos podem transportar as moléculas orgânicas para qualquer planeta que esteja no sistema da HR 4796A.  "Astrônomos estão começando a olhar para planetas em torno de estrelas diferentes do Sol. A HR 4796A tem massa duas vezes maior e é 20 vezes mais luminosa", disse Debes. "Estudar esse sistema fornece pistas para que possamos entender as diferentes condições por meio das quais os planetas se formaram e, talvez, sob as quais a vida pode evoluir."
Fonte: Inovção Tecnológica 

A Lua azul está chegando


O termo lua azul se refere comumente à segunda Lua Cheia que ocorre num mesmo mês. A freqüência de acontecimento, é de 1 vez a cada 2 anos ou 3 anos. As últimas luas azuis ocorreram em 31 de maio de 2007 e 31 de dezembro de 2009. A próxima lua azul será em em Agosto de 2012. Em agosto, a primeira Lua Cheia será no dia 1, quarta-feira e a segunda Lua Cheia - a Lua Azul - será no dia 31. Em 2011 a coincidência também se repetiu e em julho tivemos duas luas cheias no mesmo mês, e as seguintes em Julho de 2015, Janeiro e Março de 2018, Outubro de 2020, Agosto de 2023, Maio de 2026, Dezembro de 2028...

 O fato se dá devido ao ciclo lunar de 29.5 dias, o que torna perfeitamente possível que em um mesmo mês sua fase se apresente cheia por duas vezes. Sendo fevereiro o único mês impossível de se ter a Lua Azul, mesmo em anos bissextos. Inclusive é possível um ano não ter Lua Cheia no mês de fevereiro, nesses anos, acontece uma Lua Cheia no final de janeiro e a outra no início de março, ou seja 2 Luas Azuis no mesmo ano, em janeiro e março. Isto ocorre em média a cada 35 anos.

Problema de Zona do TempoA Lua Cheia acontece simultaneamente para todos os países, mas nem o horário nem a data são iguais. Por exemplo: uma noite do dia 31 de agosto na Europa já é manhã do dia 1 de setembro na Nova Zelândia. Então se acontecesse uma Lua Azul no dia 31 de agosto para um país na Europa , não seria Lua Azul no dia primeiro na Nova Zelândia, que iria ocorrer no final do mês de setembro.

História:
De acordo com alguns historiadores, o nome Lua Azul foi criado no século XVI, devido ao facto de que algumas pessoas, ao observar a Lua, a viam azulada. Outras, no entanto, a percebiam cinza. Muitas discussões ocorreram até se concluir que era impossível a Lua ser azul. Esse fato criou uma espécie de expressão linguística, e "Lua Azul" passou a ser sinônimo de algo impossível ou difícil. O termo ganhou força principalmente nos EUA e algumas frases como "só me caso com você se a lua estiver azul" foram rapidamente popularizadas. Foi com esse significado que o termo foi usado para designar duas luas cheias que ocorrem no mesmo mês, um evento raro.


A primeira menção a Lua Azul surge num panfleto escrito na língua inglesa que dizia:"If they say the moon is blue, we must believe that it is true". Algo como "Se eles dizem que a lua é azul, nós devemos acreditar que isso é real".
Historicamente, a lua azul era a terceira lua cheia que acontecia num quarto de ano em que houvesse quatro luas cheias. Normalmente, um quarto do ano tem 3 Luas Cheias. Sendo esses quartos de ano iniciados entre os dias 20 e 21 ou 21 e 22 de março (devido aos anos bissextos) coincidentes com a data do equinócio. Um erro de publicação numa época mais recente (1946) fez entender que a lua azul seria a segunda lua cheia que acontecesse num mesmo mês. Mesmo depois de descoberto o erro, como é mais fácil de se entender essa definição do que a outra, mais complicada, ficou popularizada a segunda teoria.

A coloração:
Existem alguns registros raros onde a coloração do nosso satélite foi realmente alterada. Um desses registros remonta aos anos de 1883, quando uma violenta erupção no vulcão Krakatoa, na Ilha de Java, Indonésia, lançou ao espaço milhões de toneladas de gases e poeira, fazendo com que a Lua, quando observada próxima ao horizonte, fosse vista em tons azulados. De acordo com os relatos, isso durou aproximadamente dois anos e foi testemunhado em todo o planeta. Em 1951, um grande incêndio nas florestas canadenses produziu o mesmo efeito que o Krakatoa, mas só pôde ser observado na América do Norte.
Fonte: Wikipédia/ plebéias

O Sol Manchado

Olhando a imagem da esquerda (obtida na luz branca) mostra numerosas manchas solares grandes na face da nossa estrela mais próxima. Compare esse registro com a imagem da direita obtida com o filtro Hidrogênio-alpha e você poderá notar que as maiores manchas localizam-se próximas das atividades de flare solar, que é mostrada nas regiões através do filtro H-alpha. Muitas proeminências, aparecem arqueando acima da borda do Sol. Essas imagens foram feitas com um telescópio refrator apocromático Vixen FL-102S de 4 polegadas, com uma câmera CCD PGR Flea3, com um Baader Astrosolar Film usado para o registro na luz branca. A imagem em H-alpha foi feita a partir de um mosaico de 20 imagens. A imagem em H-alpha foi feita no dia 29 de Julho de 2012 às 14h11m UT e a imagem através da luz branca foi obtida no mesmo dia às 14h34m UT, desde Selsey na Inglaterra.
Fonte: http://www.astronomy.com

Uma Dança Estelar de 10 Bilhões de Anos

Créditos:ESA/Hubble & NASA
O Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA oferece essa bela imagem do aglomerado estelar conhecido como Messier 68, uma região esférica do espaço conhecida como aglomerado globular. A atração gravitacional entre as centenas de milhares ou mesmo milhões de estrelas do aglomerado mantêm os membros estelares unidos, permitindo que os aglomerados globulares permaneçam juntos por muitos bilhões de anos. Os astrônomos podem medir as idades dos aglomerados globulares observando a luz das estrelas que o constituem. Os elementos químicos deixam assinaturas nessa luz, e a luz das estrelas revela que as estrelas dos aglomerados globulares tipicamente contêm menos elementos pesados como o carbono, oxigênio, e ferro, do que estrelas como o Sol. Como as gerações de estrelas sucessivas criam esses elementos através da fusão nuclear, as estrelas tendo poucos deles são relíquias de épocas anteriores do universo. Na verdade, as estrelas nos aglomerados globulares estão entre as mais velhas do universo, com idade superior a 10 bilhões de anos. Mais de 150 desses objetos circundam a Via Láctea. Em escala galáctica, os aglomerados globulares não são grandes. No caso do Messier 68, as estrelas que o constitui se espalham por um volume do espaço com um diâmetro de pouco mais de cem anos-luz. O disco da Via Láctea, por outro lado, se espalha por 100000 anos-luz ou mais. O Messier 68 está localizado a aproximadamente 33000 anos-luz da Terra, na constelação de Hydra (A Cobra Fêmea da Água). O astrônomo francês Charles Messier notou o objeto como sendo a sexagésima oitava entrada de seu famoso catálogo em 1780. Já o Hubble, adicionou o Messier 68 a sua própria lista de alvos cósmicos nessa imagem usando a Wide Field Camera da Advanced Camera for Surveys do Hubble. A imagem, que combina a luz visível com a luz infravermelha, tem um campo de visão de aproximadamente 3.4 por 3.4 arcos de minuto.
Fonte: http://www.spacetelescope.org

O Que a Próxima Missão a Marte da Sonda Curiosity Irá Procurar?

A imagem acima aponta as argilas e os sulfatos localizados na porção inferior do Mount Sharp localizado dentro da Cratera Gale, em Marte. A nova sonda da NASA, Curiosity que faz parte do Mars Science Laboratory (MSL) está sendo programada para pousar na Cratera Gale no dia 6 de Agosto de 2012, por volta das 2:00 da manhã, hora de Brasília. Depois de pousar e se estabelecer no planeta a Curiosity começará a examinar o terreno ao redor, com uma ênfase especial aos minerais argilosos e aos sulfatos, pois esses minerais provavelmente se formaram durante um período em que o planeta Marte era mais hospitaleiro para a vida do que como o conhecemos atualmente. 

 Nós sabemos disso, ou pelo menos desconfiamos disso, pois as argilas e os sulfatos são minerais formados na presença de água. Estudos orbitais da Cratera Gale têm indicado que a água que uma vez preencheu a cratera era menos ácida do que aquela já estudada anteriormente em Marte. A água é mais hospitaleira para a vida quando é menos ácida, de modo que os cientistas esperam examinar as argilas e os sulfatos formados nessa água e assim poder dizer se Marte, foi ou ainda é um ambiente propício para o desenvolvimento da vida.

Muitas pessoas pensam que a Curiosity e o MSL estão sendo enviados a Marte para encontrar vida, mas esse não é o caso. Essa moderna sonda da NASA está sendo enviada ao Planeta Vermelho para determinar se as condições em Marte, foram ou ainda são favoráveis para a vida. Isso não significa que a MSL não poderá encontrar vida, isso apenas significa que ela não está especificamente procurando por vida.  Então, qual o objetivo da missão do Mars Science Laboratory? Se nós descobrirmos que Marte foi ou ainda é um ambiente que pode sustentar a vida, nossas esperanças aumentarão sobre a hipótese de que Marte, em algum momento de sua história teve vida. A missão examinará as camadas do Mount Sharp nos dando um entendimento melhor sobre o tempo em que a água esteve presente em Marte e depois desapareceu. Se nós soubermos quando a água desapareceu em Marte nós podemos determinar por que e talvez aprender como prever uma catástrofe semelhante no nosso planeta, a Terra. 

 Quando nós determinamos por quanto tempo a água foi abundante em Marte, nós podemos começar a estreitar a busca por vida, examinando assim somente os sedimentos e outros materiais formados durante o período de tempo em que a água esteve presente, já que ela é considerada necessária para o desenvolvimento da vida como a conhecemos. Desse modo, a missão da sonda Curiosity e do Mars Science Laboratory é fundamental para entendermos mais sobre o passado do planeta Marte e do Sistema Solar como um todo.
Fonte: Ciência e Tecnologia
marstravel.org

Desconhecidos vórtices ocorreram 321 km acima das nuvens de Titã, lua gelada de Saturno .

Um pilar de vórtice ocorreu 321 km acima das nuvens da atmosfera nebulosa da lua Titã de Saturno. Cientistas da NASA estão tentando decifrar as imagens da Cassini, sonda em órbita do vórtice (uma massa de gás), girando em torno do pólo sul da lua. A descoberta poderia oferecer uma visão misteriosa da atmosfera da lua, onde as estações duram sete anos, entendendo também as dunas de produtos químicos que ficam espalhados em toda a superfície congelada do planeta. “A formação vista no pólo é semelhante ao que foi visto sobre os oceanos da Terra”, dizem os membros da equipe da NASA. Tony Del Genio, disse: "Mas, ao contrário da Terra, onde tais camadas estão logo acima da superfície, esta altitude é muito alta, talvez seja uma resposta da estratosfera de Titã ao resfriamento sazonal já que o inverno se aproxima do sul, mas ainda não temos certeza”, em declaração ao britânico DailyMail. Imagens da sonda Cassini da NASA mostram uma concentração de neblina em alta altitude e um vórtice se materializando no pólo sul de Titã; estes são sinais de que as estações estão se transformando na maior lua de Saturno. Medidas recentes de gravidade mostraram que Titã pode ter um oceano abaixo da superfície – acredita-se que o oceano é feito de água com uma profundidade de algumas centenas de quilômetros.

Segundo pesquisas da NASA, as dunas em Titã possuem formatos semelhantes as do nosso planeta, mas são extremamente altas e formadas por hidrocarbonetos congelados. Foto: Reprodução/ NASA

A sonda Cassini viu pela primeira uma coluna de redemoinho de alta altitude, chamada vórtice, que é uma massa de gás girando em torno do polo norte na atmosfera da lua, quando a sonda chegou ao sistema de Saturno em 2004. Na época, era inverno no norte. Vários instrumentos vigiaram a atmosfera de Titã, acima do polo sul, para observar os sinais do inverno que se aproximava.  "Temos visto uma concentração de aerossóis que se formam cerca de 200 quilômetros acima da superfície do polo sul de Titã", disse Christophe Sotin, um membro da equipe VIMS no Jet Propulsion Laboratory da NASA na Califórnia. "Nós nunca vimos aerossóis aqui, a este nível antes, então sabemos que isso é algo novo.”  Durante um sobrevoo em 27 de junho de 2012, as câmeras da Cassini capturaram uma imagem distante, do olho do vórtice polar sul, em luz visível. Estas novas imagens mostram individualmente uma camada de neblina de alta altitude com impressionantes detalhes.

Dunas - A sonda Cassini da NASA descobriu que as dunas na superfície de Titã variam na forma, assim com as dos desertos na Terra. Mas as semelhanças param por aí. As dunas são extremamente altas, com mais de 300 metros de altura e são feitas de hidrocarbonetos congelados – produtos químicos encontrados no petróleo em estado bruto. Existem 4 milhões de km² de dunas em Titã.
Fonte: Jornal Ciência

Nasa capta ‘berçário’ de estrelas a 50 milhões de anos-luz da Terra

Nuvem de luz rosada detectada pelo telescópio Hubble mostra área com intenso 'nascimento' de jovens estrelas
Nasa detecta berçário de estrelas a 50 milhões de anos-luz da Terra (ESA/NASA)
Uma nuvem de luzes rosadas em meio à escuridão do universo foi captada pelas lentes do telescópio Hubble, da Nasa (agência espacial americana). É a galáxia NGC 4700, um “berçário” de estrelas, que está a 50 milhões de anos-luz da Terra.  O brilho vem da intensa reação entre a luz ultravioleta, emitida pela jovem estrela, e o gás hidrogênio. Essas regiões rosadas são conhecidas pelos astrônomos como H II, onde estão concentradas vastas nuvens moleculares que dão origem a essas estrelas.  Os astrônomos estudam essas regiões para medir a composição química de ambientes cósmicos e sua influência sobre a formação de estrelas. A galáxia NGC 4700 foi vista pela primeira vez em 1786 pelo astrônomo britânico William Herschel, que a descreveu como uma nebulosa de pouco brilho. Essa galáxia está na Constelação de Virgem e por causa da expansão do universo, se afasta de nós cerca de 1.400 quilômetros por segundo. Fonte: veja.abril.com.br

Soluço cósmico? Pulsar muda ritmo de seu farol e deixa astrônomos intrigados .

Pulsares são verdadeiros "faróis" do espaço - estrelas minúsculas, ‘queimadas’, que emitem pulsos regulares de raios gama - que os cientistas chamam genericamente de soluços. O pulsar J1838-0537, de repente acelerou e os raios explodiram no espaço – tornando-se um soluço cósmico ainda sem compreensão para os pesquisadores. Os pulsares são extremamente difíceis de serem encontrados - e a nova descoberta poderia esclarecer esses misteriosos objetos cósmicos. A estranha estrela foi encontrada com os astrônomos peneirando dados astronômicos através de supercomputadores.

"Com o emprego de novos algoritmos em nosso de computador ATLAS, fomos capazes de identificar os sinais anteriormente não observados", diz Bruce Allen, diretor da AEI.  Em novembro de 2011, a equipe de Allen anunciou a descoberta de nove novos raios gama que tinham escapado a todas as pesquisas anteriores. Agora, os cientistas encontraram um novo e extraordinário pulsar utilizando novos métodos. O nome do pulsar recém-descoberto - J1838-0537 - vem de suas coordenadas celestes. "O pulsar tem menos de 5.000 anos de idade, muito jovem. Ele gira sobre seu próprio eixo, aproximadamente, sete vezes por segundo e sua posição no céu é na direção da constelação Scutum”, diz Holger Pletsch, um cientista do grupo de Allen e principal autor do estudo publicado recentemente.

"Após a descoberta ficamos muito surpresos que o pulsar foi, inicialmente, visível até setembro de 2009. Então pareceu que ele havia desaparecido de repente”, em entrevista ao DailyMail. Somente uma análise de acompanhamento complexo de uma equipe internacional liderada por Pletsch, poderia resolver o mistério de pulsar J1838-0537. Na verdade ele não desapareceu, mas sofreu uma falha súbita, após ter girado 38 milionésimos mais rápido do que antes.

"Essa diferença pode parecer desprezível, mas é a maior falha já medida para um pulsar de raios gama." A causa exata das falhas observadas em muitos pulsares jovens é desconhecida. Os astrônomos consideram que os "terremotos estelares" na superfície da estrela de nêutrons ou interações entre o interior superfluido estelar e a superfície, possam ser possíveis explicações.  "Detectando um grande número de falhas, este pulsar torna possível aprender mais sobre a estrutura interna desses corpos compactos celestes", diz Lucas Guillemot do Instituto Max Planck de Radioastronomia.
Fonte: Jornal Ciência

Um Redemoinho Azul no Rio

Galáxia tranquila alberga eventos violentos

Esta imagem, obtida com o Very Large Telescope do ESO, mostra a galáxia NGC 1187. Esta espiral impressionante situa-se a cerca de 60 milhões de anos-luz de distância na constelação do Erídano (O Rio).Observou-se na NGC 1187 duas explosões de supernova nos últimos trinta anos, a última das quais em 2007. Créditos: ESO

Uma nova imagem obtida com o Very Large Telescope do ESO mostra a galáxia NGC 1187. Esta espiral impressionante situa-se a cerca de 60 milhões de anos-luz de distância na constelação do Erídano (O Rio).Observou-se na NGC 1187 duas explosões de supernova nos últimos trinta anos, a última das quais em 2007. Esta nova imagem da galáxia é a mais detalhada obtida até agora. Vemos a galáxia NGC 1187 praticamente de face nesta nova imagem do VLT, o que nos dá uma perspectiva muito boa da sua estrutura em espiral. Podemos observar cerca duma meia dúzia de braços espirais proeminentes, cada um contendo enormes quantidades de gás e poeira. As zonas azuladas nos braços em espiral indicam a presença de estrelas jovens nascidas de nuvens de gás interestelar.

Se olharmos na direção das regiões centrais, podemos ver a brilhar o bojo da galáxia, de cor amarela. Esta parte da galáxia é praticamente toda constituída por estrelas velhas, gás e poeira. No caso da NGC 1187, em vez de um bojo redondo, temos uma subtil estrutura central barrada. Tais estruturas barradas actuam como um mecanismo que encaminha o gás dos braços em espiral para o centro, aumentando a formação estelar nessa região. Em torno do exterior da galáxia podemos observar muitas galáxias mais ténues e distantes. Algumas até brilham através do disco da própria NGC 1187. As suas tonalidades, principalmente vermelhas, contrastam com os enxames estelares de cor azul pálida pertencentes ao objeto muito mais próximo.

A NGC 1187 parece tranquila e imutável, no entanto viu já acontecer duas explosões de supernova deste 1982. As supernovas são explosões estelares muito violentas, que resultam da morte de uma estrela de elevada massa ou de uma anã branca num sistema binário. As supernovas encontram-se entre os fenómenos mais energéticos do Universo e são tão brilhantes que muitas vezes se tornam, brevemente, mais brilhantes que toda a galáxia, antes de se desvanecerem ao longo de várias semanas ou meses. Durante esse curto espaço de tempo, uma supernova emite tanta energia como o Sol emitirá ao longo de toda a sua vida.

Em Outubro de 1982, a primeira supernova observada na NGC 1187, a SN 1982R, foi descoberta no Observatório de La Silla do ESO, e mais recentemente, em 2007, o astrónomo amador Berto Monard na África do Sul, descobriu outra supernova nesta galáxia, a SN 2007Y. Uma equipa de astrónomos posteriormente estudou detalhadamente e monitorizou a SN 2007Y durante um ano, utilizando muitos telescópios diferentes. Esta nova imagem da NGC 1187 foi produzida a partir de observações obtidas no âmbito deste estudo e podemos ver a supernova, muito depois do brilho máximo, próximo da parte de baixo da imagem. Estes dados foram obtidos com o instrumento FORS1 montado no Very Large Telescope do ESO no Observatório do Paranal, Chile.
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/

Raios X de estrela em formação mostram como o Sol nasceu

Um autêntico "exame de raios X' cósmico permitiu que os astrônomos observassem uma estrela ainda em gestação.[Imagem: C. Carreau/ESA]

Como o Sol nasceu - As observações conjuntas de três telescópios espaciais revelaram o surpreendente comportamento de uma jovem estrela de tipo solar - similar ao nosso Sol - que gira em grande velocidade enquanto expulsa plasma superaquecido. Como se formam as estrelas da classe do nosso Sol - esta é a questão que teve uma parte importante de sua resposta revelada agora pelos telescópios XMM-Newton (ESA), Chandra (NASA) e Suzaku (JAXA). A teoria afirma que estrelas tipo solar nascem a partir de nuvens de gás e pó que, ao colapsar em direção ao seu próprio centro de gravidade, formam uma densa protoestrela, rodeada por um disco de gás e pó. A protoestrela continua a crescer à medida que o material do disco cai em direção a ela, atraído pela gravidade, com velocidades que chegam a alcançar várias centenas de quilômetros por segundo. Uma pequena parte do material, no entanto, em vez de engordar a jovem estrela, é expulso pelos seus pólos norte e sul, em jatos que saem a grande velocidade. Estes jatos podem ser muito variáveis, o que aponta para a existência de atividade energética nas regiões interiores da nascente estrela.

Raio X estelar - A questão é que o denso revestimento de gás e pó que rodeia a estrela dificulta muito a visão do que está se passando com ela. Só os raios X podem atravessar esta capa densa e escura. Monitorando variações na intensidade dos raios X, emitidos pela jovem estrela de tipo solar V1647 Ori, os astrônomos deduziram o que pode estar acontecendo por detrás de seu manto de pó. A estrela está a 1.300 anos-luz de distância, na nebulosa McNeil, e foi observada pelos telescópios XMM-Newton, Chandra e Suzaku, durante dois episódios de atividade multianuais. O primeiro durou de 2003 a 2006; o segundo está acontecendo desde 2008. Durante estas fases, a estrela aumenta de massa mais rapidamente do que o habitual, emite mais raios X e sofre um grande aumento de temperatura, até alcançar os 50 milhões de graus Celsius.  "Acreditamos que a atividade magnética na superfície estelar, ou à sua volta, é o que cria o plasma superaquecido," diz Kenji Hamaguchi, autor principal do artigo científico que relata as observações.  "O que poderia manter este comportamento é a contínua torção, rotação e reconexão entre os campos magnéticos da estrela e o disco, que rodam a velocidades diferentes.  A atividade magnética na superfície estelar também poderia ser causada pela acreção de material sobre ela".

Panquecas - Os dados mostram também que na emissão de raios X há outra variação que se repete regularmente, com um período aproximado de apenas um dia. Para uma estrela do tamanho da V1647 Ori, isto implica que ela esteja girando à máxima velocidade possível, sem se despedaçar. Enquanto a estrela gira, o material do disco cai sobre ela, em regiões com a forma de panquecas e situadas em pontos opostos da sua superfície.  "Acreditamos que o plasma superaquecido está localizado na superfície da estrela, que roda com um período de um dia", diz Hamaguchi.  "As variações de fluxo que vemos devem-se, provavelmente, ao fato de que as regiões brilhantes emergem e desaparecem da nossa linha de visão". No entanto, o fato de que a emissão de raios X se produz com regularidade, como se detectou em várias ocasiões, de 2004 até agora, parece que, apesar do comportamento caótico, a configuração em grande escala do sistema estrela-disco permanece estável durante anos.
Fonte: Inovação Tecnológica

ESO divulga imagem de 'casulo' que protege estrelas jovens

Na Terra, os casulos estão associados à vida nova. Também há "casulos" no espaço, mas em vez de protegerem larvas enquanto elas transformam em borboletas, são os locais de nascimentos de novas estrelas. A nuvem vermelha na imagem divulgada nesta segunda-feira pelo Observatório Europeu do Sul (ESO) é um exemplo dessas regiões de formação estelar. Obtida com o instrumento EFOSC2, montado no New Technology Telescope, do ESO, a imagem mostra uma nuvem chamada RCW 88, situada a cerca de dez mil anos-luz de distância e com uma dimensão de cerca de nove anos-luz. Ela é feita de hidrogênio gasoso brilhante, que rodeia as estrelas recém-formadas. As novas estrelas formam-se de nuvens de hidrogênio à medida que estas colapsam sob o efeito da sua própria gravidade. Algumas das estrelas mais desenvolvidas, que já brilham intensamente, podem ser vistas pela nuvem. Estas estrelas jovens e quentes são muito energéticas e emitem enormes quantidades de radiação ultravioleta, o que faz com que os elétrons se libertem dos átomos de hidrogênio da nuvem, deixando apenas os núcleos positivamente carregados - os prótons. À medida que os elétrons são recapturados pelos prótons, emitem radiação H-alfa, a qual tem um brilho vermelho bastante característico. Observar o céu através de um filtro H-alfa é o modo mais simples de os astrônomos descobrirem estas regiões de formação estelar - e foi um dos quatro filtros utilizados para produzir a imagem.
Fonte: TERRA

As estrelas mais brilhantes não vivem sozinhas

VLT descobre que a maioria das estrelas mais pesadas são pares em interação

Um novo trabalho, que utilizou dados do Very Large Telescope do ESO, revelou que as estrelas mais quentes e mais brilhantes, conhecidas como estrelas do tipo O, vivem geralmente em pares próximos. Muitos destes binários transferem matéria de uma estrela para outra, num tipo de vampirismo estelar, o qual é aqui mostrado. Créditos: ESO/M. Kornmesser/S.E. de Mink

Um novo estudo que utilizou o Very Large Telescope do ESO (VLT) mostrou que a maioria das estrelas brilhantes de elevada massa, responsáveis pela evolução das galáxias, não vivem isoladas. Quase três quartos destas estrelas têm uma companheira próxima, o que é muito mais do que o suposto anteriormente. Surpreendentemente, a maior parte destes pares interagem de modo violento, havendo, por exemplo, transferência de massa de uma estrela para a outra. Pensa-se que cerca de um terço destes pares acabará por se fundir, formando uma única estrela. Os resultados serão publicados na revista Science a 27 de Julho de 2012.  O Universo é um lugar muito diverso e muitas das estrelas são muito diferentes do Sol. Uma equipa internacional utilizou o VLT para estudar estrelas do tipo O, as quais apresentam temperaturas, massas e luminosidades muito elevadas. Estas estrelas têm vidas curtas e violentas, desempenhando um papel fundamental na evolução das galáxias. Estão também ligadas a fenómenos extremos, tais como "estrelas vampiras", onde a estrela mais pequena chupa matéria da superfície da companheira maior, e explosões de raios gama. "Estas estrelas são autênticos monstros," diz Hughes Sana (Universidade de Amesterdão, Holanda), autor principal do estudo. "Têm 15 ou mais vezes a massa do nosso Sol e podem ser até um milhão de vezes mais brilhantes. Estas estrelas são tão quentes que brilham com uma luz azul-esbranquiçada e têm temperaturas à superfície que vão para além dos 30 000 graus Celsius."

Os astrónomos estudaram uma amostra de 71 estrelas do tipo O, tanto isoladas como em pares (binários) em seis enxames estelares jovens próximos, na Via Láctea. A maioria dos dados utilizados no estudo foram obtidos com telescópios do ESO, incluindo o VLT. Ao analisar a radiação emitida por estes objetos com detalhadamente do que o até agora conseguido, a equipa descobriu que 75% de todas as estrelas do tipo O fazem parte de um sistema binário, uma proporção mais elevada do que a suposta até agora, e a primeira determinação precisa deste valor. Mais importante ainda, a equipa descobriu que a proporção destes pares onde as estrelas se encontram suficientemente próximas uma da outra para que haja interação entre elas (quer através de fusão estelar quer através de transferência de massa pelas chamadas estrelas vampiras) é muito mais elevada do que a esperada, resultado que tem implicações profundas na nossa compreensão da evolução de galáxias.  As estrelas do tipo O constituem apenas uma fracção de um por cento das estrelas no Universo, mas os fenómenos violentos a que estão associadas significam que têm um efeito desproporcionado no seu meio circundante. Os ventos e choques que vêm destas estrelas podem tanto dar origem como parar a formação estelar, a sua radiação faz com que as nebulosas brilhem, as suas supernovas enriquecem as galáxias com elementos pesados essenciais à vida, estando ainda associadas às explosões de raios gama, as quais se contam entre os fenómenos mais energéticos no Universo. As estrelas de tipo O estão por isso implicadas em muitos dos mecanismos que fazem evoluir as galáxias.

Estrelas quentes e brilhantes do tipo O em regiões de formação estelar. Créditos:ESO

"A vida de uma estrela é grandemente afectada pelo facto desta se encontrar próximo de outra," diz Selma de Mink (Space Telescope Science Institute, EUA), co-autora do estudo. "Se duas estrelas orbitam muito próximas uma da outra, poderão eventualmente fundir-se. Mas mesmo que isso não aconteça, uma das estrelas normalmente retira matéria da superfície da outra". As fusões entre estrelas, as quais a equipa estima que serão o destino final de cerca de 20 a 30 % das estrelas de tipo O, são fenómenos violentos. Mas mesmo o cenário comparativamente calmo de estrelas vampiras, que acontece em 40 a 50% dos casos, tem efeitos profundos no modo como as estrelas evoluem.  Até agora, os astrónomos pensavam que os binários de estrelas de elevada massa, onde as componentes orbitam muito próximo uma da outra, eram uma excepção, algo apenas necessário para explicar fenómenos exóticos, tais como binários de raios X, pulsares duplos ou binários de buracos negros. Este novo estudo mostra que, para interpretar correctamente o Universo, não podemos fazer esta simplificação: estas estrelas duplas de elevada massa não são apenas comuns, as suas vidas são também fundamentalmente diferentes daquelas que existem enquanto estrelas isoladas.

Por exemplo, no caso das estrelas vampiras, a estrela mais pequena, de massa menor, rejuvenesce ao sugar hidrogénio fresco da sua companheira. A sua massa irá aumentar substancialmente e irá sobreviver à sua companheira, vivendo muito mais tempo do que uma estrela isolada com a mesma massa. Entretanto, a estrela vítima fica sem o seu envelope antes de ter oportunidade de se tornar numa supergigante vermelha luminosa. Em vez disso, o seu núcleo azul quente fica exposto. Desde fenómeno resulta que a população estelar de uma galáxia distante poderá parecer muito mais jovem do que é na realidade: tanto as estrela vampiras rejuvenescidas como as estrela vítimas diminuídas tornam-se mais quentes e azuis em termos de cor, ficando portanto com a aparência de estrelas mais jovens. Saber a verdadeira proporção das estrelas binárias de elevada massa em interação é por isso crucial para se poder caracterizar corretamente estas galáxias longínquas.  "A única informação que os astrónomos têm das galáxias distantes é-lhes fornecida pela radiação que chega aos telescópios. Sem fazer suposições sobre o que é responsável por esta radiação, não podemos tirar conclusões sobre a galáxia, tais como quão massiva ou jovem ela é. Este estudo mostra que a suposição frequente de que a maioria das estrelas existem de forma isolada pode levar a tirar as conclusões erradas," conclui Hughes Sana. Para compreender qual a proporção estes efeitos e como é que esta nova perspectiva afectará a nova visão da evolução galáctica, temos que trabalhar mais. Fazer a modelização de estrelas binárias é algo complicado, por isso demorará algum tempo até que estas considerações sejam incluídas nos modelos de formação galáctica.

Maiores, mais quentes e mais massivas estrelas são fotografadas por nova câmera do Hubble

O telescópio espacial Hubble, da NASA, lançado em 1990 para observar e fotografar objetos astronômicos, nos deu a chance de estudar mistérios e belezas do Universo diversas vezes. Com um alcance de 14 bilhões de anos-luz (um ano-luz equivale a 9,5 trilhões de quilômetros), sofreu a primeira reforma em 1993 e desde então vêm se renovando para permitir que nós tenhamos uma melhor compreensão do espaço. Por exemplo, com sua remodelada Wide Field Camera, Hubble registrou em luz visível a região de formação estelar 30 Doradus, na qual fica um enorme aglomerado das maiores, mais quentes e mais massivas estrelas conhecidas.

Dentro de uma galáxia vizinha conhecida como Grande Nuvem de Magalhães, localizada no coração da Nebulosa da Tarântula, que recebeu esse nome por causa de seus filamentos brilhantes que lembram as pernas de uma aranha, fica a 30 Doradus.No centro dessa região, que contém milhões de jovens estrelas, podemos ver o aglomerado estelar R136, esculpido com formas alongadas por fortes ventos e radiação ultravioleta.

Por ser a maior região ativa de formação de estrelas do grupo local de galáxias, o seu brilho – fluorescente por causa da já mencionada radiação ultravioleta das estrelas jovens e maciças aí nascidas – é tão intenso que é perfeitamente visível a olho nu, mesmo que 30 Doradus fique a cerca de 170.000 anos-luz de distância de nós. A maioria das estrelas desse “super aglomerado estelar jovem” tem entre 1 e 2 milhões de anos, é gigante ou supergigante, e do tipo espectral O3 (espécie de classificação estelar, que significa que elas são muito quentes e muito luminosas – milhões de vezes superiores ao nosso sol – e azuladas em cor; são as mais raras estrelas da sequência principal): 39 estrelas do R136 possuem esta classificação.
Fonte: http://hypescience.com 

Detectado restos de supernova que explodiu

© Chandra (supernova  SN 1957D na galáxia M83)
Há mais de cinquenta anos atrás, uma supernova foi descoberta na M83, uma galáxia espiral localizada a aproximadamente 15 milhões de anos-luz de distância da Terra. Os astrônomos usaram o Observatório de Raios-X Chandra da NASA para fazer a primeira detecção dos raios-X emitidos pelos detritos dessa explosão. Denominada de SN 1957D, pois foi a quarta supernova descoberta no ano de 1957, ela é uma das poucas localizadas fora da Via Láctea que é detectável tanto em comprimentos de onda de rádio como em comprimentos de onda ópticos, décadas depois de que a explosão foi observada. Em 1981, os astrônomos viram a parte remanescente da estrela que explodiu em ondas de rádio, e então em 1987 eles detectaram a parte remanescente da explosão em comprimentos de onda ópticos, anos depois da luz da explosão por si só ter se tornado indetectável.

Uma observação relativamente curta, com aproximadamente 14 horas de duração, feita com o Observatório de Raios-X Chandra da NASA em 2000 e 2001 não detectou qualquer raio-X proveniente da remanescente da SN 1957D. Contudo, uma observação muito mais longa obtida em 2010 e em 2011, totalizando 8 dias e meio do tempo do Chandra, revelou a presença da emissão de raios-X. O brilho do raio-X em 2000 e 2001 era praticamente o mesmo ou um pouco menor do que o observado nessa imagem profunda.

Essa nova imagem feita pelo Chandra, da M83 é uma das mais profundas observações de raios-X já feita de uma galáxia espiral. A visão de campo completo da galáxia espiral mostra os raios-X de baixa, média e alta energia observados pelo Chandra em vermelho, verde e azul respectivamente. Os novos dados de raios-X provenientes da remanescente da SN1957D, fornece informações importantes sobre a natureza dessa explosão que os astrônomos acreditam tenha ocorrido quando uma estrela massiva esgotou totalmente seu combustível nuclear e colapsou.

A distribuição dos raios-X com energia sugere que a SN1957D contém uma estrela de nêutrons, ou seja, uma estrela densa com rotação rápida formada quando o núcleo de uma estrela pré-supernova colapsou. Essa estrela de nêutrons, ou pulsar, pode produzir um casulo de partículas carregadas que se move com velocidade próxima da velocidade da luz e que é conhecido como pulsar de vento de nebulosa. Se essa interpretação for confirmada, o pulsar na SN 1957D tem 55 anos, e é o pulsar mais jovem já observado. A parte remanescente da SN 1979C na galáxia M100 contém outro candidato a ser o pulsar mais jovem já observado, mas os astrônomos ainda não têm certeza se o que existe no centro da SN 1979C é um pulsar ou um buraco negro.

Universo pode ter singularidade não prevista por Einstein

Um corpo de grande massa pode não ser a única forma de distorcer o tecido do espaço-tempo. [Imagem: NASA]

Curvatura do espaço-tempo - A teoria da relatividade geral de Einstein estabelece que corpos de grande massa curvam o tecido do espaço-tempo, sendo essa curvatura um efeito que conhecemos como força da gravidade. Isso significa que Einstein considerava que o tecido do espaço-tempo é originalmente plano em um dado local.

Mas pode não ser bem assim. - É o que propõem Moritz Reintjes e Zeke Vogler (Universidade de Michigan) e Blake Temple (Universidade da Califórnia, em Davis). Segundo eles, há uma outra forma de criar ondulações no tecido do espaço-tempo.  "Nós demonstramos que o espaço-tempo não pode ser localmente plano em um ponto onde duas ondas de choque colidem," explicou Temple. "Isto representa um novo tipo de singularidade na relatividade geral".

Singularidade - Os físicos chamam de singularidade o núcleo de um buraco negro, onde a curvatura do espaço-tempo atinge valores extremos, algo que as equações da física não contemplam. De forma mais geral, uma singularidade é um pedaço do espaço-tempo que não pode parecer plano em nenhum sistema de coordenadas. Segundo a relatividade geral, a gravidade é tão forte perto de uma singularidade que o espaço-tempo se distorce.

Singularidade de regularidade - Uma onda de choque pode criar uma descontinuidade, uma mudança abrupta, na pressão e na densidade do tecido do espaço-tempo, criando um ressalto em sua curvatura. Mas, desde os anos 1960, os físicos calculam que uma única onda de choque não é suficiente para descartar a natureza plana do espaço-tempo em um determinado local. O que os pesquisadores demonstraram agora é que isso pode acontecer quando duas ondas de choque colidem. Segundo eles, o cruzamento das ondas de choque cria um novo tipo de singularidade, que eles chamaram de singularidade de regularidade.  "O que é surpreendente é que algo tão suave quanto ondas interagindo possa criar algo tão extremo quanto uma singularidade no espaço-tempo," disse Temple.

Em busca de uma singularidade - Os pesquisadores estão agora se debruçando em busca de manifestações dessa singularidade de regularidade, efeitos que possam ser medidos no mundo real. Segundo eles, é possível que ondas de choque que passem pelo interior de estrelas possam criar suas singularidades regulares. Mas será preciso demonstrar isto matematicamente antes que os astrofísicos possam começar a procurar por seus sinais.
Fonte: Inovação Tecnológica
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...